Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank fazem milhões com negócios

Carismáticos, bonitos e pais adotivos de Titi, uma garotinha nascida na África, Bruno e Giovanna encarnam o casal perfeito que magnetiza fãs e publicitários

Junte um casal jovem, lindo e famoso a uma modelo jovem, linda — e grávida. Agite os três em um caldo de mexericos que insinuam que o rapaz teve um affair com a top model e é o pai do bebê. Ponha para ferver em fogo alto. A massa empelota e os ingredientes perdem a liga. Tal receita, síntese de um desastre conjugal, é o resumo de um imbróglio que envolveu, há cinco anos, o ator Bruno Gagliasso e sua mulher, a atriz e apresentadora Giovanna Ewbank. Depois de protagonizarem uma festança para 250 convidados em Petrópolis, em 2010, Gagliasso e Giovanna viram o casamento se estilhaçar dois anos depois, em decorrência de uma aventura amorosa do ator. Giovanna saiu de casa e procurou um advogado para tratar do divórcio. A separação durou dois meses, tempo suficiente para aparar as arestas e para que eles retomassem a união. Feito o teste de DNA do bebê, provou-se que Gagliasso não era o pai. “Sofri muito, eu queria morrer. Mas hoje, refletindo, viveria tudo de novo para sermos o casal em que nos transformamos”, diz a atriz. “Conversamos muito, amadurecemos e, se antes havia alguma dúvida, ali tivemos a certeza de que queríamos ficar juntos”, reconhece ele. Analisando a situação com frieza, é possível constatar que a ruptura pública seguida da conciliação fez bem à imagem de ambos — justamente o contrário do que seria de esperar. Atualmente, Gagliasso, de 35 anos, e Giovanna, de 30, estão entre os garotos-­propaganda favoritos da publicidade brasileira e simbolizam aquilo que os americanos chamam de power couple.

Casais bonitos, bem-sucedidos e famosos sempre atiçaram o imaginário do público, que enxerga neles um ideal a ser seguido. Os atores Elizabeth Taylor e Richard Burton encarnaram esse papel na vida real enquanto o casamento durou, assim como, mais tarde, Brad Pitt e Angelina Jolie. Os cantores Jay Z e Beyoncé ocupam essa posição hoje nos Estados Unidos, enquanto na Inglaterra David e Victoria Beckham encarnam o modelo. Por aqui, Gagliasso e Giovanna formam, junto com Luciano Huck e Angélica, Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima e Lázaro Ramos e Taís Araújo, o carismático e poderoso time dos astros e estrelas do showbiz nacional casados entre si. “É o que chamamos de quarteto mágico da propaganda. Eles funcionam bem separados, mas vão ainda melhor juntos”, analisa o publicitário Nizan Guanaes. Gioh, como Giovanna é conhecida pelos mais próximos, e o marido têm uma peculiaridade que os torna ainda mais admirados. Em 2015, “nasceu” Chissomo, a Titi, filha do casal. Nasceu, nesse caso, é força de expressão. A menina tinha 1 ano quando Giovanna e Gagliasso a conheceram, no Malaui, um dos países mais pobres do mundo, e providenciaram sua adoção. Foi uma experiência, segundo dizem, tão fascinante que os fez pensar em aumentar a família. Além de planejarem filhos biológicos, os dois já estão no processo para ingressar na fila de adoção nacional. “Gioh e Bruno personificam os anseios contemporâneos, como ser livres de preconceitos, por exemplo. É o casal do nosso tempo”, completa Washington Olivetto, outro mestre da propaganda. Estima-se que a cada campanha nacional de seis meses de duração eles ganhem juntos 1,4 milhão de reais.

(VEJA RIO/Veja Rio)

A bem-sucedida parceria de Gagliasso e Giovanna avança para além dos anúncios publicitários. Nos últimos três anos, o casal virou um fenômeno empresarial com participação em mais de dez negócios. O primeiro surgiu por acaso, durante uma conversa entre amigos, quando um deles propôs ao ator a sociedade no restaurante orgânico Le Manjue, que está às vésperas de abrir sua segunda unidade na capital paulista. O estabelecimento produz uma famosa ganache de biomassa de banana verde e cacau. Acondicionada em potinhos de 175 gramas, a guloseima zero tudo (lactose, açúcar, gordura etc.) já ganhou as prateleiras de 200 varejistas de dezenove estados. “Quando a gente lançou o produto em supermercados, o Bruno, de pote na mão, até brincava de aviãozinho com uma colher para convencer os clientes a experimentar”, lembra o sócio Bruno Fattori.

De fato, Gagliasso se envolve para valer e, na maioria dos casos, entra no negócio por paixão. Ao conhecer o crossfit durante a preparação para viver o serial killer da série Dupla Identidade, encantou-se pelo treino de alta intensidade. Atualmente, ele e a mulher são sócios de três boxes da modalidade esportiva. São proprietários ainda do evento de MMA chamado Fight 2 Night, que mistura lutas e shows e já prepara sua terceira edição. Embora siga uma alimentação natural e orgânica, o ator é completamente alucinado por hambúrguer. Tanto que decidiu procurar pessoalmente o dono da descolada lanchonete nova-iorquina Burger Joint, o empresário Steven Pipes, para propor uma sociedade. Na negociação, ele e a mulher conseguiram o direito de abrir franquias do negócio não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina e nas cidades americanas de Miami e Orlando. “Minha sorte é que a Gioh fala bem inglês”, brinca Gagliasso. A rede já tem duas filiais no Rio, duas em São Paulo e o terceiro endereço de lá será aberto em breve. O plano de expansão é ambicioso: investirão com os sócios 20 milhões de reais em mais vinte lojas. “Eles são muito comprometidos com o negócio. Apesar da fama, dão duro de verdade”, atesta Pipes, o criador da hamburgueria.

Pouco tempo de conversa é suficiente para perceber que, mais do que cumplicidade, a relação entre ambos é regida pela complementaridade. Gagliasso é do tipo hiperativo, entusiasmado e dono de uma profícua rede de contatos em diversas áreas. Giovanna, por sua vez, é realista e cautelosa. “Estou sempre com um pé atrás, e ele com os dois na frente. A gente se equilibra”, explica a atriz e apresentadora. Embora muitas vezes o marido apareça à frente dos empreendimentos, ela detém sociedade em tudo. Com tantos negócios em setores tão distintos, constituíram uma holding, a 13BGM, integrada pelo empresário da dupla, Mauro Lemos. A empresa funciona como uma espécie de guarda-chuva, que abarca as participações nas demais operações. O algarismo que antecede a sigla com as iniciais do trio de donos não está ali por acaso. Gagliasso considera o treze seu número da sorte — ele nasceu e fez questão de se casar nesse dia. Giovanna também acredita no poder dos números, mas prefere o oito. O classudo Espaço Gioh, que mistura salão de beleza e barbearia no Itanhangá, por exemplo, foi aberto nessa data, em novembro passado. Na mesma época, inauguraram com mais dois sócios a Pousada Maria Bonita, em Fernando de Noronha. Atraída ainda pela ideia de estimular o empreendedorismo, a dupla aposta em startups, entre elas a desenvolvedora de aplicativos como o Garupa, uma espécie de Uber para motos, e o CredPago, que intermedeia o aluguel de imóveis sem fiador ou seguro-fiança. Recentemente o casal se tornou sócio de uma clínica médica popular, em Guarulhos, com mais de trinta especialidades, e planeja agora abrir um restaurante no Rio com foco apenas em delivery. “Os negócios não são um plano B para mim. Eu me descobri um empreendedor, e isso me dá tanto prazer quanto atuar”, comenta Gagliasso.

A cada mês, chegam, no mínimo, quarenta propostas de negócio para a dupla. Até Titi é assediada. No caso da menina, de 3 anos, Gagliasso e Giovanna recebem diariamente pelo menos um convite para anúncio ou licenciamento de produto — que eles recusam veementemente. Nas redes sociais, a família também é um furacão, com mais de 25 milhões de seguidores. De acordo com a empresa de compilação de dados Airstrip, toda vez que um ou outro fala da filha ou publica uma imagem dela, o volume de curtidas e comentários aumenta 513%.

Gagliasso e Giovanna começaram a trabalhar cedo. Ele entrou para um curso de teatro aos 14 anos, e três anos depois estreava na televisão com o sucesso Chiquititas. Hoje, é um dos atores mais festejados da sua geração, com contrato ininterrupto na TV Globo desde 2002. Seu tino comercial se revelou em 2005, quando ajudou na abertura da pizzaria da família, na Barra da Tijuca. Giovanna virou modelo aos 15 anos e, aos 20, ganhou um papel no seriado Malhação. Depois de atuar em quatro novelas, decidiu voltar-se para o trabalho de apresentadora. Sem vínculo com nenhuma emissora, lançou em janeiro um canal no YouTube em que seus vídeos têm mais de 1 milhão de visualizações. A simbiose entre os negócios e a publicidade se repete nas finanças e no patrimônio pessoal, encorpado com obras de arte e imóveis. O xodó dos dois no momento é um rancho que eles pretendem construir num imenso terreno em Secretário, na região serrana, para criar cavalos e outros animais. “Esse projeto é a nossa maior extravagância”, diz o ator, que, assim como a mulher, afirma ser comedido nos gastos. “Jamais compraria um jatinho ou helicóptero. Se me dessem, poria para alugar e faria dinheiro”, completa. Parafraseando Don Vito Corleone, o mafioso-mor de O Poderoso Chefão: “Um homem que não se dedica aos negócios da família nunca será um homem de verdade”

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  1. Isso se chama ostentação e acho infantil e imatura a exposição, ainda mais nos dias de hoje que a bandidagem busca dinheiro fácil. Discrição e humildade fazem bem!