Três perguntas para Bruce Gomlevsky

Mais conhecido pelo desempenho no palco, o ator volta ao circuito com duas peças que dirige: O Homem Travesseiro, no Teatro Dulcina, e Aos Domingos, no Espaço Tom Jobim

Com a carreira de diretor em ascensão, como fica o trabalho de ator? Recebi dez convites para dirigir peças. Isso se deve, naturalmente, ao meu trabalho como ator. Nunca vou parar de atuar, amo subir no palco. E dirigir também tem me dado muito prazer. Quero conciliar as duas funções.

Como é dirigir e atuar na mesma peça, como você faz em O Homem Travesseiro? O risco é que eu prejudique meu trabalho como ator. Mas tenho me precavido contra isso com uma ótima assistente de direção, que filma os ensaios, e com uma preparação para o papel que começa com muita antecedência.

Aos Domingos reestreou com uma troca no elenco. Que desafio essa mudança trouxe para o seu trabalho de diretor? A substituição é sempre um risco para a qualidade do trabalho. Mas a entrada de um jovem ator tão talentoso quanto Michel Blois (no lugar de Jorge Caetano) trouxe novos tons para o personagem. Tivemos pouco tempo de ensaio, e eu gosto de ensaiar com calma, mas o Michel está muito bem.

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