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A mostra do fotógrafo Sebastião Barbosa e a peça Os Mamutes são as dicas da semana

EXPOSIÇÃO

Sebastião Barbosa. Com mais de cinquenta anos de carreira, fundador, nos anos 70, da pioneira agência brasileira Câmera Três, ao lado de Claus Meyer (1944-1996) e Walter Firmo, o tarimbado profissional amazonense visita as origens de sua arte em Sebastião Barbosa, Fotógrafo. Na mostra, em cartaz no Oi Futuro Ipanema, ele apresenta o resultado de uma década de pesquisas com pinhole, a técnica rudimentar de captura de imagens através do uso de latas, caixas e outros objetos como câmaras escuras. Cartões-postais do Rio (o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor) e de Paris (o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel, a pirâmide do Museu do Louvre) ganham ângulos e recortes surpreendentes saídos do equipamento improvisado. Ao lado das fotos são exibidos doze curiosos aparelhos construídos por Barbosa. No centro da sala também chama atenção um enorme totem com centenas de latas de todos os tipos ? que ele já usou como câmera. Saiba mais na coluna Exposições.

TEATRO

Guga Melgar / Divulgação

Guga Melgar / Divulgação

Os Mamutes. Vencedor do Prêmio Shell de melhor autor em 2010, por Savana Glacial, o dramaturgo Jô Bilac, 28 anos, guardava havia mais de uma década uma ótima prova de seu talento: a comédia em cartaz no Espaço Sesc, em Copacabana. Levemente inspirado no livro Através do Espelho ? E o que Alice Encontrou Lá, de Lewis Carroll, o texto também é protagonizado por uma menina, a maquiavélica Isadora Faca no Peito, de 9 anos. Conduzida a um universo fantástico, através de meios contemporâneos como a TV e a internet, a garota (em interpretação impagável de Débora Lamm) recorre a brinquedos para dar vida a personagens bizarros. A fábula de Bilac, criada em cena por Isadora, conta a história de um rapaz honesto que tenta conseguir trabalho na rede multinacional de lanchonetes Mamute?s Food, famosa por fabricar hambúrgueres de carne humana. Assustadora na aparência, a trama tem produção esmerada, com músicos em cena e doze atores, e, como a obra de Carroll, reflete o real com incômoda coerência.

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