Após sucesso dos trucks, food bikes invadem a cidade

Diante do alto custo dos caminhões, comércio sobre bicicletas cresce no Rio

Como todo modismo, a chegada dos food trucks foi cercada de expectativa e entusiasmo, tanto por parte dos clientes, ávidos por novidades, como dos candidatos a empreendedores. Alinhado ao segundo grupo, Frederico Gomes passou a ver no comércio ambulante de comida sua chance de fortuna. Isso até começar a fazer as contas: montar um desses trailers modernos exige um investimento inicial de pelo menos 50 000 reais. Sensatez, pesquisa e conversa com familiares o levaram a optar por uma versão bem mais modesta do negócio. Hoje, o advogado de 34 anos é dono da Beer Bike 21, uma bicicleta adaptada para receber garrafas de cerveja que lhe custou cerca de 7 000 reais. Há quatro meses no ramo, Gomes desistiu da vida no escritório e está satisfeito com seu novo veículo de trabalho. “Meu sonho era ter um caminhão, mas, investindo menos, encontrei uma atividade com logística simples e retorno rápido”, diz o empresário ciclista.

Gomes vai encontrar dez colegas em uma feira promovida no Shopping Metropolitano de quinta (4) a domingo (7) e entre os dias 11 e 14, sempre a partir das 13 horas. Vistoso a ponto de já inspirar eventos desse tipo — outras paradas no roteiro dessa turma podem ser conferidas nas páginas do Facebook —, o empreendedorismo na base da pedalada tem adeptos de estilos variados. Giovanni Perrota partiu de um triciclo e um trocadilho para criar a Don ConeOne, especializada em piz­zas no formato de cone. Gastou 20 000 reais com equipamento e tem explorado todas as oportunidades que surgem. “Até festa de casamento eu já fiz; afinal, ninguém quer um caminhão perto da pista de dança”, provoca. Luiz Fernando Véttere e Taissa Saldanha trocaram o jornalismo pela Sabores de Família, linha de geleias artesanais. Outro casal, Thiago Inácio e Rhaiza Araujo, apostou nos bolos de chocolate da moda e montou a Brow­nie Bike. Na garupa desse mercado curioso há até sorvete para cachorro, o Eulato — no mínimo, mais uma razão para a turma da coleira perseguir bicicletas por aí.

Infográfico

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