Patricinha do Leblon, não

Quando deixou a família em São Paulo e veio morar no Rio para trabalhar na TV, a atriz Thaila Ayala pegava a ponte áerea como quem anda de táxi. Cinco anos depois, ela está de novo nessa vida em trânsito, cujo pior é nunca conseguir desfazer as malas por inteiro. Toda quinta à tarde, embarca para a capital paulista, onde está em cartaz com a peça A Tempestade, de Shakespeare, sua primeira experiência no teatro. “Dispensei um convite para interpretar no palco uma patricinha do Leblon e preferi esperar por um papel que me provocasse mais”, diz. Em seu apartamento no Recreio, Thaila não desgruda de três livros: uma biografia do mais influente dramaturgo de todos os tempos, o texto da montagem em si e um outro sobre a época em que se desenrola a trama. Totalmente adaptada à vida carioca, ela cumpre um ritual infalível nas manhãs de segunda, assim que desembarca no Rio. Chova ou faça sol, põe os pés na beira d?água, a fim de “trocar energia”.

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