3 perguntas para Luzer David Machtyngier

Violinista e representante dos músicos reintegrados, Luzer David Machtyngier conversa sobre a crise e a formação do novo corpo orquestral da Fundação OSB

1- O que o nome do novo conjunto, OSB Ópera & Repertório, diz sobre suas intenções artísticas? O que podemos esperar deste grupo, no que diz respeito aos programas executados, maestros e solistas convidados, espaços nos quais ele se apresentará e número de instrumentistas por concerto?

Enquanto não existirem condições para a unificação dos dois corpos orquestrais, o grupo dos músicos reintegrados ficará encarregado de uma programação voltada basicamente para o repertório operístico (“óperas-concerto”) e de música brasileira. A Direção Artistica da FOSB está elaborando o calendário 2012, no qual a “OSB Ópera&Repertório” tem assegurada a oportunidade de trabalhar nas mesmas condições que o outro conjunto da Fundação, seja do ponto de vista artístico, seja com relação aos espaços adequados para exercer sua atividade.Os músicos reintegrados tem plena condição de oferecer ao público da OSB o padrão de qualidade que estes sempre desfrutaram, ao longo de décadas. Com relação ao número de instrumentistas, serão contratados músicos extras sempre que necessário, de forma idêntica ao que ocorre no outro corpo orquestral.

2- O acordo assinado em setembro prevê que, eventualmente, alguns dos músicos reintegrados podem ser incorporados a um concerto específico da OSB. Isso significaria conviver com o maestro Minczuk. Como os músicos reintegrados lidam com essa possibilidade?

A convivência do maestro Minczuk com os músicos reintegrados somente ocorrerá no caso improvável da aceitação, por parte desses últimos, de um convite da FOSB para que trabalhem sob a sua direção. A possibilidade da recusa está consignada no “Parágrafo Único”, da Cláusula Sétima, do “Acordo coletivo de trabalho” que proporcionou a reintegração, assinado em 02.09.2011. Atualmente, também por outros motivos, é inviável a possibilidade de convivência dos músicos reintegrados com o maestro Minczuk.

3- O acordo também dispensa os músicos do novo corpo orquestral de dedicação exclusiva ao mesmo. Em que medida isso dificulta a evolução deste grupo rumo à excelência artística?

A excelência artística está condicionada a inúmeros fatores, dentre os quais o item “dedicação exclusiva” não deve ser considerado primordial. Nos 70 anos de sua existência, a OSB primou pela qualidade de suas apresentações , inclusive a nível internacional, sem nunca ter adotado esse regime, apenas exigindo que os músicos sob contrato dessem “prioridade” à pauta de trabalho da OSB.

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