Thomas Troisgros faz mutirões para dar comida à população de rua

Sócio da rede de hamburguerias T.T. Burger, ele se reuniu com dois amigos para distribuir sanduíches aos moradores de rua

Thomas Troisgros: sanduíches de graça para moradores de rua (Selmy Yassuda/Veja Rio)

Responsável pelas premiadas receitas do Olympe, recém-incluído na lista dos 100 melhores restaurantes do mundo, e sócio da rede de hamburguerias T.T. Burger, Thomas Troisgros decidiu sair um pouco de trás do fogão há dois anos e meio. Numa madrugada, no fim do ano de 2014, largou o avental, as panelas e as planilhas de custos e se reuniu com dois amigos para distribuir sanduíches aos moradores de rua. “Aquele momento foi um baque para nós. No dia seguinte, chamamos todos os sócios e colaboradores, e decidimos montar um movimento trimestral para oferecer amor a pessoas que se encontram em situação vulnerável de vida”, conta. Nascia ali o MuTTirão, que chegou à oitava edição, com 200 voluntários e o engajamento de dezoito empresas. “Já tivemos doações de sorvetes, brownies, roupas, kits de saúde e higiene. O hambúrguer se tornou um coadjuvante”, explica Thomas, sem esconder o orgulho. “Essa é a nossa maior conquista.”

“O movimento tem um impacto transformador maior nos voluntários do que nas pessoas em situação de rua”

Toda a ação dura cinco horas. Os voluntários saem da filial da T.T. Burger do Arpoador à m­­eia-noite, vão para o Centro e de lá só retornam às 5 da manhã. “Depois da distribuição dos sanduíches, fazemos cortes de cabelo e incentivamos a interação entre todos os integrantes. O amor e a solidariedade são os artistas principais”, diz Thomas, que pretende expandir a iniciativa. Por meio de um processo de triagem realizado com empresas de RH parceiras, a ideia é auxiliar quem está em busca de emprego. “Também queremos ajudar no encaminhamento para clínicas de reabilitação”, acrescenta. Aos interessados em participar dos mutirões, a inscrição é feita através do e-mail muttirao@ttburger.com.br. O chef garante que vale a pena. “O movimento tem um impacto transformador maior nos voluntários do que nas pessoas em situação de rua. E não é preciso fazer nada. Apenas aparecer no local, subir no ônibus e praticar o bem.

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