Briga bem nutrida

Disputando clientes de um mercado em expansão, as nutricionistas Andréa Santa Rosa e Patricia Davidson trocam farpas

João Cotta / TV Globo (Fernanda), Cláudio Andrade / Editora Globo (Sheron), Márcio Nunes (Thiago)

João Cotta / TV Globo (Fernanda), Cláudio Andrade / Editora Globo (Sheron), Márcio Nunes (Thiago)

São duas mulheres bonitas, bem-sucedidas, bem casadas e, pode-se dizer, bem briguentas também. E que estão disputando cada centímetro de um mercado em franca expansão: o das dietas. O que uma faz a outra tenta fazer pelo menos igual ? ou, se possível, melhor. Proclaman­do-se “pioneira”, no Rio, da chamada “nutrição funcional”, Patricia Davidson há um ano deixou para trás o acanhado consultório que havia aberto em Ipanema, no longínquo 2006, e transferiu-se para um luxuoso megaespaço de 130 metros quadrados no mesmo bairro. Pois não é que, há poucos meses, tal como fez a colega, Andréa Santa Rosa (no ramo desde 2009) também se mudou? Expandiu seus domínios e agora possui um superescritório de 150 metros quadrados destinado ao tratamento de pacientes, no Leblon, bairro vizinho. Detém apenas metade do número de clientes de Patricia, mas a meta é diminuir a diferença: “Sou perfeccionista, competitiva mesmo, e creio que essa disputa é saudável”, diz Andréa. “Quando o caminho já foi trilhado, fica mesmo mais fácil segui-lo”, desdenha Patricia.

Juntas, elas mantêm uma lista de quase 10?000 cariocas sob sua tutela ? entre eles, dezenas de celebridades. Para todos, montam programas alimentares baseados em princípios criados nos Estados Unidos nos anos 90, difundidos no Brasil a partir de 2004 pelos nutricionistas Gabriel Carvalho e Valéria Paschoal. É coisa fina. Fazem parte dos rituais, por exemplo, o envio de cozinheiras à casa do paciente e tratamentos estéticos com laser e ozônio, além de debates sobre gastronomia. Contando com dezenas de massagistas e fisioterapeutas na equipe, ambas costumam classificar seu local de trabalho não como “consultório”, mas como “clínica de convivência”.

Mulher de um empresário do setor de móveis e obcecada pela profissão, a carioca Patricia (34 anos, 1,65 metro, 52 quilos) é fã de comida japonesa e sua perdição são aqueles quibinhos de festa infantil. Faz duas sessões de terapia por semana e confessa que às vezes não relaxa nem nos momentos mais íntimos: “Preparei uma palestra em plena lua de mel”. De perfil mais tímido e reservado, a paulista Andréa (35 anos, 1,75 metro, 60 quilos, casada com o ator Márcio Garcia) adora massas sem glúten e sofre quando evita deliciosas, mas engordativas, farofas. Ela descreve o que seria a maior distinção entre seus métodos de trabalho e os da concorrente: “O diferencial são os serviços que minha clínica oferece, ao acolher e auxiliar o paciente durante todo o tratamento.” Claro que Patricia rebate, diz que faz melhor, e ainda desafia: “Andréa costuma falar que me deu aulas, mas nunca frequentei sequer um curso dela. No duro, ela é que foi minha aluna, e até cliente”. Vê-se que a batalha deve continuar ? verdadeiros tratores, e supercompetentes no que fazem, as duas são duras de engolir.

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