Mitos e verdades das academias

Professores de academias do Rio esclarecem quinze dúvidas relacionadas à prática de esportes

Ao começar um novo ano, muitas pessoas listam entre suas promessas e resoluções o foco na saúde e na boa forma. Com isso, as academias da cidade veem um aumento considerável nas matrículas durante o mês de janeiro. Animada com uma mudança de hábito para o ano que começa, muita gente não perde tempo e aproveita o otimismo para mudar os hábitos, apostar nos esportes e perder uns quilinhos para entrar em forma antes que o verão acabe. Junto com esta leva de novos alunos, os professores dos estabelecimentos precisam, no entanto, lidar com inúmeras dúvidas e informações equivocadas nas quais os novos esportistas acreditam. Consultamos os profissionais de algumas das principais academias da cidade e listamos, abaixo, as quinze dúvidas mais frequentes que chegam a eles nesta época do ano.

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Mito: “Se a duração das atividades for a mesma, os exercícios mais intensos irão consumir mais calorias que os de intensidade moderada. Além disso, o EPOC (excess post excersise oxygen consumption ou consumo excessivo de oxigênio após o exercício) é maior nos exercícios mais intensos, o que faz o metabolismo continuar acelerado durante um tempo para recuperar os níveis energéticos basais”, explica o professor Rodrigo Valentim, da Companhia Athletica.

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Mito:

“Não! O exercício abdominal é um exercício localizado de fortalecimento da musculatura do abdômen. Para desenvolver um abdômen bem definido é necessário realizar atividades aeróbicas, para a perda de gordura, juntamente com uma dieta e a prática de exercícios”, afirma a professora Élida Oliveira, da Companhia Athletica.

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Mito: Segundo a professora Élida Oliveira, este é mais um mito. “A dor muscular tardia é um processo normal, no entanto não significa que somente na presença dela o exercício trará resultado. Este processo é resultado de uma sequência de microtraumas (lesões) sofridos pelas fibras musculares da região envolvida, que vai se adaptando aos poucos. Assim, com o tempo, os receptores de dor ficam menos sensíveis, por isso a dor não é um indicador de resultados”, esclarece a professora Élida Oliveira, da Companhia Athletica.

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Verdade:

O professor André Chaves, coordenador da academia Rio Sport da Barra, explica: “Com a prática de atividades físicas existe um aumento do gasto energético e, com isso, a necessidade de uma maior ingestão para reposição. Além disso, também pode ocorrer aumento de massa muscular e aceleração do metabolismo, fatores que também podem contribuir para o aumento do apetite, além da baixa dos índices de glicemia”.

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Mito: “O corpo não tem capacidade de transformar gordura em músculo. O que ocorre é a redução da quantidade de gordura e o aumento da quantidade de massa muscular através de treinamentos aeróbicos e contra resistência, associados a uma rotina alimentar balanceada e saudável. Daí a importância de se realizar exercícios aeróbicos e contra resistência periodicamente”, esclarece André Chaves, da Rio Sport Barra.

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Mito:

“A perda de gordura é metabólica, não existe exercício para perda específica em nenhuma região do corpo! O que há é um acúmulo em determinadas regiões, que variam em homens e mulheres e que são as últimas regiões a serem perdidas! Redução calórica e aumento da atividade física, essa é a fórmula secreta”, afirma o professor Vinicius Zimbrão, coordenador da academia Velox Fitness.

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Mito: Zimbrão explica que “qualquer atividade física que os usa pode machucá-los se realizada de maneira errada, seja corrida, step, futebol, musculação, frescobol… Movimentos corretos e ajustes adequados da bike, resolvem o problema”.

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Verdade:

“É verdade. Com o passar dos anos, o metabolismo fica mais lento. Isso vale para tudo e faz parte do processo de envelhecimento”, explica o coordenador da Velox Fitness, Vinicius Zimbrão.

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Mito: “A partir de quinze dias sem praticar exercícios, você começa a ter perda dos ganhos que conquistou nos últimos meses, seja de força ou tônus muscular, mas a velocidade dessa perda vai depender do metabolismo de cada pessoa e não acontece toda de uma só vez”, esclarece o professor de musculação Marcus Vinicius, supervisor técnico do Espaço Stella Torreão.

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Mito:

“Apesar de atividades aeróbicas intensas e/ou prolongadas aumentarem a quantidade de radicais livres, os impactos e os movimentos produzidos durante a corrida não geram tal efeito. Essa queda está mais ligada a fatores fisiológicos, como idade, sexo, produção/qualidade de colágeno, entre outros”, explica André Chaves, coordenador da Rio Sport Barra.

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Mito: André Chaves, da Rio Sport Barra, explica que isso não é uma regra. “Se a pessoa tem uma alimentação diária balanceada, saudável e satisfatória, seu corpo estará pronto para a prática de exercícios. Porém, se isso não for uma realidade, recomenda-se o consumo não só de carboidrato, mas também de proteína, para que não haja a utilização em demasia da massa muscular como fonte de energia”.

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Verdade: “Ao hidratarmos o organismo durante o treino, conseguimos manter o bom desempenho do mesmo, contribuindo com a continuidade da atividade e de todos os benefícios oriundos da prática. A hidratação deve ser moderada, já que o excesso pode causar desconforto no estômago. O ideal é que se tome pequenos goles regularmente”, afirma o professor Rodrigo Valentim, da Companhia Athletica.

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Mito:

De acordo com Vinicius Zimbrão, coordenador da Velox Fitness, isso é apenas uma ilusão. “Após o treinamento, o indivíduo fica inchado devido a adaptações agudas. O banho quente relaxa e dilata os vasos sanguíneos, enquanto a ducha gelada faz o inverso, aumentando o tempo de inchaço depois do treino”.

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Mito: “Muita gente acredita nisso, mas é mentira. Cada atividade pode ser preparada para diferentes públicos, e com a hidroginástica não é diferente. Ela pode ser sim um exercício bem intenso e proporcionar uma perda maior de calorias, depende da aula que o professor vai preparar para cada perfil de aluno”, afirma o professor Marcus Vinicius, do Espaço Stella Torreão.

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Mito: “O agasalho aumenta a temperatura do corpo e não deixa o suor ser liberado. Você perde mais líquido, e não gordura, e ainda prejudica a liberação do suor. O ideal é usar roupas leves que facilitem a transpiração”, recomenda Marcus Vinicius, supervisor técnico do Espaço Stella Torreão.

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