À francesa

Mostra na Barra revive o tempo em que os arquitetos cariocas falavam fazendo biquinho

Há quem diga que só mesmo o Titanic era páreo para o Normandie, imenso e luxuoso navio que na primeira metade do século XX funcionava como uma espécie de embaixada francesa flutuante. Em 1938 ele veio ao Rio, servindo como cruzeiro de Carnaval para milionários americanos, fato que se repetiria no ano seguinte. Seus salões e a decoração das cabines eram um exemplo perfeito do estilo europeu conhecido como art déco. O barco esteve aberto à visitação, e muitos cariocas ali almoçaram, viram shows e fizeram compras em suas lojas. Arquitetos, especialmente, o fotografavam sem parar, tomando emprestadas modernas (para a época) ideias de design. A imagem da embarcação está na mostra Art Nouveau e Art Déco, Estilos de Sedução, em cartaz desde a semana passada no Espaço Península, na Barra, com curadoria de Márcio Roiter. São 250 esculturas, além de móveis, fotos e projeções. Dividida em módulos, a exposição ensina a perceber diferenças entre as duas escolas, o que sempre gerou confusão. O teste ao lado reúne exemplos de prédios (fachada ou área interna) com detalhes nesses estilos que ainda resistem na cidade.

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