… Ivete Sangalo

Com figurinos espalhafatosos e saudações traduzidas literalmente do português para o inglês, a cantora fez um show grandioso no Madison Square Garden, em Nova York, pontuado por momentos emocionantes em que simplesmente não conseguia soltar a voz. Três meses antes da apresentação, no fim do ano passado, os ingressos já estavam esgotados. Boa parte do público era formada por brasileiros radicados na cidade. A caminho de Caraguatatuba para uma micareta no Litoral Norte de São Paulo, Ivete Sangalo contou um pouco sobre sua rotina atribulada e a superprodução que chega ao Rio, no sábado (26), na HSBC Arena.

Antes de cantar Acelera Aê na gravação do DVD, você diz que “é o Brasil no mundo”. Como vai a carreira de embaixadora? Já tenho shows marcados na Inglaterra, na Holanda e na França, além de pedidos para a Ásia. Por onde passo, respondo a perguntas sobre o Brasil. O país vive um ótimo momento, e o tom das perguntas mudou em relação ao que foi em outras turnês internacionais que já fiz. Elas não são mais rudes, são mais suaves. As pessoas têm muita curiosidade pela diversidade da nossa cultura.

Ao vivo, você segue o roteiro do DVD à risca? Numa produção desse porte, é mais difícil sair do script. São muitos figurinos, coreografias e efeitos. Para fazer esse show, viajo com dez caminhões. Há 45 pessoas em minha equipe, fora doze que trabalham na montagem do palco. Acho que a graça para o fã é ficar na expectativa por aqueles momentos que ele viu na TV, mas, como sou muito guiada pela emoção, às vezes fujo do roteiro.

A sua rivalidade com a Claudia Leitte de alguma forma a faz lembrar a que existia entre as cantoras de rádio Emilinha e Marlene? Não sei se parece com a rivalidade das duas porque não conheço a história delas direito. Mas essa história minha com a Claudinha não sei de onde vem. Desde que ela começou, sou perguntada a respeito disso e, por mais que eu responda que não há nada, as pessoas continuam perguntando. Toda vez que falo algo sobre ela, encontram um trecho da declaração para alimentar a polêmica. Acho bacana que existam muitas cantoras, que se invista em muitas cantoras.

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