Fábio Porchat

Além de protagonizar um dos filmes mais bem-sucedidos e engraçados do ano e entrar para o elenco fixo do seriado A Grande Família, o jovem ator ajudou a consolidar a comédia na internet com os vídeos do projeto Porta dos Fundos

Em 2012, o ator e comediante Fábio Porchat provou na prática que o humor não conhece fronteiras. Com uma jornada dura de trabalho que, pelos seus cálculos, pode chegar a dezesseis horas diárias, ele se desdobrou em múltiplas frentes. Em todas, arrancou gargalhadas. No cinema, viveu o traficante Do Morro em Totalmente Inocentes, comédia que ultrapassou 500 000 espectadores, a terceira maior bilheteria de filmes nacionais. Na televisão, encarnou o afetado Everaldo Júnior, o “Príncipe do R$ 1,99”, em sete episódios do seriado A Grande Família. Agradou tanto que vai entrar para o elenco fixo no ano que vem. Desde outubro, é visto na série Meu Passado Me Condena, no canal pago Multishow, no qual ele e a atriz Miá Mello vivem um casal em lua de mel ? o projeto, diga-se, vai virar filme estrelado e escrito pelo próprio Porchat em 2013. No teatro, segue com Fora do Normal, stand-up comedy em cartaz há dois anos e que já atraiu mais de 200?000 pessoas. Mas é na internet que esse carioca de 29 anos vem fazendo uma pequena revolução, em um canal de vídeos do YouTube, o Porta dos Fundos. “Eu diria que 90% das pessoas que me abordam na rua me reconhecem por causa desse projeto”, diz.

Ao contrário de boa parte do conteúdo que se propaga pela rede de computadores, o trabalho do ator não tem nada de tosco nem amador. Porchat e os quatro sócios na empreitada on-line se reúnem semanalmente para discutir textos. As produções são benfeitas e, não raro, contam com locações externas nas ruas da cidade. Todo esse apuro pode ser conferido no hilariante Estaremos Fazendo o Cancelamento, em que o ator surge pintado de azul em uma batalha telefônica com uma atendente de telemarketing. Com mais de 3 milhões de visualizações, é de longe o vídeo mais visto. Todo esse sucesso tem origem em uma guinada radical. Em 2002, quando morava em São Paulo, para onde a família se mudou quando ele ainda era bebê, e estudava administração (“Escolha natural de quem não sabe o que quer da vida”, brinca), Porchat resolveu largar tudo e voltar ao Rio. Aqui, matriculou-se na Casa das Artes de Laranjeiras e passou a escrever textos de humor e atuar em comédias (eventualmente dramas também, mesmo que de forma mais esporádica). “Sempre gostei de fazer graça”, conta. “Sou o cara que brinca com o garçom, que põe a gravata na testa numa festa de casamento. Pensei que seria melhor ganhar dinheiro com esse talento.” Quem está em busca de risadas agradece.

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