Dois anos depois, PM afasta agentes investigados no caso Amarildo

Integrantes do Bope foram vão ficar fora das ruas até a conclusão do inquérito

Os 14 policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), investigados pela ocultação do corpo do pedreiro Amarildo de Souza, foram temporariamente afastados do serviço nas ruas, por decisão do Comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM). Eles ficarão afastados até a conclusão do Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga a participação deles no caso.

Nesta semana, o Ministério Público anunciou que está investigando os policiais do Bope, depois que imagens mostraram carros do batalhão chegando à base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, depois de Amarildo ser, de acordo com as investigações, morto e torturado, em julho de 2013.

As imagens de câmeras locais mostram que, na saída da base da UPP, um dos carros do Bope transportava, em sua caçamba, um volume parecido com um corpo embalado. Esse carro também estava com o GPS desligado.

O Ministério Público já denunciou cerca de 20 policiais da UPP da Rocinha por participação na tortura e morte de Amarildo de Souza, durante uma operação policial na comunidade da zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

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