Dia dos soldados

Desfile militar deve parar o Centro, mesmo sem exibir o aparato de décadas atrás

Sábado que vem é 7 de setembro, feriado nacional, dia de parada no Rio e em dezenas de cidades Brasil afora. Atualmente concentrado na Avenida Presidente Vargas, no Centro, em outros tempos o desfile de tropas se estendia a parques como o Aterro e a Quinta. Durante o regime militar (1964-1985), essa exibição de poderio bélico carregava outros significados e tinha mais impacto ? era acompanhada de perto por dezenas de milhares de pessoas, sendo também transmitida pela TV. Muitos se recordam especialmente da festa de 1972, quando foi comemorado o Sesquicentenário da Independência, em que uma marchinha ufanista que tocava no rádio foi entoada por boa parte dos estudantes presentes ao desfile. “Potência de amor e paz / esse Brasil faz coisas / que ninguém imagina que faz”, diziam seus versos. Neste ano são esperados 6?000 desfilantes, entre eles os sempre simpáticos ex-combatentes, bombeiros e, para delírio da criançada, alguns carros de combate, banda, motos e, claro, a cavalaria.

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