Para Ciro Barcelos

Fundador do Dzi Croquettes, ele é autor, diretor e estrela do bem-sucedido espetáculo sobre o grupo que segue até domingo (28), no Teatro Clara Nunes

Como o Dzi Croquettes, uma trupe que reagia à repressão dos anos 70 com gaiatice e androginia, se posiciona nos dias de hoje? Os Dzis de hoje são de outra geração, pensam diferente, não precisam enfrentar os canhões de salto alto e cílios postiços como nós fizemos. Mas a ditadura cultural e social continua, e continuará por todo o sempre. Os Dzis atuais devem se posicionar politicamente de acordo com a realidade de hoje.

Como é a sua relação com os jovens que estão com você no espetáculo? O elenco se formou em

uma audição à qual foram 500 inscritos. Hoje posso dizer que amo todos como nós, Dzis originais, nos amávamos. A proposta do Dzi é de grupo, comunidade no sentido mais visceral da palavra.

Qual o segredo da sua invejável forma física, aos 59 anos? Com o Dzi, minha vida se resumia a estudar dança e teatro. Praticava muito, meu corpo sempre esteve preparado, trabalhei com grandes coreógrafos e diretores, que exigiam de mim um esforço físico nos limites da resistência humana. Acordo cedo, vou para a academia, depois faço aulas de dança flamenca, medito bastante, me alimento bem.

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