Carioca Nota 10: Fernanda Belém

A escritora Fernanda Belém coordena um projeto que leva oficinas literárias a escolas públicas

Devoradora dos livros de Monteiro Lobato na infância, Fernanda Belém escreveu seu primeiro conto aos 8 anos. Estimulada pelas rodas de leitura promovidas pela mãe, psicóloga com segunda formação em letras, ela mergulhou no universo das histórias e decidiu seguir carreira. Fez faculdade de jornalismo e hoje, aos 31, publica seu segundo romance infantojuvenil, Ah, o Verão!. Em 2012, a paixão pelos impressos uniu Fernanda a sete autoras do Rio, uma de São Paulo e outra de Minas pelas redes sociais, e logo os encontros virtuais se tornaram de carne e osso também. Entre uma reunião e outra para falar do ofício literário, o grupo identificou um problema grave: muitas crianças e adolescentes passam a encarar a leitura como um fardo devido a uma bibliografia inadequada prescrita nas escolas, distante da realidade dos alunos.

“Quem lê tem mais vocabulário, desenvolve a imaginação e melhora a escrita”

Foi exatamente para mostrar que esse exercício tem tudo para ser prazeroso que ela e suas colegas conceberam o projeto Entre Linhas e Letras. Inicialmente aplicada na Escola Municipal Zuleika Nunes Alencar, na Barra, a iniciativa já percorreu mais de vinte instituições públicas de ensino entre Rio, Niterói, São Gonçalo, São Paulo, Campinas, Recife e Fortaleza, atingindo 600 estudantes. Não há mistério para seduzir a moçada. A equipe de Fernanda distribui livros de gêneros variados ? da poesia de Manuel Bandeira às crônicas de Nelson Rodrigues ?, bate um papo sobre a carreira e desenvolve oficinas de escrita. “Transmitimos aos jovens que todo tipo de leitura é importante tanto para a vida pessoal quanto para a profissional”, diz a escritora. Em outra frente, ela também estimula os professores a investir em uma didática diferente, que inclui a organização de peças de teatro, para introduzir novos temas nas aulas. O retorno positivo das dinâmicas não tarda. Muitos alunos adicionam as autoras nas redes sociais para comentar as obras que estão lendo. Neste ano, elas esperam ampliar o alcance do projeto. “Quem lê tem mais vocabulário, desenvolve a imaginação e melhora a escrita”, diz Fernanda. Um bom livro é de fato uma ótima companhia.

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