Beira-mar

Histórias e novidades sobre a sociedade carioca

Esse papel é meu

Nos bastidores do Projac, todo mundo já sabe. É só acumular dois ou três bons personagens nas tramas mais nobres para que os atores comecem a querer escolher seus próximos trabalhos – e recusar aqueles que não agradam tanto. Deborah Secco, por exemplo, não faz a mínima questão de esconder isso. “Quero fazer apenas os personagens que me tornem uma atriz de verdade. Meu foco agora é qualidade em vez de quantidade”, explica a atriz, no ar como uma comissária de bordo muambeira na atual novela das 6. Para buscar papéis mais densos, pelo visto, ela teve de ir para o cinema. No esforço, vale até bater à porta dos diretores, como fez para conquistar a protagonista do filme Boa Sorte. “Pedi para fazer o teste porque vai ser bom para a minha carreira”, acredita Deborah, que viverá uma portadora do vírus da aids.

“Cadê os fotógrafos?”

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Nem a bela Ísis Valverde em um minivestido preto todo recortado, nem Letícia Spiller com seus estranhos cabelos frisados no clima anos 70, nem alguma outra beldade. Quem roubou a cena na festa de lançamento da novela Boogie Oogie, no sábado (2), foi a apresentadora Xuxa. Acompanhando o namorado, Juno, que faz um dono de boate na nova trama das 6, a rainha dos baixinhos causou tanto furor com sua aparição que os fotógrafos partiram em caravana atrás dela. Sobrou para Giulia Gam, que chegou à casa de festas logo a seguir. Com o sorriso armado, prontinha para os flashes, Giulia perguntou, surpresa, a uma amiga: “Cadê os fotógrafos?”. Após se dar conta de que estavam todos na cola da loira, a atriz desistiu de esperar que eles voltassem. E saiu de mansinho – e de cara amarrada – da área reservada aos cliques.

Cuspida da sorte

Leandro Ramos

Leandro Ramos

Olhando para a foto ao lado, ninguém diz. Bonita e elegante, a soprano Carmen Monarcha, integrante há mais de dez anos da orquestra do violinista holandês André Rieu, cultiva um hábito no mínimo curioso. Toda vez que se apresenta, antes de entrar no palco, ela cospe no chão da coxia. “É algo que preciso fazer antes de cada apresentação. Do contrário, eu me sinto entalada. Parece que vou engasgar e vai dar tudo errado”, justifica a paraense, que não poupará nem o piso do Theatro Municipal, no qual se apresenta na próxima quarta (13) com a Orquestra Sinfonia Brasil.

Ostentação no palco

Paprica Fotografia

Paprica Fotografia

Por mais que os teatros cariocas venham recebendo cada vez mais novas superproduções, é raro ver um espetáculo de esquetes humorísticas com orçamento acima dos cinco dígitos. A peça 220 Volts, adaptada da TV para o teatro pelo ator Paulo Gustavo, custou respeitáveis 3 milhões de reais. O investimento, digno dos musicais que levam dezenas de pessoas ao palco, causou espanto na classe teatral e virou um dos assuntos mais falados na noite de estreia, na semana passada, no Teatro Oi Casagrande, no Leblon. A atriz Márcia Cabrita foi uma das que ficaram estupefatas com todos os pavoneios. “Só com o dinheiro que gastaram para imprimir o programa da peça eu teria feito cinco produções”, cochichou para sua acompanhante.

Autoajuda para casais

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O americano James Hunter, autor do best-seller O Monge e o Executivo, que vendeu mais de 3 milhões de exemplares oferecendo lições do mundo dos negócios, já está até acostumado. Volta e meia, o escritor é chamado de charlatão por causa de seus ensinamentos superficiais e repletos de obviedades. Hunter, que já veio outras vezes ao Brasil para fazer palestras em empresas como a Petrobras, garante não se incomodar com a crítica e responde na forma de uma nova obra literária: a sequência de seu maior sucesso. Em De Volta ao Mosteiro, que ele lançará pessoalmente na próxima quarta (13) no Rio, ensina como influenciar comunidades. “Meus livros fazem sucesso no Brasil porque o país é carente de bons líderes. Mas nesta nova obra vou além. Mostro como ser influente tanto em empresas quanto no casamento. Os casais também deveriam ler”, propagandeia, de olho em mais leitores.

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