Dublê de corpo

Modelo e autor de esculturas instigantes, o inglês Antony Gormley ocupa o CCBB

Homens de pé, deitados, pendurados de cabeça para baixo. Nessas e em outras posições,

as obras do inglês Antony Gormley, 61 anos, dificilmente provocam indiferença. O escultor dedica-se, desde a década de 80, a investigar a relação entre o corpo humano e o espaço em criações nas quais, com frequência, usa a si próprio como modelo. Em sua primeira exposição no Brasil, Corpos Presentes ? Still Being, no CCBB a partir de terça (7), o artista apresenta um panorama da carreira através da exibição de onze trabalhos que, juntos, somam quase uma centena de esculturas. Na unidade paulistana da mesma instituição, onde ficou em cartaz entre maio e julho, a mostra atraiu 120?000 espectadores.

Na seleção reunida sob curadoria de Marcello Dantas, 31 figuras humanas moldadas em ferro fundido e fibra de vidro compõem a única atração da retrospectiva a ser instalada ao ar livre. Exibida pela primeira vez em Londres, há cinco anos, Event Horizon provocou espanto entre os transeuntes ? em especial por causa dos vultos colocados em beirais de edifícios, que passavam por suicidas para qualquer desavisado. No Rio, as imagens serão dispostas no entorno do CCBB.

Dentro do prédio ficarão representantes de várias fases da trajetória de Gormley. A mais antiga, de 1981 (ano de sua primeira individual), é Floor, uma forma plana, de borracha, com a silhueta dos pés do próprio artista e contornos que parecem se expandir, como se ele estivesse pisando em um espelho-d?água. Outro destaque no acervo é Loss (2006), figura humana de 1,73 metro formada por blocos de aço inoxidável. Na rotunda do prédio estará uma de suas mais famosas criações: Critical Mass II, constituída por sessenta corpos de ferro fundido, com 630 quilos cada um, em doze posições diferentes. Alguns ficam suspensos por cordas. Há ainda uma inédita, Sum, composta de cristais, colocada no chão. Cinquenta maquetes, nove gravuras, 25 fotos e seis vídeos completam a visita.

Antony Gormley. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 23 de setembro. A partir de terça (7).

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