Grécia, uma novidade de 4 mil anos

02 agosto 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello de Thessaloniki-Grécia

  

A Acrópole de Atenas vista através de uma taça de vinho (todas as fotos de Marcelo Copello)

 

“Há um determinado vinho, chamado Saprias, do qual emanam aromas de violetas, rosas e ervas, como aromas sagrados que se espalham por todo o recinto.”

A descrição acima soa contemporânea, mas na realidade tem 25 séculos. O autor é o escritor ateniense Hermippus. Estas linhas nos mostram quão antiga é análise crítica de vinhos e o quão atual se mantém a abordagem grega do vinho.

Estive este ano na Grécia como jurado do 11º “Thessaloniki International Wine Competition”, passo a limpo aqui as notas desta viagem.

 

Histórico

A vitivinicultura grega é tão rica quanto sua história, filosofia e mitologia. Suas 500 vinícolas produzem 500 milhões de litros de vinho ao ano, a partir de mais de 300 castas autóctones, cultivadas em uma centena de denominações de origem, indicações geográficas e apelações tradicionais, cada uma com seu terroir distinto. Este patrimônio vem sendo construído há 4 mil anos. A cultura do vinho na Grécia viu seu apogeu na antiguidade clássica que todos louvamos, quase extinguiu-se no período de dominação turca (séculos XV a XIX) e vive um renascimento nas últimas três décadas, com sua entrada na União Européia em 1981.

Ânforas de vinho em um museu grego

 

Regiões

Em termos de regiões vinícolas a Grécia está dividida em cinco zonas: Norte (que inclui Trácia, Macedônia e Epirus), Centro-Attica; Creta, Ilhas do mar Egeu, Peloponeso-Ilhas do mar Jônico. A organização geográfica das zonas de produção é complexa. São 29 PDO´s (designação de origem controlada – o equivalente a DOC italiana, por exemplo), 95 PGI´s  (indicação geográfica protegida, equivalente a IGT), que são agrupadas em 8 macro zonas. Além disso, o tradicional vinho Retsina, misturado com resina, obedece a 17 designações geográficas tradicionais.

Terroir

Este pequeno país é vasto em sua variedade de terroirs, que vão de frias regiões montanhosas, com muitas diferenças de altitude (que criam muitos microclimas) até ilhas ensolaradas. Uma curiosidade: a Grécia possui mais de 6.000 ilhas, embora 90% seja deserta ou possua menos de 100 habitantes.

O clima é mediterrâneo (inverno frio e úmido, e verão quente e seco), com cerca de 250 dias de sol ao ano. A influência marítima é marcante em todas as regiões. Nunca se está a mais de duas horas do mar em qualquer ponto do país. Em geral chove pouco, mas o regime de chuvas varia muito conforme a região, o que faz grande diferença no estilo de cada vinho. Em termos de solo vi um pouco de tudo: argilosos, calcários, arenosos e até um pouco de xisto.

Tsantali

Visitei um dos maiores produtores de vinhos do país, a Tsantali, que engarrafa ao ano cerca de 10 milhões litros do fermentado. A empresa, fundada há 100 anos por Evengelos Tsantali na Trácia, elabora além de vinhos, Ouzo (aguardente aromatizada com anis e outras ervas) e Tsipouro, um destilado conhecido como a “grappa grega”.  A empresa possui 5 unidades de vinificação e vinhedos em várias regiões.

Destilação do Tsipouro

A Tsantali é líder em exportações, detém 31% do total nacional, com presença em 40 países. A empresa é também a principal produtora de vinhos elaborados com uvas cultivadas organicamente. Segundo Perikles Drakos, diretor de exportações da Tsantali, o Brasil é estratégico e em 2010 as vendas chegaram a 100.000 garrafas (o que representa um aumento de 65% em relação a 2009). “Temos certeza que o Brasil é um mercado em que devemos focar. Mesmo com a grande concorrência que existe temos certeza que teremos sucesso, pois temos uma proposta diferenciada”.

Quem representa a Tsantali no Brasil é a LPH Brasil e os rótulos podem ser encontrados nas lojas do Carrefour, Sam’s Club e Verdemar. Para Carlos Eduardo Saco, responsável pela área de bebidas do Carrefour, “a Grécia foi uma aposta certa. Os vinhos, pelo bom custo-benefício e pela curiosidade que causam, são um sucesso”.

Vinhedos

Dos vinhedos da Tsantali destaco:

- Naousa, na Macedônia. Terra da Xinomavro, minha uva predileta entre as tintas gregas, que lembra algo entre a Baga portuguesa e a Nebbiolo italiana (falarei de uvas gregas em um próximo artigo). O clima aqui é continental, com verão quente de muitas horas de sol, e inverno chuvoso. Os solos são argilo-arenosos, ricos em ferro e magnésio, com subsolo calcário. Aqui os vinhos da Xinomavro se desenvolvem com taninos e acidez para longa guarda.

- Marônia, na Trácia. O vinho da Marônia é famoso desde tempos homéricos. Diz a lenda que este seria o vinho que ajudou Ulisses a escapar do Ciclope. O clima é mediterrâneo, com vinhedos de frente para o mar Egeu. Os solos são argilosos com muito cascalho e subsolo com manchas de xisto. Aqui as principais castas são a Mavroudi e Limnio, além das internacionais Mourvèdre, Chardonnay, Malvasia, Sauvignon Blanc e Viognier.

- Agios Pavlos, em Halkidiki. Região mais tradicional, com mais de mil anos de história, onde Aristóteles teria plantado seus vinhedos. Clima mediterrâneo, com grande influência marítima, em solo argilo-arenoso com subsolo calcário, gerando vinhos leves e frutados, com toques minerais. Aqui dominam as brancas como Assyrtiko, Roditis e Sauvignon Blanc, mas também há tintas, com Xinomavro, Cabernet Sauvignon e Merlot.

- Rapsani, na Thessalia, aos pés do monte Olimpo. O clima é algo continental com alguma influência marítima, com muitas horas de sol, o que facilita o amadurecimento das uvas. Este é um terroir para tintas, como Xinomavro, Stavroto e Krassato. Estas três cepas formam o típico corte de Rapsani: a primeira empresta cor e taninos, a segunda ajuda no corpo e a terceira no álcool e acidez. O solo é rico em ferro e xisto. Estive neste vinhedo e vi muito xisto por lá.

Vinhedo em Rapsani – Monte Olimpo ao fundo

Detalhe: xisto

- Talvez o mais importante vinhedo da empresa seja no Monte Athos, península sagrada onde mulheres não entram. Aguardem um artigo dedicado ao assunto.

Vinhos provados

Além dos vinhos abaixo provei o tradicional Retsina (R$ 23,90). Elaborado com as castas brancas Roditis e Savatiano, com resina de pinho adicionada ao mosto durante a fermentação. Amarelo intenso esverdeado e brilhante. Aroma intenso dominado pela resina de pinho, entre herbáceo e mineral, químico. Paladar também dominado pelo pinho com toque de amargor no final.  

Vinho Safra Tipo Preço NOTA
Halkidiki 2009 branco R$ 19,90 82
Kanenas 2009 branco não disponível 84
Halkidiki 2008 tinto R$ 19,90 81
Kanenas 2007 tinto não disponível 86
Nemea Réserve 2006 tinto R$ 29,90 85
Halkidiki Cabernet Sauvignon 2007 tinto não disponível 88
Mavrodaphne Cellar Reserve NV Fortificado R$ 23,90 86
Rapsani 2007 tinto R$ 39,90 84
Rapsani Réserve 2006 tinto R$ 49,90 86
Rapsani Gran Réserve 2003 tinto não disponível 91
Naousa 2007 tinto R$ 19,90 85
Naousa Reserva 2006 tinto R$ 23,90 86

 

Halkidiki branco 2009, Macedônia-Grécia (LPH, R$ 19,90). Um PGI Halkidiki, elaborado com Assyrtiko 60% e Sauvignon Blanc 40%, sem passagem por madeira, fermentado a frio em inox com breve (10hs) maceração pelicular pré-fermentativa. Cor palha muito claro esverdeado. Aroma de médio ataque, com toques de maçã, pêra, giz, baunilha, rosas. Paladar macio e muito leve, com 12% de álcool, pouco persistente. Nota: 82 pontos.

Kanenas branco 2009, Trácia-Grécia (LPH, não disponível no Brasil). Um PGI Ismaros, elaborado com 70% Chardonnay e 30% Moscato de Alexandria, sem passagem por madeira, o Chardonnay passa por 3 meses de battonage. Palha claro, esverdeado e brilhante. Aroma de médio ataque, onde aparece delicadamente a moscato, com típico floral de rosas, frutas cítricas, abacaxi, maracujá. Paladar de leve a médio corpo, com boa textura, 12% de álcool, acidez equilibrada, média persistência . Nota: 84 pontos.

Halkidiki tinto 2008, Macedônia-Grécia (LPH, R$ 19,90). Um PGI Halkidiki, elaborado com 50% Limnio e 50% Merlot, sem passagem por madeira. Cor rubi entre claro e escuro com reflexos granada. Aroma de rosas, frutas vermelhas, pimenta negra. Paladar Leve e macio, com taninos secos, um pouco rústico, com açúcar residual aparente, 12% de álcool. Nota: 81 pontos.

Kanenas tinto 2007, Trácia-Grécia (LPH, não disponível no Brasil). Um PGI Ismaros, elaborado com 50% Syrah e 50% Mavroúdi (várias uvas locais plantadas mescladas), amadurece 6 meses em barricas francesas parcialmente novas. Vermelho rubi escuro com reflexos violáceos. Aromas com frutas negras doces na frente, ameixas, cerejas, toque vegetal de mentol, especiarias, baunilha, canela. Paladar de bom corpo, seco, taninos firmes, 13,5% de álcool, bom equilíbrio, final macio. Nota: 86 pontos.

Nemea Reserva 2006, Peloponeso-Grécia (LPH, R$ 29,90). Um PDO Nemea, elaborado com 100% Agiorgitiko, amadurece ao menos 3 anos em madeira e em garrafa, antes de ir ao mercado. Rubi escuro violáceo. Aroma limpo e seco de fruta negra fresca, cerejas, ameixas, muitas especiarias, alcaçuz, cravo, baunilha, canela, caramelo. Paladar de bom corpo, fruta negra aparece na boca, taninos secos, quase rústicos, 13,5% de álcool, longo e bom boa presença no palato. Nota: 85 pontos.

Halkidiki Cabernet Sauvignon 2007, Macedônia-Grécia (LPH, não disponível no Brasil). Um PGI Halkidiki, elaborado com 100% Cabernet Sauvignon, de cultivo orgânico. Amadurece 8 meses em barricas francesas novas. Vermelho rubi escuro com reflexos violáceos. Aroma intenso e de boa tipicidade, com bastante madeira, toque vegetal de musgo e menta, boa fruta negra madura, especiarias, toque animal de suor. Na boca bons taninos, estruturados e doces, 14% de álcool, longo. Nota: 88 pontos.

Mavrodaphne Cellar Reserve, Peloponeso-Grécia (LPH, R$ 23,90). Um PDO Mavrodaphne of Patras, elaborado com 100% uvas Mavrodaphne, amadurece 5 anos em carvalho. Fortificado da mesma forma que um Porto (fermentação interrompida com a adição de aguardente vínica). Cor granada alaranjado entre claro e escuro. Aroma intenso, onde o álcool aparece um pouco, com notas de figos secos, muitas especiarias, tostados, café, couro, caramelo, baunilha, amêndoas. Paladar doce e macio, com 18% de álcool. Lembra um Porto Tawny com mais madeira. Boa compra. Nota: 86 pontos.

Rapsani 2007, Tessália-Grécia (LPH, R$ 39,90). Um PDO Rapsani, elaborado com Xinomavro (1/3), Krassato (1/3) e Stavroto (1/3). Com 6 meses em carvalho francês 50% novo. Vermelho entre rubi e granada entre claro e escuro. Aroma de médio ataque, frutas secas, mineral terroso. Paladar de médio corpo, taninos secos, boa acidez, gastronômico. Nota: 84 pontos.

Rapsani Reserve 2006, Tessália-Grécia (LPH, R$ 49,90). Um PDO Rapsani, elaborado com partes iguais das castas Xinomavro, Krassato e Stavroto, amadurece 12 meses em barricas francesas. Vermelho rubi-granada entre claro e escuro. Aroma ainda fechado mas com toque de evoluão, com frutas negra fresca e limpa, amoras, ameixas, muitas especiarias, alcaçuz, anis, musgo, couro, carne. Paladar de bom corpo, estruturado por taninos ainda secantes, boa acidez, 13,5% de álcool, ainda jovem, precisa de tempo (normalmente os vinhos que tem a Xinomavro precisam de algum tempo de garrafa). Nota: 86 pontos.

Rapsani Gran Reserva 2003, Tessália-Grécia (LPH, não disponível no Brasil). Um PDO Rapsani, elaborado com partes iguais das castas Xinomavro, Krassato e Stavroto. Granada alaranjado entre claro e escuro. Aroma com evolução e muitas especiarias, elegante e complexo, especiaria doce que pode lembrar o dill (aneto) típico tempero grego, frutas secas, figo seco, toque animal de suor. Paladar taninoso e seco, sério, para o decanter e para guarda. Nota: 91 pontos.

Naousa 007, Macedônia-Grécia (LPH, R$ 19,90). Um PDO Naoussa, elaborado com 100% Xinomavro. Amadurece 12 meses em barricas francesas. Aroma focado nas frutas negras maduras, especiarias picantes, pimenta preta, madeira nova, tostados, toque vegetal de azeitona preta. Paladar de médio-bom corpo, taninos secos, boa acidez, longo. Nota: 85 pontos.

Naousa Reserva 2006, Macedônia-Grécia (LPH, R$ 23,90). Um PDO Naoussa, elaborado com 100% Xinomavro. Amadurece 24 meses em barricas francesas. Cor rubi escuro com reflexos violáceos. Um pouco mais concentrado no aroma que o anterior, ainda um pouco fechado, frutas mais madura, amoras, cassis, cerejas, azeitona preta, madeira bem presente, muitas especiarias, canela, toques florais e herbáceos. Paladar de médio-bom corpo, taninos finos, secos e acidez. Nota: 86 pontos.

 

Para encerrar uma curiosidade, vejam o que encontrei em uma farmácia grega…

 Nesta 6a feira mais Grécia!

Marcelo Copello (mcopello@mardevinho.com.br)

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Terrazas nas alturas

01 agosto 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Recebi no Rio a visita de Hervé Birnie-Scott, chefe de cave da Bodegas Terrazas de Los Andes, de Mendoza-Argentina. Admiro o trabalho deste francês (que se encantou com sua primeira visita à Cidade Maravilhosa), pois esta empresa, com seus incríveis 1.300 hectares e produção de milhões de garrafas, consegue manter uma qualidade média excelente, em todas as suas linhas de vinhos. Sou particularmente fã do Cheval des Andes (parceria entre a Tarrazas e o Château Cheval Blanc, de Bordeaux), um dos melhores vinhos da Argentina. Vejam a aula de Hervé sobre o terroir da Terrazas, com vinhedos em diferentes altitudes para cada tipo de uva.

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Manifesto de pureza chileno

27 julho 2011 | 6 comentários

Por Marcelo Copello  

Esta semana conversei com Marcelo Retamal, enólogo da vinícola chilena De Martino. Já acompanho e admiro o trabalho de Retamal nesta empresa há vários anos e depois desta entrevista a admiração cresceu ainda mais.

Retamal é um dos maiores conhecedores dos terroirs do Chile e sempre esteve na vanguarda em suas viagens e pesquisas. Agora ele promete algo muito ousado, uma verdadeira revolução na De Martino. As mudanças propostas são uma espécie de “voto de pureza” contra a padronização (ou “estandarização”) dos vinhos e se darão em diversos momentos da elaboração dos vinhos, desde o vinhedo. Vejamos passo a passo os preceitos desta mudança radical de paradigma:

1-Apresentação – o que é “estandarização”

2-A Colheita

O momento da colheita é decisivo para a qualidade e o estilo de um vinho. Quanto mais tarde as uvas são colhidas mais maduras estarão e mais  alcoólico e concentrado será o vinho. Se todos os produtores do mundo colherem as uvas maduras demais, todos os vinhos ficarão muito concentrados e parecidos. Retamal propõe colher mais cedo, para ter vinhos mais frescos, mais longevos, mais gastronômicos e mais distintos. Bravo!

3-Manipulação dos Vinhedos

Retamal quer vinhedos menos manipulados, mais naturais, sustentáveis, que proporcionarão vinhos equilibrados.     

4-Leveduras

O vinho é uma bebida fermentada e o agente desta fermentação são as leveduras, que podem ser as leveduras autóctones que já estão naturalmente nas cascas das uvas ou leveduras adicionadas. A prática mais comum é o uso de “leveduras selecionadas”, ou seja, produtos adicionados ao vinho para garantir que a fermentação e os sabores sejam os desejados. Usar leveduras autoctones livra o vinho dos sabores padronizados das leveduras compradas em laboratórios, que são as mesmas mundo afora.      

5-Sangria

É prática comum para a produção de tintos mais encorpados, “sangrar” ou separar uma parte do suco/mosto ainda sem cor no início da fermentação, produzindo de um lado um rose e de outro um tinto mais escuro e encorpado.  Se todos “sagrarem” seus vinhos concentrando-os, teremos vinhos mais iguais.  

6-Madeira

O uso excessivo de barricas de carvalho para o amadurecimento dos vinhos é a maior maquiagem que um vinho pode ter e o maior fator de padronização. Marcelo Retamal está tomando uma medida radical na De Martino, não comprará mais barricas novas (de 240 litros). De agora em diante, eles usarão as barricas que já possuem para os vinhos secundários. Os vinhos principais serão todos feitos em “fudres” (grandes tonéis de 5 mil litros, que passam pouco ou nenhum sabor de madeira aos vinhos).    

A iniciativa de Retamal e da De Martino é, de certa forma, simples e não é inédita, mas vindo de uma grande empresa já estabelecida, é arriscada. Em um primeiro momento eles podem perder consumidores (pois o sabor dos vinhos fugirá ao padrão vigente), mas a longo prazo tenho certeza que este esforço será plenamente reconhecido pelos consumidores mais exigentes. Aplausos!

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Carta de Vinhos: Garcia & Rodrigues

25 julho 2011 | 3 comentários

Por Marcelo Copello

Esta semana dei uma passada rápida por um clássico da gastronomia carioca, o Garcia & Rodrigues do Leblon (www.garciaerodrigues.com.br) e fiz um check-up da carta de vinhos.

Lá a qualidade do serviço é garantida pelo Sommelier João Pedro Lamonica, que me alertou que a carta está em transição, devido a mudança de donos na casa.

A carta no momento está deficiente de variedade, mas ainda oferece coisas boas. O restaurante é chique e não é barato, mas é possível beber vinho sem deixar um órgão vital como pagamento. Para quem não quer gastar muito, o que eu recomendaria da carta? Aí vai:

 

Para começar, com o couvert ou com a entrada

- Aperitivo em taça Jerez Fino Hidalgo R$ 22,00

Um clássico espanhol, bastante seco, leve, para sopas ou cremes como um gazpacho, ou para frutos do mar

- Rosé em taça – Château Virgile 2009, Costières de Nimes-França R$ 15,00

Elegante e delicado, para pratos mais leves.

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Para continuar, conforme o prato e o espírito:

- Espumante – Chandon Rosé R$ 65,00

Festivo, macio e gastronômico

- Branco – Protos Verdejo 2009, Ribera del Duero-Espanha R$ 74,00

Fresco e encorpado, untuoso e frutado, com estrutura para um bom prato de peixe,

- Tinto – Duorum Colheita 2008, Douro-Pontugal R$ 78,00

A melhor compra da carta, um belo tinto do Douro, gastronômico, com taninos e acidez, para qualquer carne do menu.

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Para encerrar

Vinho de Sobremesa em taça – Monbazillac Château Grand Marselet 2005 – R$ 22,00

Elaborado com Sémillon 70%, Sauvignon Blanc 10% e Muscadelle 20%, para sobremesas mais doces, tortas, crème brûlée ou sorvetes.  Emula um Sauternes, sem fazer feio na taça nem na conta.

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Portugal cresce no mercado brasileiro

21 julho 2011 | deixe seu comentário (0)

No ultimo dia 9 de junho a ViniPortugal promoveu uma grande prova em Curitiba. O evento festejou o crescimento das importações de vinho português para o Brasil, qie foi de 35% em apenas um ano, entre 2009-2010. Veja o vídeo que foi feito no local.


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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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