Os Melhores Vinhos de 2011 – Parte 4

22 dezembro 2011 | deixe seu comentário (0)

Parte 4 – Vinhos de outros países e vinhos especiais

Por Marcelo Copello

 

Outros países

Aqui falamos não de países menos importantes, mas que marcam menos presença em nosso mercado, como Austrália, EUA, Nova Zelândia, África do Sul, Alemanha, Grécia, Áustria, Croácia, Hungria etc.

Uma adega realmente variada deveria conter:

- Rieslings e Gewurztraminers da Alemanha

- Gruner Veltliner da Áustria

- Shiraz da Austrália

- Sauvignon Blanc e Pinot Noir da Nova Zelândia

- Sauvignon Blanc e Pinotage da África do Sul

- Cabernet Sauvignon da Califórnia

- E algumas curiosidades como um Assyrtico da Grécia ou tintos da Croácia

 

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Rosés

No mundo cor de rosa os vinhos se polarizam entre dois estilos, os rosés mais clarinhos, mais leves e elegantes; e os rosés de cor mais forte, mais intensos e frutados. O primeiro grupo é dominado pelos chiques vinhos da Provence, que formam quase um estilo à parte, enquanto o segundo grupo engloba quase todos os exemplares do novo mundo, como Chile e Argentina, e muitos europeus também. Nossa lista abrange todos os estilos.

 

Quais são os vinhos rosés que não podem faltar em uma adega completa?

– um rosé intenso e frutado do novo mundo, como Brasil, Chile ou Argetina

- um rosé clássico e elegante da Provence

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Espumantes

Começamos com um espumante argentino baratinho, descoberto em um supermercado e que foi uma boa surpresa este ano. Depois seguimos para a Itália, onde dispenso os Prosecco, mas jamais os Ferrari (Riversa Lunelli é uma ótima novidade) e os Franciacorta – este ano o Le Marchesine se destacou na Expovinis.

 

Da Champagne proponho desde os de bom “custo-benefício”, como Heidsiek Monopole e o Cuvée Charles Gardet (campeão da Expovinis 2011) até a nova safra do Dom Pérignon, que está excepcional!

 

Quais são os espumantes não podem faltar em uma adega completa?

- um espumante brasileiro

- um espumante rosé

- um Champagne sem safra

- um Champagne Millésime (com safra)

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Doces e Fortificados

Esta categoria vai muito além do fundamental, que são os Portos e Sauternes. É aqui que estão guardados os tesouros de meditação, algumas jóias pouco conhecidas do público, como os Madeira, os Moscatéis, os Vin Jeune, os Jerez e os Marsala.

 

Aqui não falamos apenas de vinhos doces, para sobremesa, mas também de alguns maravilhosos vinhos de aperitivo, secos fortificados (com adição de aguardente vínica), o Jerez Manzanilla é o principal exemplo, de preço bem em conta. O Arbois Vin Jeune e o Vecchio Samperi são secos, diferentes e excepcionais. O Vin de Constance é um vinho histórico que encantou Napoleão; Já o Trilogia é simplesmente um dos melhores vinhos doces que já provei na vida, rivaliza com os melhores Sauternes e encerra com chave dourada a lista dos MELHORES VINHOS DE 2011!

 

Quais são os vinhos da Sobremesa/Aperitivo que não podem faltar em uma adega completa?

- Porto e Sauternes, mas guarde um lugar para as descobertas


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**Preços sujeitos a variação.

Este é o ultimo post do ano! Agradeço a TODOS que acompanharam meu trabalho e aproveito para desejar um FELIZ NATAL e um PROSPERO ANO NOVO!!

 

Desejo muita saúde, paz, dinheiro e vinho a TODOS!

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Os Melhores Vinhos de 2011 – Parte 3

20 dezembro 2011 | deixe seu comentário (0)

Parte 3 – Vinhos da Itália e França

Por Marcelo Copello


Itália

A Itália é um mundo à parte no universo de Baco, por sua tradição, por sua gastronomia e também pela infinidade terroirs e de uvas autóctones, que proporcionam um conjunto de vinhos maravilhosos e inimitáveis.

Brancos

A Itália é rica em brancos de uvas autóctones, como Insolia, Gavi, Ribolla Gialla, Arneis, Fiano di Avellino, Greco di Tufo etc. Propomos aqui um pot-pourri destes vinhos, que irão acompanhar maravilhosamente os pratos da culinária de cada região.


Tintos

As grandes vozes dos tintos italianos são a Sangiovese na Toscana e a Nebbiolo no Piemonte, mas há muito mais! Alguns nomes clássicos não podem faltar:

- um Chianti

- um Brunello di Montalcino

- um Amarone

- um Barolo ou Barbaresco

- um Barbera

- um Docetto

- um “supertoscano” (como Suolo, Giorgio Primo, Magari etc)

- um “superpiemontês” (como o Pin)

- além destes, tintos de outras regiões como Lombardia, Campânia, Sardenha, Úmbria, Puglia, podem ser delicioso para o dia a dia o mesmo para guarda e sempre bem com os pratos locais

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França

A França segue firme como maior referência mundial em vinhos, origem de vinhos de sonho, que transcenderam a condição de bebida e conquistaram o status de obra de arte. A lista dos vinhos franceses que não podem faltar em uma adega completa é longa e salivante.

 

Quais são os vinhos da França que não podem faltar em uma adega completa?

Brancos

- um Bordeaux branco

- um Chablis, jovem e fresco

- um Sancerre ou outro branco do Loire

- um Riesling e um Gewurztraminer da Alsacia

- um Condrieu ou outro branco do Rhône

- um Borgonha “1er Cru” ou “Grand Cru”, para guarda


Tintos

- um Bordeaux mais em conta para o dia a dia

- um Bordeaux “Grand Cru” para guarda

- um Borgonha mais leve e jovem

- um Borgonha“1er Cru” ou “Grand Cru” para guarda

- um tinto nobre do norte do Rhone, para guarda, como um Côte Rotie, Cornas ou Hermitage

- um Chateaneuf Du pape

- um apanhado de tintos de outras regiões são bem vindos, como  um Chinon do Loire, algo do Laguedoc, Madiran, Cahors ou um Cru de Beaujolais, como o Morgon.


 

**Preços sujeitos a variação.

 

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Os Melhores Vinhos de 2011 – Parte 2

16 dezembro 2011 | deixe seu comentário (0)

Parte 2 – Vinhos da Península Ibérica

 

Por Marcelo Copello

 

Portugal

Quais são os vinhos de Portugal que não podem faltar em uma adega completa?

- Nos brancos Alvarinho, Encruzado, brancos da Bairrada e do Douro

– Nos tintos – Douro e Alentejo são fundamentais, mas não deixe de provar tintos do Dão, Bairrada

 

Brancos

Portugal tem sido o país a apresentar os brancos mais distintos e instigantes dos últimos anos. Minha lista do ano passado traz vários deles e este ano não foi diferente. Alguns brancos destacados (como o Bossa) tem um incrível “custo-benefício”, enquanto outros (como  Quinta das Bagérias ou o Guru), tem classe mundial e poderiam estar nas adegas mais seletas.

Tintos

Portugal oferece variedade, boas compras e muitas descobertas. Na lista abaixo procurei mesclar ótimas compras (como o Meia Pipa) e clássicos (como o Charme e o Xisto), à vinhos ainda pouco conhecidos do brasileiro mas que são excepcionais, como o Terrenus, Vinhas Velhas de Santa Maria, Quinta da Casa Amarela, Brites Aguiar, Obsessão, Secret Spot e Único.


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Espanha

Quais são os vinhos de Espanha que não podem faltar em uma adega completa?

- Nos brancos Verdejo, Albariño e Viura

– Nos tintos clássicos de Rioja e Ribera del Duero, sem esquecer das ótimas compras que regiões menos famosas proporcionam

Brancos

As castas brancas mais importantes da Espanha são Verdejo, Albariño e Viura (como o Muga),  bem representadas na lista deste ano. A Espanha também tem uma tradição de brancos de guarda, com toques de oxidação, resultado de longo amadurecimento, como o Jerez (que veremos na 4ª parte desta matéria) e alguns clássicos da Rioja, como o Tondonia.

Tintos

Impensável uma boa adega sem clássicos da Rioja e Ribera del Duero, como Valduero, Marques de Murrieta, Pesquera, La Rioja Alta, além do supremo Vega Sicilia (incluído em minha seleção do ano passado). A Espanha é hoje possivelmente a origem das melhores pechinchas em tintos no nosso mercado, com ótimos exemplares regiões de menos famosas, como Yecla, Jumila, La Mancha, Cigales, Somontano, Bierzo, Toro etc. Nossa seleção traz ótimas opções neste nicho.


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**Preços sujeitos a variação.

 

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Os Melhores Vinhos de 2011 – Parte 1

14 dezembro 2011 | 2 comentários

Parte 1 – Vinhos da América do Sul

Por Marcelo Copello

O que não pode faltar em uma adega completa? É esta a pergunta que procuro responder ao leitor cada ano ao elaborar meu ranking pessoal de “melhores do ano”.

Desde 2001, após provar milhares de vinhos, faço um “resumo” do que de melhor provei ao longo do ano, em forma de um serviço ao leitor.

Em sua 11ª edição esta lista já se tornou referência no mercado, fato comprovado pela grande visitação que as 10 listas anteriores recebem diariamente em meu site, no link (www.mardevinho.com.br/vinhos).

Objetivo

Objetivo deste trabalho é simples e direto: oferecer ao leitor uma espécie de passo a passo de como rechear sua adega, respondendo a pergunta: “o que não pode faltar em uma adega completa?”.

Assim, a cada ano ofereço um panorama do que há de bom no mercado, proporcionando ao leitor opções para todos os gostos, bolsos e ocasiões. É importante frisar que não são “os melhores vinhos do mundo”, pois este tipo de lista se repetiria, com poucas variações, ano após ano, contendo nomes que dispensam apresentações, mas requerem saldo bancário. Esta também não é simplesmente uma lista dos “meus prediletos do ano”, pois assim eu teria que incluir grandes ícones de safras antigas, mas esta informação seria pura soberba e de pouca utilidade ao leitor.

Critérios

Os critérios desta seleção são os mesmos há 11 anos: em primeiro lugar só concorrem os vinhos que provei eu mesmo, entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011. A preferência nos vinhos selecionados é para as novidades, as safras recentes e para os provados às cegas. Todos os selecionados estão presentes no mercado brasileiro e se destacaram dentro de suas categorias de preço, tipo (tinto, branco etc) e estilo (corpo, região, idade etc). Não coloco vinhos que não estejam disponíveis no Brasil, pois seria injusto com os leitores. A única observação a este respeito são as safras, por ventura podem ter se esgotado desde que provei o vinho, ou que ainda não tenham chegado ao Brasil, mas que provavelmente chegarão em breve.

Vinhos Brasileiros

Este ano excepcionalmente os vinhos brasileiros não fazem parte desta seleção. O motivo é nobre, acabo de lançar o “Anuário Vinhos do Brasil” com uma extensa avaliação dos vinhos nacionais e classificação dos melhores em cada categoria. A lista integral desta prova de 284 vinhos brasileiros será divulgada em janeiro.

Os números da seleção de 2011

- Países representados: 15

- Importadoras representadas: 57

Os 200 selecionados dividem-se em:

56 – Brancos

8 – Rosés

13 – Doces e Fortificados

10 – Espumantes

116 – Tintos

Este ano divido esta matéria em 4 partes

1-Tintos e brancos da América do Sul

2-Tintos e brancos da Península Ibérica

3-Tintos e brancos da Itália e França

4-Tintos e brancos de outros países e vinhos doces, fortificados e espumantes

Saúde e Boas Festas!

Marcelo Copello

Vinhos da América do Sul

Argentina

Quais são os vinhos da Argentina que não podem faltar em uma adega completa?

- Brancos Torrontés

- Tintos: Malbec e cortes de Malbec

Vice-líder de nosso mercado, atrás apenas (e próximo) do Chile a Argentina em 2011 proporcionou muitas alegrias a minha taça.

Uma adega argentina completa precisa ter bons Torrontés, a uva branca emblemática do país. Provei as cegas em Buenos Aires em março algumas dezenas de Torrontés e destaco três deles. A lista dos brancos é completada com duas outras castas que se adaptaram muito bem á Argentina, Viognier e Chardonnay, com dois exemplares de ótimo custo benefício.

Nos tintos reina a Malbec (ou cortes com Malbec). Nossa lista traz opções a partir de R$ 36, até grandes vinhos como Finca Mirador e Bramare Malbec Marchiori Vineyard.

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Chile

Quais são os vinhos do Chile que não podem faltar em uma adega completa?

- Brancos Sauvignon Blanc e Chardonnay;

- Tintos Cabernet Sauvignon (ou cortes com Cabernet Sauvignon), Pinot Noir, Carignan, além de Carménère.

Líder de nosso mercado, o Chile vem galgando degraus não só na qualidade, mas também na diversidade de estilos que oferece, com diferentes uvas e terroirs. Nos brancos a sauvignon blanc é o grande destaque, com novidades mais acessíveis como o Marina, passando por exemplares que se destacaram na Expovinis 2001 (Casas del Toquei e Casas del Bosque) até o absoluto Cipresses. Nos chardonnays o Sol de Sol continua sendo um cult wine. Gostaria de ter colocado o Chardonnay Reserva Especial de Maycas de Limarí, mas as safras mais recentes não chegaram ao Brasil.

Nos tintos a diversidade Chilena cresceu tanto que este ano dispensei os Carménère. Começamos com o Trio, um vinho comercial, feito com maestria por Ignacio Recabarren, que nos chega com preço bastante competitivo. Passamos por bons Pinots, uma boa novidade (Quintay) e um consagrado (Heru), e por duas castas que acho as mais promissoras hoje no Chile: Syrah e Carignan. Da Syrah destaco o Trabun e Single Vineyard Alto Los Toros, dois vinhos ousados em seu estilo, e da Carignan meu predileto continua sendo o Morandé Edición Limitada.

Dos Tops do Chile, o Caballo Loco e o Casa Real são dois clássicos que não saem de moda e o Almaviva, com seu sotaque francês, é sempre uma compra garantida.

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Uruguai

Quais são os vinhos do Uruguai que não podem faltar em uma adega completa?

- um grande Tannat (ou cortes com Tannat)!

Nunca destaquei tantos vinhos do Uruguai. O fresquíssimo Albariño Bouza é irresistível. Dos tintos, como esperado a tannat domina, em opção que vão desde um interessante corte com a branca Viognier (Alto de la Ballena), até Tannats potentes e modernos como o Super Premium da Gimenez Mendez ou clássicos como o 1er Cru da Familia Deicas.

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**Preços sujeitos a variação.

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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