As borbulhas mais caras do mundo

07 junho 2013 | deixe seu comentário (0)
Por Marcelo Copello

20 mil Euros é o preço do Champagne mais caro do mundo, uma garrafa Jeroboam (de 3 litros) do Cristal 2002 (uma safra excepcinal) anunciado recentemente pelo produtor Louis Roederer, na cidade de Reims.O preço se justifica, pois além da qualidade do espumante e o número de garrafas é ínfimo, apenas 400,  sendo apenas 200 comercializadas este ano e as outras em 2014. Um detalhe importante: a garrafa é coberta de ouro 24 quilates.

Inspirado em joalherias, a garrafa por si só é impressionante, produzida de forma artesanal por dois ourives mestres. Eles moldaram o metal precioso numa forte proteção sob toda lateral da garrafa, que leva o símbolo do produtor também em ouro. Uma jóia rara, o líquido e sua embalagem.
Marcelo Copello (Mcopello@simplesmentevinho.com.br)
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Vinho e política

08 maio 2013 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

 

Acaba de ser anunciado que 12 mil garrafas da adega oficial do presidente da França irão a leilão no fim deste mês de maio.

auction

A adega do palácio Elysée foi construída em 1947, cresceu muito desde então e pela primeira vez será reduzida. Os exemplares que serão vendidos são principalmente vinhos de Bordeaux e Borgonha, com lances iniciais que vão de meros 15 euros, até  2.200 euros. A arrecadação vai para obras do governo.

 

O jornal americano New York Times comentou que são dois os possíveis motivos desta venda: primeiro a postura populista do atual presidente François Hollande, que talvez queira faturar em votos, e depois o déficit do governo francês, que precisa mostrar austeridade.

 

Marcelo Copello (mcopello@simplesmentevinho.com.br)

 

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Cheval e Masseto em boa compania

08 março 2013 | 4 comentários

Por Marcelo Copello

 

Em uma recente passagem pela Toscana participei de uma degustação super especial.

12 grandes Merlots foram avaliados por cerca de de 20 degustadores profissionais de vários países.

O evento foi promovido pela Azienda Logo Novo. Esta belíssima propriedade nos arredores de Motalcino, que pertence ao empresário ítalo-suíço Marco Keller, está lançando seu primeiro vinho, um Merlot da safra 2008.

Para marcar tal fato foram perfilados 12 Merlots de diferentes origens, todos da safra 2008, incluindo o Logo Novo, exposto ao lado de alguns nomes míticos como Cheval Blanc e Masseto.

Em sua maioria os vinhos eram caros e famosos, mas o resultado foi bastante irregular, com vinhos que adorei e outros que realmente não gostei. Abaixo minhas impressões. Os preços em euros na Itália foram informados pela produção do evento.

1-L´Apparita 2008, Castello di Ama. Toscana. 140 euros.

Bastante desequilibrado. Pode ser problema da garrafa.

2ª garrafa testada, um pouco melhor, mas ainda um vinho abaixo do padrão deste produtor. Aroma fechado, seco, notas lácteas, de mel, própolis, decaiu muito ao longo da prova. Uma grande decepção, esperamos que sejam apenas más garrafas, pois sou fã deste vinho. Sem nota.

 

2-Baffo Nero 2007, Rocca di Frassinello, Toscana, 120 euros.

Intenso, estilão moderno, fruta muito madura, madeira nova, geleia, notas balsâmicas, tudo muito bem amalgamado, em um bloco coeso. Paladar encorpado que confirma o nariz, volumoso, com taninos doces. Confesso que não é meu vinho, mas é excelente no estilo.

Nota: 92 pontos

 

3- Crosara 2008, Maculan, Veneto, 68 euros.

Um vinho muito rico e concentrado em seus aromas e sabores, embora não muito limpo (algumas notas de redução). Mostrou aromas de especiarias doces, cravo canela, alcaçuz, baunilha, geleias. Paladar encorpado, taninos finos e doces, com final seco e elegante, conjunto consistente, quase sólido.

Nota: 93 pontos

 

4-Lamaione 2008, Marchesi de’ Frescobaldi, Toscana, 41 euros.

Nariz doce, com muita fruta madura, geleia, madeira nova, tostados, coco, baunilha, violetas. Paladar de bom corpo,  taninos presentes e doces, redondo e macio. Outro vinho muito bom mas em um estilo que não me agrada muito.

Nota: 89 pontos

 

5-La Ricolma 2008, San Giusto a Rentennano, Toscana, 42 euros.

Pura passa no nariz, concentradíssimo, alcaçuz, geleias, madeira nova, notas picantes de  pimenta, couro novo, verniz, uma nota cítrica que normalmente é mais comum em vinhos brancos, muito rico e diferente no nariz. Paladar encorpado, profundo, uma montanha de taninos doces. Precisa de tempo de garrafa, diferente e com grande potencial. Foi uma das melhores surpresas da prova.

Nota: 94 pontos

 

6-Logo Novo 2008, Logo Novo, Toscana, 25 euros.

Delicioso no nariz, um mergulho em frutas negras, madeira nova, couro novo, algo vegetal, tabaco, musgo. Paladar encorpado, taninos presentes, finos e doces. Bela estréia para este produtor e também um bom custo-benefício.

Nota: 92 pontos

 

7-Masseto 2008,  Tenuta dell’Ornellaia, 1.300 euros (garrafa magnum).

Este foi o vinho que melhor evoluiu na taça ao longo da prova. No início decepcionou e ao final conquistou. Começou tímido e fechado (nenhum vinho foi decantado), abriu-se com elegantes notas vegetais de tabaco e musgo, menta, alcaçuz, frutas negras maduras, especiarias, tudo muito bem integrado. Paladar volumoso, mas sem exageros, muitos taninos finos. Conjunto com estrutura equilíbrio e finesse. Pronto, mas ainda deverá evoluir muito. Excepcional.

Nota: 96 pontos

 

8-Messorio 2008, Le Macchiole, Toscana, 160 euros.

Fechadíssimo, nariz de frutas negras quase queimadas, muitas tostados, especiarias doces, alcaçuz, mentol. Paladar volumoso, imponente, impressiona, mas é mais força que elegância. Nota: 92 pontos

 

9-Redigaffi 2008, Tua Rita, Toscana, 180 euros.

Este é um produtor que admiro muito, mas esta safra do Redigaffi para mim passou um pouco do ponto. O resultado é um belo vinho, mas em um estilo que não me agrada muito. Nariz intenso e expressivo, notas de caldo de cana, notas lácteas, muita madeira nova, azeitona preta, balsâmicos. Paladar de bom corpo, taninos doces, acidez regular. Outro vinho muito bom, que agradará a muitos, mas em um estilo que não é o meu.

Nota: 90 pontos

 

10-Cheval Blanc 2008, Bordeaux-França, 540 euros.

Antes de mais nada este não é um Merlot 100% e leva cerca de 50% de Cabernet Franc. Este deveria ser hors concours neste certame, pois além de ser um dos maiores vinhos do mundo, ele só se estará em seu melhor daqui a vários anos. É um infanticídio abrir esta garrafa agora. Mas já que estava aberta, provamos com prazer. Como esperado estava bastante fechado, mas já mostrando qualidades de grande vinho: finesse, estrutura, equilíbrio, integração, complexidade, tipicidade e um tremendo potencial de guarda, com uma excepcional acidez natural. Mesmo em uma safra considerada apenas boa, é covardia para os demais vinhos da prova.

Nota: 96 pontos

 

11-Oakville Merlot 2008, Nickel & Nickel Harris, Califórnia, 110 euros

Aroma de fruta fresca com notas verdes. Paladar de médio corpo, taninos doces, acidez moderada, notas de amargores no fim de boca. Um vinho simples, sem maiores qualidades.

Nota: 83 pontos

 

12-Pahlmeyer  Merlot  2008, Califórnia, 110 euros

Este é para o gosto americano, no mau sentido. Aroma de rapadura, melaço, caldo de cana, geleia, cocada preta. Paladar confirma o nariz, bom corpo, taninos sedosos, com alguma açúcar residual, acidez moderada, cai no meio de boca. Não gostei.

 

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Os Vinhos da Provence

04 novembro 2011 | 6 comentários

Por Marcelo Copello

Todos os anos, de junho a setembro, a chique Cote d’Azur é vista através de taças cor de rosa. No sul da França, o vinho rosé é quase um estilo de vida, um vin de plaisir (vinho de prazer). Jovem, leve, fresco, alegre e descomplicado, com fama que só cresce em todo o mundo. Não por acaso, a Provence é especializada na produção de vinho rosé, que corresponde a 88% da produção total da região. Nas grandes provas de rosés que faço às cegas, os exemplares provençais se destacam sempre, deixando os outros para trás. Por tudo isso, digo com segurança: para mim, os vinhos rosés estão divididos em duas categorias, os da Provence e o resto.

Dei esta declaração acima para o livro “Os Vinhos da Provence” com convicção e sem medo de ofender produtores de rosés de outros países e regiões.

Acaba de chegar às livrarias o belíssimo livro de François Millo, que além de diretor-geral do Conseil des Vins de Provence é ótimo fotógrafo.

“Os Vinhos da Provence” esta dividido em duas seções. A primeira informativa, sobre a região, os vinhos, a produção etc. Para nosso deleite a segunda parte traz receitas harmonizadas com os vinhos da Provence, sem esquecer os preparos com ingredientes brasileiros.

Livro: Os Vinhos da Provence

  • Autor: François Millo
  • Editora Boccato
  • 128 páginas
  • Preço: R$ 79,90

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Para não deixar ninguém com sede, segue a dica de 4 dos meus rosés prediletos:

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Carta de Vinhos: Garcia & Rodrigues

25 julho 2011 | 3 comentários

Por Marcelo Copello

Esta semana dei uma passada rápida por um clássico da gastronomia carioca, o Garcia & Rodrigues do Leblon (www.garciaerodrigues.com.br) e fiz um check-up da carta de vinhos.

Lá a qualidade do serviço é garantida pelo Sommelier João Pedro Lamonica, que me alertou que a carta está em transição, devido a mudança de donos na casa.

A carta no momento está deficiente de variedade, mas ainda oferece coisas boas. O restaurante é chique e não é barato, mas é possível beber vinho sem deixar um órgão vital como pagamento. Para quem não quer gastar muito, o que eu recomendaria da carta? Aí vai:

 

Para começar, com o couvert ou com a entrada

- Aperitivo em taça Jerez Fino Hidalgo R$ 22,00

Um clássico espanhol, bastante seco, leve, para sopas ou cremes como um gazpacho, ou para frutos do mar

- Rosé em taça – Château Virgile 2009, Costières de Nimes-França R$ 15,00

Elegante e delicado, para pratos mais leves.

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Para continuar, conforme o prato e o espírito:

- Espumante – Chandon Rosé R$ 65,00

Festivo, macio e gastronômico

- Branco – Protos Verdejo 2009, Ribera del Duero-Espanha R$ 74,00

Fresco e encorpado, untuoso e frutado, com estrutura para um bom prato de peixe,

- Tinto – Duorum Colheita 2008, Douro-Pontugal R$ 78,00

A melhor compra da carta, um belo tinto do Douro, gastronômico, com taninos e acidez, para qualquer carne do menu.

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Para encerrar

Vinho de Sobremesa em taça – Monbazillac Château Grand Marselet 2005 – R$ 22,00

Elaborado com Sémillon 70%, Sauvignon Blanc 10% e Muscadelle 20%, para sobremesas mais doces, tortas, crème brûlée ou sorvetes.  Emula um Sauternes, sem fazer feio na taça nem na conta.

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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