Novo Papa é argentino, na missa agora só Malbec

14 março 2013 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Quando coloquei ontem no meu facebook e twitter a frase “Novo Papa é argentino, na missa agora só Malbec” eu não imaginava tanco eco, tantas curtidas, compartilhamentos etc. A brincadeira correu o país.

Já que o tema fez sucesso, uso o gancho para contar uma curiosidade e uma utilidade

A curiosidade: dificilmente o Malbec seria realmente adotado nas missas, pois é uma uva de muita cor, macha as roupas facilmente e os padres geralmente preferem vinhos brancos, rosados ou tintos bem clarinhos por este motivo.

A utilidade: já que mencionei o assunto, como então devemos fazer para TIRAR MANCHAS DE VINHO TINTO? Este é um problema que todo mundo que gosta de vinho teve ou terá um dia. Eu tenho volta e meia. Algumas lojas especializadas (principalmente nos Estados Unidos) oferecem produtos, de várias marcas, feitos especialmente para tirar mancha de vinho. Normalmente trata-se de um spray que tira a mancha na hora.

Uma solução mais simples e caseira mas que funciona muito bem é usar vinho branco.  Ou seja, se você deixar cair vinho tinto na sua roupa, ou toalha da mesa, esfregue vinho branco em cima que sai na hora!

Taí um bom motivo para você ter sempre uma garrafa de vinho branco aberta por perto.

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Malbec é o tango líquido!

23 agosto 2012 | 1 comentário

Por Marcelo Copello

 

Neste sábado passado, 18 de agosto, tive a oportunidade de subir a serra para a linda cidade de Campos do Jordão, cenário ideal para se consumir vinho. Quem ainda não conhece, faça a si mesmo este favor. A época boa é agora, friozinho à noite e Sol brilhando de dia, ótimos restaurantes, lojas, estrutura de cidade grande e cenário de cidade pequena na Suíça.

Os vinhos participantes do evento Vinho & Tango.

Estive lá numa promoção da Wines of Argentina e do Consulado da Argentina em São Paulo, para apresentar no hotel Orotour uma das minhas palestras que mais gosto, sobre “Vinho & Tango”. O evento aconteceu durante o “Gourmet & Vinho Campos do Jordão 2012″, um festival chique que tem por lá há alguns anos.

É fácil e prazeroso apresentar Malbecs falando de Gardel e mais ainda de Piazzolla, exibindo filmes fantáticos como Perfume de Mulher.

Já corri várias cidades com este tema, sempre trazendo na bagagem boas pérolas. Em Salvador, por exemplo, uma bahiana casada com um francês, contou depois da palestra com incontido entusiasmo que “se achou” com o Malbec. Cheia de ênfase e sotaque falou “gosto de vinhos de A-TI-TU-DE, não destes vinhos aguadiiiinhos do meu marido”.

Agora em Campos do Jordão, com mais de 100 convidados, foi a vez da amiga de copo Ana Maria Gazzola soltar, enquanto degustava Piazzolla e orquestra ao som de um Malbec: “Malbec é o Tango líquido!”

Os vinhos degustados no evento foram:

Vinho Safra
Colomé Torrontes 2011
Benegas Don Tiburcio 2009
Q Malbec 2010
Quara Single Vineyard 2010
Colomé Malbec Estate 2010
Don Nicanor Barrel Select 2009
Vistalba Corte B 2009
Flechas De Los Andes Gran Corte 2009
Malbec Single Vineyard Viña Cristina Y Bibiana Coletto 2008
SAURUS Pinot Noir Tardío 2010

 

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Sobre o mercado brasileiro de vinhos

06 fevereiro 2012 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

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Recentemente dei uma entrevista para a Argentina sobre o mercado de vinhos no Brasil. Confiram na íntegra:

 

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Marcelo Copello

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Terrazas nas alturas

01 agosto 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Recebi no Rio a visita de Hervé Birnie-Scott, chefe de cave da Bodegas Terrazas de Los Andes, de Mendoza-Argentina. Admiro o trabalho deste francês (que se encantou com sua primeira visita à Cidade Maravilhosa), pois esta empresa, com seus incríveis 1.300 hectares e produção de milhões de garrafas, consegue manter uma qualidade média excelente, em todas as suas linhas de vinhos. Sou particularmente fã do Cheval des Andes (parceria entre a Tarrazas e o Château Cheval Blanc, de Bordeaux), um dos melhores vinhos da Argentina. Vejam a aula de Hervé sobre o terroir da Terrazas, com vinhedos em diferentes altitudes para cada tipo de uva.

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Vini Vinci – Gosto é cultura

04 julho 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Um assunto que sempre me interessa é o aspecto cultural do paladar. Um mesmo vinho que parece seco a consumidor chileno pode ser quase meio-doce para um italiano, o que é pesado para um francês pode ser leve para um australiano (quem quiser se aprofundar no assunto “sabor” leia www.mardevinho.com.br/colunas/vinho-sabor). Recentemente esbarrei em alguns casos interessantes que evidenciam estas diferenças de gosto.

O primeiro deles relatei semana passada nesta coluna: o resultado do concurso Best of Vinho Verde, que evidenciou as diferenças de gosto entre profissionais portugueses e de outros países.

O segundo caso foi, digamos, provocado, e ocorreu durante a Vini Vinci, feira bienal da importadora Vinci (www.vinci.com.br), de Ciro Lilla (mesmo proprietário da Mistral). O evento reuniu em São Paulo e no Rio (em 23/05) dezenas produtores de todo o mundo. Esta é uma ocasião para se conhecer não apenas os vinhos, mas os personagens que os fazem. Melhor ainda do que tirar proveito da presença individual de cada produtor é explorar o encontro entre eles. Pensando nisso fiz entrevistas duplas.

Gilles de Coucel e Alessandro Cellai, um proprietário na França (da Chanson Père et Fils) e outro enólogo na Itália (da Podere Monastero), com uma coisa em comum: a difícil Pinot Noir. Nossa conversa foi sobre os caprichos desta uva e como ela se comporta em terroirs tão distintos quanto Borgonha e Toscana. Provamos o Clos du Roi 2005 e o La Pineta Pinot Nero 2008 (R$ 191,20).  Assista ao vídeo clicando em:  PINOT NOIR

Gilles de Coucel e Alessandro Cellai

 

No mesmo dia tive uma conversa semelhante sobre uma casta bem diferente da Pinot Noir mas igualmente marcante, a Malbec. Provei com seus proprietários (José Manuel Ortega e Georges Vigouroux) dois vinhos desta uva, da mesma qualidade, mas totalmente diferentes: o Alpha Crux 2007 (R$ 159,84), um dos maiores tintos da Argentina e o classudo Château de Mercuès 2007 (R$ 105,44), do Madiran-França. Assista ao vídeo clicando em: MALBEC

Georges Vigouroux e José Manuel Ortega

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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