Quem bebe Champagne é inteligente, mesmo que seja um rato

06 maio 2013 | 2 comentários
Por Marcelo Copello

 

Quem bebe Champagne é inteligente, mesmo que seja um rato. A Universidade inglesa de Reading acaba de divulgar um estudo que indica que o consumo de 3 taças de Champagne por semana melhora o raciocínio e a memória, e ajudaria na prevenção de doenças como Alzheimer e Demência.

A experiencia alimentou dois grupos de ratos, um deles com adição de Champagne à ração. Após seis semanas os ratos fizeram testes de memoria e os que consumiram espumante tiveram um desempenho 50% melhor. Exames no sangue dos roedores que consumiram Champagne, mostraram um aumento de 200% em proteínas que melhoram a memória.

 

Segundo a Alzheimer’s Society a notícia é boa mas ainda não é hora de estourar o Champagne, pois a experiencia será agora repetida em humanos. Um grupo de voluntários será acompanhado por 3 anos consumindo doses moderadas diárias de Champagne.

 

Eu gostaria de aqui, publicamente, me oferecer como cobaia.

 

Marcelo Copello (mcopello@simplesmentevinho.com.br)

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Champagne melhor a 12ºC

16 janeiro 2013 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Os aficionados e detalhistas (e também os enochatos) vão adorar esta.

Qual a temperatura ideal para se degustar um champagne? Ou melhor, um Dom Pérignon Oenothèque 1996 (R$ 2.100 a garrafa)?

Em uma degustação realizada no restaurante Les Crayères em Reims-França, o  Chef de Cave da Dom Pérignon, Richard Geoffroy, avaliou o efeito da temperatura sobre o Champagne e chegou a uma conclusão precisa. O ideal é 12ºC, nem um grau a mais nem a menos.

O experimento nomeado “IV-VIII-XVI”  analisou  as mudanças nas características do champagne Dom Pérignon Oenothèque 1996 conforme a temperatura mudava de grau em grau. Os numerais romanos do nome, se referem ao número de taças usadas para cada um, 4, o número de estágios de temperatura diferentes, 8, e à temperatura final do vinho, 16 graus.

Na sala de degustação, com temperatura fixa de 20 graus, foram servidas a cada degustador quatro taças do Oenothèque 96 colocadas em uma caixa especialmente projetada para retardar o aumento de temperatura do vinho. As provas foram então realizadas de 15 em 15 minutos, com a temperatura  subindo grau a grau, de 8ºC até 16ºC, revelando oito diferentes perfis do espumante.

Diferenças perceptíveis foram encontradas em cada estágio, passando do mineral em 8ºC para mel em 9ºC, pungente a 10ºC, amanteigado em 11ºC, terroso em 12ºC, trufado aos 13ºC, defumado aos 14ºC e com sabor de nozes aos 15ºC e 16ºC.

Geoffroy chegou a conclusão de que a temperatura ideal de serviço do Dom Pérignon Oenothèque 1996 é 12 graus. “A verdade está nessa temperatura”, declarou.

Ao abrir sua próxima garrafa de Champagne não esqueça de um bom termômetro!

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Champagne com gelo – testei e comprovei

11 janeiro 2013 | 7 comentários

por Marcelo Copello

 

Uma polêmica tem circulado nos meios enófilos: colocar ou não gelo no espumante ou no cognac.

Este tema rendeu um caloroso debate na revista Baco de dezembro (nas bancas).  De um lado o vice-presidente do Jornal do Brasil e enófilo com extensa litragem, Reinaldo Paes Barreto, contra o gelo no champagne e cognac. Do outro lado, ninguém menos que Davide Marcovitch, presidente da LVMH (empresa dona dos Champagnes Möet Chandon e Veuve Clicquot, e do Cognac Hennessy), defendendo o democrático hábito de umas pedrinhas nas bebidas.

Como publishher da Baco me senti na obrigação de experimentar eu mesmo e tirar conclusões.

Pois bem, abri uma garrafa de champagne e servi em uma taça bem grande tipo borgonha, cheia de gelo. Vejamos os resultados:

- CONTRA: o sabor fica sem dúvida diluído e os aromas dispersos, mais sutis.

- A FAVOR: a bebida final fica perigosamente leve, refrescante e desce muito mais fácil. Normalmente levo, com ajuda de minha esposa, uns 30 segundos para resolver os 750 ml de uma ampola de champagne. Nesta experiência científica com gelo este tempo caiu à metade! Cuidado, gelo no espumante é um perigo e uma temeridade.

 

- CONCLUSÃO:

1-dados os “contras” aqui expostos não coloque gelo no seu Dom Pérignon, pois vai transformá-lo em um Prosecco.

2-Já se você tem um Prosecco quente em sua taça, se quiser encha-a de gelo sem medo. Só não espere assim transformar seu Prosecco em Dom Pérignon.

 

saúde,

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Entrevista com Marc Hochar e Hubert De Billy

30 agosto 2012 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

 

Durante o último Encontro Mistral, tive a oportunidade de entrevistar  simultaneamente Marc Hochar, do Château Musar e Hubert De Billy, dono da Pol Roger. Juntos  fizemos uma descontraída “degustação cruzada”, onde Hochar provou e descreveu as sensações do champagne da Pol Roger e Hubert De Billy fez o mesmo com um Château Musar.

Os entrevistados também contaram um pouco sobre seus vinhos,  história e inspirações. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

 

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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A magia do Cristal

09 abril 2012 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

 

Em 1876 o Tsar Alexandre II, um ótimo cliente do produtor de champagne Luis Roederer encomendou uma champagne de qualidade superior. A Roederer, além de criar especialmente para o Tsar, uma champagne excepcional, engarrafou a bebida em recipientes de puro cristal. Os motivos de tal embalagem são dois, primeiro mostrar a beleza da cor dourada do líquido (as garrafas tradicionais de champagne são de vidro verde escuro) e depois evitar que uma bomba pudessem ser camufladas na garrafa. Por este motivo o fundo da garrafa de Cristal é chato (e não convexo como normalmente são as garrafas de champagne), de modo a evitar que que estivesse servindo o espumoso pudesse escoder uma arma.

Estava assim criadoo CRISTAL, um dos mais prestigiosos champagnes. Em sua primeira visita ao Brasil pude conversar com Frédéric Rouzaud, presidente da Luis Roederer e provar com ele esta maravilha, que é um dos maiores champagnes do mundo.

Frédéric Rouzaud

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Champagne Cristal 2004, Louis Roederer, Champagne-França (Franco-Suissa, R$ 1.450,00). Elaborado com 60% Pinot Noir e 40% Chardonnay, sem fermentação malo-lática, cerca de 20% do vinho passa por barricas de carvalho, com cerca de 5 anos de amadurecimento com as borras e 8-10 gramas de açúcar de dosagem. Perlage perfeita, muito fina e abundante, cor palha clara. Aroma finíssimo e complexo, com frutas como maçã e pêssego, cítricos, minerais, flores, avelãs, brioche. a gama de aromas é grande, mas está tudo tão muito bem integrado, que parece um aroma só. Paladar ao mesmo tempo leve e com uma firme estrutura proporcionada por sua acidez cricante e cremosidade, longo e perfeitamente equilibrado. Ainda uma criança, já está ótimo, mas para mostrar sua grandeza, precisa de tempo.

 

  • Corpo: leve
  • Sugestão: aprecisar desde já até 2034
  • Nota: 96 pontos

 

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

 

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