Malbec é o tango líquido!

23 agosto 2012 | 1 comentário

Por Marcelo Copello

 

Neste sábado passado, 18 de agosto, tive a oportunidade de subir a serra para a linda cidade de Campos do Jordão, cenário ideal para se consumir vinho. Quem ainda não conhece, faça a si mesmo este favor. A época boa é agora, friozinho à noite e Sol brilhando de dia, ótimos restaurantes, lojas, estrutura de cidade grande e cenário de cidade pequena na Suíça.

Os vinhos participantes do evento Vinho & Tango.

Estive lá numa promoção da Wines of Argentina e do Consulado da Argentina em São Paulo, para apresentar no hotel Orotour uma das minhas palestras que mais gosto, sobre “Vinho & Tango”. O evento aconteceu durante o “Gourmet & Vinho Campos do Jordão 2012″, um festival chique que tem por lá há alguns anos.

É fácil e prazeroso apresentar Malbecs falando de Gardel e mais ainda de Piazzolla, exibindo filmes fantáticos como Perfume de Mulher.

Já corri várias cidades com este tema, sempre trazendo na bagagem boas pérolas. Em Salvador, por exemplo, uma bahiana casada com um francês, contou depois da palestra com incontido entusiasmo que “se achou” com o Malbec. Cheia de ênfase e sotaque falou “gosto de vinhos de A-TI-TU-DE, não destes vinhos aguadiiiinhos do meu marido”.

Agora em Campos do Jordão, com mais de 100 convidados, foi a vez da amiga de copo Ana Maria Gazzola soltar, enquanto degustava Piazzolla e orquestra ao som de um Malbec: “Malbec é o Tango líquido!”

Os vinhos degustados no evento foram:

Vinho Safra
Colomé Torrontes 2011
Benegas Don Tiburcio 2009
Q Malbec 2010
Quara Single Vineyard 2010
Colomé Malbec Estate 2010
Don Nicanor Barrel Select 2009
Vistalba Corte B 2009
Flechas De Los Andes Gran Corte 2009
Malbec Single Vineyard Viña Cristina Y Bibiana Coletto 2008
SAURUS Pinot Noir Tardío 2010

 

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Dia Mundial do Malbec

16 abril 2012 | 2 comentários

Por Marcelo Copello

O mundo celebra amanhã o Malbec World Day (Dia Mundial do Malbec). A data (17 de abril) foi estabelecida desde 2011 pela Wines of Argentina, entidade responsável pela imagem do vinho argentino no mundo, como o dia para festejar sua casta emblemática.

Poucos países produtores no mundo estão tão ligados a uma única casta quanto a Argentina à Malbec. O tinto da uva Malbec é um dos vinhos varietais de maior crescimento ao redor do planeta nos últimos anos. Atualmente a Argentina é o maior produtor mundial de Malbec, com cultivos em todas as regiões vitivinícolas de seu território. Foi graças a esta casta que, em 2010, a Argentina ultrapassou o Chile nas importações do maior mercado de vinhos do mundo, os EUA. No Brasil a Argentina esta na 2a posição nos ranking das importações (atrás do Chile), graças certamente ao gosto do brasileiro pela Malbec.

Esta cepa chegou a Argentina em 1853 trazida pelo agrônomo francês Michel Aimé Pouget (1821-1875), e foi em 17 de abril deste mesmo ano a apresentação o projeto de lei que fundou Escola de Agricultura de Mendoza.

As comemorações oficiais deste 2º ano Malbec World Day acontecem em Nova York, Londres e Buenos Aires, embora o mundo todo brinde, de taça cheia.

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

 

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Os Melhores Vinhos de 2011 – Parte 1

14 dezembro 2011 | 2 comentários

Parte 1 – Vinhos da América do Sul

Por Marcelo Copello

O que não pode faltar em uma adega completa? É esta a pergunta que procuro responder ao leitor cada ano ao elaborar meu ranking pessoal de “melhores do ano”.

Desde 2001, após provar milhares de vinhos, faço um “resumo” do que de melhor provei ao longo do ano, em forma de um serviço ao leitor.

Em sua 11ª edição esta lista já se tornou referência no mercado, fato comprovado pela grande visitação que as 10 listas anteriores recebem diariamente em meu site, no link (www.mardevinho.com.br/vinhos).

Objetivo

Objetivo deste trabalho é simples e direto: oferecer ao leitor uma espécie de passo a passo de como rechear sua adega, respondendo a pergunta: “o que não pode faltar em uma adega completa?”.

Assim, a cada ano ofereço um panorama do que há de bom no mercado, proporcionando ao leitor opções para todos os gostos, bolsos e ocasiões. É importante frisar que não são “os melhores vinhos do mundo”, pois este tipo de lista se repetiria, com poucas variações, ano após ano, contendo nomes que dispensam apresentações, mas requerem saldo bancário. Esta também não é simplesmente uma lista dos “meus prediletos do ano”, pois assim eu teria que incluir grandes ícones de safras antigas, mas esta informação seria pura soberba e de pouca utilidade ao leitor.

Critérios

Os critérios desta seleção são os mesmos há 11 anos: em primeiro lugar só concorrem os vinhos que provei eu mesmo, entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011. A preferência nos vinhos selecionados é para as novidades, as safras recentes e para os provados às cegas. Todos os selecionados estão presentes no mercado brasileiro e se destacaram dentro de suas categorias de preço, tipo (tinto, branco etc) e estilo (corpo, região, idade etc). Não coloco vinhos que não estejam disponíveis no Brasil, pois seria injusto com os leitores. A única observação a este respeito são as safras, por ventura podem ter se esgotado desde que provei o vinho, ou que ainda não tenham chegado ao Brasil, mas que provavelmente chegarão em breve.

Vinhos Brasileiros

Este ano excepcionalmente os vinhos brasileiros não fazem parte desta seleção. O motivo é nobre, acabo de lançar o “Anuário Vinhos do Brasil” com uma extensa avaliação dos vinhos nacionais e classificação dos melhores em cada categoria. A lista integral desta prova de 284 vinhos brasileiros será divulgada em janeiro.

Os números da seleção de 2011

- Países representados: 15

- Importadoras representadas: 57

Os 200 selecionados dividem-se em:

56 – Brancos

8 – Rosés

13 – Doces e Fortificados

10 – Espumantes

116 – Tintos

Este ano divido esta matéria em 4 partes

1-Tintos e brancos da América do Sul

2-Tintos e brancos da Península Ibérica

3-Tintos e brancos da Itália e França

4-Tintos e brancos de outros países e vinhos doces, fortificados e espumantes

Saúde e Boas Festas!

Marcelo Copello

Vinhos da América do Sul

Argentina

Quais são os vinhos da Argentina que não podem faltar em uma adega completa?

- Brancos Torrontés

- Tintos: Malbec e cortes de Malbec

Vice-líder de nosso mercado, atrás apenas (e próximo) do Chile a Argentina em 2011 proporcionou muitas alegrias a minha taça.

Uma adega argentina completa precisa ter bons Torrontés, a uva branca emblemática do país. Provei as cegas em Buenos Aires em março algumas dezenas de Torrontés e destaco três deles. A lista dos brancos é completada com duas outras castas que se adaptaram muito bem á Argentina, Viognier e Chardonnay, com dois exemplares de ótimo custo benefício.

Nos tintos reina a Malbec (ou cortes com Malbec). Nossa lista traz opções a partir de R$ 36, até grandes vinhos como Finca Mirador e Bramare Malbec Marchiori Vineyard.

Tabela em PDF

Chile

Quais são os vinhos do Chile que não podem faltar em uma adega completa?

- Brancos Sauvignon Blanc e Chardonnay;

- Tintos Cabernet Sauvignon (ou cortes com Cabernet Sauvignon), Pinot Noir, Carignan, além de Carménère.

Líder de nosso mercado, o Chile vem galgando degraus não só na qualidade, mas também na diversidade de estilos que oferece, com diferentes uvas e terroirs. Nos brancos a sauvignon blanc é o grande destaque, com novidades mais acessíveis como o Marina, passando por exemplares que se destacaram na Expovinis 2001 (Casas del Toquei e Casas del Bosque) até o absoluto Cipresses. Nos chardonnays o Sol de Sol continua sendo um cult wine. Gostaria de ter colocado o Chardonnay Reserva Especial de Maycas de Limarí, mas as safras mais recentes não chegaram ao Brasil.

Nos tintos a diversidade Chilena cresceu tanto que este ano dispensei os Carménère. Começamos com o Trio, um vinho comercial, feito com maestria por Ignacio Recabarren, que nos chega com preço bastante competitivo. Passamos por bons Pinots, uma boa novidade (Quintay) e um consagrado (Heru), e por duas castas que acho as mais promissoras hoje no Chile: Syrah e Carignan. Da Syrah destaco o Trabun e Single Vineyard Alto Los Toros, dois vinhos ousados em seu estilo, e da Carignan meu predileto continua sendo o Morandé Edición Limitada.

Dos Tops do Chile, o Caballo Loco e o Casa Real são dois clássicos que não saem de moda e o Almaviva, com seu sotaque francês, é sempre uma compra garantida.

Tabela em PDF

Uruguai

Quais são os vinhos do Uruguai que não podem faltar em uma adega completa?

- um grande Tannat (ou cortes com Tannat)!

Nunca destaquei tantos vinhos do Uruguai. O fresquíssimo Albariño Bouza é irresistível. Dos tintos, como esperado a tannat domina, em opção que vão desde um interessante corte com a branca Viognier (Alto de la Ballena), até Tannats potentes e modernos como o Super Premium da Gimenez Mendez ou clássicos como o 1er Cru da Familia Deicas.

Tabela em PDF

**Preços sujeitos a variação.

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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A Argentina mostra sua força

12 setembro 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

País que há anos já é referência no mercado brasileiro com vinhos de excepcional relação “qualidade x preço”, a Argentina agora mostra que também faz grandes vinhos, comparáveis aos melhores do mundo.

Com este intuito a Wines of Argentina, entidade integrada por mais de 200 bodegas de todas as regiões vinícolas do país, me convidou e apresentar duas grandes degustações. As provas foram no Rio de Janeiro em 30 de junho (restaurante ORO) e São Paulo em 16 de agosto (restaurante Josephine). Um time experts da imprensa especializada provou as cegas 10 vinhos no Rio e 9 em São Paulo e votou em seus prediletos, atribuído 3 pontos ao melhor, 2 pontos o segundo e 1 ponto ao terceiro. A soma total de pontos apontou os vencedores. Os vinhos participantes foram escolhidos por mim. Baseei-me principalmente nas provas que fiz na Argentina em março (onde provei cerca de 300 vinhos), e de acordo com disponibilidade das garrafas no Brasil. Veja abaixo o resultado das suas provas.

Veja abaixo o resultado das suas provas.

Prova Rio de Janeiro    
  Vinho importador Preço
  Bramare Malbec 2007, Viña Cobos Grand Cru R$ 395,00
  Viña Fausto Orellana de Escobar 2007, Trapiche Interfood R$ 136,90
  Finca Bella Vista 2007, Achaval Ferrer Inovini R$ 350,00
  Icono 2006, Luigi Bosca Decanter R$ 373,35
  Cheval des Andes 2006 LVMH R$ 320,00
  Alpha Crux blend 2004, O. Fournier Vinci R$ 134,94
  Special Blend 2007, Bodega del Fin del Mundo Obra Prima R$ 160,00
Felipe Rutini 2004, Bodega La Rural Zahil R$ 379,00
Yacochuya 2006, San Pedro de Yacochuya Grand Cru R$ 232,00
10º Alta Vista Alto 2006, Alta Vista Épice R$ 260,00

OBS: houve empate na 7ª colocação

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Prova São Paulo    
  Vinho importador Preço
Zeta 2006 – Zuccardi Ravin R$ 229,00
Judas 2005, Sottano Max Brands R$ 250,00
Bramare Malbec 2008, Viña Cobos Grand Cru R$ 395,00
Iscay 2006, Trapiche Interfood R$ 182,90
Yacochuya 2005, San Pedro de Yacochuya Grand Cru R$ 232,00
Adrianna 2003, Catena Mistral US$ 146,90
Gran Cabernet Franc XI 2008, Pulenta Grand Cru R$ 144,00
Caro 2007 Mistral US$ 76.90
Quimera 2007, Achaval Ferrer Inovini R$ 148,00

OBS: houve empate na 2ª colocação

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Provar estes vinhos juntos e as cegas é algo raro e talvez inédito no Brasil. Os vinhos estavam todos excepcionais, um verdadeiro desfile de estrelas. Independente do resultado da prova, um evento como este eleva a imagem da Argentina e mostra sua força, com vinhos de qualidade mundial.

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Sem desculpa

11 agosto 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Ninguém mais tem a desculpa do preço para não provar grandes vinhos como o Tignanelo, Dom Melchor ou o Cheval des Andes. A Cavist, nova loja de vinhos de Ipanema (antiga Expand), está oferecendo algumas destas maravilhas em taça, a preços acessíveis. A loja, que é a melhor novidade do ano no ramo, oferece cerca de 3 mil rótulos para compra ou consumo no local (que é também bistrô) e além disso disponibiliza 8 opções de vinhos em taça. A moderna máquina Enomatic, garante a perfeita conservação das garrafas abertas e permite doses de tamanhos variados (entre 25ml e 150ml).

CAVIST – IPANEMA

 

Uma mini prova de 25ml do famoso “supertoscano” Tignanelo sai a R$ 17. Outros vinhos que recomendo estão abaixo. Que tal uma degustação destes 5 belos tintos por apenas R$ 77!

TIGNANELLO  2007, ANTINORI, TOSCANA- ITALIA

  • 25ml – R$17,00
  • 75ml - R$ 36,00
  • 150ml – R$ 85,00
  • Garrafa R$ 368,00 

 

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DON MELCHOR 2006, CONCHA Y TORO, CHILE

  • 25ml – R$ 18,00
  • 75ml – R$ 48,00
  • 150ml – R$ 88,00
  • Garrafa R$ 380,00

 

BRUNELLO DI MONTALCINO 2003, VAL DI SUGA, TOSCANA

  • 25ml – R$ 12,00
  • 75ml – R$ 33,00
  • 150ml – R$ 60,00
  •  Garrafa R$ 282,00

 

CHEVAL DES ANDES 2006, Terrazas, ARGENTINA

  • 25ml – R$ 18,00
  • 75ml – R$ 49,00
  • 150ml – R$ 90,00
  • Garrafa R$ 390,00

 

ARZUAGA RESERVA 2005, RIBEIRA DELDUERO, ESPANHA

  • 25ml – R$ 12,00
  • 75ml – R$ 30,00
  • 50ml – R$ 57,00
  • Garrafa R$ 245,00

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CAVIST – IPANEMA 

 

Serviço

Cavist – Rua Barão da Torre, 358 • Tel.:(21) 2123-7900        

http://www.cavist.com.br/

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)  

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