Para os clássicos o tempo não passa

28 agosto 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

O que O Pasquim tem a ver com o La Romanée-Conti? Nada mais dissonante do que unir o hebdomadário político-humorístico dos anos 70 à nobreza do grande Borgonha, mas eu explico. Recentemente resolvi colocar em dia a leitura e comecei pela antologia de O Pasquim, em dois volumes, com mais de 700 páginas (Ed. Desiderata, 2006).

A nostalgia desta época que eu não vivi me levou à leitura da obra prima de um dos colaboradores do tablóide, “A mão esquerda” de Fausto Wolff (Ed. Leitura, 4ª edição, 2007). Sobre o gigante de Santo Ângelo tenho uma história pessoal. Conheci-o em um aeroporto em 2004, conversamos antes do embarque no mesmo vôo. Enquanto ele se servia direto do gargalo de uma garrafa de whisky que trazia no bornal, me convidava para fazer uma coluna de vinho no recém relançado O Pasquim. Durante o vôo ele se levantou e anunciou para todos que iria cantar e assim o fez por longo tempo…

De Wolff emendei em uma recém lançada biografia de um colega seu, “Paulo Francis – Polemista Profissional”, de Paulo Eduardo Nogueira (Ed. Imprensa Oficial, 2010). Logo nas primeiras páginas li que Francis em sua última noite assistiu ao clássico de Alfred Hitchcock, Notoriuous (de 1946), e se deliciou com imagens do Rio antigo. Larguei o (fraco) livro na hora e fui direto ao filme. Ah, que saudade do Rio dos anos 1940! Em tese eu já existia (de forma desconstruída), pois meus pais nasceram em 1939.

O filme nos mostra uma vista aérea do Rio, com o corcovado e o redentor em destaque. Ao longo da película podemos ver o outeiro da Glória ao fundo, a praia do Flamengo antes do aterro, o Theatro Municipal, a Avenida Atlântica com poucos e baixos prédios, o hipódromo da Gávea e a Cinelândia (onde o par romântico que protagoniza este suspense, Cary Grant e Ingrid Bergman, se encontravam secretamente).

O maior astro do filme, contudo, foi para mim uma garrafa de um bom Borgonha. O Pommard 1934, de François Penot, aparece em destaque uma das cenas de maior tensão do enredo. Grant infiltra-se na recheada e trancada adega do vilão nazista durante uma festa para tentar descobrir o que os bandidos ocultam ali. Ao esbarrar na tal garrafa ela se quebra. Para surpresa geral o que se esparrama no chão não é vinho e sim o que depois descobrem ser minério de Urânio.

O herói repõe o lugar vago na estante com uma outra garrafa do mesmo vinho, mas se esquece de verificar a safra. No lugar do bom ano de 1934 fica um inferior 1940, o que vem a ser descoberto e quase custa a vida da heroína. A safra de 1934 é considerada de qualidade muito boa, embora não excepcional. Alguns raros exemplares ainda vivem com saúde aos 77 anos de idade.

Quem estiver interessado em conferir, a casa de leilões Christie´s de Nova York está anunciando 6 garrafas de La Romanée-Conti 1934 por 56,4 mil dólares. Este lote faz parte de uma coleção particular nos EUA. Vale a pena uma olhada no site (www.christies.com) e na coleção, que começa na lua com alguns lotes de Dom Pérignon 1921 e sobe para outras galáxias.

Lembro que até 1945 o vinhedo La Romanée-Conti era em “pé franco” (sem enxertia contra a praga phylloxera), o que valoriza ainda esta safra histórica. Segundo o site o vinho foi testado e está perfeito: “de cor âmbar, como um porto Tawny, nariz fragrante, fresco e com especiarias, corpo suculento, sedoso, doce, com toques de caramelo, final seco, cativante”.

Convenhamos que é uma pechincha! Cerca de R$ 15 mil por garrafa é menos do que se paga no Brasil por uma garrafa do mesmo vinho, de safra recente. Vamos fazer uma vaquinha?

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Inverno II – Queijos e Vinhos

25 agosto 2011 | 3 comentários

Por Marcelo Copello

O texto abaixo é de meu 3º livro, “Vinho & Algo Mais” (Editora Record, 2004). Boa leitura e boa degustação!

Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Abelardo e Heloísa, Marco Antônio e Cleópatra, Ulisses e Penélope, Henry Higgins e Elisa (My Fair Lady), Scarlett Ohara e Rhett Butler (E o Vento Levou), Hethcliff e Catherine (O Morro dos Ventos Uivantes), Ricky e Ilsa (Casablanca), Elisabeth Taylor e Richard Burton, Ginger Rogers e Fred Astaire, Shiva e Shakti, Yin e Yang, D. Pedro e Inez de Castro, Chopin e George Sand, Clara e Robert Shumann, Sartre e Simone Beauvoir, John e Yoko, Dali e Gala, Peri e Ceci, Lampião e Maria Bonita, Queijo Minas e Goiabada Cascão e, nos grandes pares da história não poderia faltar, Queijo e Vinho.

Se adequadamente combinados, queijos e vinhos formam um casal tão perfeito que justificou o surgimento da máxima: “Para comprar vinho coma maçã, para vender vinho sirva-o com queijo”, uma alusão ao fato de a maçã limpar o palato tornando-o crítico, enquanto o queijo harmoniza tão bem com a nobre bebida que chega a disfarçar eventuais deficiências desta. Vinhos e queijos, juntamente com o pão, formam a “santíssima trindade” da mesa, os mais antigos alimentos do homem. São também ideais para lanches ou piqueniques de verão por poderem ser apreciados em seu estado natural, com pouca ou nenhuma preparação.

A variedade de queijos existente é enorme e suas possibilidades de combinação com o vinho, infinitas. Na França, por exemplo, os queijos foram classificados em 1925, bem antes dos vinhos, que receberam sua AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) 10 anos depois, em 1935. Só a França possui mais de 400 queijos classificados. Não é à toa que De Gaule disse ser impossível governar um país com tantos queijos. Veja algumas dicas para tornar seu encontro de “queijos e vinhos” um sucesso.

Assim como nos vinhos, a temperatura dos queijos é importante, sendo o ideal servi-los a cerca de 18ºC. Os de massa mole devem ser retirados da geladeira com meia hora de antecedência, enquanto os duros, com no mínimo duas horas.

Devem ser levados à mesa sem as embalagens e sobre madeira ou porcelana, proporcionais a seus tamanhos e, de preferência, separados. Os que tiverem casca devem ser servidos com ela. Não os corte demais, em pedaços miúdos. Deixe os pequenos inteiros e, no caso dos exemplares de tamanho médio, insinue o corte.

Cada fatia deve conter todas as partes da peça em cada porção, da casca (as comestíveis) ao centro. Cada queijo deve estar acompanhado de sua própria faca e, se possível, ser identificado com um rótulo ou bandeirinha. Evite os fortes demais ou apimentados, pois embotam o paladar, uma opção é reservá-los para o final do evento. Quanto à variedade, procure escolher ao menos cinco tipos, variando a matéria-prima (leite de vaca, cabra, ovelha e búfala), o tipo de consistência (dura, branda e mole) e o estágio de maturação (frescos, meia-cura e curados).

Quanto aos vinhos, uma sugestão é usar ao menos quatro tipos: um branco seco – entre eles um Sauvignon Blanc seria uma boa pedida – ; um tinto leve, como um Pinot Noir; um tinto mais encorpado, como um Shiraz australiano ou um bom Bordeaux; e um doce, como um Porto, para o encerramento.

No que diz respeito à compatibilização, serei franco e pouco ortodoxo. Numa recepção de “queijos e vinhos”, é raro os comensais degustarem ordenadamente cada queijo com o vinho mais adequado a ele. Para amenizar os efeitos de misturas sem critério, a dica é evitar extremos, como servir queijos muito condimentados e vinhos ultra-encorpados ou doces. Reserve-os para o final. Algumas sugestões:

Queijos frescos com baixa acidez e sal (ricota, minas frescal, cottage, mussarela de búfala, cabra fresco) com vinhos brancos leves e secos (Sauvignons Blancs, Rieslings ou Chardonnays jovens e não barricados). Já os queijos macios de meia-cura, como camembert e brie, pedem brancos estruturados como um Chardonnay barricado ou tintos leves, como um Pinot Noir, ou mesmo italianos populares, como o Valpolicella.

Os queijos de massa semidura (emmental, gouda, minas meia-cura) sugerem tintos de médio corpo, como um Merlot chileno ou Crianza espanhol. Os de massa dura (parmesão, pecorino, minas curado) são tipicamente combinados com tintos tânicos e estruturados, um Cabernet Sauvignon mais alcoólico, por exemplo. A ressalva é apenas quanto ao excesso de sal que caracterizam esses queijos. O sal e o tanino dos tintos encorpados são uma combinação perigosa, pois ambos tendem a secar a boca. A opção é usar um vinho doce, como um Late Harvest.

Para os queijos azuis (gorgonzola, roquefort, stilton), o clássico infalível é usar um Porto Ruby ou um Vintage novo.

Os pães são fundamentais. Eles consolidam a união entre vinho e queijo. Sirva uma boa variedade: italiano, alemão, francês, de centeio, com nozes. Evite apenas os muito condimentados, que comprometem o paladar. Nunca sirva uvas ou frutas muito ácidas, como abacaxi e morango, não as use nem mesmo para decorar, pois podem ser consumidas. Frutas carnudas são bem-vindas, use pêra, pêssego e maçã vermelha, por exemplo.

Para encerrar em grande estilo, que tal um Sauternes (branco doce) acompanhado do foie gras chaud – fígado de ganso ou pato servido quente? Uma opção não tão sofisticada seria um gorgonzola inteiro escavado no meio e embebido em Porto Ruby, acompanhado pelo mesmo Ruby ou por um Vintage jovem.

Acompanhe tudo com frutas secas ou cristalizadas, nozes e amêndoas. Para os chocólatras, a sugestão para o encerramento é um suflê quente de chocolate, que pode ser acompanhado de generosa quantidade de calda. Este vai bem com um Porto LBV, com um bom conhaque ou um simples café expresso.

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Vinho nacional conquista a capital

23 agosto 2011 | 1 comentário

Por Marcelo Copello

Na 5ª feira passada estive em Brasília para dois eventos. Um deles, uma especialíssima Vertical de Vega Sicilia, pode ser conferida no blog http://www.decantandoavida.com/ dos amigos e enófilos Eugênio Oliveira e Antonio Coêlho.

O evento mais importante, contudo, foi outro. A Vinum Brasilis, feira dedicada ao vinho nacional, chegou a sua 4ª edição nos dias 17 e 18 no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, simultaneamente ao 23º Congresso da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Reunindo 31 vinícolas, em 1 mil metros quadrados de área a feira apresentou cerca de 300 rótulos e recebeu nada menos que cerca de 2 mil visitantes! Vale lembrar que em sua primeira edição em 2004, o evento, promovido pelo enófilo Petrus Elesbão, começou com apenas 100 visitante e chegou a 600 no ano passado.

Fiquei muito bem impressionado com a Vinum Brasilis, que prova que o vinho nacional só cresce, em qualidade e em prestígio.

Quanto a minha impressão em relação aos vinhos provados vou guardar surpresa. Neste momento preparo uma grande publicação sobre vinhos brasileiros, que incluirá uma mega-prova as cegas, a ser lançada em novembro. Aguardem mais detalhes aqui em breve!

Veja a lista completa de vinícolas participantes do IV Vinum Brasilis:

1. Adolfo Lona
2. Antônio Dias
3. Aurora
4. Boscato
5. Casa Valduga
6. Cavalleri
7. Cave Geisse
8. Club Des Sommeliers
9. Cordilheira de Santana
10. Dal Pizzol
11. Domno Brasil
12. Don Bonifácio
13. Don Giovanni
14. Don Guerino
15. Don Laurindo
16. Gran Legado
17. Irmãos Basso
18. Irmãos Molon
19. Lídio Carraro
20. Luiz Argenta
21. Maximo Boschi
22. Miolo Wine Group
23. Orgânicos
24. Pericó
25. Pizzato
26. Rio Sol
27. Salton
28. Sanjo
29. Suzin
30. Vallontano
31. Villaggio Grando

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br

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Decanter Taste Portugal

20 agosto 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Portugal é a origem de vinho européia mais importante em nosso mercado. O ranking dos importados é liderado por Chile e Argentina e seguidos por Portugal e Itália, quase empatados. O número bruto não mostra, contudo, que 60% das importações italianas são de lambruscos e proseccos de baixo preço e baixa qualidade. Ou seja, nos tintos e brancos de qualidade Portugal lidera com folga entre os Europeus.    

Mais do que justificado então que uma das maiores importadoras brasileiras, a Decanter, promova uma grande prova dedicada a terrinha, o “Decanter Taste Portugal”, que entre 23 e 26 de agosto passa por Rio de Janeiro, São Paulo, Santos e Florianópolis. O evento conta com a presença de catorze nomes de peso, que estarão em pessoa apresentando seus vinhos:  

- Anselmo Mendes

- João Pilão (da vinícola Altas Quintas)

- Filipe Pereira (da Cossart Gordon)

- Domingos Alves de Souza

- Júlio Bastos (da Dona Maria)

- Roque Ferreira (da Falua, Conde de Vimioso e Foz do Arouce)

- Luis Lourenço (da Quinta das Maias e Quinta dos Roques)

- Pedro Ferreira Leite (da Warre´s)

Selecionei 5 dicas muito especiais desta degustação para vocês. Leiam aí abaixo minhas notas sobre estes vinhos e todos os detalhes Decanter Taste Portugal no final. Como referência sobre os melhores vinhos de Portugal, leiam: http://www.mardevinho.com.br/colunas/50-melhores-portugal  

 

Vinho: Alvarinho “Moda Antiga” 2007

Produtor/Região: Anselmo Mendes, Minho  

Importadora/preço: Decanter, R$ 210,30

Descrição: Elaborado a “moda antiga”, com “curtimenta”, a fermentação é feita com as películas, dando mais corpo ao vinho, que amadurece 9 meses com suas borras em barricas usadas. Amarelo dourado. Aroma com presença bem marcada da madeira, bem integrada com o conjunto, frutas bem maduras como manga e damasco. Paladar volumoso, cremoso, longo, com baunilha aparecendo no fim de boca. Este é um “branco com alma tinta”, de raça, para ser decantado, potente, vincado.

Nota: 92 pontos.   

 

 

 

Vinho: Quinta de Foz de Arouce branco 2009

Produtor/Região: Conde de Foz de Arouce, Beiras  

Importadora/preço: Decanter, R$ 125,00

Descrição: Elaborado majoritariamente a partir de vinhas de 70 anos de idade uva branca Cerceal, cultivadas em solo de xisto. Fermentado em barricas. Amarelo palha claro com reflexos dourados. Nariz intenso e muito mineral, com aromas de pedra de fusil, ervas, cítricos e toque salgado. Paladar de acidez bem marcada, vincada, mineralidade aparece ainda mais na boca, ótimo equilíbrio, bom volume de boca, cremoso e muito persistente. Um grande branco, cheio de personalidade. Nota: 92 pontos.   

 

 

 

Vinho: Touriga Nacional 2007

Produtor/Região: Quinta dos Roques, Dão  

Importadora/preço: Decanter, R$ 143, 65

Descrição: Belíssima expressão da Touriga Nacional no Dão. Perfil floral, frutado e muito mineral. Paladar de bom corpo, taninos finos bem presentes, ótima acidez elegância exuberante, um vinho que encanta agora ou daqui a 10 anos.

Nota: 91 pontos.   

 

 

 

Vinho: Vinha de Lordelo 2007

Produtor/Região: Domingos Alves de Sousa, Douro  

Importadora/preço: Decanter, R$ 320,55

Descrição: Elaborado a partir do vinhedo mais antigo da Quinta da Gaivosa, a Vinha de Lordelo, com plantas de mais de 100 anos. Cerca de 30% Tinta Roriz, 20% Touriga Nacional, 10% Tinta Amarela, 10% Sousão e o restante de outras dezenas de castas autóctones do Douro, algumas em processo de extinção. Fica 10 meses em barricas de carvalho francês. Provar este vinho é dar um mergulho no Douro, com sua cor profunda, aromas balsâmicos, de ervas maceradas, esteva, violetas, tostados da madeira, frutas ultra maduras, geléias. Paladar ao mesmo tempo poderoso e aveludados, taninos finíssimos, concentrado, 15,5% de álcool, equilibrado, longo e profundo. Grande vinho. Nota: 96 pontos.   

 

 

Vinho: 5 Year Old Verdelho

Produtor/região: Cossart Gordon, Ilha da Madeira  

Importadora/preço: Decanter, R$ 99,00

Descrição: Alaranjado claro. Aroma complexo e etéreo, com bastante tipicidade, com notas de frutas secas, casca de laranja, madeiras, cedro, especiarias, passas brancas, toques defumados e de resinas. Paladar meio doce, macio, com bom equilíbrio, entre doçura e frescor, com 19% de álcool, 70 gramas de açúcar residual e um ótima acidez, final seco e picante. Um vinho ótimo para aperitivos, ou para acompanhar sopas ou sobremesas não muito doces

Nota: 87 pontos.   

 

Lista completa dos vinhos oferecidos

ALTAS QUINTAS

Branco

Crescendo 2009

Tintos

Altas Quintas “600” 2008

Altas Quintas Crescendo 2007

Altas Quintas Colheita 2006

Altas Quintas Reserva 2005

Altas Quintas Reserva-DO 2005

Altas Quintas Obsessão 2004

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ANSELMO MENDES

Espumante

Espumante Muros Antigos Vinho Verde 2006   

Brancos

Loureiro Muros Antigos 2010   

Muros Antigos EscolhaVinho Verde 2010   

Alvarinho Contacto 2009   

Alvarinho Muros Antigos 2010   

Alvarinho Muros de Melgaço 2009   

Alvarinho “Moda Antiga” 2007   

Alvarinho Parcela Única 2009   

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COSSART GORDON

Branco Fortificado

Rainwater Medium Dry   

Good Company Full Rich   

Year Old Verdelho   

5 Year Old Malmsey   

10 Year Old Bual   

15 Year Old Bual   

Colheita Verdelho 1998   

Colheita Malmsey 1996   

Terrantez 1977  

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DOMINGOS ALVES DE SOUSA

Brancos

Branco da Gaivosa 2009   

Tintos

Cume 2009   

Vale da Raposa Reserva Douro 2008   

Caldas Reserva Douro 2005   

Reserva Pessoal 2005   

Quinta da Gaivosa Douro 2005   

Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2007   

Abandonado 2007   

Branco Fortificado

Porto Branco Quinta das Caldas   

Tinto Fortificado

Quinta da Gaivosa Porto LBV 2004

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DONA MARIA

Branco

Dona Maria 2009   

Amantis 2008   

Rosado

Dona Maria Rosé 2009   

Tintos

Dona Maria 2007   

Amantis Reserva 2006   

Dona Maria Reserva 2006   

Júlio B. Bastos 2004

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FALUA – CONDE DE VIMIOSO

Rosado

Conde de Vimioso Rosé 2009   

Tintos

Conde de Vimioso 2009   

Conde de Vimioso Reserva 2007

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PLANSEL – DORINA LINDEMANN

Branco

Marquês de Montemor 2010   

Rosado

Marquês de Montemor Rosé 2009   

Tintos

Selecta Homenagem ao Thomas 2009   

Plansel Special Edition 2009   

Marquês de Montemor Reserva 2008   

Capela de Santa Margarida 2008   

Plansel Touriga Franca 2008   

Plansel Touriga Nacional 2009   

Dorina Lindemann Limited Edition 2008

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QUINTA DAS MAIAS

Branco

Malvasia Fina 2009   

Tinto

Dão 2008   

Dão Jaen 2003

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QUINTA DOS ROQUES

Branco

Quinta do Correio 2009   

Encruzado 2009   

Tinto

Quinta do Correio 2008   

Dão 2007   

Q. R. Touriga Nacional 2007   

Reserva 2007

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QUINTA DE FOZ DE AROUCE

Branco

Foz de Arouce 2009   

Tinto

Foz de Arouce Colheita 2007   

Vinhas Velhas de Santa Maria 2007

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QUINTA DE GOMARIZ

Brancos

Vinho Verde Loureiro Colheita Selecionada 2009   

Vinho Verde Colheita Selecionada 2009   

Vinho Verde Alvarinho Colheita Selecionada 2009   

Rosé

Vinho Verde Rosé Espadeiro 2009

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WARRE’S

Branco Fortificado

Porto Fine White   

Tintos Fortificados

Porto Heritage Ruby   

Porto King’s Tawny   

Porto Warrior Special Reserve   

Porto Otima 10 Year Old Tawny   

Porto Otima 20 Year Old Tawny   

Porto Traditional LBV 2000   

Porto Vintage Quinta da Cavadinha 1996

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SERVIÇO

Rio de Janeiro

23 de agosto, das 16 às 21hs no Restaurante Fogo de Chão

Av. Repórter Nestor Moreira, s/n- Botafogo

Reservas: (021)2286.8838

São Paulo

24 de agosto, no Hotel Caesar Park

Rua das Olimpíadas, 205- Vila Olímpia

Reservas: (11) 30730500

Santos

25 de agosto, no Hotel Parque Balneário

Av. Ana Costa, 555 – Praia do Gonzaga

Reservas: (13) 2104-7555 e em

Florianópolis

26 de agosto, Costão do Santinho

Estrada Vereador Onildo Lemos, 2505 | Praia do Santinho

Reservas: (48) 3223-1500

O ingresso custa R$ 75,00 e pode ser revertido na compra de vinhos em qualquer uma das cidades.

Mais Informações com Fernanda Fonseca Tel: 011 99740219 fernandafonseca@propop.com.br fernanda.fonseca@decanter.com.br   

 

 

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Inverno 1 – Cognac

16 agosto 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Destilado de maior prestígio do planeta, o cognac evoca tradição e luxo. Um clássico entre os clássicos, este símbolo da França nunca esteve tão atual. Em 2010 as exportações de cognac  atingiram 153 milhões de garrafas enviadas para 153 países, no valor de 1,86 bilhão de euros, cifras nunca antes alcançadas em toda sua longa história.

O consumo desta bebida não só cresce, mas também se renova sem perder sua nobreza. Nos EUA, maior consumidor mundial da bebida, o cognac é popular entre os jovens que buscam no cognac um status que os distinguirá dos consumidores do whisky e do bourbon. Outro grande e recente mercado conquistado pelo nobre destilado francês é a Ásia. Cingapura e China, respectivamente 2ª e 3ª maiores mercados para o cognac, importam os exemplares mais caros.

Cognac no copo tipo tulipa

O clichê do cognac apreciado por homens em frente à lareira, acompanhado de charutos está sendo revisado. A lareira é opcional (ou é o próprio cognac), o acompanhamento não apenas charutos, mas também chocolates ou sobremesas e empunhando taças e charutos não estão mais apenas homens. O público feminino vêm aderindo ao cognac da mesma forma que adotou os charutos, escolhendo os de paladar mais delicado.

Cognac é um nome protegido, que designa os destilados elaborados a partir de vinhos brancos, na região homônima no oeste da França. O nome genérico para destilados vínicos envelhecidos em madeira produzidos ao redor do mundo é “brandy”.

A idade (tempo de envelhecimento em madeira) é um dos principais fatores determinantes da qualidade e do preço de um cognac. Lembre, no entanto, que ao contrário dos vinhos, o cognac só envelhece em madeira. Uma vez engarrafado o processo de envelhecimento cessa. Outros fatores de qualidade e preço são a origem das uvas (a melhor região chama-se Grande Champagne), o prestígio do produtor e a embalagem, que pode ser de madeira, couro ou de valiosos cristais. É o caso do “Louis XIII Black Pearl Limited Edition”, da Remy Martin, cuja garrafa de cristal baccarat guarda um blend de cognacs de 40 a 100 anos, a um preço que ultrapassa os R$ 30 mil por unidade.

Outro exemplo de produto de alto luxo vem da tradicional casa Delamain e desta dez a embalagem traz, além do cristal baccarat, uma maleta de couro com design inspirado no século XIX. Foram produzidas apenas 500 unidades do Le Voyage (foto ao lado) e cada uma sai a mais de R$ 7 mil.

Normalmente os cognac são produzidos com misturas de destilados de várias idades e são classificados como: V.S. (Very Superior, ou “três estrelas”) quando o destilado mais jovem do blend tem 30 meses de envelhecimento; V.S.O.P. (Very Superior Old Pale, ou “Reserve”),  mínimo de quatro anos e meio; Napoléon, X.O. (Extra Old), ou Hors Age, mínimo de seis anos e meio; e Paradis, Age Inconnu ou outros nomes fantasia, para produtos de grande envelhecimento. É importante frisar que a maioria dos produtores usa cognacs muito mais velhos que estes mínimos exigidos por lei.

Para apreciar seu cognac o copo ideal é a tulipa, em formato pequeno e boca estreita, com capacidade de 130ml, para receber doses ideais de 25ml. A taça grande em formato de balão é certamente vistosa, mas é ultrapassada, já que a tulipa concentra melhor os aromas e os torna mais delicados e elegantes, enquanto no balão os perfumes ficam mais agressivos.   

Aromaticamente não é exagero dizer que um cognac situa-se entre um vinho e um perfume, com notas de flores, frutas, madeiras, especiarias, vegetais, tostados, balsâmicos (como pinho, resina e cera), químicos (como iodo) e animais.

Os cognacs mais jovens normalmente remetem a aromas de flores (como rosas, violetas, jasmim), baunilha, madeira e frutas (como pêssego, ameixas, abricó). Após os 15-20 anos de idade ficam mais notáveis os perfumes de frutas secas (nozes, amêndoas) e especiarias (canela, gengibre). Cognacs muito velhos desenvolvem um aroma chamado de “rancio”, que designa o caráter etéreo e complexo adquirido pelo longo envelhecimento.

Antes que perguntem, não é necessário aquecer o cognac com as mãos, a bebida deve estar fresca para não exalar álcool em demasia. No paladar temos o prazer final dado pela noção de equilíbrio entre os componentes da bebida, sua acidez, açúcares, álcool, adstringência e amargores, mostrando sua complexidade, riqueza, harmonia e finesse.

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Aguarde para semana que vem o post “Inverno 2 – Queijos e Vinhos”

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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