Fashionismo de inverno

29 junho 2011 | deixe seu comentário (0)

Para não fazer feio nas caminhadas e trilhas escolhi alguns produtos que dão um charme especial ao passeio de final de semana. Todos eles são propícios para a estação mais fria do ano e aliam conforto e praticidade.

 

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Carioquinha

24 junho 2011 | deixe seu comentário (0)

Este é o último final de semana para se aproveitar os descontos do Projeto Carioquinha. A promoção acontece até o dia 30, próxima quinta, e é voltada para moradores e naturais da cidade do Rio.

O objetivo desta ação, que já está em sua 13° edição, segue o mesmo propósito deste blog: “aproximar o cidadão carioca de sua cidade, fazendo com que ele vivencie as potencialidades turísticas do Rio e passe a valorizá-las, tornando-se um agente divulgador de sua própria cidade”.

Dentre as atividades oferecidas a que mais me chamou a atenção foi o passeio no mirante Dois Irmãos, praia do Pepino e visita à Associação de Voo Livre. O preço sai a R$ 120,00, e normalmente cobram R$ 140,00. Inclui transporte. Quem realiza é a Arpoador Passeios Ecológicos e Culturais (9688-6410).

Para obter o desconto basta apresentar nas bilheterias dos pontos turísticos e atrações cadastradas a carteira de identidade e, se a pessoa não for natural da cidade mas morador, basta levar um comprovante de residência em seu nome, como conta de luz, água, telefone ou gás.

Os principais pontos turísticos têm 50% de desconto. Atrações como o Pão de Açúcar e o Corcovado passam a custar R$ 22,00 e R$ 18,00, respectivamente. Outros locais como Planetário da Gávea, museus, hotéis, restaurantes, pousadas e diversas atrações culturais do Rio estão incluídas no roteiro. Quem quiser praticar mergulho ou saltar de asa-delta e parapente também tem benefícios. A lista de todas as atrações participantes estará no site www.carioquinha.com.br. Bom proveito.

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Modo de usar

20 junho 2011 | 1 comentário

Para que o seu passeio não se transforme em dor de cabeça, reuni algumas orientações importantes:

* As trilhas sugeridas por aqui serão quase sempre moderadas. Eu não sou uma atleta, mas exercito-me com freqüência, e um preparo físico moderado é recomendável para quem pretende encarar trilhas e aventurar-se em subidas e descidas. Se você não está acostumado a fazer exercícios, prepare-se antes e respeite o seu limite.

* Jamais entre em uma trilha desacompanhado. O risco de acidentes sempre existe. Antes de sair de casa, avise sempre aonde está indo. Se a trilha começar em um parque, avise a segurança.

* Use tênis, papetes ou botas que sejam leves e confortáveis. Nunca estreie o calçado numa trilha. Use-o antes para testá-lo e amaciá-lo. O uso de meia também dá um conforto maior.

* Leve sempre uma garrafinha com água e alguns alimentos leves e práticos. As trilhas às vezes podem durar mais do que o tempo esperado e a fome apertar. Barrinhas de cereal, sanduíches, chocolates e frutas ajudam a dar energia.

* Nunca, jamais, deixe seu lixo pelo caminho. Leve um saco plástico e colete o seu lixo e qualquer outro que avistar pelo caminho.

* Antes de começar um passeio, fique atento para a previsão do tempo. Em dias nublados existe grande possibilidade de chuva e tromba d’água em cachoeira! Evite fazer passeios em dias posteriores a mau tempo.

* Tenha sempre em sua mochila uma lanterna, protetor solar, boné, óculos de sol, repelente, canga/toalha e canivete.

* Calcule bem o tempo de duração das trilhas, ida e volta. Eu mesma já perdi a hora admirando a vista, demorei a descer a trilha e tive que encarar partes do caminho no escuro. Não recomendo, dá um certo medo.

* Nunca faça fogueira.

* Não pegue ou crie atalhos. Eles causam fortes erosões no terreno e aumentam as chances de outras pessoas se perderem.

* Não alimente os animais! Os bichos não estão acostumados ao nosso tipo de alimentação. Também não deixe restos de alimentos desprotegidos no solo.

* Procure fazer a trilha em silêncio, respeitando a natureza, os animais, e poupando fôlego.

* Em caso da inexistência de banheiros, enterre suas fezes longe de rios ou poços. Não urine em pedra ou em cursos d´água. Isso evita contaminação.

* Antes de sentar ou deitar na mata, verifique o local com uma vara. Se tirar alguma peça de roupa ou calçado, veja se há algum bicho dentro deles antes de usá-los novamente.

* Cuidado ao mexer em montes de folhas, paus ou qualquer material empilhado. Insetos podem fazer destes locais seu abrigo.

* Ao subir em pedras, confirme antes se elas estão fixas. Não ponha as mãos em lugares altos sem ver antes onde está segurando.

* Olhe, aprecie, encante-se, tire fotos, faça um registro mental, mas sempre respeite a paisagem! Tudo o que você vê na natureza é importante para o funcionamento do ecossistema. Ao retirar uma planta, animal ou mesmo uma pedra, você está colocando em risco espécies que já podem estar em extinção ou serem raras, além de interferir na cadeia alimentar.

* Tenha a frase-clichê abaixo sempre em mente:

“Da natureza nada se tira a não ser fotos.

Nada se deixa a não ser pegadas.

Nada se leva a não ser recordações.”


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Pico da Tijuca

17 junho 2011 | 15 comentários

Toda sexta-feira vai ser dia de trilha por aqui! A ideia é programar-se para o final de semana. O local desta vez é a Floresta da Tijuca, maior floresta urbana do mundo (3200 hectares), pulmão verde de nossa cidade. Ela faz parte do Parque Nacional da Tijuca e está localizada entre a zona norte e a zona sul da cidade.

A trilha que fiz recentemente foi para o ponto mais alto, o Pico da Tijuca, a 1.021m de altitude, 2600m de extensão, e durou aproximadamente uma hora. Para chegar lá basta pegar a estrada para o Alto da Boa Vista, seja saindo da Tijuca ou da Barra (a via funciona em mão dupla), e procurar a Praça Afonso Vizeu. Ali está um dos acessos ao parque que é o mais perto para chegar ao destino em questão. É permitida a entrada de carros e é possível seguir em automóvel até a base da trilha, no Bom Retiro, ponto final de uma estradinha dentro da Floresta. Se preferir caminhar desde a praça, soma-se quase uma hora.

O percurso é bem sinalizado e sua dificuldade é moderada. Antes de começar a subir, um guarda florestal pergunta qual será a trilha a ser feita: Bico do Papagaio, Pico da Tijuca ou Serra da Cocanha. O início destas três é feito no mesmo ponto, e logo no início da trilha existe uma bifurcação bem sinalizada, bastando seguir o caminho certo. No passeio em mata fechada é possível esbarrar com borboletas, ouvir o canto dos pássaros, avistar micos divertindo-se pulando de um galho para o outro, lagartos fugindo com medo dos nossos passos, além de insetos e teias de aranha.

Finalmente, lá do alto, conseguimos observar a cidade em 360 graus, e avistamos a extensão da orla, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Cristo Redentor, o Maracanã, a Ponte Rio-Niterói e até o Engenhão. A temperatura é bem mais baixa, venta bastante e é recomendado levar um agasalho. Outra boa pedida é levar água e lanchinhos, e fazer da base da montanha mesa para um pique-nique nas alturas. Lembre-se de levar o seu lixo embora com você!

A vegetação do parque, por incrível que pareça, não é nativa. A região já foi desmatada para o plantio do café na época do Império, mas tal agricultura prejudicou o abastecimento de água na cidade, decidindo-se então pelo reflorestamento da área com espécies nativas da Mata Atlântica. Catalogadas são cerca de 600 espécies vegetais, 300 de animais de pequeno e médio porte, 43 rios e córregos, 61 grutas e cavernas, 43 cascatas e cachoeiras, dois lagos e 19 represas.

Em outro momento vou sugerir diferentes passeios dentro do Parque, como a Cascatinha (Cascata Taunay), o Mirante Excelsior e o Lago das Fadas, a Gruta Paulo e Virgínia, a Vista Chinesa e o Açude da Solidão. Muitas delas têm paradas para banho de cachoeira, mas escolhi começar com o Pico da Tijuca pois é o ponto mais alto, a dificuldade é moderada, e a vista é encantadora.

O horário de funcionamento do Parque é das 8h as 17h e a entrada é gratuita.  Tel: 2492-2252.

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Forte Duque de Caxias

14 junho 2011 | 7 comentários

Você que é carioca de nascença ou carioca por adoção, certamente ama o Rio, e aprecia as belezas naturais que se misturam com as construções dessa metrópole. É um deleite e tanto poder usufruir dos belos cenários durante o corre-corre da semana. Mas e quando chega o sábado e o domingo, o que você faz? Fica com preguiça em casa e no máximo vai ao shopping e ao cinema? Ou liga o automático e vai à praia, no mesmo local, com os mesmos amigos?

Esse blog chega com o intuito de dar um empurrãozinho nos mais acomodados, e vai revelar caminhos cariocas que estão bem pertinho de nós… Alguns roteiros off-Rio também vão pintar por aqui, porque é sempre bom dar uma escapada para a serra ou para o balneário! Além de sugestão de trilhas, podem surgir posts com dicas de esportistas, quiz da semana, música do dia, atividades ao ar livre, vídeos, entre outras inspirações.

Para a estreia escolhi um refúgio no Leme que fica bem no caos urbano da cidade maravilhosa. Ao final dos quatro quilômetros de extensão da orla de Copacabana está localizado o Forte Duque de Caxias, no topo do Morro do Leme, uma das antigas fortalezas do Rio de Janeiro da década de 20.

Para chegar lá em cima é simples. Com uma caminhada de apenas 30 minutos no meio da Mata Atlântica, em via pavimentada por paralelepípedo, você já está a uns 800 metros de altitude, em uma Área de Proteção Ambiental. Quem não gosta de exercício pode subir de van, mas os horários são restritos (confira abaixo).

Lá do cume descortina-se uma das mais belas vistas da cidade, em ângulos que não estamos acostumados a ver: a entrada da Baía de Guanabara, as fortificações da vizinha Niterói, os dois cabos do Pão de Açúcar e seus bondinhos riscando o céu, a extensão completa da praia de Copacabana, as ilhas oceânicas, o relevo da Floresta da Tijuca, o Morro Dois Irmãos, o Cristo Redentor, a Pedra da Gávea… todas de tirar o fôlego!

O Forte foi originalmente construído entre 1776 e 1799, por ordem do Marquês do Lavradio, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal. Primeiro era chamado de Forte do Vigia, pois de lá avistava-se com antecedência os navios invasores, depois chegou a chamar-se Forte do Leme, mas desde 1935 foi renomeado como Forte Duque de Caxias.

Hoje o sítio histórico conta com algumas peças de artilharia, sala de vídeo com exibição de filmetes e galerias com exposição permanente sobre a história do local e outras temporárias sobre o meio ambiente. O local já não funciona mais como uma fortificação militarmente ativa, mas no sopé do morro, ao nível do mar e no início da Av. Atlântica, existe o Centro de Estudos do Exército Brasileiro.

E como o pequeno bar que funciona lá na fortaleza vende apenas água e um tipo de salgado, o melhor a fazer depois desse passeio é visitar o Bar do David (Ladeira Ari Barroso, 66, tel: 7808-2200) na comunidade pacificada Chapéu Mangueira, logo ali ao lado. A dica é subir de táxi e provar o delicioso feijão tropeiro. O Bar do David participou pela primeira vez do festival Comida di Buteco 2011  e conquistou o terceiro lugar! Mas se você tem um paladar mais apurado, a boa também pode ser um almoço na Mariu’s Crustáceos (Avenida Atlântica, 290, tel: 2104-9002).

O Forte do Leme fica na Praça Almirante Júlio de Noronha, s/nº, no final da Av. Atlântica. A visitação é de terça a domingo, das 9h30 às 16h30. A visitação motorizada acontece somente aos sábados, domingos e feriados com saídas às 10h, 11h30, 13h30 e 15h30. O ingresso custa R$ 4,00 para a caminhada, sendo isentos do pagamento as pessoas maiores de 60 e menores de 10 anos. Meia-entrada para estudantes a R$ 2,00. A subida motorizada custa R$ 10,00. Meia tarifa para estudantes (R$ 5,00). As terças-feiras a visitação é gratuita.

Para mais detalhes:
Tel. (21) 3223-5076 / 3223-5000 – divisaodoforte.cep@gmail.com – www.cep.ensino.eb.br


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