Hospedagem de Cães – Parte 1
23 novembro 2011 | deixe seu comentário (0)por Daniela Prado
O fim do ano está chegando! Férias, reveillon, viagens, e … o que fazer com o cachorro !?!?
Todo mundo conta com a mãe, o cunhado e o amigo para ficarem com o Rex quando a gente viaja, mas no fim do ano … todo mundo viaja. E aí só tem um jeito: Rex vai para o hotelzinho de cães.
Observamos durante conversas com clientes, que poucas pessoas sabem qual a realidade de uma hospedagem, o que podem oferecer, o que não é possível, o que se deve esperar ou não. E claro que como todo hotel existirão grandes diferenças de instalações, serviços, comida, número de hospedes, espaço disponível e atividades oferecidas, desde às mais simples até verdadeiras “colônias de férias” para cães.
Então, o que fazer quando a viagem está marcada e temos que escolher onde deixar nosso cachorro?
Aqui vai um pequeno guia para os donos de primeira viagem:
1. Ligar para os hotéis escolhidos e conversar com os responsáveis. Nesta conversa é importante “sentir” se as pessoas estão disponíveis, seu nível de conhecimento sobre cães, se dão informações claras, se acompanham de perto o dia a dia do canil, se conhecem bem seus hóspedes, enfim, com que nível de hotel estamos lidando, afinal, como eu já disse, temos de tudo entre 0 e 5 estrelas. Referências são válidas, mas relativas, afinal, quem daria o telefone de um cliente insatisfeito?
2. Visitar o local. Não se impressione com distâncias, às vezes locais mais afastados são melhores, e para o seu cão não adianta nada estar perto de casa e mal acomodado. É aqui que a coisa complica, já que muitos de nós temos vidas corridas e atarefadas, e é difícil tirar um dia para conhecer canis, muitas vezes distantes de nossa casa. Sinto muito, mas é um mal necessário, pois só assim você poderá avaliar as reais condições do local e ver como os cães hospedados interagem com os responsáveis pelo lugar. Você vai deixar seu cachorro num hotel onde os hóspedes não fazem festa para os tratadores? E isso não dá para saber por telefone. Não precisa levar o cachorro, já que se a viagem for mais longa (principalmente se forem visitados muitos lugares) ele pode enjoar, ou se cansar e começar a dar trabalho, tirando nossa atenção do que realmente interessa.
3. Durante a visita, além do atendimento, é importante checar: a limpeza do local como um todo, das pistas onde os cães se exercitam, dos boxes onde dormem e do lugar onde é guardada a ração. Também vale uma atenção especial à segurança das grades/telas, altura das paredes e quaisquer outras possibilidades de fuga. É uma boa hora para checar o dia a dia dos cães, se estão fazendo alguma atividade ou todos presos, e quais as atividades oferecidas, além de ver a já mencionada interação dos hóspedes com as pessoas. Como é a alimentação? Quantas vezes por dia? Que tipo de comida? Ração seca de primeira linha é sempre a melhor opção, já que terá um bom nível energético e não estraga. Pergunte a marca e cheque com o veterinário do seu cão se ele concorda com a mudança. Algumas hospedagens pedem que o dono mande a ração de seu cão, neste caso converse com os responsáveis sobre a ração que você usa normalmente e se ela se adaptará ao ritmo do lugar, pois muitas vezes a ração que mantém seu cão bem num ritmo de vida sedentário não “aguentará” um ritmo com mais exercícios e aí o cão vai emagracer.
Ah! Não deixe a visita para a véspera da viagem, já que se você não gostar de nenhum dos lugares visitados não terá tempo para procurar outros. Lembre-se que seu cachorro não poderá opinar, mas é ele quem vai ficar onde você escolher.
4. Escolha um local que atenda às necessidades de seu cão (existem locais ótimos para um Yorkshire, mas onde seria crueldade deixar um Labrador) e que lhe inspire confiança. Lembre-se, essas serão as pessoas que lhe darão informações sobre o seu cão enquanto você estiver fora e que cuidarão dele. Confine nelas, pois se algo acontecer você só terá a palavra delas sobre o que foi que houve.
Para terminar, prepare um resumo sobre seu cão. Importante: todos nós achamos nossos cães perfeitos, mas na hora de deixá-lo, tente ser o mais honesto e objetivo possível sobre seu peludo. Todos têm defeitos, e ele também. Mencione seus hábitos e manias, o que gosta e o que não gosta, se morde gente ou cães em determinadas situação. O quanto mais souberem sobre ele, melhor poderão tratá-lo. Não deixe que um tratador seja mordido para que o pessoal da hospedagem descubra que seu cão não gosta que mexam na cama dele … nem que ele fique todo empolado porque ninguém sabia que ele tinha alergia a grama. Diga tudo o que souber sobre seu cão, o melhor e o pior, assim poderão cuidar melhor dele.
Feito isso, é tomar coragem, entregar a “criança” e ir logo embora, pois longas despedidas deixam nossos amigos nervosos, afinal “por quê minha dona está chorando?” Pronto, Rex, que estava todo feliz, ficou ansioso, vai latir, chorar e querer ir junto. Uma boa hospedagem pode ser uma ótima experiência para nossos cães.
Conhecer novas pessoas, novos lugares, outros cães, tudo isso contribui para a socialização deles, transformando-os em seres mais seguros e felizes, é como mandar as crianças para a colônia de férias ! Pena ele não poder contar as aventuras na volta
