Grupos de Cães – Cães de Caça

04 maio 2013 | deixe seu comentário (0)

Além de ser amigo, divertido e grande companhia, os cachorros tem outras funções, que variam de acordo com a raça. Conhecer a função original de seu cachorro pode ajudá-lo a compreender melhor as características do seu amigo, além de ser muito útil na hora de escolher a raça do seu novo filhote. Mais do que a beleza ou popularidade do animal, a função original, e consequentemente a personalidade da raça, irá determinar o grau de sucesso e satisfação deste novo relacionamento que pode durar por muitos anos.

Postaremos aqui as características principais destes grupos, quais as raças que se encaixam neles e como será possivelmente a personalidade do seu amigo peludo. Começaremos hoje com o grupo dos “CÃES DE CAÇA”.

 

Cães de Caça

Destes cães você pode esperar muita energia, curiosidade, perseverança e obediência (se forem treinados desde cedo), e um “Q” de cabeça-dura. Também são meio dispersivos e se distraem facilmente com movimentos sorrateiros. São alertas, se adaptam facilmente a diferentes climas e temperaturas, precisam de exercício regularmente e alguns são loucos por água. O melhor tipo de ambiente para eles são casas com bastante espaço para que possam correr e se exercitar. Se você é do tipo que trabalha a semana toda e gosta de passar os fins de semana no sofá, é melhor escolher outra raça se não quiser ter um cachorro destruindo a sua casa por total tédio. Os “retrievers” adoram brincar de pegar bolinhas de tênis ou frisbees.
Entre os cães de caça temos os pointers e setters que “apontam” a caça. São os Pointers, Pointers Alemães de pelo curto ou de arame, todos os tipos de Bracos, Vizlas, Weimaraners , Setters Ingleses, Gordon Setters e Setters Irlandeses entre outros.

Os Spaniels espantam a caça para que o caçador possa abatê-las. Entre eles estão os Cockers Ingleses, Cockers Americano e Britanies como mais conhecidos.

Existem ainda os “retrievers” que buscam os animais abatidos pelos caçadores. Labradores, Golden Retrievers, Chesapeake Bay Retriever e Poodles Standard são exemplos destes cães.

 

Para mais dicas, visite o site da LordCão Treinamento de Cães
www.lordcao.com

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Minha maltês lambe patinhas

27 abril 2013 | deixe seu comentário (0)

Minha maltês lambe patinhas, roda muito com stress e late à noite. Acho que eu e meu marido precisamos de ajuda. Meus filhos casaram e agora somos só os três em casa. Ela é muito querida e damos bastante atenção, mas estamos muito preocupados.

Fica difícil analisar sem ver, mas me parece que sua peluda está com energia sobrando. Diferente dos humanos, cães não tem a capacidade de guardar excesso de energia e quando não se exercitam ou não são estimulados, acabam se tornando ansiosos e apresentando comportamentos como os que você descreve.

Procure sair com ela duas vezes ao dia durante uns 30 minutos. Os passeios servem para que ela gaste energia e veja coisas novas, diferentes da sua casa (outros cheiros, pessoas e animais). Passear diariamente reduzirá o stress.

Além disso, quando ela estiver em casa, ofereça vários brinquedos, pelo menos uns cinco ou seis, sempre de texturas diferentes (por ex.: osso de corda, bolinha, casco de vaca, osso de nylon). Você também pode comprar brinquedos que estimulam a mente do cão, tais como: quebra cabeças para cachorro e gaiola com bola dentro. Existe uma série deles disponível atualmente no mercado. Desta forma, ela terá sempre algo para roer e assim ocupar o tempo e a cabeça.

 

Bruna Portilho
Treinadora Especialista em Comportamento Canino
LordCão – Treinamento de Cães

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Labrador Agressivo…

18 abril 2013 | deixe seu comentário (0)

Adquiri um filhote labrador amarelo macho com 60 dias há 4 dias. O cão chegou doente com diarreia e dor, após consulta ao veterinário foi constatado doença do carrapato, pulgas, giardia e vermes. Ele está tomando antibiotico e fazendo tratamento com vermifugos. Hoje ele está se recuperando, mas venho notando que é muito agressivo, pois quer morder nossas mãos e pés e com muita força, chega a furar mesmo. Eu tenho uma beagle de 3 meses e não posso deixar os 2 juntos estou com medo que ele machuque ela, pois ela vai brincar de morder com ele mas grita e foge quando ele morde ela ele rosna e vai atras dela. Quando pega um brinquedo ele morde e balança a cabeça para os lados como fazem os pitbulls. Por favor me ajudem.

Respondendo a sua pergunta, seu labrador é um filhote, e como todo bom filhote, ele quer brincar. O nosso papel, como donos, é ensinar como brincar da maneira certa. Assim como as crianças, alguns cães são mais delicados e outros mais brutos, e alguns dão mais trabalho para educar, mas nem sempre isso significa que sejam agressivos ou perigosos. Ele morde suas mãos e pés porque acha que é brinquedo, nessas horas o ideal é você redirecionar a brincadeira. Quando ele vier morder, empurre a língua dele para baixo, causando um desconforto e logo em seguida de à ele um brinquedo que ele possa morder (cascos de vaca, osso de couro, brinquedo de pelúcia próprio para cachorro) como alternativa. Toda vez que ele vier morder tua mão ou pé, proceda dessa forma. Assim, ele começará a associar que a tua mão e pé não são brinquedos.

Com sua beagle, não deixe eles sozinhos sem supervisão, mas também não os deixe separados o tempo todo. Quanto mais eles ficarem juntos mais eles irão se acostumar e gostar do outro. O jeito é não incentivar brincadeiras de mordidas. Quando começarem com brincadeiras muito brutas, isole os dois, sem dar muita ênfase para o choro da beagle. Quando os dois estiverem juntos, procure fazer uma associação positiva, dando algum petisco para os dois juntos, fazendo carinho nos dois, ou brincando de coisas que não desencadeie agressividade, como por exemplo, buscar bolinha, jogue para um e depois jogue para o outro, sempre revezando. Assim, eles irão associar a presença do outro com uma coisa boa, e brigas serão difíceis de acontecer.

O jeito que você descreve que ele faz com o brinquedo, é normal na maioria dos cães. Não vejo isso como agressividade, ele pode somente ter um impulso de caça mais desenvolvido, e por isso que “matar” o brinquedo que ele acha que caçou.

Sugiro que converse com o seu veterinário para na idade certa, lá pelos 5 meses, castrar seu cachorro. Primeiro, para evitar crias indesejadas já que você tem uma fêmea de outra raça, e também por que pela experiência que já tivemos com outros machos, a castração ajuda na convivência, tornando-o mais calmo com outros cães e mais submisso com os donos e visitas.

Tomando esses cuidados, creio que você terá sucesso na criação dos seus bebês.

 

Flávia Lopes
Treinadora Especialista em Comportamento Canino
LordCão Treinamento de Cães

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O que fazer quando seu filhote faz xixi quando você faz festa?

01 abril 2013 | deixe seu comentário (0)

Para entender o que está acontecendo com seu filhote, precisamos primeiro olhar pelos olhos do seu cão.

Cachorros são animais sociais, que vivem em grupos e organizados hierarquicamente. Isso quer dizer que entre os cães existe um líder e seus subordinados, cada um ocupando um nível na hierarquia do grupo.

Para seu filhote, sua família passou a ser a “matilha” dele e, sem dúvida, ele reconhece em vocês os líderes do grupo.

Quanto ao xixi do seu cãozinho, saiba que é uma coisa muito natural em filhotes.

Um filhote não tem controle total da retenção da urina antes de aproximadamente 5 meses de idade. Só isso já é motivo para eventuais acidentes quando eles ficam muito excitados. Uma outra razão, é que este é um comportamento absolutamente normal em filhotes quando na presença de um “cachorro” mais importante hierarquicamente. Você é o líder da matilha e como bom subordinado e filhote, ele deve deixar escapar um pouquinho de urina em sinal de respeito e submissão.

Não se preocupe que isso deve passar dentro de alguns meses e seu filhote está se sentindo muito bem agindo desta maneira. A técnica de ignorá-lo um pouquinho quando você chega também pode ajudar a ele ficar mais calmo e deixar de fazer xixi assim que te vê. Fale mansamente com ele, mas evitem usar um tom de voz muito alto (falando fininho como quando falamos com bebês) pois isso o deixará ainda mais excitado.

 

Para mais dicas, visite o site da LordCão Treinamento de Cães
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Perigos Domésticos – Afogamento

23 março 2013 | deixe seu comentário (0)

Dando continuidade a nossa série de artigos sobre “perigos domésticos” , falaremos agora sobre afogamento.

Infelizmente é com certa frequência que chegam ao nosso conhecimento histórias de peludos que se machucaram seriamente, ou até de donos que perderam seus amados companheiros em função desses acidentes. Só quem já passou por um pesadelo desses pode dimensionar a dor dessas famílias, e por isso decidimos escrever esta série, para alertar e ajudar a prevenir esse tipo de tragédia. Selecionamos os principais acidentes domésticos observados ao longo dos anos de trabalho das nossas treinadoras da LordCão. São eles: choques (Edição #44), afogamento, quedas e envenenamento.

Em breve, teremos um LordCão News para cada um dos dois outros perigos.

Ah o Verão! Sol, calor e muita ÁGUA. É tempo de aproveitar o bom tempo e se refrescar. Há quem prefira a piscina de casa, outros escolhem a praia, ou ainda um lago ou cachoeira. E com este clima tropical nossos peludos merecem – e precisam – se refrescar também. Mas com tanta água acidentes acontecem (em qualquer época do ano) e devemos tomar o máximo de cuidado para evitá-los.

Os casos de afogamento, infelizmente não são raros, e por isso devemos ter atenção redobrada com nossos cães.

A curiosidade é inerente ao cão e durante essa incessante busca de novidades, os pequerruchos muitas vezes acabam caindo dentro da piscina ao explorar a área externa da casa, com seus focinhos grudados ao chão. E quando caem acidentalmente numa piscina se assustam, ficam nervosos, começam a nadar sem parar e, sem a tranqüilidade necessária, não conseguem achar os degraus da piscina (quando tem), ficando exaustos de tanto nadar acabam se afogando. A experiência dos cães adultos conta sim, quando falamos em acidentes na piscina, mas nem todo cão percebe o perigo que o cerca.

Se o cão puder aproveitar a piscina de casa, devemos mostrar a ele como entrar e como sair dela e de preferência ensiná-lo a fazê-lo somente sob nosso comando.  Para isso podemos usar petiscos, brinquedos ou mesmo a guia. Com os brinquedos e petiscos incentivamos o cão a seguir para a direção da rampa ou escada; com a guia damos uma “forcinha extra”, puxando levemente e indicando o caminho. Chegando à rampa ou escada (a escada é um pouco mais difícil) estimulamos o cão para que ele suba no degrau e saia da piscina – aqui vale dar uma ajudinha apoiando as patas dele degrau por degrau – e assim que estiver do lado de fora da piscina, recompensar com petiscos e muito carinho. Esse processo deve ser repetido diversas vezes até ter certeza de que ele está saindo com facilidade e segurança, sem necessidade de nenhuma ajuda.

Prevenir é sempre melhor que remediar e devemos nos cercar de todo o cuidado para que a piscina, o mar, a lagoa sejam somente lugares de alegrias para nós e nossos cães.

 

O que podemos fazer?

1-  Piscina;

- Podemos evitar que o cão tenha acesso à piscina, quando não estamos por perto, instalando uma lona ou rede rígida por cima da piscina. Porque rígida? Para que ele não acabe sendo “sugado” para o fundo da piscina preso no meio da lona caso ela arrebente ou se solte. Os fabricantes alertam que a lona não é um item de segurança e somente evita a queda de cães de pequeno porte.

- Para os grandões, ou para maior segurança de todos, podemos cercar a piscina com uma tela ou grade (atenção para a altura) para impedir o acesso à área.

- O ideal é que a piscina tenha degraus largos, de alvenaria ou fibra, que possibilitem o cão entrar e sair da água sem esforço. Mas caso não possua tais degraus, existem hoje diversos tipos de plataformas ou rampas feitas especialmente para os cães. Essas rampas são fabricadas com texturas que deixam a superfície não escorregadia e são feitas na cor branca, para que o cão enxergue com facilidade tanto de dia quanto de noite. Elas devem ser fixadas num canto ou lateral da piscina (dependendo do modelo).

- Existem também plataformas que são acopladas àquela escadinha da piscina. Elas funcionam como um degrau largo para os peludos e facilitam a saída de água. Neste caso, assim como no das rampas, é muito importante ensinar o peludo como sair da piscina por elas.

- Uma opção radical para o dono que não quer arriscar que o peludo caia na piscina na sua ausência, é colocá-lo no canil, ou em outra área completamente cercada e afastada, enquanto ele estiver fora.

 

2- Mar, lago;

- Sempre que for levar seu peludo para a praia certifique-se que ele esteja sempre perto de você e que não vá se aventurar sozinho no meio das ondas.

-  Se a diversão é em alto mar (vale para lagos e lagoas), vale à pena usar o colete salva-vidas. Existem diversos modelos para os pets.

-  Jogar bolinha na água para ele buscar é um ótimo exercício, mas lembre-se que a exaustão pode levá-lo a se afogar antes de alcançar a margem/areia, então pare a brincadeira quando ele começar a ficar cansado.

 

3- Cachoeira;

- O perigo das cachoeiras é tanto para os peludos quanto para seus donos. Todo cuidado é pouco onde existem pedras, água e grandes alturas. Os escorregões são recorrentes e as quedas d’água perigosas. O uso do colete nos lagos e poços é importante.

 

É essencial lembrar que nem sempre os peludos têm consciência do perigo e como donos devemos nos antecipar aos acidentes. Um cuidado especial vale para os pequetitos pois num piscar de olhos os perdemos de vista. Toda atenção é pouca e todo treinamento é importante. Depois de tomar todos os cuidados o que nos resta é aproveitar o clima e brincar muito com nossos cães, seja na piscina, no mar ou na lagoa!

 

por Katia Aboim
Treinadora Especialista em Comportamento Canino
LordCão – Treinamento de Cães

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