A releitura do lance mais polêmico da campanha do bi de 1962

21 junho 2012 | 1 comentário

Para fechar a serie de posts sobre o bicampeonato mundial de 1962 o blog propõe a releitura de um dos lances mais célebres da historia do nosso futebol.

Quando se fala na Copa do Chile todo mundo se lembra da genialidade de Garrincha, da contusão de Pele, dos gols de Amarildo e da malandragem de Nilton Santos, que deu um discreto passo para fora da área e induziu o juiz a marcar falta e não pênalti no jogo contra a Espanha.

Ocorre que a indução do Enciclopédia foi tão boa que todos nos temos sido induzidos, nos últimos 50 anos, a só olhar o passo para fora da área que ele deu. Mas no programa “Linha de Passe” da ESPN Brasil dessa semana o mestre do jornalismo esportivo Juca Kfouri propôs uma nova leitura do lance. O atacante espanhol deu uma ciscada, encarou Nilton e se jogou! Ou seja, não foi falta! O juiz errou, mas errou duplamente. Não deveria ter dado falta. E se desse, como de fato deu, deveria ter dado pênalti. E errou de novo ao marcar falta inexistente de Puskas quando a bola foi alçada na área brasileira e o húngaro naturalizado após trombar com a zaga fez um golaço de bicicleta que não valeu.

Resumindo, o que era para ser um tiro de meta ou, eventualmente, uma falta por simulação do espanhol, virou símbolo da malandragem brasileira e/ou do apito amigo que sempre nos ajuda nas Copas do Mundo.

Reveja o lance com atenção e confira o mergulho do espanhol

Na cobrança da falta Puskas fez um golaço de bicicleta anulado pelo juiz

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Craques de uma camisa só

18 janeiro 2012 | 4 comentários

O primeiro grande fato do futebol brasileiro em 2012 foi o anúncio da aposentadoria de Marcos. Marcos foi um excelente goleiro e faz parte do seleto rol de jogadores que ganharam a Copa do Mundo como titulares. Mas o grande fato da sua carreira é ter defendido um único clube. Tendo como inspiração a lealdade de São Marcos ao seu Palmeiras vamos lembrar os dois mais brilhantes laterais do futebol carioca que nunca trocaram de camisa. Mas sem desvalorizar os andarilhos, lembrados aqui no blog nos posts Renato Silva, mais novo integrante do “time dos quatro grandes” e Ranking dos jogadores que passaram pelos quatro grandes.

Nílton dos Santos nasceu no Rio de Janeiro em 16 de maio de 1925 e jogou 729 partidas pelo Botafogo, entre 1948 e 1964, tendo marcado 11 gols. Nílton Santos gostava de dizer que parcela considerável do seu sucesso se deveu ao fato de ter sido o único lateral esquerdo que não enfrentava Garrincha, e esse discurso, cheio de humildade e consideração pelo amigo, resumem bem o maior lateral esquerdo da história do futebol. Marcava bem como os laterais do passado, atacava bem como os laterais do futuro e fez parte do maior Botafogo de todos os tempos sempre de forma sábia e elegante, o que lhe valeu a alcunha de “Enciclopédia”. Pela época em que jogou e por ser jogador de defesa, Nilton não tem tantos vídeos a seu respeito, mas selecionamos o filme do Canal 100 sobre seu último jogo, uma vitória de 1×0 sobre o Flamengo.

Vídeo do Canal 100 de Botafogo 1×0 Flamengo, último jogo de Nílton Santos pelo Botafogo

José Leandro de Souza Ferreira nasceu em Cabo Frio em 17 de março de 1959, e jogou 417 partidas pelo Flamengo, entre 1978 e 1990, tendo marcado 14 gols. Para muita gente era o mais habilidoso jogador de um time repleto de jogadores habilidosíssimos. Um dos maiores laterais da história do futebol, jogou em diversas posições do meio-campo no auge do Flamengo de 1981 e terminou a carreira na zaga, pois os joelhos, tipo perna de cowboy, não aguentavam o esforço de jogara na lateral. Por ser de Cabo Frio e pelo olhar era chamada de “Peixe Frito” pelos companheiros. Entre os gols de Leandro que lembramos em vídeo, dois deles marcados em Recife na campanha do Brasileiro de 82, um na decisão do Brasileiro de 83 e o mais famoso deles, no Fla-Flu que abriu o triangular decisivo do Carioca de 85, vencido pelos tricolores.

Leandro abriu o placar na vitória do Fla de 4×3 sobre o Náutico

O Fla perdeu para o Sport por 2×1, mas o gol de Leandro valeu vaga pelo saldo de gols

Gols da decisão do Brasileiro de 1983, Fla 3×0 Santos

O Flu acabou campeão em 1985, mas esse golaço de Leandro ficou na história

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