Ainda Brasil x Argentina

02 outubro 2011 | deixe seu comentário (0)

O post da semana passada sobre os jogos entre Brasil e Argentina no Maracanã mexeu com a memória do amigo e colaborador Maurício Neves, que lembrou do 0×0 de 1983, pela Copa América, quando Fillol fechou o gol e matéria da Globo sobre o jogo foi focada no trabalho dos profissionais de imprensa que fizeram a cobertura do jogo. Confira o vídeo! E agradeça ao amigo Maurício.

Matéria sobre o trabalho da imprensa na cobertura de Brasil x Argentina

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Nos 20 anos de Veja Rio, os destaques do futebol carioca

13 setembro 2011 | 1 comentário

Veja Rio está comemorando 20 anos e na edição impressa o futebol não ficou de fora. O júri da revista elegeu o gol de Pet contra o Vasco em 2001 como “o gol” dos últimos 20 anos e Joel Santana como “o técnico” dos últimos 20 anos. O blog elege mais alguns destaques do futebol carioca nesse período. Confira e depois, discordando ou concordando, comente.

Melhor time:
Vasco 97/98. Campeão brasileiro em 1997 e da Libertadores em 1998, ano do centenário do clube. Ainda levou Taça Guanabara, Taça Rio e Estadual de 1998 de lambuja. Destaque absoluto para o desempenho de Edmundo no Brasileiro, craque e artilheiro da competição com 29 gols, à época maior número de gols no mesmo campeonato. Time-base: Carlos Germano, Válber ou Maricá, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Nasa, Luisinho, Juninho Pernambucano ou Pedrinho e Ramón ou Pedrinho; Edmundo e Evair (em 1997) ou Donizete e Luisão (em 1998). Técnico: Antônio Lopes.

Melhor Atuação Individual:
Romário, Brasil 2×0 Uruguai, Eliminatórias para Copa do Mundo, 1993. Em dezembro de 1992 a Seleção se reuniu para um amistoso contra a Alemanha em Porto Alegra e Romário se desentendeu com Parreira e Zagallo por ter sido preterido a Bebeto e Careca. “Não vim da Holanda para ficar no banco”. O Baixinho deixou de ser convocado, Careca envelheceu e deixou a Seleção e o ataque era formado por Bebeto e Müller, com Evair de opção no banco. Mas a contusão de Müller, a boa fase de Romário, recém contratado pelo Barcelona, e a dramaticidade da última partida contra o Uruguai no Maracanã, levaram Parreira e Zagallo a darem o braço a torcer. Romário cresceu. O desafio era grande, o palco, o Maior do Mundo, a plateia estava repleta e Romário deu show. No 1º tempo, balão, caneta e tabelas. No 2º tempo, dois gols, sendo um golaço e vaga na Copa garantida.

Maior Mico:
Fluminense tri-rebaixado e duas viradas de mesa entre 1996 e 2000. Rebaixado à Série B em 1996, o Tricolor foi beneficiado em 1997 pelo cancelamento do rebaixamento fundamentado em um escândalo na arbitragem brasileira, com suposta manipulação de resultados na Copa do Brasil e em jogos das Eliminatórias sulamericanas para Copa do Mundo apitadas por juízes brasileiros. Em 1997 onde o Flu ia jogar o coro era “putaquilpariu (sic), o Fluminense é a vergonha do Brasil!”. Novo rebaixamento em 1997, Série B em 1998. A campanha na 1ª fase oscilou entre a esperança de passar de fase e o medo da queda para Série C, que acabou acontecendo. Tamanha sequencia de insucessos levou o Tricolor ao fundo do poço em 1999, quando disputou e ganhou a Série C. No ano seguinte, mais uma vez, foi beneficiado por uma confusão do futebol brasileiro (discussão sobre irregularidade de Sandro Hiroshi do São Paulo no Brasileiro de 1999, que deu pontos a Botafogo e Inter e prejudicou o Gama), que resultou em montagem do Brasileiro por convites, e o Flu pulou da Série C para a Série A, sem passar pela Série B, e até hoje é motivo de chacota.

Maior jogador:
Romário. Pelo que jogou pela Seleção no Maracanã (contra Uruguai em 1993 e Bolívia em 2000), pelo que jogou no Vasco em 2000 e 2001, por ter sido artilheiro do Estadual e do Brasileiro inúmeras vezes, por ter sido campeão estadual pelo Flamengo, em 1996 e 1999, nacional e da Mercosul pelo Vasco, em 2000, pela momento (meio forçado, é verdade) do gol 1.000, pelos elásticos, golaços, tabelas, gols fáceis e difíceis, contra grandes e pequenos, pelas frases de efeito, pelas polêmicas. Por muitas razões o Baixinho foi o maior.

Maior vergonha:
Obras no Maracanã (1990/1992-1993/2000/2005-2007/2010-??). Queda de restos de uma obra em outubro de 1990. Queda do alambrado em julho de 1992. Preparação para o Mundial de Clubes de 2000. Preparação para o Pan de 2007. Preparação para a Copa de 2014. E, provavelmente, preparação para as Olimpíadas de 2016. Tudo feito com muito dinheiro público, quase sempre sem melhorias efetivas para o torcedor-contribuinte, à custa de inúmeras e longuíssimas interdições. Para completar, a atual reforma vai entregar ao povo (sabe-se lá quando) um estádio que em nada lembrará o Maracanã, salvo o endereço e a grama verde com duas traves. Injustificável.

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Palmeiras em São Paulo, jogo que costuma ser bom para o Flamengo

18 julho 2011 | deixe seu comentário (0)

Se a tradição recente do duelo for mantida o Flamengo pode se encher de otimismo para o jogo contra o Palmeiras nesta semana no Pacembu. Nos últimos dois Brasileiros, em 4 jogos, 100% de aproveitamento dos visitantes. Em 2009, no turno Fla 1×2 Palmeiras, no Maracanã e no returno Palmeiras 0×2 Fla, no Parque Antártica. Em 2010, com os estádios interditados para reformas, no turno Palmeiras 0×1 Fla, no Pacaembu e no returno Fla 1×3 Palmeiras, no Engenhão. Mas não foi só nas campanhas do título de 2009 e para se salvar do rebaixamento no ano passado que o Rubro-Negro teve sucesso contra os palestrinos em São Paulo. Na campanha do título de 92, vitória por 2×1 e nas campanhas para fugir do rebaixamento empate em 1×1, que salvou o Fla e praticamente rebaixou o Palmeiras, em 2002, e vitórias por 2×1 e 1×0 em 2004 e 2005. Além disso tudo o Flamengo ainda foi campeão da Copa Mercosul de 1999 com um empate em 3×3 no Parque Antártica. Kléber não vem, mas se a escrita ficar, já é bom negócio para o Flamengo.

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Copa América

29 junho 2011 | 3 comentários

Começa na próxima sexta a 43ª Copa América. Desde o final do século XX a Seleção Brasileira tem exercido um domínio quase absoluto na competição, sendo campeão em 4 das últimas 5 edições, em 1997 na Bolívia, 1999 no Paraguai, 2004 no Peru e 2007 na Venezuela, deixando de conquistar o título apenas em 2001, quando a Colômbia levantou a taça jogando em casa. Situação diametralmente oposta à das primeiras 8 décadas da competição, quando Uruguai e Argentina revezavam-se no domínio do torneio, ficando a Seleção Brasileira restrita a conquistar os títulos disputados dentro das nossas fronteiras. Desse período restou, ao menos, um orgulho para os cariocas. Até 1997, quando foi campeã pela primeira vez fora de casa, a Seleção Brasileira havia conquistado todos os seus 4 títulos em estádios cariocas. Foram dois títulos no Estádio das Laranjeiras, em 1919 e 1922, um em São Januário, em 1949 e, depois de 4 décadas de jejum, um título no Maracanã, em 1989. Em 2015, dois anos depois da Copa das Confederações, um ano depois da Copa do Mundo e um ano antes das Olimpíadas, a Copa América volta ao Brasil. É provável que as sedes sejam cidades não contempladas nessas outras competições, mas se a escolha fosse na base da supertição, certamente a decisão seria de novo em solo carioca.

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Abel no Flu sem Maracanã

17 junho 2011 | deixe seu comentário (0)

Uma coincidência marca o retorno de Abel ao Flu e sua última passagem no tricolor das Laranjeiras: o Maracanã fechado. Em 2005, quando foi o último treinador que começou e terminou uma temporada no comando do time, Abel conduziu o clube à conquista do 30º título carioca, iniciou a campanha que culminou no vice-campeonato da Copa do Brasil e disputou a 1ª rodada do Brasileiro no Maracanã. Mas na reta final da Copa do Brasil e em praticamente todo o Brasileiro o clube teve que jogar em São Januário e em Volta Redonda, pois o estádio estava fechado para as obras do Pan. Passados apenas 6 anos, o Maracanã “precisa” de outra obra e o Fluminense vai de Abel e Engenhão, que ainda não existia em 2005, para a disputa do Brasileiro.

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