Nos 10 anos do último título Carioca um inventário das conquistas cruzmaltinas

21 março 2013 | 1 comentário

O Vasco completa nesse 23 de março 10 anos sem conquistar um título Carioca. É o maior jejum de títulos estaduais entre os grandes cariocas e o maior jejum de títulos estaduais do cruzmaltino desde os 12 anos entre os títulos de 1958 e 1970.

Os últimos dez anos têm sido difíceis para o Gigante da Colina. Rebaixamento, crise financeira, crise política, poucos títulos (Série B de 2009 e Copa do Brasil de 2011) e um papel de coadjuvante no cenário nacional.

Para quem se lembra das décadas anteriores o contraste chama atenção. Entre 1970, quando encerrou o jejum anterior, de doze anos sem títulos, e 2003, quando conquistou seu último Carioca, o Vasco passou por algumas grandes fases, conquistando muitos títulos, se posicionando como o gigante no cenário nacional, revelou ídolos e fez sua imensa torcida bem feliz.

Veja e compare os títulos conquistados em cada momento da história do clube:

Títulos importantes de 1916 a 1958 (42 anos, 14 títulos).
1 Torneio Sulamericano: 1948;
1 Torneios Rio-SP: 1958;
12 Cariocas: 1923, 1924, 1929, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958.

Time do Vasco campeão carioca de 1958, que ficou conhecido como Super Super Campeonato em razão dos dois triangulares de desempate necessários para decidir o campeonato.

Títulos importantes de 1958 a 1970 (12 anos, 1 título).
1 Torneios Rio-SP: 1966.

Títulos importantes de 1970 a 2003 (33 anos, 17 títulos).
1 Libertadores: 1998;
1 Mercosul: 2000;
4 Brasileiros: 1974, 1989, 1997, 2000;
1 Torneio Rio-SP:1999;
10 Cariocas: 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998 e 2003.

Time do Vasco campeão da Libertadores de 1998, principal conquista da história do clube.

Títulos importantes de 2003 a 2013 (10 anos, 2 títulos).
1 Série B: 2009;
1 Copa do Brasil: 2011.

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Homenagem ao 30º aniversário do título Mundial do Flamengo

12 dezembro 2011 | deixe seu comentário (0)

Há 30 anos, em 13 de dezembro de 1981, o Flamengo venceu o Liverpool da Inglaterra por 3×0 e conquistou o título mundial. Em homenagem ao clube e àquela geração de craques, algumas curiosidades que marcaram o período mais vitorioso da história do clube.

* Em 3 de dezembro de 1978 Flamengo e Vasco decidiam o segundo turno do Carioca. Os cruzmaltinos precisavam empatar o jogo para vencer o turno e forçar a decisão do campeonato. Os rubro-nergros, campeões do 1º turno, queriam vencer para garantir logo o Carioca e mudar a rotina recente de derrotas em decisões para o rival. O sofrimento durou até os 42 minutos do segundo tempo, quando Zico bateu escanteio da direita, Rondinelli subiu mais que todo mundo e testou para o gol. Flamengo 1×0, campeão do turno, do Estadual, se livrando da pecha de freguês e dando a partida para o mais vitorioso período de sua história. Conjectura-se que se esse gol não sai o efeito psicológico das últimas decisões ajudaria o Vasco a vencer o Estadual, o time do Flamengo seria desfeito e a era de ouro não viria. Rondinelli não era de conjecturar.

* Além do 1º e 2º turnos de 1978 o Flamengo também ganhou todos os turnos dos dois estaduais disputados em 1979 (o último estadual “carioca” e o primeiro estadual “fluminense”) e ainda a Guanabara de 1980. No total foram 8 turnos seguidos conquistados, que garantiram o terceiro Tricampeonato Carioca (1978, 1979 e 1979 Especial) da história do clube.

* A Taça Guanabara conquistada em 1980 não fazia parte do Campeonato Carioca, foi um torneio à parte, como nos anos 60. No Carioca o Flamengo foi atrás do sonho do Tetracampeonato. Como o Fluminense vencera o 1º turno, o Fla precisava vencer o 2º para ir à decisão. Mas o sonho acabou em Petrópolis, na antepenúltima rodada. Numa noite chuvosa o ataque o Fla foi parado pelo goleiro do Serrano, Acácio (futuro goleiro do Vasco). E o atacante Anapolina fez o gol da vitória da equipe petropolitana. Mesmo o maior Flamengo de todos os tempos pagou seu mico. E algum gaiato provocou a Nação Rubro-Negra pichando “tetranapolina” no muro da Gávea.

* Antes de perder o tetra, o clube conquistou seu primeiro título brasileiro, em 1980, na épica decisão contra o Atlético-MG. À distância tem-se a impressão de que as conquistas da Libertadores e do Mundial foram no embalo do título nacional. Ledo engano. No período de pouco mais de um ano, entre 1º de junho de 1980, data da final do Brasileiro, e 3 de julho de 1981, data da estreia na Libertadores, os rubro-negros tiveram tempo de perder dois campeonatos (estadual de 1980 e brasileiro de 1981), trocar de técnico, contratar e vender jogadores e testar várias formações. Passaram pelo clube nesse período, mas não ficaram para os dias de glória, jogadores como Luís Pereira e Fumanchu. Alguns campeões do período anterior (tri carioca e título brasileiro) também já não estavam mais na Gávea, como o lateral Toninho Baiano, o Deus da Raça Rondinelli e Júlio César “Uri Geller”. E o time foi treinado por Coutinho, Modesto Bria (interino) e Dino Sani, que chegou a dirigir o time nas duas primeiras partidas da Libertadores, mas foi demitido por péssimo relacionamento com o grupo. O recém aposentado Carpegiani assumiu como interino e foi efetivado após a recusa de Nelsinho Rosa, que preferiu os “petrodólares” do “futebol árabe”.

* Uma das grandes conquistas daquele time não teve taça. No dia 8 de novembro de 1981 o Flamengo venceu o Botafogo por 6×0, vingando, com números exatos, derrota sofrida nove anos antes. Mas se engana quem pensa que aquele Botafogo, que já vivia um jejum de 13 anos sem título, era um adversário fácil para o Flamengo. No primeiro semestre daquele ano o alvinegro eliminou o Fla do Brasileiro na fase de quartas-de-final (0×0 e 3×1 Botafogo). Depois vieram os confrontos pelo Carioca. No 1º turno, empate em 0×0 na campanha do título do Fla. No 2º turno, vitória do Botafogo por 2×1 que deu o título ao Vasco. Só no 3º turno do Carioca, no 5º confronto do ano, a vitória veio. Diz a lenda que a véspera do jogo foi agitada na concentração do Botafogo, pois o romance entre alguns jogadores e algumas camareiras veio à tona, gerando punições aos namoradeiros, discussões internas e o time entrou desestabilizado no jogo. O fato é que depois de nove anos, os rubro-negros não tinham mais que aturar os botafoguenses dizendo “nós gostamos de vo6”.

* Torcedores adversários gostam de diminuir o valor da conquista da Libertadores pelo fato do Flamengo não ter enfrentado os mais tradicionais clubes da Argentina nem do Uruguai na campanha. Mas na 1ª fase o Fla passou por Olímpia, campeão de 1979, e Atlético-MG, rival na decisão doméstica do ano anterior. Na fase semifinal um dos adversários foi o Deportivo Cáli, que eliminou os argentinos River Plate e San Lorenzo na 1ª fase. E o adversário da decisão, o Cobreloa do Chile, passou pelos uruguaios Nacional, campeão de 1980, e Peñarol, que viria a ser campeão de 1982, na fase semifinal e foi finalista novamente no ano seguinte. Logo, não confundamos despeito com análise histórica.

* Entre a conquista da Libertadores, em 23 de novembro de 1981, e a decisão do Mundial, em 13 de dezembro, e em meio à comoção causada pela morte de Cláudio Coutinho, técnico do time nos títulos conquistados entre 1978 e 1980, em 27 de novembro, os craques rubro-negros ainda tiveram tempo de conquistar o Carioca de 1981, vencendo o Vasco por 2×1 em 6 de dezembro. Bom, os craques e o Ladrilheiro, geraldino que invadiu o campo aos 40 do segundo tempo, quando o Vasco pressionava em busca do empate. Roberto Passos Pereira, o Ladrilheiro, levou alguns pontapés dos jogadores do Vasco e foi retirado de campo pela polícia, mas seu lugar na história e mais um título para o Flamengo estavam garantidos.

* O ápice dessa trajetória aconteceu em Tóquio, no confronto contra o melhor time europeu da virada dos anos 70 para os anos 80. O Liverpool foi campeão de 4 Copa dos Campeões em 8 anos (1977, 1978, 1981 e 1984). Em 1981 venceu o Real Madrid na decisão, por 1×0, em Paris. O atual técnico dos reds, Kenny Dalglish, era o craque daquele time. E dos onze que começaram a decisão contra o Flamengo, em dezembro de 1981, cinco participariam da Copa do Mundo da Espanha, seis meses depois: McDermott e Thompson, pela Inglaterra; Dalglish, Souness e Hansen, pela Escócia.

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Livros de Futebol I

01 setembro 2011 | 2 comentários

E já que o tema é “livros sobre futebol”, uma lista com algumas sugestões de leitura:

Puskas: Uma Lenda no Futebol (Klara Jamrich e Rogan Taylor, DBA, 1999): Biografia do craque húngaro, interessantíssimo não só por descrever os feitos futebolísticos mas principalmente pela atmosfera em que a história se desenvolve, a Hungria comunista dos anos 40 e 50. Curiosamente o Honved (time do Exército, que tinha em Puskas seu destaque) estava excursionando pelo Brasil quando a União Soviética invadiu a Hungria, em 1957, razão pela qual Puskas (assim como quase todos os jogadores) não voltou para seu país.

Nunca Houve um Homem como Heleno (Marcos Eduardo Neves, Ediouro, 2006): Deliciosa biografia do craque botafoguense, que além de ter sido genial dentro das quatro linhas, teve uma vida glamourosa e intensa, convivendo com artistas, boêmios, políticos, intelectuais, numa época em que jogador de futebol não tinha, nem de longe, o prestígio social, muito menos a remuneração, que tem nos dias de hoje.

Heróis do cimento (Hilton Mattos, Editora Revan, 2007): Coletânea de depoimentos de torcedores fanáticos pelos quatro grandes do Rio. Pessoas que fazem de tudo para acompanhar seu time nos estádios. Histórias sensacionais, como o rubro-negro que só deixou de ir ao estádio porque estava voltando da Bolívia de ônibus ou do botafoguense que precisou driblar uma reunião de trabalho para testemunhar a quebra do jejum de títulos.

A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil (Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues, Panda Books, 2009) e A História das Camisas de todos os jogos das Copas do Mundo (Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues, Panda Books, 2010): Praticamente sem textos nem fotos os livros apresentam em desenhos extremamente precisos os todos os modelos de camisas de cada um dos grandes clubes do Brasil e o uniforme completo, com calção e meião, de cada partida de Copa do Mundo. Imperdível para quem gosta de camisa de futebol.

História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906 / 2010 (Roberto Assaf e Clovis Martins, Maquinária Editora, 2010): O livro traz informações sobre todos os jogos de todos os campeonatos já disputados. Regulamentos confusos, craques legendários, rivalidades, polêmicas e muita informação de forma organizada. Ainda apresenta pequena resenha de cada temporada e a campanha detalhada do campeão de cada ano. Excelente para consulta, além de leitura agradável.

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No Carioca não é novidade 2 clássicos na última rodada

26 agosto 2011 | deixe seu comentário (0)

Se é novidade em Brasileiros, em Cariocas, já aconteceu algumas vezes a marcação de dois clássicos para a última rodada. Em 1999, por exemplo, tanto na Taça Guanabara quanto na Taça Rio a tabela marcava Fluminense x Botafogo e Flamengo x Vasco na rodada de encerramento. E nas duas oportunidades o clássico vovô foi disputado no sábado para cumprir tabela e o clássico dos milhões no domingo valendo o título do turno. Flamengo campeão da Taça Guanabara, vencendo o Vasco por 2×1, no dia em que Romário comemorou gol com camisa pela paz (“No war. Peace in the World.”). Vasco campeão da Taça Rio, vencendo o Flamengo por 2×0, com 2 gols de Edmundo, que tinha acabado de voltar da Fiorentina. Depois o Flamengo foi campeão estadual, com um empate e uma vitória por 1×0, gol de Rodrigo Mendes.

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Se o Flu vai a Curitiba, lembramos do Casal 20

13 julho 2011 | 3 comentários

Na próxima rodada do Brasileiro o Fluminense vai ao Paraná, enfrentar o Coritiba. E sempre que o Tricolor das Laranjeiras vai a capital paranaense lembramos do Casal 20. O baiano Washington e o paulista Assis se encontraram no Atlético-PR em 1982, onde foram campeões estaduais daquele ano e semifinalistas do Brasileiro do ano seguinte, eliminados pelo Flamengo de Zico, que acabaria campeão. Após aquele Brasileiro os dois foram contratados pelo Fluminense, Zico foi para a Itália e eles comandaram o domínio tricolor no futebol carioca pelos anos seguintes. Eles se tornaram ídolos não só pelos títulos (Cariocas de 83, 84 e 85 e Brasileiro de 84), mas também pelo carisma e, claro, pelos gols marcados contra o maior rival, destacadamente os gols marcados por Assis nas fases decisivas dos Cariocas de 83 e 84 e o gol de bicicleta marcado por Washington no Fla-Flu da Taça Rio de 1984.

 Curiosidade: em 83 o gol de Assis, aos 45 do segundo tempo não foi o gol que decidiu o campeonato. Aquele campeonato foi decidido em um triangular com a participação do Bangu, além da dupla Fla-Flu. Flu e Bangu empataram em 1×1 na primeira partida, o Flu venceu o Fla por 1×0 na segunda e o Fla venceu o Bangu por 2×0, dando o título ao Tricolor, na terceira.

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