Os jogadores cariocas no Mundial de Clubes, 2ª parte e última parte

20 dezembro 2012 | deixe seu comentário (0)

1992, Telê Santana: Apesar de ter vários bons jogadores, a grande estrela do São Paulo campeão do mundo de 1992 (e que seria bi em 1993) era o técnico Telê Santana. Mineiro de nascimento, tricolor carioca de coração, Telê jogou durante toda a década de 50 como falso ponta direita e participando das campanhas dos títulos cariocas de 1951 e 1959. Nas Laranjeiras começou a carreira de técnico, campeão carioca de juvenil em 1968 e de profissional em 1969. Depois disso foram mais de duas décadas de muito sucesso em diversos clubes, mas no coração de Telê o Fluminense sempre teve lugar especial.

1993, Leonardo: No São Paulo bicampeão do mundo, Leonardo era o camisa 10, líder, substituto de Raí. Mas não foi assim que ele surgiu. No Flamengo campeão brasileiro de 1987 Leonardo era o caçula, aos 17 anos, de um time de veteranos e craques no auge. A grande marca daquela campanha foi o choro de emoção quando cruzou uma bola perfeita para o ídolo Zico, que tinha o dobro da sua idade, fazer o 1º gol na vitória de 3×1 contra o Santa Cruz, que garantiu a classificação às semifinais.

1999, Paulo Nunes: Paulo Nunes é um dos brasileiros que conquistou a Libertadores por times diferentes (Grêmio 1995 e Palmeiras 1999), sempre com um papel de protagonista. Coerente com o começo de carreira, em que fazia parte de uma geração de ouro de revelações do Flamengo. Campeão da Taça SP de Juniores de 1990, campeão carioca e brasileiro em 1991 e 1992, sempre com Marcelinho, Djalminha, Junior Baiano, Piá, Fabinho, entre outros. Após essas conquistas Paulo Nunes passou temporadas entre medíocre e apagadas, até ser considerado descartável pelo Flamengo e sair para se reencontrar seu futebol no Grêmio e depois virar ídolo no Palmeiras.

2000, Marcelinho: Companheiro de Paulo Nunes no Flamengo, Marcelinho também teve mais destaque quando saiu da Gávea. Jogador que mais conquistou títulos pelo Corinthians, Marcelinho sempre teve problemas com disputas de pênaltis. Perdeu pelo Flamengo na decisão da Supercopa de 1993, quando o São Paulo foi campeão e perdeu pelo Corinthians na semifinal da Libertadores em que foi eliminado pelo Palmeiras. Na decisão do mundial de 2000 Marcelinho também perdeu, mas o Corinthians acabou campeão.

2005, Aloísio: Parece repetitivo, mas Aloísio é mais um exemplo de jogador revelado na Gávea que só conheceu o sucesso quando mudou de clube. Surgiu como reserva de Romário em 1995, apelidado de Chulapinha, muito mais em tom de piada com seu jeitão desengonçado do que homenagem a Serginho, Aloísio passou quase uma década na França, com bastante destaque, até voltar ao Brasil e fazer um belo papel de pivô em algum dos muitos títulos sãopaulinos de meados da década passada, inclusiva dando o passe para o gol do título mundial do tricolor.

2006, Fabiano Eller: Fabiano Eller começou a carreira como um discreto volante reserva dos timaços do Vasco do fim dos anos 90, ganhou destaque quando virou zagueiro pelas mãos de Abel Braga. Campeão carioca e vice da Copa do Brasil em 2004 pelo Flamengo e em 2005 pelo Fluminense, sempre comandado por Abelão, Eller chegou ao Inter em 2006. Chegou já com pompa e circunstância, justificadas com as belas atuações no melhor ano da história colorada.

2011, Arouca: Um dos muitos jogadores revelados em Xerém na década passada, Arouca sempre se destacou por ser um volante modernos, técnico, participativo, dinâmico. Foi um dos melhores jogadores na conquista do Carioca de 2005. Pelo Santos manteve o estilo, que se adequou ao jogo leve e ofensivo de Neymar e companhia entre 2010 e 2011. Mas na decisão do mundial, vendo Messi e seus amigos de perto, Arouca, e todo o time do Santos, pareceram estáticos, antiquados, deslocados. O máximo que Arouca pode dizer é que viu de perto o brilho do Barça, mais como espectador privilegiado do que como adversário.

2012, Jorge Henrique: Fluminense de Resende, Jorge Henrique apareceu no Santa Cruz de Recife e se destacou no Botafogo de Cuca. Em 2007 e 2008 o Glorioso tinha um time veloz e ofensivo, que encantou mas não conquistou. Derrotas em jogos decisivos e reclamações de arbitragem acabaram sobrepujando o belo futebol apresentado na memória coletiva. Desde que chegou ao Corinthians Jorge Henrique mudou o estilo, passando a ser um jogador mais participativa na marcação e objetivo no ataque. E, principalmente, passou a fazer parte de um time vencedor.

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Os jogadores cariocas no Mundial de Clubes, 1ª parte

19 dezembro 2012 | 1 comentário

Os clubes cariocas não tem tanta tradição na competição. Foram três participações: Flamengo campeão em 1981 e Vasco vice em 1998 e 2000. Mas se os clubes têm sido discretos, jogadores que identificados com o futebol carioca tiveram participações marcantes nas decisões de Mundiais envolvendo times brasileiros. Nesse post falaremos de alguns deles.

1962, Maracanã: A primeira partida de um Mundial Interclubes envolvendo um time brasileiro não tinha jogador nem clube carioca, mas foi no Maracanã, palco da vitória santista por 3×2 no jogo de ida, encaminhando o título conquistado em Lisboa, no jogo de volta.

1963, Almir: O Pernambuquinho, como a alcunha mostra, não era nascido no Rio. Mas, vindo do Sport em 1957, se consagrou no Vasco, antes de começar a rodar por diversos clubes. Em 1963 era reserva de Pelé no Santos e jogou no lugar do Rei, contundido, na partida decisiva, quando sofreu o pênalti convertido por Dalmo, que deu o bi ao Santos.

1976, Jairzinho: O Furacão da Copa já era um veterano de 32 anos, de volta ao Brasil após uma temporada no Olympique de Marseille para ser um dos líderes de um timaço que misturava veteranos e garotos e foi o primeiro time brasileiro a conquistar a Libertadores depois de Pelé. O Mundial à época era em dois jogos e o Cruzeiro perdeu o jogo de ida na Alemanha debaixo de neve e não conseguiu reverter a situação no jogo de volta em casa.

1983, Paulo César Caju: Numa época em que ainda era comum o jogador passar anos a fio no mesmo clube Paulo César Caju era diferente até nisso. Ao longo dos anos 70 Caju jogou pelos quatro grandes do Rio. Em 1983, em fim de carreira, Caju e o também veterano Mario Sergio foram contratados para suprir a ausência de Tita, um dos destaques da Libertadores, que voltou ao Flamengo após o título sulamericano. Caju jogou até os 33 minutos do segundo tempo, sendo substituído quando estava 1×0 Grêmio. Viu do lado de fora o empate alemão e o segundo gol de Renato, já na prorrogação. Não teve grande destaque no jogo, mas fechou com chave de ouro seu currículo de conquistas.

1995, Magno: Que Paulo Nunes e Jardel formavam o ataque gremista campeão da Libertadores de 1995 todo mundo lembra. Mas quase ninguém lembra que no pacote de “cariocas renegados” contratados no início da temporada estava Magno, que chegou a ser chamado de Romagno no Flamengo, onde foi revelado. Magon entrou no lugar de Jardel durante o jogo e bateu o terceiro pênalti na disputa, sendo o primeiro gremista a converter, o que não adiantou muita coisa, nem para conquistar o título nem para marcar na história do clube.

1997, Bebeto: O Cruzeiro de 1997 “imitou” o Grêmio de 1983 ao contratar alguns jogadores especialmente para a decisão. Mas ao contrário do Tricolor Gaúcho, os mineiros não foram felizes. O grande destaque entre os “jogadores de um jogo só” era Bebeto, baiano consagrado em Flamengo e Vasco, que, apesar de toda expectativa, passou discretamente pelo Cruzeiro, tanto pelo pouco tempo quanto pela atuação discreta e meio deslocada do resto do time na decisão de Tóquio.

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Os times brasileiros no Mundial de Clubes

19 dezembro 2012 | 1 comentário

Como todo mundo sabe o Corinthians conquistou seu segundo título mundial no último domingo, o 10º título mundial de clube brasileiro em 16 decisões. Veja a lista:

1962: Santos 3×2 Benfica, Benfica 2×5 Santos.
1963: Milan 4×2 Santos, Santos 4×2 Milan, Santos 1×0 Milan.
1976: Bayer Munique 2×0 Cruzeiro, Cruzeiro 0×0 Bayer Munique.
1981: Flamengo 3×0 Liverpool.
1983: Grêmio 2×1 Hamburgo.
1992: São Paulo 2×1 Barcelona.
1993: São Paulo 3×2 Milan.
1995: Grêmio 0×0 Ajax (3×4).
1997: Cruzeiro 0×2 Borussia Dortmund.
1998: Vasco 1×2 Real Madrid.
1999: Palmeiras 0×1 Manchester United.
2000: Corinthians 0×0 Vasco (4×3).
2005: São Paulo 1×0 Liverpool.
2006: Inter 1×0 Barcelona.
2011: Santos 0×4 Barcelona.
2012: Corinthians 1×0 Chelsea.

Duas curiosidades:

1. O Corinthians, campeão de 2000, participou do Mundial como campeão nacional do país sede e não como campeão da Libertadores, como todos os outros.
2. O Vasco participou de duas edições do Mundial mesmo tendo conquistado apenas uma Libertadores, já que a edição de 2000 do Mundial da FIFA foi realizada antes de substituir formalmente a Copa Intercontinental. Como foi disputado em janeiro, a CBF e a CONMEBOL indicaram os campeões de 1998, Corinthians e Vasco, respectivamente, para participar do torneio.
3. O único brasileiro campeão da Libertadores que não disputou final de Mundial foi o Inter de 2010, derrotado pelo congolês Mazembe, na semifinal.

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Lembranças do Mundial de clubes relacionadas ao futebol carioca

16 dezembro 2011 | deixe seu comentário (0)

Depois de meses de espera falta pouco para o jogo do ano, Barcelona de Messi contra Santos de Neymar. Para alimentar a expectativa, vamos lembrar algumas passagens do Mundial de Clubes relacionadas ao futebol carioca.
E a relação entre o futebol carioca e o Mundial Interclubes vai muito além das duas vezes em que clubes cariocas disputaram esse título, Fla campeão em 81 e Vasco vice em 98.
E tudo começou justamente com o Santos de Pelé, bi-campeão da Libertadores em 1962 e 1963. Na época o título era decidido em duas partidas entre os campeões europeu e sulamericano. E o Santos enfrentou o Benfica, (1962, jogo de ida, Santos 3×2) e o Milan (1963, jogo de volta, Santos 4×2, e jogo desempate, Santos 1×0) no Maracanã, que ficou lotado para incentivar o alvinegro praiano.
Em 2000 o Mundial voltou ao Maracanã. Foi a primeira vez que foi organizado pela FIFA e teve a participação de clubes de outros continentes fora América do Sul e Europa. Mas mal colocado no calendário e sem relação com a disputa da Taça Intercontinental (na época, o “jogo de Tóquio”), essa edição-piloto ficou com cara de Torneio de Verão. Na 1ª fase os europeus Machester, que entrou por ter sido campeão europeu do ano anterior, e Real Madrid, que entrou por ter sido campeão Intercontinental dois anos antes, não se dedicaram muito. E Vasco, que entrou por ter sido campeão da Libertadores de dois anos antes, e Corinthians, que entrou por ter sido campeão brasileiro de dois anos antes, decidiram o título no Maracanã. Vitória dos paulistas na disputa de pênaltis após 120 minutos sem gol.
Além disso diversos jogadores nascidos ou criados no Rio se sagraram campeões, posteriormente, por times estrangeiros. Veja a lista:
• Canário, ex-América (Real Madrid, 1960)
• Manga, ex-Botafogo (Nacional do Uruguai, 1971)
• Sávio, ex-Flamengo (Real Madrid, 1998)
• Ronaldo, ex-São Cristóvão (Real Madrid, 2002)
• Carlos Alberto, ex-Fluminense (Porto, 2004)
• Helton, ex-Vasco (Porto, 2004)
• Derley, ex-Madureira (Porto, 2004)
Não contamos jogadores que vieram para o futebol carioca após serem campeões do Mundo, como os zagueiros Júlio César (Dortmund, 1997) e De León (Nacional do Uruguai, 1988) que vieram para o Botafogo em fim de carreira, ou as passagens de Carlos Alberto (Porto, 2004) por Vasco e Botafogo.

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