Livros de Futebol II

02 setembro 2011 | 1 comentário

Um post foi pouco. Seguem outras dicas do blog.

Estrela solitária (Ruy Castro, Companhia das Letras, 1995): Biografia de Garrincha que deu dimensões humanas ao mito. Nem tão inocente, nem tão ignorante, nem tão idílico. Um homem simples e genial. Da leitura do livro o Anjo das Pernas Tortas sai ainda um herói. Mas um herói tragicamente humano. O livro foi alvo de uma disputa judicial entre o Autor e a família de Garrincha, chegando a ficar cerca de um ano sem poder ser impresso ou comercializado, mas tal situação, já há bastante tempo, foi superada.

Febre de Bola (Nick Hornby, Rocco, 2000): O autor inglês (de Alta Fidelidade, entre outros) escreveu este livro em um tom autoral, lembrando dos momentos da sua vida sempre relacionados aos momentos do Arsenal, a relação que desenvolveu com o pai nas arquibancadas de Highbury (estádio em que o Arsenal jogou até o começo do século XXI), a miríade de sentimentos negativos pelos insucessos do time de coração e a impossibilidade de deixar de acompanhá-lo. Vale para fanáticos como Nick, que se identificam no livro, ou para quem quer nos entender.

Zico: 50 Anos de Futebol (Roberto Assaf e Roger Garcia, Record, 2003): Muita gente já contou a história do Galinho de Quintino de várias formas diferentes, sob os mais diversos pontos de vista. Mas esse livro é a obra definitiva sobre a vida do Zico jogador. Traz depoimentos do maior ídolo rubro-negro aos autores, informações e dados estatísticos bem organizados sobre toda a sua carreira, muitas fotos e, além de tudo, a capa se desdobra em um belo pôster.

O Negro no Futebol Brasileiro (Mario Filho, Mauad X, 2003): Relançamento da obra editada pela primeira vez em 1947. Primeiro grande clássico da literatura futebolística nacional, escrita pelo irmão de Nelson Rodrigues, que deu nome ao Estádio Municipal do Rio de Janeiro e é um marco na forma de se fazer jornalismo esportivo no Brasil. Descreve a evolução do futebol no Brasil sob o aspecto do conflito entre os ingleses/europeus e seus descendentes que trouxeram o esporte e os negros/mulatos/mestiços, que dele se apropriaram. Teve reedições ampliadas até que a última termina a análise no começo dos anos 60, quando Pelé, Garrincha e dois títulos mundiais, teoricamente, botaram ponto final no racismo no futebol.

Futebol e Guerra: Resistência, Triunfo e Tragédia do Dínamo na Kiev Ocupada pelos Nazistas (Andy Dougan, Jorge Zahar, 2004): O extenso subtítulo é um bom resumo dos temas abordados no livro, cujo ápice é a mítica partida em que o F. C. Start, um arremedo do que sobrou do Dínamo Kiev, enfrentou a seleção da Luftwaffe, a Força Aérea Nazista, e as repercussões e consequências desse confronto.

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Livros de Futebol I

01 setembro 2011 | 2 comentários

E já que o tema é “livros sobre futebol”, uma lista com algumas sugestões de leitura:

Puskas: Uma Lenda no Futebol (Klara Jamrich e Rogan Taylor, DBA, 1999): Biografia do craque húngaro, interessantíssimo não só por descrever os feitos futebolísticos mas principalmente pela atmosfera em que a história se desenvolve, a Hungria comunista dos anos 40 e 50. Curiosamente o Honved (time do Exército, que tinha em Puskas seu destaque) estava excursionando pelo Brasil quando a União Soviética invadiu a Hungria, em 1957, razão pela qual Puskas (assim como quase todos os jogadores) não voltou para seu país.

Nunca Houve um Homem como Heleno (Marcos Eduardo Neves, Ediouro, 2006): Deliciosa biografia do craque botafoguense, que além de ter sido genial dentro das quatro linhas, teve uma vida glamourosa e intensa, convivendo com artistas, boêmios, políticos, intelectuais, numa época em que jogador de futebol não tinha, nem de longe, o prestígio social, muito menos a remuneração, que tem nos dias de hoje.

Heróis do cimento (Hilton Mattos, Editora Revan, 2007): Coletânea de depoimentos de torcedores fanáticos pelos quatro grandes do Rio. Pessoas que fazem de tudo para acompanhar seu time nos estádios. Histórias sensacionais, como o rubro-negro que só deixou de ir ao estádio porque estava voltando da Bolívia de ônibus ou do botafoguense que precisou driblar uma reunião de trabalho para testemunhar a quebra do jejum de títulos.

A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil (Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues, Panda Books, 2009) e A História das Camisas de todos os jogos das Copas do Mundo (Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues, Panda Books, 2010): Praticamente sem textos nem fotos os livros apresentam em desenhos extremamente precisos os todos os modelos de camisas de cada um dos grandes clubes do Brasil e o uniforme completo, com calção e meião, de cada partida de Copa do Mundo. Imperdível para quem gosta de camisa de futebol.

História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906 / 2010 (Roberto Assaf e Clovis Martins, Maquinária Editora, 2010): O livro traz informações sobre todos os jogos de todos os campeonatos já disputados. Regulamentos confusos, craques legendários, rivalidades, polêmicas e muita informação de forma organizada. Ainda apresenta pequena resenha de cada temporada e a campanha detalhada do campeão de cada ano. Excelente para consulta, além de leitura agradável.

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Gigantes do Futebol Brasileiro, um clássico da literatura futebolística

01 setembro 2011 | deixe seu comentário (0)

Começa hoje, 1º de setembro, e vai até o outro domingo, dia 11, a tradicional Bienal do Livro, no Riocentro, e um dos grandes clássicos da literatura futebolística brasileira, Gigantes do Futebol Brasileiro (João Máximo e Marcos de Castro, Civilização Brasileira, 2011), será uma das atrações do evento. A primeira edição da obra foi lançada em 1965 com 12 jogadores. Esta reedição traz sete craques surgidos nos últimos 46 anos e ainda corrige duas ausências inexplicáveis da primeira: Ademir e Didi. Na época João Saldanha não perdoou: “Dois jovens jornalistas (Marcos de Castro e João Máximo eram realmente jovens em 1965) acabam de escrever a história dos maiores jogadores de futebol do Brasil. Pena que não viram Didi jogar”. Os autores reforçam que o livro não é uma lista dos maiores jogadores brasileiros, mas uma coletânea das histórias de algumas personagens que os autores gostariam de contar. Os 21 gigantes são Freidenreich, Fausto, Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Tim, Romeu, Zizinho, Heleno de Freitas, Ademir, Danilo Alvim, Nilton Santos, Didi, Garrincha, Pelé, Gerson, Rivellino, Tostão, Falcão, Zico, Romário e Ronaldo.

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