Depois de 50 anos Libertadores segue sendo palco de violência e desorganização

21 abril 2013 | deixe seu comentário (0)

Encerrada a primeira fase da Libertadores, o futebol brasileiro se destaca por colocar todos os seus representantes nas oitavas de final, sendo inédita a classificação de seis times do mesmo país para a segunda fase.

Mas houve outro destaque na primeira fase da edição desse ano: a combinação de violência e desorganização. Só que esse destaque não tem nada de inédito, muito pelo contrário, podemos dizer que já encheu o saco ver agressões de mandantes derrotados, confusões criadas por visitantes inconformados, escanteios sendo cobrados sob proteção de escudos policiais, entre outras baixarias.

Como violência e desorganização são características do torneio nas cinco décadas em que é disputado, os cariocas não passaram imunes a essas situações. Relembre uma história de cada grande clube em Libertadores passadas.

A edição de 1981 foi decidida entre Flamengo e Cobreloa. No primeiro jogo vitória rubro-negra por 2×1 no Maracanã. O segundo jogo foi em Santiago, pois a Conmebol considerou que o pequeno estádio de Calama, cidade do Cobreloa, não era adequado para uma decisão. A mudança de sede ajudou inflamar os ânimos e foi criado um clime de “Chile contra o mundo”. O ditador Augusto Pinochet estava no Estádio Nacional e testemunhou a violência dos jogadores do Cobreloa, a complacência da arbitragem. O saldo final foi um gol de Zico inexplicavelmente anulado, Lico e Adílio suturados após agressões do zagueiro adversário Mario Soto, derrota por 1×0 e necessidade de jogo desempate em campo neutro. Três dias depois em Montevidéu o Flamengo venceu por 2×0 e o atacante reserva Anselmo entrou em campo no fim do jogo para agredir Mario Soto e vingar a Nação.

Saiba mais sobre Anselmo, o vingador rubro-negro

O Vasco disputou a semifinal de 1990 contra os colombianos do Nacional de Medellín, no auge do Cartel da cidade, comandado por Pablo Escobar. No Maracanã, 0×0. Na Colômbia, vitória do Nacional por 2×0. Mas o jogo foi anulado pela Conmebol, pois o juiz relatou que passou as 24h anteriores ao jogo recebendo ameaças por telefone, teve seu vestiário invadido no intervalo do jogo e que apitou sem considerar a hipótese de o time brasileiro se classificar. Pena para os cruzmaltinos que no jogo remarcado, disputado em Santiago, os colombianos venceram novamente, por 1×0, e eliminaram o Vasco da competição.

Veja o gol da vitória colombiana que valeu

Na primeira fase da edição de 1996 o Botafogo enfrentou Corinthians e os chilenos Universidad Católica e Universidad de Chile na luta pelas três vagas. Na reta final a eliminação do Católica e a classificação dos demais já estava decidida, mas quando receberam o Botafogo em Santiago os chilenos não encararam o jogo como se fosse amistoso. Tudo por causa do gol de calcanhar feito por Túlio no jogo do Maracanã. Com o gol vazio Túlio, em cima da linha, se virou e colocou a bola no gol com o calcanhar, num gesto interpretado pelos chilenos como desrespeitoso. O clima era de vingança. Temendo as consequências, Túlio e o Botafogo simularam uma contusão do centroavante, que nem viajou para o Chile, o que frustrou as fantasias mais sanguinárias dos chilenos, mas acabou garantindo um jogo em clima de normalidade.

Relembre o gol de calcanhar de Túlio que gerou muita polêmica

O Fluminense chegou à última rodada da primeira fase da edição de 2011 praticamente eliminado. Precisava vencer o Argentinos Juniors fora de casa e, dependendo do resultado de Nacioal-URU x América-MEX, ainda fazer uma diferença de 2 gols. Num jogo de muitas alternativas e viradas o tricolor acabou conseguindo o que precisava ao marcar o quarto gol da vitória por 4×2 em cobrança de pênalti nos últimos minutos. Terminado o jogo os jogadores argentinos, inconformados com a eliminação, partiram para a agressão aos jogadores do Flu, que não puderam contar com a ajuda da polícia argentina, que atuou de forma lenta e apática enquanto os tricolores apanhavam de jogadores, membros da comissão técnica e gandulas, entre outros. Voltaram com a vaga e alguns hematomas.

Veja as agressões sofridas pelos tricolores depois do jogo

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Lembranças recentes para incentivar Vasco e Fluminense na Libertadores

23 maio 2012 | deixe seu comentário (0)

Algumas palavras de incentivo aos cariocas que decidem sua sorte na Libertadores nessa semana.

Em 2008 o Fluminense perdeu o jogo de ida das quartas de final por 1×0 fora de casa (para o São Paulo), mas conseguiu a classificação no jogo de volta, vencendo por 3×1, com o histórico gol de Washington nos acréscimos.

Clique e relembre Fluminense 3×1 São Paulo

O Vasco ganhou a Copa do Brasil do ano passado tendo empatado em São Januário nas oitavas (0×0 com Náutico, jogo de volta), quartas (1×1 com Atlético-PR, jogo de ida) e semifinais (1×1 com Avaí, jogo de ida), sempre conseguindo passar de fase graças ao desempenho como visitante.

Clique e relembre Avaí 0×2 Vasco

Vasco e Fluminense juntos nas quartas de final já é o melhor desempenho coletivo do futebol carioca numa Libertadores, e pode melhorar ainda mais se tricolores e cruzmaltinos repetirem os desempenhos aqui lembrados.

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Lembranças de encontros entre Fluminense e Boca Juniors

17 maio 2012 | deixe seu comentário (0)

O Boca Juniors construiu, principalmente do ano 2000 para cá, quando ganhou 4 Libertadores, a fama de algoz dos brasileiros na competição, vencendo confrontos contra Vasco, São Caetano, Cruzeiro, além de finais contra Palmeiras, Santos e Grêmio. Mas nem esse desempenho nem a mítica Bombonera impressionam o Fluminense. O curto histórico de jogos contra o Boca, em que, curiosamente não houve repetição de estádio, apresenta vantagem Tricolor. Nas semifinais de 2008, Boca 2×2 Flu no estádio do Racing e Flu 3×1 Boca no Maracanã. Na 1ª fase desse ano, Boca 1×2 Flu na Bombonera e Flu 0×2 Boca no Engenhão, no primeiro insucesso Tricolor do confronto.
Agora, nas quartas de final, o Fluminense volta à Argentina, onda ainda não perdeu para o Boca pela Libertadores, e onde tem 100% de aproveitamento na atual competição, pois também venceu o Arsenal (última rodada da 1ª fase), para tentar manter os tabus favoráveis e seguir na competição.

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Lembranças de encontros entre Vasco e Corinthians

16 maio 2012 | 1 comentário

Para todo mundo o Mundial de Clubes da FIFA de 2000 teve mais cara de Mundialito ou Torneio de Verão do que propriamente de Mundial. Principalmente para os rivais do Corinthians, que seguem afirmando que o Timão nunca conquistou um título internacional.
Mas o fato é que independente do intervalo entre aquele primeiro Mundial organizado pela FIFA e o segundo, disputado em 2005, já como sucessor do tradicional Intercontinental, e de o torneio não ter recebido tanta atenção dos europeus, principalmente do Manchester United, que havia conquistado o Intercontinental um mês antes, aquele campeonato proporcionou o mais importante confronto entre dois clubes brasileiros na história do futebol, com o Corinthians conquistando o título contra o Vasco na disputa de pênaltis. E as quartas de final da Libertadores desse ano oferecem a possibilidade de ouro para o Gigante da Colina vingar aquela derrota, em mais um confronto internacional que, pode-se dizer, representa a recuperação dos dois clubes, os últimos grandes a disputar a Série B do Brasileiro, o Vasco em 2009 e o Corinthians em 2008. O último confronto em mata-mata, inclusive, entre os dois foi na semifinal da Copa do Brasil de 2009 entre o Corinthians recentemente campeão da Série B e o Vasco recentemente rebaixado. Naquela oportunidade também deu Timão, que acabou campeão na decisão contra o Inter-RS.

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Lembranças de confrontos do Flamengo com argentinos pela Libertadores

15 fevereiro 2012 | 1 comentário

O Flamengo estreia na fase de grupos da Libertadores contra os argentinos do Lanús. É a primeira vez que os times se enfrentam. E até mesmo jogos contra argentinos não são tão comuns para o Flamengo nas campanhas de Libertadores. Até hoje foram apenas quatro jogos, contra os gigantes River e Boca.

Campeão em 1981, o melhor Flamengo de todos os tempos entrou diretamente na fase semifinal da competição de 1982, no grupo com River Plate e Peñarol. Antes de ser eliminado pelos uruguaios na última rodada os rubro-negros deram dois chocolates nos argentinos do River Plate: 3×0 em Buenos Aires e 4×2 no Maracanã.
Gols de River Plate 0×3 Flamengo

Em 1991 o elenco já não era mais nem sombra daquele da década anterior e a forma de disputa da Libertadores também era diferente. Nas quartas-de-final daquele ano o Flamengo enfrentou o Boca de Batistuta e Latorre. Dirigido por Vanderlei Luxemburgo e com a base que seria campeã carioca e brasileira entre o fim de 1991 e o começo de 1992, venceu no Maracanã, perdeu na Bombonera e foi eliminado com muitas reclamações da arbitragem no jogo da volta.

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