Decisões de Taça Rio entre Flu e Bota

03 maio 2013 | deixe seu comentário (0)

Neste domingo Fluminense e Botafogo decidem a Taça Rio 2013. Na prática o clássico vovô pode ser considerado o primeiro jogo da decisão, já que um dos dois será o campeão necessariamente enfrentando o outro, tendo o Botafogo a possibilidade de ser campeão com um ou três jogos, enquanto o Fluminense precisa vencer o primeiro jogo para depois vencer uma série de dois jogos decisivos.

Criada em 1978 e disputada regularmente desde 1982, com exceção das temporadas de 1994 e 1995, a Taça Rio sempre valeu como 2º turno do Carioca, exceto em 2003, quando foi entregue ao Vasco como melhor time da fase semifinal daquele campeonato em que não houve 2º turno.

Flamengo e Vasco, com 9 conquistas cada, lideram a lista de títulos. O Botafogo, atual campeão, conquistou 6 vezes, sendo 4 nos últimos 6 anos, enquanto o Fluminense conquistou apenas em 1990 e 2005.

Será a terceira decisão de Taça Rio entre Fluminense e Botafogo. Relembre as duas anteriores:

Em 1997 o Botafogo também foi campeão da Taça Guanabara em decisão contra o Vasco e enfrentou o Fluminense na decisão da Taça Rio, dependendo apenas de um empate. A diferença é que naquele ano o campeonato teria obrigatoriamente um terceiro turno e vencer Taça Guanabara e Taça Rio não garantia o título. Mesmo sem possibilidade de ser campeão antecipado o Glorioso do capitão Gonçalves, comandado por Joel Santana, manteve a motivação, segurou o 0×0 contra o Tricolor na última rodada e conquistou sua 2ª Taça Rio. Depois de confusões de calendário, com paralisação do campeonato a pedido de Eurico Miranda em função da quantidade de jogadores cedidos às seleções principal, para Copa América, e sub-20, para Mundial, o Vasco venceu o 3º turno, mas o Botafogo, com gol de Dimba, conquistou o Carioca, que só terminou depois de iniciado o Brasileiro.

Ficha técnica: Botafogo 0 X 0 Fluminense, 4 de maio de 1997.
Local: Maracanã.
Árbitro: Carlos Elias Pimentel.
Público: 80.916 pagantes.
Botafogo: Wagner, Wilson Goiano (Bruno Carvalho), Jorge Luiz, Gonçalves e Jefferson; Marcelinho Paulista, Pingo, Djair e Aílton; Bentinho, Sorato (Dimba). Técnico: Joel Santana.
Fluminense: Adílson, Ronald (Luiz Henrique), Vágner, Márcio Costa e Jorge Luiz; Paulo Roberto, Cadu, Yan (Roger) e Nildo (Marcelo); Alcindo e Roni. Técnico: Valdyr Espinosa.

Em 2008 Botafogo e Fluminense decidiram a Taça Rio e o direito de decidir o Carioca contra o Flamengo, campeão da Taça Guanabara. O Fluminense dividia as atenções com sua participação na Libertadores, onde tinha feito melhor campanha na 1ª fase e iria iniciar o mata-mata na Colômbia contra o Nacional dali a dez dias. O Botafogo de Cuca lutava contra o estigma de timaço perdedor, criado nas campanhas infrutíferas do belo time de 2007 (Carioca, Copa do Brasil, Sulamericana e Brasileiro) e no episódio do chororô pós derrota na decisão da Taça Guanabara alguns meses antes. O jogo foi equilibrado, preso, “com cara de final”, vencido pelos alvinegros com gol do zagueiro Renato Silva no final do jogo, quando todos imaginavam que a decisão seria nos pênaltis. A curiosidade é que Renato Silva havia sido banido do Tricolor do ano anterior após ter sido flagrado no exame doping por uso de maconha. O Botafogo não se arrependeu de ter acolhido o jogador na fase mais difícil de sua carreira. Na decisão do Carioca o Botafogo acabou perdendo o título para o Flamengo, na segunda de três derrotas seguidas para o rival em decisões de Carioca. O Flu seguiu bem na Libertadores, mas sucumbiu à altitude de Quito,ao futebol do LDU e à catimba do goleiro Cevallos, terminando como vice-campeão da América.

Ficha técnica: Botafogo 0 X 0 Fluminense, 20 de abril de 2008.
Local: Maracanã.
Árbitro: William de Souza Nery.
Público: 64.785 pagantes.
Gol: Renato Silva, 39min. do 2º tempo.
Botafogo: Castillo, Renato Silva, Andre Luis e Triguinho (Túlio Souza); Alessandro,
Diguinho, Túlio (Leandro Guerreiro), Lucio Flavio e Zé Carlos (Fábio);
Jorge Henrique e Wellington Paulista. Técnico: Cuca.
Fluminense: Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Ygor
(Tartá), Arouca, Conca e Thiago Neves; Cícero e Washington. Técnico: Renato Gaúcho.

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Decisões de Carioca – pequeno contra grande e campeão da Taça GB contra o resto

24 abril 2013 | deixe seu comentário (0)

Encerrada a fase de classificação do Carioca, o título está entre o Fluminense, campeão carioca e brasileiro do ano passado, e o Botafogo, campeão da Taça Guanabara desse ano, já que ninguém acredita em Volta Redonda nem em Resende.

O Botafogo, aparentemente, está com o título nas mãos, já que pode ser campeão conquistando a Taça Rio com dois empates, na semifinal contra o Resende e na final, provavelmente, contra o Fluminense, ou ainda ser campeão na decisão, provavelmente também, contra o Fluminense, quando jogará por dois empates nos dois jogos (mas uma vitória para cada time por igual diferença de gols leva a decisão para os pênaltis, bizarrice do regulamento já abordada no blog).

Todas essas probabilidades se baseiam, também, na história, vejamos.

1. Conquista de turno por times pequenos.

Contando todas as Taças Guanabara, Taças Rio e Terceiros Turnos, inclusive as Taças Guanabara disputadas à parte dos campeonatos, foram apenas 4 conquistas em 82 oportunidades: Americano campeão da Taça Guanabara e da Taça Rio, enfrentando times mistos e reservas dos quatro grandes no confuso Carioca de 2002 (tão confuso que foi campeão dos dois turnos mas não foi campeão carioca), Volta Redonda campeão da Taça Guanabara de 2005 em decisão contra o Americano e Madureira campeão da Taça Rio de 2006 em decisão contra o Americano.

Ou seja, nunca um pequeno foi campeão de turno enfrentando um grande na decisão. Portanto, ou Volta Redonda e Resende vencem as semifinais ou o pequeno que, eventualmente, vencer a semifinal precisará quebrar esse tabu para ser campeão do turno e ir à decisão do campeonato.

2. Desempenho do campeão da Taça Guanabara nas finais da Taça Rio.

A atual edição do Carioca é a 10ª no modelo de semifinal e final de cada turno. Nas nove anteriores os campeões da Taça Guanabara têm sabido aproveitar a vantagem de chegar à reta final do campeonato com duas chances de ser campeão ao contrário dos demais adversários que só têm uma.

Em 2004, 2006, 2007 e 2012 o campeão da Taça Guanabara (Flamengo, Botafogo, Flamengo e Fluminense) sequer se classificou para as finais da Taça Rio, mas foi campeão carioca contra o campeão da Taça Rio.

Em 2005 o campeão da Taça Guanabara, o Volta Redonda, perdeu a semifinal da Taça Rio para o Flamengo e a final do carioca para o Fluminense.

Em 2008 o campeão da Taça Guanabara, o Flamengo, perdeu a semifinal da Taça Rio para o Botafogo mas venceu a final do carioca contra o mesmo Botafogo.

Em 2009 o campeão da Taça Guanabara, o Botafogo, perdeu a final da Taça Rio e a final do carioca para o Flamengo.

Em 2010 e 2011 o campeão da Taça Guanabara (Botafogo e Flamengo) também ganhou a Taça Rio e foi campeão carioca sem necessidade de decisão.

Resumindo: o campeão da Taça Guanabara, nas nove edições disputadas no atual modelo, só não foi campeão carioca em 2005, quando era um pequeno, e em 2009, quando o Botafogo conseguiu perder duas decisões seguidas contra o Flamengo.

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Menos um estádio no Rio de Janeiro

28 março 2013 | deixe seu comentário (0)

A interdição do Engenhão pegou (quase) todo mundo de surpresa e está causando indignação geral, por ser uma obra recente, caríssima e feita com dinheiro público, além de deixar o torcedor carioca duplamente “sem teto”, tendo em vista que o Maracanã foi fechado em agosto de 2010 e, ao que tudo indica, só vai estar disponível para jogos de clubes após a Copa do Mundo de 2014.

Infelizmente estádio interditado não é novidade. O torcedor carioca talvez seja o que mais muda de casa no futebol mundial. O Vaso é a honrosa exceção, graças a São Januário. Mas rubro-negros, tricolores e alvinegros têm sofrido com os diversos fechamentos do Maracanã, a não modernização dos estádios que ficam nas sedes dos clubes (Gávea, Laranjeiras e Marechal Hermes) e a falta de continuidade de soluções adotadas de tempos em tempos, como as “arenas” montadas no Caio Martins e no estádio da Portuguesa da Ilha e a utilização do estádio do América em Mesquita.

Nos últimos anos, além do Maracanã, que está fechado há três anos, e do Engenhão, que andou sendo poupado para preservar o gramado e agora está interditado por conta de problemas na cobertura, o Flamengo tem jogado em Macaé e Volta Redonda, o Fluminense em Volta Redonda e São Januário e o Botafogo, que saiu menos do Engenhão que a dupla Fla-Flu, jogou algumas vezes em São Januário.

Com o veto da Polícia Militar de se jogar clássicos em São Januário com 50% do estádio para cada torcida, por conta de limitações nos acessos, quantidade de catracas e divisão das arquibancadas, o futebol carioca se muda para o razoavelmente moderno e confortável, porém pequeno, Estádio da Cidadania, e enquanto o torcedor se prepara para ir (ou não…) a Volta Redonda para assistir os clássicos e as finais com campeonato, pode relembrar,clicando aqui, os percalços dos palcos do futebol carioca, contados em post de agosto de 2011 sobre a falta de público nos jogos dos cariocas quando o Maracanã está indisponível.

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Livro sobre o tetra tricolor

28 janeiro 2013 | deixe seu comentário (0)

Pode até ser que estejamos próximos, mas o ser humano ainda não inventou instrumento melhor que o livro para contar uma história. Compromissado com a história do futebol carioca, o blog prazerosamente abre espaço para obras literárias tendo o futebol como tema.

O mais recente lançamento é “Fluminense tetracampeão – O livro oficial da conquista”, organizado por Dhaniel Cohen, Heitor D’Alincourt, João Boltshauser e Carlos Santoro e lançado na semana passada em badalada noite de autógrafos.

Produto oficial do clube, o livro conta uma história em quatro capítulos, os títulos nacionais do Fluminense, conquistados em 1970, 1984, 2010 e 2012, tendo como atração especial o depoimento de um ídolo simbolizando cada conquista: Samarone, Assis, Washington “Coração Valente” e Fred. Além desses depoimentos o livro traz dados estatísticos de cada campanha e belíssimas fotos. Mais uma obra obrigatória para a biblioteca de amantes do futebol em geral e tricolores em particular.

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Feliz 2013 para o futebol carioca

26 dezembro 2012 | deixe seu comentário (0)

Que fato marcante de 2012 o torcedor carioca espera que seja lembrado no futuro, como fato histórico do seu clube?

O torcedor do Botafogo talvez espere que 2012 fique marcado pela contratação de Seedorf, o estrangeiro com maior número de títulos da história do Glorioso.

O torcedor do Flamengo talvez espere que 2012 fique marcado pela mudança de diretoria e de fornecedor de material esportivo, as primeiras mudanças de tantas outras que colocam o rubro-negro como modelo de clube vencedor.

O torcedor do Fluminense talvez espere que 2012 fique marcado como o ano que deu início a caminhada tricolor, campeão do Rio, do Brasil, da América do Sul e do mundo.

O torcedor do Vasco talvez espere que 2012 fique marcado como o ano da recuperação de Ricardo Gomes, campeão como técnico em 2011 e como diretor técnico.

O torcedor carioca como um todo certamente espera que 2012 tenha sido o último ano sem poder frequentar o Maracanã.

O Blog espera poder contar muitas histórias interessantes relacionadas ao futebol carioca. Feliz 2013 e até lá.

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