Há 30 anos um Flamengo x Santos para a história por muitos motivos

24 maio 2013 | 1 comentário

Neste domingo Flamengo e Santos estreiam no Brasileiro em jogo que marcará a reinauguração integral do Estádio Mané Garrincha (houve um reinauguração parcial no jogo que decidiu o campeonato Brasiliense) e ficará marcado, também, pelo recorde de renda do futebol brasileiro.

Curiosamente, três dias depois completa-se trinta anos do mais importante confronto entre os clubes, que, em 29 de maio de 1983, decidiram o Brasileiro no jogo que teve o maior público da história do Brasileiro, com 155.523 pagantes. Mas o recorde de público não foi o único fato histórico desse jogo.

O melhor Flamengo de todos os tempos saúda a maior torcida da história dos Brasileiros.

O resultado do jogo foi Flamengo 3×0 Santos, o maior placar em decisões de Brasileiro em todos os tempos, considerando os campeonatos até 2002, já que de 2003 em diante, com o advento dos pontos corridos, deixamos de ter decisão.

Com a conquista o Flamengo igualou o Inter como o maior campeão brasileiro até então, com três títulos conquistados. De lá para cá o Flamengo vem mantendo esse posto, hoje junto com o São Paulo, com exceção do período entre o sexto título do tricolor paulista em 2008 e o sexto rubro-negro, em 2009. Já o Inter estacionou nos três títulos.

A decisão de 1983 marcou, também, a despedida de Zico antes de sair do Flamengo para jogar pela Udinese, o que, de certa forma, significou o fim de uma era de ouro para o rubro-negro da Gávea. Na despedida Zico foi decisivo como sempre, fazendo o primeiro gol logo no primeiro minuto de jogo, igualando a decisão, já que o Santos havia ganho o primeiro jogo por 2×1, e batendo uma falta “com a mão”, na cabeça de Leandro, que fez 2×0, resultado necessário para que o título fosse rubro-negro, como acabou sendo. Com direito a um terceiro gol, marcado por Adílio, ao apagar das luzes.

Falando em Adílio, o jogo ficou marcado, também, como a melhor atuação do camisa 8 pelo Flamengo, e olha que não foram poucas as excepcionais atuações do Brown pelo time de coração dele. Na decisão de 1983 ele fez de tudo em campo durante 90 minutos e ainda encontrou forças para o tiro de misericórdia no rival, marcando o terceiro gol do Flamengo aos 44 do segundo tempo, sacramentando a conquista.

Após esse gol de Adílio, os jogadores do Santos se envolveram numa pancadaria de enormes proporções com os fotógrafos. Serginho Chulapa, evidentemente, comandou a confusão.

Veja os gols do jogo, alguns lances e depoimentos de Lendro sobre o jogo histórico

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Juiz de Fora, a casa mineira do Flamengo

15 maio 2013 | deixe seu comentário (0)

Com o Maracanã ainda não liberado para os clubes, o Engenhão interditado e a Gávea desativada, como estádio, há mais de 15 anos, o Flamengo volta, nessa quarta, ao Estádio Municipal de Juiz de Fora, palco muito utilizado pelo clube como mandante em tempos recentes.

Desde a reinauguração do Estádio após as obras de ampliação e modernização o Flamengo jogou lá, como mandante, entre 1989 e 2007, 14 jogos, com 8 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. Nesse meio tempo o Flamengo só esteve em Juiz de Fora como visitante uma única vez, quando venceu o Tupy local pela Copa do Brasil em 24/03/2004.

Veja a lista dos 14 jogos do Fla como mandante em Juiz de Fora:

02/12/1989, Flamengo 5×0 Fluminense, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por suposta falta de interessa da torcida carioca em jogo para cumprir tabela. Acabou ficando para a história como o último jogo oficial de Zico pelo Flamengo.
Matéria do Jornal Nacional sobre o último jogo oficial de Zico pelo Flamengo

28/07/1990, Flamengo 1×0 Bahia, Copa do Brasil.
Jogado em Juiz de Fora por falta de interesse da torcida carioca pela competição e pelo futebol em si, considerando que a Copa do Mundo havia recém terminado.

21/10/1990, Flamengo 2×1 Fluminense, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por conta da interdição do Maracanã após uma ventania ter derrubado pedaços de madeira de restos de obra que estavam “guardados” sob a cobertura.

28/10/1990, Flamengo 0×1 São Paulo, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por conta da interdição do Maracanã após uma ventania ter derrubado pedaços de madeira de restos de obra que estavam “guardados” sob a cobertura.

01/11/1990, Flamengo 1×0 Goiás, Copa do Brasil.
Jogado em Juiz de Fora por conta da interdição do Maracanã após uma ventania ter derrubado pedaços de madeira de restos de obra que estavam “guardados” sob a cobertura. Foi o primeiro jogo da decisão e o gol de Fernando somado ao 0×0 do jogo da volta no Serra Dourada garantiu o título ao Flamengo.
Gol de Fernando garantiu a 1ª Copa do Brasil do Fla

04/11/1990, Flamengo 0×1 Grêmio, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por conta da interdição do Maracanã após uma ventania ter derrubado pedaços de madeira de restos de obra que estavam “guardados” sob a cobertura.

03/12/1995, Flamengo 2×2 São Paulo, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por falta de interesse da torcida carioca em jogo para cumprir tabela após campanha pífia no Brasileiro e decepção com o vice da Supercopa dias antes.

06/12/1995, Flamengo 2×2 União São João, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por falta de interesse da torcida carioca em jogo para cumprir tabela após campanha pífia no Brasileiro e decepção com o vice da Supercopa dias antes.

22/09/1996, Flamengo 0×0 Portuguesa, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por falta de interesse da torcida carioca por um jogo de meio de campeonato contra um adversário sem nenhum carisma especial.

04/09/1997, Flamengo 4×2 América-RN, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por falta de interesse da torcida carioca por um jogo de meio de campeonato contra um adversário sem nenhum carisma especial.

01/08/2001, Flamengo 0×0 Ponte Preta, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por falta de interesse da torcida carioca por um jogo de meio de campeonato contra um adversário sem nenhum carisma especial.

18/11/2001, Flamengo 1×0 Inter-RS, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora para fugir da pressão da torcida carioca, irritada com a péssima campanha e a possibilidade de rebaixamento. O gol de Felipe Mello no fim do jogo praticamente salvou o Fla.
Vitória sobre o Inter tirou o Fla do sufoco em 2001

02/12/2001, Flamengo 2×0 Palmeiras, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora para fugir da pressão da torcida carioca, irritada com a péssima campanha e a possibilidade de rebaixamento. A vitória confirmou matematicamente a salvação do rebaixamento.

25/07/2007, Flamengo 3×1 América-RN, Brasileiro.
Jogado em Juiz de Fora por conta da impossibilidade de utilizar o Maracanã, que estava disponível, exclusivamente, para os Jogos Panamericanos.

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Cem anos do clássico Flamengo x Botafogo – post 2 de 2: Jogos

14 maio 2013 | deixe seu comentário (0)

Relembre 10 jogos marcantes no primeiro século do confronto.

Botafogo 3×0 Flamengo, 1962
(Imagens do Canal 100, edição francesa, genialidade de Garrincha)
Meses depois de ter sido o herói da conquista da Copa pela Seleção no Chile Garrincha comandou o massacre imposto ao rival na decisão do Carioca de 1962, que valeu o bicampeonato ao alvinegro. Garrincha fez dois gols e criou a jogada do outro, marcado contra pelo rubro-negro Vanderlei. Dali em diante a carreira do Mané entrou em declínio por conta dos problemas de joelho e esse jogo é considerado como seu último grande momento.

Botafogo 6×0 Flamengo, 1972
(As imagens se perderam, mas os botafoguenses podem curtir fotos e narrações do massacre de 72)
O jogo foi disputado no feriado de 15 de novembro, data em que o Flamengo comemora seu aniversário. Não poderia ter recebido pior presente. Um verdadeiro chocolate comandado por Jairzinho, que fez gol até de calcanhar. Ao longo da década a lembrança desse massacre foi a grande alegria alvinegra para compensar a falta de títulos.

Botafogo 1×0 Flamengo, 1979
(Renato Sá, a melhor solução para derrubar invictos nos anos 70)
Entre 1977 e 1978 o Botafogo estabeleceu o recorde de invencibilidade do futebol brasileiro, ficando 52 jogos sem perder até a derrota de 3×0 para o Grêmio, que teve como destaque Renato Sá, que marcou dois gols. Em 1979 o Flamengo empatou a série de 52 jogos e enfrentaria justamente o Botafogo no que poderia ser o 53º jogo invicto, superando o rival. Mas o Botafogo estragou a festa rubro-negra, vencendo por 1×0 com gol de, acredite, Renato Sá, o demolidor de invencibilidades.

Botafogo 3×1 Flamengo, 1981
(O dia em que Mendonça e cia. derrubaram os campeões do Brasil)
O Flamengo era o atual campeão brasileiro, tetracampeão da Taça Guanabara, tinha conquistado três dos últimos quatro Cariocas e era fornecedor constante de jogadores para a Seleção. O Botafogo já vivia a 13ª temporada de um jejum de títulos que chegaria a 21 anos e não se pode dizer que tinha um elenco sequer parecido com o do rival. Mas nas quartas-de-final do Brasileiro de 1981 o camisa 10 que brilhou foi Mendonça, e não Zico, que comandou a vitória de virada marcando dois gols, um deles com drible desconcertante sobre Júnior.

Flamengo 6×0 Botafogo, 1981
(Vingados! Nem um a mais nem um a menos, tinha que ser seis)
Durante quase nove anos a torcida do Botafogo levou para o Maracanã uma faixa com os dizeres “Flamengo, nós gostamos de vo6” em alusão a goleada aplicada em 15/11/1972. Até o dia em que os rubro-negros conseguiram a vingança. Ao contrário do que é normal em clássico a vantagem construída não fazia diminuir a intensidade do jogo. Depois do quinto gol, marcado aos 30 do segundo tempo, para o Botafogo perder por 5×1 era vitória e para o Flamengo seis era mais que sete. O gol da vingança foi marcado por Andrade, camisa 6, aos 42 do segundo tempo (4+2 = 6). Foi a primeira vez que jogaram juntos os onze jogadores que entraram para a história como o maior Flamengo de todos os tempos: Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes e Lico. Por contusões, suspensões, chances para Figueredo na zaga e Vítor no meio, entre outras razões, essa escalação só se repetiu mais três vezes.

Botafogo 1×0 Flamengo, 1989
(Acabou o jejum! Salve a camisa 7 do Botafogo!)
“Um, dois, três… vinte, vinte e um! Parabéns para você…”. A torcida do Botafogo não aguentava mais o jejum e as provocações. A libertação do jejum de 21 anos veio no dia 21 de junho de 1989, com gol de Maurício, camisa 7, em cruzamento de Mazolinha, camisa 14 (7 + 14 = 21), no 21º jogo de uma campanha invicta. Curiosamente o Botafogo estava há mais de 3 anos sem vencer um clássico, tendo empatado todos os sete anteriormente disputados naquele Carioca.

Flamengo 2×2 Botafogo, 1992
(A única decisão de Brasileiro entre os rivais foi vencida pelo Flamengo, que massacrou no primeiro jogo e festejou no segundo)
O mais importante confronto da história foi a decisão do Brasileiro de 1992. No primeiro jogo, massacre rubro-negro e vitória por 3×0. Durante a semana, um churrasco na casa do alvinegro Renato com a presença do rubro-negro Gaúcho causou o banimento do atacante gaúcho do Botafogo. No dia da decisão, com 122.001 pagantes, público nunca mais repetido no futebol brasileiro, o fato mais marcante foi a queda do alambrado que resultou na morte de três pessoas e ferimentos em muitas outras. O Botafogo não foi capaz da virada improvável e o placar de 2×2 valeu pelo golaço de falta de Júnior, craque do campeonato e, surpreendente para a posição e a idade, artilheiro do campeão.

Botafogo 1×0 Flamengo, 1997
(O clássico contra o Flamengo foi apenas um compromisso a mais, cumprido pelos reservas, na firme marcha alvinegra rumo ao título da Taça Guanabara de 2008)
A Taça Guanabara de 1997 previa, ao contrário do que era normal naqueles tempos, uma decisão entre os dois melhores colocados. Depois de disputadas as 11 rodadas faltava um jogo entre o Botafogo, que tinha vencido todos os seus jogos e já tinha garantido a primeira colocação de forma antecipada, e o Flamengo, que só precisava empatar com os reservas do rival, que poupou seus titulares para a grande decisão. Mas os reservas mantiveram o pique dos titulares e a sequencia de vitórias. Renato Carioca marcou logo no começo do jogo, Romário e cia. não conseguiram superar a defesa botafoguense e o rubro-negro viveu uma noite que ficou marcada como uma das grandes vergonhas de sua história. O Botafogo venceu a decisão, que acabou sendo contra o Vasco, e conquistou a Taça Guanabara com 100% de aproveitamento nos 12 jogos disputados.

Flamengo 2×1 Botafogo, 2008
(Não teve choro nem vela, o Flamengo venceu a Taça Guanabara de 2008)
Na decisão da Taça Guanabara o Botafogo saiu na frente no primeiro tempo e o Flamengo empatou no começo do segundo tempo em um pênalti daqueles que causam polêmica para todo sempre. A camisa do rubro-negro Fábio Luciano foi puxada, mas pênalti em confusão na área não é coisa que se marque sempre. A indignação alvinegra foi um pouco exagerada e o volante Túlio chegou a pedir (não foi atendido) para sair por estar fora de si e sem condições de continuar jogando. Os ânimos arrefeceram, o jogo seguiu e parecia que a Taça Guanabara seria decidida nos pênaltis. Mas Tardelli, nos descontos, bateu de chapa, colocando um efeito suficiente para tirar a bola dos braços (curtos) de Castillo e garantir a vitória e o título. O sentimento de impotência do Botafogo causou mais tristeza que revolta e acabou por gerar a manifestação coletiva que entrou para a história como chororô, quando o técnico Cuca e o presidente Bebeto de Freitas, com o elenco ao fundo, de olhos marejados, fizeram discursos piegas e desconexos, expondo sentimentos de perseguição e descrença “em tudo isso que está aí”. Pensavam que daria solidariedade. Deu piada.

Botafogo 2×1 Flamengo, 2010
(A vingança alvinegra pelos pés gringos de Herrera e Loco Abreu)
Depois de três anos seguidos de derrotas em decisões de Cariocas, com direito a duas derrotas em decisões de turno e o episódio do chororô lembrado acima, o Botafogo estava com o Flamengo entalado. E a maior prova da crença dos botafoguenses que a decisão da Taça Rio de 2010 (que para o Botafogo poderia valer como decisão do campeonato) era o momento de vencer foi a grande presença da torcida, que praticamente dividiu o Maracanã com a torcida do Flamengo, ao contrário dos confrontos anteriores. E o título veio com uma vitória por 2×1, com dois gols de pênalti, um deles com a famosa paradinha de Loco Abreu, e direito à defesa de Jefferson em pênalti cobrado por Adriano.

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Cem anos do clássico Flamengo x Botafogo – post 1 de 2: Jogadores

13 maio 2013 | deixe seu comentário (0)

Se 2012 foi ano do centenário do Fla-Flu, 2013 é ano do centenário de outro clássico carioca, Flamengo x Botafogo.

Desde finais do século XIX os jovens dos bairros vizinhos se enfrentavam em disputas esportivas. A rivalidade entre os times de futebol do Clube de Regatas do Flamengo e Botafogo Futebol Clube repetiria a rivalidade existente entre os remadores do Flamengo, clube que havia recém criado o departamento de futebol, e do Grupo de Regatas Botafogo, posteriormente renomeado como Clube de Regatas Botafogo, que viria a se fundir com o time de futebol em 1942, dando origem ao Botafogo de Futebol e Regatas.

O primeiro confronto futebolístico foi em 13 de maio de 1913, em General Severiano, com vitória dos mandantes alvinegros por 1×0, gol de Mimi. Desde então, dependendo da estatística, são 354 ou 345 jogos, com 126 ou 123 vitórias do Flamengo, 118 ou 116 empates e 110 ou 106 vitórias do Botafogo.

Relembre agora situações de 10 jogadores que passaram pelos dois lados da rivalidade.
(amanhã confira a lista do Blog de 10 jogos que marcaram a história desse primeiro século de rivalidade.)

Zagallo: único jogador a conquistar uma Copa do Mundo como representante do Flamengo (1958) e outra como representante do Botafogo (1962). Um dos maiores personagens do futebol brasileiro, muito identificado com a Seleção e com os dois rivais, locais onde conquistou muitos títulos como jogador e treinador. Começou nas divisões de base do América, mas começou sua carreira profissional na Gávea, onde fez parte do time tricampeão carioca de 1953, 1954 e 1955. Depois do título mundial de 1958 se transferiu para o rival, passando a integrar um esquadrão, com Didi, Garrincha e Nilton Santos e conquistando o bicampeonato de 1961 e 1962.

Garrincha: o maior ídolo da história do Botafogo perambulou por vários clubes no fim da carreira, entre elas o Flamengo, de novembro de 1968 a abril de 1969, só 20 jogos e 4 gols, nenhum jogo contra o ex clube, euforia na chegada e melancolia na saída.

Gérson: revelado na Gávea, foi escalado para marcar Garrincha na decisão do Carioca de 1962. Levou um baile, perdeu prestígio e acabou, pouco tempo depois, se transferindo para General Severiano, onde foi bicampeão carioca em 1967 e 1968.

PC Caju: entre os 15 jogadores que passaram pelos quatro grandes do Rio nenhum teve tanto destaque quanto o canhoto Paulo Cézar. Formado no Botafogo, onde jogava quando fez parte da seleção tricampeã em 1970. O Flamengo foi o segundo clube de sua carreira, de onde saiu para o Olympique de Marseille após a Copa de 1974. Campeão carioca em 1967 e 1968 pelo alvinegro e em 1972 e 1974 pelo rubro-negro.

Vítor: a maior revelação surgida na Gávea logo após os primeiros grandes títulos da geração de ouro do final dos anos 70 e início dos 80, chegou a ameaçar a titularidade de Andrade e ser convocado pela Seleção, mas não teve o destaque que parecia que teria. A melhor fase de sua carreira foi quando fez parte do time que tirou o Botafogo da fila em 1989, e seu gol mais famoso foi o terceiro do empate de 3×3 contra o Flamengo, em jogo que o Botafogo chegou a estar perdendo por 3×1.

Gonçalves: nesse mesmo 3×3 de 1989 a reação alvinegra começou com um gol contra do rubro-negro Gonçalves no final do segundo tempo. Assim como aconteceu com Gérson, guardadas as devidas proporções, ficou marcado, perdeu prestígio e acabou indo para o rival, onde se destacou, conquistou títulos e chegou à Seleção.

Renato Gaúcho: o gaúcho mais carioca do Brasil foi a grande aposta de Emil Pinheiro para reforçar o Botafogo, que já era bicampeão carioca de 1989 e 1990, para tentar o título brasileiro. Renato fez muitos gols, foi e voltou do Grêmio em um empréstimo relâmpago, era figurinha carimbada na Seleção de Parreira, mas faltava alguma coisa para ser ídolo. A decisão do Brasileiro de 1992 contra o ex-clube parecia ser uma grande oportunidade. Mas levou um drible desconcertante de Júnior, viu seu time levar um chocolate de 3×0 e ainda teve o mau gosto de promover um churrasco o amigo (e centroavante do rival) Gaúcho, com presença da imprensa nos dias seguintes do massacre. A torcida não perdoou, pediu a cabeça de Renato e foi atendida. Dias depois Renato viu, pela TV, seu time empatar com o Flamengo em 2×2, confirmando a perda do título brasileiro.

Beto: foi o primeiro jogador das divisões de base do Botafogo a conseguir destaque depois de décadas de ostracismo, fazendo parte do time campeão brasileiro de 1995. Convocado pela Seleção, foi o autor do gol do título pré-olímpico de 1996, na Argentina, contra a Argentina. Tanto destaque levou Beto para o Napoli, onde não deu certo. Voltou ao Brail, passou pelo Gremio, mas foi no Flamengo onde voltou a jogar bom futebol. Foi tricampeão carioca em 1999, 2000 e 2001, com uma breve saída para o São Paulo em 2000. Depois de sair do Flamengo passou por inúmeros clubes, entre eles os outros grandes do Rio, mas nunca chegou a ter o mesmo destaque. Destaque mesmo para seu apelido, Beto Cachaça.

Iranildo: assim como Beto, se destacou no Botafogo campeão brasileiro de 1995. Mas pertencia ao Madureira e, antes que o Botafogo percebesse, já tinha sido vendido ao rival da Gávea. Jovem, magro, baixinho, sempre foi visto como uma aposta para o futuro que, como reserva de luxo, dava suas colaborações dando belos passes para gols de Romário na campanha do título carioca de 1996. Mas o futuro, a força física e os centímetros a mais nunca chegaram, Iranildo passou a ser cada vez mais discreto, rodou por vários clubes, inclusive com retornos ao Flamengo e ao Botafogo. Mas teve seu momento no clássico, marcando um dos gols da vitória por 2×0 do Flamengo sobre o Botafogo na reta final do Brasileiro de 2002, em jogo curiosamente disputado no feriado de finados, resultado decisivo para salvar o Flamengo do rebaixamento e rebaixar o Botafogo.

Reinaldo: centroavante de boa técnica revelado pelo Flamengo no fim dos anos 90, participou, nem sempre como titular, da conquista do tricampeonato de 1999, 2000 e 2001. Como tantos jogadores revelados na base rubro-negra, teve mais destaque ao sair da Gávea. Saída polêmica, diga-se de passagem. Foi, com Adriano, trocado por Vampeta com o Inter de Milão. Mas foi imediatamente repassado ao Paris Saint Geramain, que o emprestou ao São Paulo. Rodou pelo mundo e parou no Botafogo em 2009. Formou uma dupla de ataque de destaque com Maicosuel. E foi personagem de uma situação bizarra que prova que, de fato, há coisas que só acontecem ao Botafogo. No primeiro jogo da decisão do Carioca daquele ano sentiu uma contusão muscular no mesmo lance que seu companheiro de ataque. Sem seus dois principais jogadores o alvinegro cedeu o empate naquele jogo, empatou novamente no segundo jogo e perdeu o título, o terceiro seguido para o rival, na disputa de pênaltis.

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Comparado com Charles Guerreiro, o jejum de Rhayner não foi tão grande assim

09 abril 2013 | deixe seu comentário (0)

E saiu o gol de Rhayner pelo Fluminense! Depois de 83 jogos e dois anos em branco, jogando pelo Náutico e pelo tricolor, o atacante balançou as redes no último sábado na vitória por 2×0 contra o Resende, com direito ao requinte de ter sido um gol por acaso.

Com isso Rhayner conseguiu encerrar seu jejum particular em prazo muito menor que Charlos Guerreiro nos anos 90, o grande paradigma quando se fala em jejum de gols.

Charles chegou ao Flamengo em 1991, vindo do Guarani. Chegou para compor elenco como volante reserva, ganhou algumas chances na lateral-direita e, com muita raça e disposição, foi conquistando espaço no time e no coração da torcida.

Depois de um ano e meio de clube Charles era titular absoluto da posição, campeão carioca e brasileiro, tinha ganho a alcunha de Guerreiro. Estava tudo perfeito, só faltava o gol.

Chances não faltaram. A maior de todas foi em Wembley, na única vez em que foi convocado para a seleção, quando chutou nas nuvens uma bola maravilhosamente ajeitada por Valdeir.

Clique aqui e relembre Inglaterra 1×1 Brasil, em Wembley, em 1992.

Do 2º semestre de 1992 até o fim de 1994 a fase do Flamengo não foi tão boa quanto no começo da passagem de Charles Guerreiro na Gávea. Foram duas temporadas de muita irregularidade, nenhuma taça conquistada e todos os jogadores sendo contestados, inclusive Charles Guerreiro, “que só dá carrinho e nunca fez um gol na vida”.

Em 1995, para celebrar o centenário do clube, o Flamengo fez um novo time com muitos medalhões, Romário à frente. Entre os poucos jogadores que já estavam no elenco que mantiveram seu prestígio estava Charles Guerreiro, que manteve posição no time e prestígio com a arquibancada. Mas seguia o incômodo jejum.

Até que, depois de 4 anos e dois meses depois de estrear no Flamengo, Charles finalmente marcou seu gol, no jogo Volta Redonda 3×3 Flamengo, no Raulino de Oliveira, antes da reforma. Como o Flamengo perdia por 3×1 quando Charles balançou a rede, nem foi possível comemorar com a devida festa o gol histórico. Pelo menos o Flamengo ainda empatou no fim do jogo e o histórico primeiro gol de Charles pelo Flamengo não foi marcado numa derrota.

Clique aqui e relembre Volta Redonda 3×3 Flamengo, em Volta Redonda, em 1995.

O mais incrível é que Charles marcou seu 2º (e último) gol pelo Flamengo logo no jogo seguinte, uma goleada de 8×0 sobre o Kaburé pela Copa do Brasil.

Clique aqui e relembre Flamengo 8×0 Kaburé, na Gávea, em 1995.

Mas a passagem de Charles Guerreiro pela Gávea estava perto do fim. Depois de perder a decisão daquele Carioca para o Fluminense no célebre jogo do gol de barriga houve mudanças tão radicais no elenco que somente Sávio e Romário, entre os titulares, permaneceram. Charles foi para o Vasco e, incrivelmente, fez gol logo na estreia!

Clique aqui e relembre Portuguesa 3×3 Vasco, no Parque Antártica, em 1995.

Charles Guerreiro encerrou a carreira no futebol paraense em 2002 com, nas contas dele, 10 gols marcados: dois gols por Flamengo e Inter de Limeira, e um por Vasco, Guarani, Bragantino, Remo, Paysandu e Olaria.

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