Feliz 2013 para o futebol carioca

26 dezembro 2012 | deixe seu comentário (0)

Que fato marcante de 2012 o torcedor carioca espera que seja lembrado no futuro, como fato histórico do seu clube?

O torcedor do Botafogo talvez espere que 2012 fique marcado pela contratação de Seedorf, o estrangeiro com maior número de títulos da história do Glorioso.

O torcedor do Flamengo talvez espere que 2012 fique marcado pela mudança de diretoria e de fornecedor de material esportivo, as primeiras mudanças de tantas outras que colocam o rubro-negro como modelo de clube vencedor.

O torcedor do Fluminense talvez espere que 2012 fique marcado como o ano que deu início a caminhada tricolor, campeão do Rio, do Brasil, da América do Sul e do mundo.

O torcedor do Vasco talvez espere que 2012 fique marcado como o ano da recuperação de Ricardo Gomes, campeão como técnico em 2011 e como diretor técnico.

O torcedor carioca como um todo certamente espera que 2012 tenha sido o último ano sem poder frequentar o Maracanã.

O Blog espera poder contar muitas histórias interessantes relacionadas ao futebol carioca. Feliz 2013 e até lá.

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Um grande jogo de cada carioca no Olímpico, recém fechado

10 dezembro 2012 | deixe seu comentário (0)

O Grêmio inaugurou nesse fim de semana seu novo estádio, onde pretende manter a fama de time difícil de ser batido quando joga em seus domínios.

Nas últimas décadas o recém fechado Estádio Olímpico teve papel relevante nas principais conquistas tricolores. Mas isso não impediu os times cariocas de conseguir alguns belos resultados por lá em algum momento. Relembre um grande jogo de cada um dos quatro grandes.

Grêmio 0×1 Flamengo, 1982. Depois de dois empates, Fla e Grêmio precisaram jogar pela terceira vez para decidir o título Brasileiro de 1982. Nunes cumpriu a profecia de Zico e deu o segundo título brasileiro ao rubro-negro.
Clique e relembre Grêmio 0×1 Flamengo em 1982

Grêmio 2×3 Botafogo, 1995. Ao longo de toda a campanha do Brasileiro de 95 o Botafogo deu mostras de sua força e Túlio sempre contribuiu para isso. Um dos destaques foi a vitória no Olímpico ainda pela 7ª rodada, com Túlio, que terminou como artilheiro daquele campeonato, marcando dois gols.
Clique e relembre Grêmio 2×3 Botafogo em 1995

Grêmio 1×1 Vasco, 1998. Vasco e Grêmio se enfrentaram na 1ª fase da Libertadores de 98 e voltaram a se enfrentar nas quartas de final. No jogo de ida o Vasco mostrou futebol e atitude à altura do mito do Grêmio em casa em jogo de mata-mata. O empate em Porto Alegre deixou a classificação encaminhada e acabou fazendo parte de campanha de título.
Clique e relembre Grêmio 1×1 Vasco em 1998

Grêmio 1×2 Fluminense, 2010. Em campeonato de pontos corridos todo jogo é uma final, e em 2010 o título tricolor teve muito da bela campanha do meio do turno ao começo do returno, fase em que foi a Porto Alegre e venceu o Grêmio com autoridade de campeão que viria a ser, além de vingar a eliminação da Copa do Brasil poucas semanas antes.
Clique e relembre Grêmio 1×2 Fluminense em 2010

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No Botafogo 2012 Bruno Mendes começa bem como Túlio começou no ano que Bruno Mendes nasceu

29 outubro 2012 | deixe seu comentário (0)

No ano em que Bruno Mendes nasceu, 1994, nasceu também o Túlio ídolo do Botafogo

A vitória contra o Atlético-GO foi fácil, a perspectiva é de uma reta final sem muitas motivações, o que chamou a atenção foi o choro de Seedorf, mas houve um fato que se não chega a ser histórico é uma bela coincidência, especialmente quando falamos de Botafogo.

O gol de Bruno Mendes, o quarto da goleada, foi o quinto gol do jovem centroavante alvinegro nos seus cinco primeiros jogos, uma marca parecida com a de Túlio, que marcou cinco gols nos primeiros quatro jogos, quando chegou ao clube em 1994. Curiosamente Bruno Mendes nasceu no ano em que Túlio chegou ao Glorioso e atingiu a marca no mesmo dia em que Túlio voltou ao clube para jogar amistosos até chegar ao “milésimo gol” (Túlio jogou a preliminar, Botafogo sub-23 com Túlio 0×1 Boavista).

Relembre os primeiros jogos de Túlio pelo Botafogo.

30/01/1994, Botafogo 6×0 América, 3 gols de Túlio;
06/02/1994, Olaria 0×0 Botafogo;
09/02/1994, Americano 1×0 Botafogo;
20/02/1994, Botafogo 2×1 Fluminense, 2 gols de Túlio.

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No dia do seu aniversário e no cinquentenário de seu auge, homenagem a Mané Garrincha

20 outubro 2012 | deixe seu comentário (0)

Nada mais justo para homenagear Garrincha que uma vitória no dia do 79º aniversário do nascimento do Anjo das Pernas Tortas, como fez o Botafogo ao bater o Vasco, ontem, de virada, por 3×2, com direito a gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo. A homenagem é ainda mais simbólica pois 2012 marca o cinquentenário do auge da carreira do Mané.

Em 1962 o maior camisa 7 do futebol mundial liderou a Seleção na campanha do bicampeonato mundial no Chile, fazendo com que não se sentisse o desfalque de Pelé, fora do time por contusão desde o 2º jogo dos seis jogos da campanha. Além dos dribles de sempre, Garrincha ainda fez muitos gols, até de cabeça e de perna esquerda, que nunca foram seus fortes.

Depois da Copa Garrincha conquistou mais um bicampeonato, do Carioca, comandando o Botafogo. A decisão foi um baile contra o Flamengo, vitória por 3×0, perante 147.043 pagantes, com dois gols de Garrincha e um gol contra, que talvez hoje fosse creditado a Garrincha, autor da jogada.

Depois de 1962 as contusões mal tratadas no joelho e os problemas com álcool foram minando o futebol genial de Mané, que deixou o Botafogo em 1965, perambulou por alguns clubes, se despediu do futebol com um jogo festa-homenagem nos anos 70 e acabou morrendo aos 49 anos, em 20/01/1983.

Garrincha jogou 61 jogos pela Seleção. Só perdeu um, justamente o último, Brasil 1×3 Hungria, na Copa de 1966, quando sua carreira já estava na descendente e era jogador do Corinthians.

Clique e veja o filme francês sobre a decisão do Carioca de 1962

Clique e veja jogadas e entrevistas do Anjo das Pernas Tortas

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No dia do professor, homenagem aos “professores” do futebol carioca

16 outubro 2012 | deixe seu comentário (0)

15 de outubro, dia do mestre, ou do professor, dia de lembrar os principais “professores” do futebol carioca. Listamos um técnico simbolizando cada um dos grandes cariocas, além de outros três cuja participação na história do futebol transcende a participação em só um dos grandes.

Zagallo (Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Seleção): Começou a carreira de técnico ainda jovem. Bicampeão carioca pelo Botafogo em 1967 e 1968, treinou a Seleção na Copa de 1970, quando foi campeão à frente daquele que é considerando o melhor time de todos os tempos. Nas quatro décadas seguintes circulou pelos grandes do Rio, pelo mundo árabe e pela Seleção. Ganhou mais três Cariocas pelo Flamengo (1972, 1974 e 2001) e um pelo Fluminense (1971), ficando o Vasco como o único grande pelo qual não foi campeão. Fo técnico da Seleção nas Copas de 1974 (4º lugar) e 1998 (vice-campeão) e auxiliar em 1994 (campeão) e 2006 (eliminado nas quartas-de-final).

Flávio Costa (Flamengo, Vasco e Seleção): Quem acha Luxemburgo o modelo de técnico poderoso não conheceu Flávio Costa, um quase dono do futebol brasileiro nos anos que antecederam a Copa de 1950, realizada aqui. Mas tanto poder não foi suficiente para impedir a romaria de políticos e celebridades que, segundo consta, atrapalhou a concentração dos jogadores às vésperas da decisão contra o Uruguai. Como todos os envolvidos, ficou marcado pelo Maracanazzo e perdeu completamente o protagonismo.

Joel Santana (Vasco, Fluminense, Flamengo e Botafogo): Campeão carioca em 1992 (Vasco), 1993 (Vasco), 1995 (Fluminense), 1996 (Flamengo), 1997 (Botafogo), 2008 (Flamengo) e 2010 (Botafogo) e campeão brasileiro e da Mercosul pelo Vasco em 2000 (substituindo Oswaldo de Oliveira para participar de três jogos no Brasileiro e um da Mercosul). Folclórico, retranqueiro, escrachado, conciliador, humilde, marrento, engraçado, trabalhador. Não faltam adjetivos para definir o papai Joel. Não foi o maior nem o melhor, mas certamente o mais figura de todos os professores cariocas.

João Saldanha (Botafogo): jornalista esportivo e político, comunista militante, contador de histórias. Entre inúmeras atividades João teve tempo de ser técnico de futebol. Treinou seu Botafogo em 1957, quando já era um jornalista consagrado. Comandou um timaço de craques na conquista do Carioca com uma das maiores goleadas de todos os tempos em jogos decisivos, 6×2 contra o Fluminense, com cinco gols de Paulo Valentim. Voltou ao jornalismo, voltou a ser técnico quando assumiu a Seleção em 1969, mas não dirigiu no México, em 1970, o time que ajudou a classificar para a Copa do Mundo. Foi treinador por pouco tempo. Mas sempre foi ligado ao Botafogo e um verdadeiro professor para quem esteve por perto.

Parreira (Fluminense): preparador físico da seleção nos anos 70, estudioso do futebol, Parreira assumiu o Fluminense em meados dos anos 80, após experiências no, adivinhe?, mundo árabe. Comandando o time nos títulos do Carioca e do Brasileiro de 1984. Na semifinal deste, quando venceu o Corinthians por 2×0 no Morumbi, comandou uma das maiores exibições tática de um time. Virou sinônimo de futebol moderno. Comandou a Seleção no tetra em 1994, sem mostrar tanta modernidade assim. Quando o Tricolor estava no fundo do peço, voltou para ajudar na reconstrução e era o técnico do time na conquista da Série C em 1999.

Carlinhos (Flamengo): Assumiu o time como suplente várias vezes. Em algumas delas acabou sendo efetivado. Depois deixou de ser o regra três e foi para o La Mamma (restaurante próximo à sede da Gávea) tomar chope enquanto não vinha o próximo convite. Nunca tentou, de verdade, seguir carreira. Teve poucas e curtas passagens por outros clubes. Campeão Brasileiro em 1987 e 1992, inúmeras vezes campeão carioca. Às vezes injustiçado, dirigiu o time no título da Mercosul de 1999 já demitido. O substituto Carpegiani durou pouco e Carlinhos voltou a tempo de ganhar o Campeonato seguinte, o Carioca de 2000.

Antônio Lopes (Vasco): Lopes passou muitos anos na comissão técnica do Vasco. A carreira de técnico começou quando ele partiu para trabalhar no Olaria e depois no América. Mas rapidamente voltou a São Januário, e brilhou na decisão do carioca de 1982, quando trocou 5 jogadores do time titular do Vasco, que venceu o Flamengo (que era então o campeão carioca, brasileiro, sulamericano e mundial) e garantiu o título. Em 1986, em outra decisão com o Flamengo, tirou Romário, colocou Santos e a torcida vascaína criou o grito de guerra “burro”. Nas décadas seguintes andou por vários clubes, no Brasil e no mundo árabe, claro. Era auxiliar de Felipão no penta, em 2002. Ganhou Copa do Brasil pelo Inter-RS, em 1992, e Brasileiro pelo Corinthians, em 2005. Mas sempre voltava ao Vasco, onde ganhou inúmeros Cariocas, o Brasileiro de 1997 e a Libertadores de 1998.

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