Didi, Gérson e Mauro Galvão, as maiores contratações do Botafogo até Seedorf
03 julho 2012 | deixe seu comentário (0)O Botafogo nunca foi de contratações bombásticas. Tanto pelos inúmeros craques criados na base, nos anos dourados, quanto pelo sucesso de jogadores contratados sem muito impacto, em tempos mais recentes, e até por não badalar tanto contratações que poderiam ter sido badaladas como Bebeto no fim dos anos 90.
Até por isso Seedorf chega ao Botafogo com o status de maior contratação de todos os tempos. Se vai confirmar em campo, só o tempo dirá. Até hoje os principais destaques em termos de jogadores contratados com muito alarde e sucesso correspondente são Didi, Gérson e Mauro Galvão.
Didi veio do Fluminense nos anos 50, já considerado um meia cerebral e entrou no time de forma soberba, sendo um dos líderes de um do timaço. Conquistou títulos pelo clube e pela seleção, se consagrou como o mais elegante meia do futebol brasileiro e, depois de muito sucesso, foi para o Real Madrid no começo dos anos 60.
Gérson veio justamente para substituir Didi. Criado na Gávea, ficou muito magoado com a missão de marcar Garrincha na decisão do Carioca de 1962. O Botafogo foi campeão com uma vitória acachapante de 3×0 e show de Mané. Gérson deu um jeito de jogar no clube do seu algoz, onde repetiu o sucesso do seu antecessor, consgrado como meia cerebral e conquistando títulos até se transferir para o São Paulo já em 1970.
Depois disso veio o período do jejum de títulos, penúria financeira e mudança para Marechal Hermes. A chegada do bicheiro Emil Pinheiro no final de 1987 mudou os ares do clube, injetando dinheiro e trazendo craques aos montes. A contratação de maior impacto foi o pacote que veio do Bangu, do colega Castor de Andrade, à época um dos grandes do futebol Carioca, assídou vencedor de turnos e frequentador de decisões. O Botafogo recebeu Mauro Galvão, Marinho e Paulinho Criciúma. A primeira temporada dessa turma não foi muito feliz, mas em 1989, já sem Marinho, o Botafogo finalmente saiu da fila com um título invicto, conquistou o bi Carioca no ano seguinte, sempre comandado por Mauro Galvão, melhor jogador e capitão do time naquele biênio.
Seedorf tem tudo para entrar nesse grupo de jogadores contratados com muita expectativa e que conseguem corresponder. Mas sempre há o risco de decepcionar. Entre as decepções, destaques para os uruguaios Alvez, goleiro, e De León, zagueiro, que chegaram no final dos anos 80 pelas mãos (e tostões) de Emil Pinheiro, mas saíram do clube antes antes da campanha redentora de 1989, e o volante Arevalo Rios que chegou no começo de 2011 com o aval de Loco Abreu e após uma excelente Copa de 2010, mas só ficou 6 meses, jogou pouco, em termos de tempo e qualidade e foi embora também sem conquistar títulos.
