Iziane e Romário, alguma coisa em comum

30 julho 2012 | deixe seu comentário (0)

Nos recém iniciados Jogos Olímpicos de Londres há uma equipe brasileira que está competindo desfalcada. A seleção feminina de basquete conta com apenas onze atletas ao invés de doze, por conta do corte de Iziane, punida por ter levado o namorado para dormir algumas vezes no seu quarto no hotel onde a seleção estava concentrada.

É o tipo de punição que não chega a ser incomum no mundo dos esportes. Um dos episódios mais célebres desse tipo aconteceu no Flamengo, em 1999. Na última rodada do Brasileiro daquele ano, na noite de quarta-feira 10 de novembro, o rubro-negro perdeu por 3×1 para o Juventude em Caxias do Sul e ficou de fora da fase de mata-mata do campeonato.

Era a quarta eliminação na 1ª fase do campeonato desde 1995, quando Romário chegou ao clube. A única edição em que o Flamengo ficou entre os oito primeiros e participou das finais foi em 1997, quando o Baixinho estava no Valência da Espanha.

À série de frustrações somou-se a noitada de Romário. Ou de todo o grupo. O fato é que o Baixinho foi fotografado ao lado da rainha da tradicional Festa da Uva em uma boate no começo da madrugada, logo após o jogo. Mas diz a lenda que Romário voltou ao hotel e participou (e promoveu) uma festa entre diversos jogadores e algumas garotas de programa. Consta que os jogadores alegaram à época que passaram a noite jogando cartas no quarto do goleiro Clemer. Antes da repercussão da foto nos jornais de todo o Brasil a crise explodiu no café da manhã do dia seguinte, quando o supervisor do clube à época, José Eduardo Chimello, ficou revoltado ao encontrar Romário com duas das garotas de programa. Chimello, que chegou a declarar que passou a noite chorando pela eliminação enquanto os jogadores comemoravem, determinou que o Baixinho deveria ser desligado da delegação e, ele Chimello, voltou ao Rio o mais rápido possível para discutir o caso com o presidente Edmundo Santos Silva.

O elenco do Flamengo permaneceu no Sul por mais alguns dias, pois a eliminação jogou o time para a fase de repescagem por uma vaga na Libertadores, e a estreia seria contra o Inter no Beira-Rio três dias depois. A crise perdurou por todos esses dias e, no sábado, 13 de novembro, enquanto o time se preparava para o jogo de Porto Alegre, Romário voltava ao Rio para nunca mais jogar pelo clube da Gávea.

A célebre foto que deu origem à crise que terminou no divórcio entre Flamengo e Romário.

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Jogadores cariocas que participaram de tentativas frustradas de alcançar o ouro olímpico

25 julho 2012 | 2 comentários

Começa na próxima quinta, 26/07, mais uma tentativa do futebol brasileiro em conquistar o ouro olímpico. A primeira participação do futebol brasileiro nas olimpíadas foi só na edição de 1952. De lá para cá foram 11 tentativas frustradas e 4 edições em que nem disputar o Brasil disputou.

De 1952 a 1980, época em que as seleções dos países comunistas dominavam, pois era vetada a participação de profissionais e os comunistas, teoricamente, eram amadores, foram seis participações discretas e ausências em 1956 e 1980. Como o Brasil foi representado por seleções de juniores, muitos jogadores que participaram dos jogos nessa época acabaram não tendo muito destaque. Mas grandes estrelas do futebol carioca participaram: Vavá (Vasco), Zózimo (Bangu) e Evaristo (Flamengo), em 1952, Gerson (Flamengo) em 1960, Valdez (Fluminense) em 1964, Miguel (Vasco) em 1968, Nielsen, Pintinho, Abel e Rubens Galaxe (Fluminense) em 1972, Júnior (Flamengo) e Edinho (Fluminense) em 1976. Mas talvez a situação mais marcante tenha sido a ausência de Zico dos Jogos de 1972, já que ele tinha sido o grande destaque do Pré-Olímpico e, por sugestão do técnico Antoninho voltou do profissional, onde era reserva, para os juniores, onde se manteria em ritmo de jogo. Zico até hoje diz que sua maior frustração como jogador foi não ter participado desses Jogos, sem saber até hoje a razão.

Nos anos 80 a regra passou a ser formar seleções com jogadores que não tenham participado de Copas do Mundo e a Seleção conquistou medalhas de prata em 1984 e 1988. Em Los Angeles 84 a Seleção era formada pelo time do Inter e diversos reservas de outros times. Em 1988 o Brasil levou o melhor time possível de acordo com as regras, com alguns jogadores campeões do mundo de juniores em 1983 ou 1985 e futuramente campeões do mundo em 1994. Os destaques entre os cariocas foram Gilmar Popoca (Flamengo) em 1984, Romário, Geovani (Vasco), Jorginho, Bebeto e Andrade (Flamengo) e Ricardo Gomes (Fluminense) em 1988.

Desde 1992 as seleções olímpicas são formadas por jogadores até 23 anos com a possibilidade de incluir três jogadores acima de 23 anos. Nesse período que já dura 20 anos a Seleção foi eliminada ainda no Pré-Olímpico em 1992 e 2004, e quando participou ganhou medalhas de bronze em 1996 e 2008 e ficou pelo caminho em 2000. Os jogadores cariocas que se destacaram nestas campanhas foram Bebeto, Sávio e Zé Maria (Flamengo), Beto (Botafogo) em 1996, Mozart (Flamengo), Roger (Fluminense) em 2000 e Thiago Silva a Thiago Neves (Fluminense) em 2008.

CORREÇÃO: Faltou citar: Helton (Vasco), Athirson e Alex (Flamengo) em 2000.

Em 2012 o futebol carioca, pela primeira vez, não tem nenhum representante no elenco, considerando que Rômulo não é mais jogador do Vasco, apesar de ainda não ter estreado pelo Spartak de Moscou. Curiosamente o futebol brasileiro ficou fora das últimas três olimpíadas europeias antes de Londres/2012: Moscou/1980, Barcelona/1992 e Atenas/2004. A última participação do futebol brasileiro em Jogos disputados no Velho Continente foi em Munique/1972, há 40 anos.

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19 de Julho – Dia Nacional do Futebol

19 julho 2012 | deixe seu comentário (0)

No Dia Nacional do Futebol, uma homenagem do blog ao nosso maior templo.
Infelizmente fora de utilização.

Foto de 1949 da obra de construção do então Estádio Municipal, planejado para ser o principal palco da Copa do Mundo de 1950, a 1ª do pós-guerra.

Carimbado como o Maior do Mundo desde antes da inauguração, o Maracanã foi construído em menos de três anos, mas nos primeiros jogos da Copa era visível que a obra não estava pronta.

Foto atual, da destruição que está sendo feita em nome da “modernização” e das “exigências da FIFA”.

Depois de finalizadas as obras para a Copa do Mundo de 2014 o Maracanã ficará assim. Não será mais redondo, não terá mais dois andares, não terá mais cobertura de concreto em balanço. Terá o mesmo endereço. Talvez o mesmo nome. Espera-se que exerça o mesmo fascínio. Há quem duvide.

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Lembranças no 62º aniversário do Maracanazo

17 julho 2012 | 1 comentário

Há 62 anos o Brasil perdeu a Copa em casa. Todo mundo sabe que mais de 200.000 pessoas foram ao Maracanã, confiantes que a Seleção ao menos empataria com o Uruguai e conquistaria sua primeira Copa mas a Celeste venceu por 2×1, de virada, com gols de Schiaffino e Ghiggia. Até porque o avô de todo mundo estava no Maracanã e mesmo quem nunca assistiu TV na vida já ouviu essa historia em casa.

Mas será que tem alguma coisa sobre o Maracanazo que você ainda não sabia? Veja alguns detalhes que o Blog levantou:

Apesar de tido como a maior multidão já reunida para um jogo de futebol, o Brasil x Uruguai nunca figurou no topo da lista oficial, historicamente ocupado pelo público de Brasil x Paraguai em 1969, pelas Eliminatórias da Copa de 1970, com 183.341 pagantes, ficando Brasil x Uruguai no segundo lugar com 174.000 pagantes. Mas a lista atualizada e revisada, que considera o público presente, muitas vezes diferente do pagante, tem Brasil x Uruguai no topo com 199.854 torcedores. Ninguém sabe quantos torciam para os uruguaios. Mas até hoje ninguém conseguiu ouvi-los, e aquele pós-jogo permanece como paradigma do “silêncio ensurdecedor”.

Em 1969 o Maracanã trocou as velhas balizas de madeira por novas metálicas. E alguém teve a ideia, de certo mau gosto, de presentear Barbosa, ex-goleiro do Vasco e da Seleção, que sofreu os dois gols uruguaios daquela final, com as velhas traves. Barbosa também achou de mau gosto, não quis nem saber de guardar o souvenir e, diz a lenda, fez das traves brasa para churrasco.

Todo mundo sabe que o Brasil jogava pelo empate. Mas não é estranho final de Copa do Mundo em que um dos times joga pelo empate? Pois Brasil x Uruguai não era final da Copa. Era a 3ª rodada do quadrangular final, em que o Brasil vencer Suécia e Espanha por 7×1 e 6×1 e o Uruguai empatara com a Espanha por 2×2 e vencera a Suécia por 3×2. Com isso ao Brasil bastava empatar e ao Uruguai só a vitória interessava para terminar o quadrangular na liderança e ganhar a Julies Rimet.

O mais curioso é que enquanto 200.00 brasileiros no estádio e possivelmente todos os outros 53 milhões pelo rádio acompanhavam o jogo decisivo, Suécia e Espanha jogavam no Pacaembu, completando a última rodada do quadrangular em jogo que definiria o 3º lugar na classificação final. Coincidentemente a Espanha, que jogava pelo empate, também perdeu. E a Suécia, com a vitória por 3×1, garantiu o 3º lugar na Copa. A Espanha só voltaria a disputar semifinal de Copa em 2010, quando finalmente garantiu sua primeira Copa.

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Centenário do Fla-Flu – parte 2 – jogos

07 julho 2012 | deixe seu comentário (0)

Dez clássicos rubro-negros:

1. Fla 5×0 Flu, 1915: Depois de perder o primeiro clássico, o rubro-negro venceu sete seguidos, culminando com a goleada que fez parta da campanha do bicampeonato 1914/1915.

2. Fla 1×1 Flu, 1942: Última rodada do terceiro turno do Carioca, valeu o título ao fla, nas Laranjeiras lotadas por mais de 30 mil pessoas, entre elas o grupo de Jayme de Carvalho, a Charanga, primeira torcida organizada do Brasil, que tem nesse jogo sua estreia oficial.

3. Fla 0×0 Flu, 1963: Até hoje o maior público em jogo de clubes do futebol brasileiro. O empate valeu o título carioca do clube da Gávea perante 177.020 pagantes e 194.603 presentes.

4. Fla 5×2 Flu, 1972: Decisão da Taça Guanabara, conquistada com goleada e três gols do centroavante Caio, que comemorou com cambalhotas e, daí em diante, virou Caio Cambalhota.

5. Fla 4×1 Flu, 1986: Zico voltava ao futebol na abertura da temporada ouvindo o coro de “bichado”da torcida tricolor. Fez um gol de cabeça, um de pênalti e um de falta. Tem tricolor arrependido até hoje.

6. Fla 5×0 Flu, 1989: O Fluminense foi o time que mais sofreu gols de Zico e Zico foi o maior artilheiro do clássico. Quis o destino que o último jogo oficial de Zico fosse contra o rival. Cobrança perfeita de falta no primeiro gol, lançamento primoroso no segundo. Substituído, saiu de campo para entrar para a história. E ainda foi homenageado pelos companheiros com mais gols e o placar de 5×0 ao final.

7. Fla 4×2 Flu, 1991: Última decisão de Carioca vencida pelo Fla. Muita chuva, intervalo de jogo, 1×0 Flu, golaço de Ézio. Mas depois do intervalo começou outras chuvas, a de gols rubro-negros (Uidemar, Gaúcho, Zinho e Júnior) e a de pontapés e expulsões dos tricolores (Pires e Itaberá). O título deu tamanha injeção de ânimo no Fla que Júnior desistiu de se aposentar e o mesmo time conquistou o Brasileiro de 1992 no semestre seguinte.

8. Fla 3×2 Flu, 2004: No meio do turno, uma vitória cheia de viradas por 4×3 com dois gols do lateral Roger. Na decisão da Guanabara, mais um jogo cheio de gols e alternativas, gol de Roger no finalzinho e título para o rubro-negro.

9. Fla 1×0 Flu, 2007: Jogo que marcou o início da incrível reação dos comandados de papai Joel, da zona de rebaixamento para a vaga na Libertadores. Gol da vitória de Maxi Biancuchi, final dramático com nove contra onze (Juan e Roger foram expulsos) e torcida enlouquecida “Ih! O Maxi é melhor que o Messi!”

10. Fla 3×2 Flu, 2011: O último grande Fla-Flu antes do centenário. Sendo dominado em campo e estando atrás no placar durante quase todo o jogo, os rubro-negros estavam achando que, com sorte, conseguiriam um gol no fim que impediria a justa derrota. Mas o Sobrenatural de Almeida baixou em Dario Botinelli, que, com dois petardos depois dos 40 do segundo tempo, garantiu a vitória improvável.

Dez clássicos tricolores:

1. Flu 3×2 Fla, 1912: Como todo mundo sabe, o futebol rubro-negro foi fundado pelo grupo dos principais jogadores do Flu, que saíram do clube. Portanto o primeiro clássico era, praticamente, um jogo entre titulares, o Fla, e reservas, o Flu. O tricolor Edward Calvert fez o primeiro gol da história do confronto logo com um minuto de jogo. A cada gol rubro-negro os tricolores desempatavam, e os azarões venceram os favoritos, mostrando que previsibilidade nunca seria a marca do clássico.

2. Flu 2×2 Fla, 1941: O jogo valia o título estadual e mesmo jogando pelo empate e fora de casa o Tricolor abriu 2×0. Mas o rival empatou e a pressão era grande no fim do jogo. Diz a lenda que a solução encontrada pelos tricolores foi começar a dar chutões em direção a Lagoa. A lenda inclui o esforço hercúleo de remadores rubro-negros fazendo o papel de gandulas aquáticos. O Flu segurou a pressão, manteve o empate e comemorou o título. Não se encontra nos jornais da época menção à situação que batizou o jogo como o “Fla-Flu da Lagoa”, mas como diria Nelson Rodrigues, danem-se os fatos.

3. Flu 3×2 Fla, 1969: Na época era normal, mas hoje impressiona. Decisão de Carioca, Maracanã com mais de 170 mil pagantes. A cada gol tricolor o rival empatava, mesmo jogando com um a menos desde o fim do primeiro tempo. Só depois de marcar o terceiro gol o Flu segurou o rival e garantiu o título, o primeiro de Telê como treinador.

4. Flu 4×2 Fla, 1973: Mordido pelas derrotas nas decisões da Taça Guanabara e do Carioca do ano anterior, o Flu queria o título de qualquer maneira. Abriu 2×0 com gols de Manfrini, sofreu o empate em dois gols de Dadá Maravilha, mas fez mais dois gols no fim do jogo, disputado debaixo de muita chuva e garantiu o título, o único do campeoníssimo Gérson Canhotinha de Ouro pelo seu time de coração.

5. Flu 1×0 Fla, 1983: Os rivais disputavam o triangular final do Carioca com o Bangu. No primeiro jogo empate entre Flu e Bangu. No segundo o 0×0 teimoso eliminava o Flu. No fim do jogo o Flamengo parou para reclamar de um impedimento supostamente mal marcado, mas Delei não parou. Fez um lançamento espetacular para Assis, que entrou pela direita e tocou no pé da trave. O gol eliminou o Fla, que venceu o Bangu no último jogo e deu o título para o Flu. Nascia o mito do Carrasco.

6. Flu 1×0 Fla, 1984: Um ano depois o triangular final tinha o Vasco no lugar do Bangu, mas dessa vez o Fla-Flu foi o terceiro e decisivo jogo. Em cruzamento de Aldo Assis, de novo ele, fez de cabeça o gol que deu a vitória e o título para o Tricolor. Confirmava-se o mito do Carrasco.

7. Flu 3×2 Fla, 1995: Último título tricolor sobre o rival e ultima decisão de campeonato entre eles. O rival comemorava o centenário, tinha Romário em campo e Luxemburgo no banco. Mas a taça foi para as Laranjeiras, graças a um grupo unido comandado por Joel e liderado por Renato Gaucho, que fez o celebre gol de barriga aos 41 do segundo tempo.

8. Flu 4X1 Fla, 2005: Com o Volta Redonda campeão da Guanabara, a decisão da Taça Rio deveria ter cara de decisão de campeonato, mas o Tricolor transformou em massacre, com 4 gols entre o * e o * minuto do segundo tempo, com muito mais facilidade do que para ganhar do Voltaço na finalíssima.
CORREÇÃO: Os gols tricolores aconteceram entre o 3 e os 28 minutos do segundo tempo.

9. Flu 1×1 Fla, 2009: O único confronto internacional oficial foi pela desprestigiada sulamericana. Dois empates no Maracanã vazio e Tricolor classificado por ter feito gol “fora” nesse segundo jogo. O primeiro, quando jogou “em casa”, havia sido 0×0.

10. Flu 2×1 Fla, 2010: No ultimo Fla-Flu antes do fechamento do Maracanã para as obras da Copa brilhou Conca, autor dos dois gols da vitoria. Aliás, Conca brilhou bem toda campanha, participando dos 38 jogos e sendo o craque do titulo.
CORREÇÃO: Como lembrou o amigo do Blog, Pedro Machado, Conca até fez a jogada do primeiro gol, mas quem marcou foi Rodriguinho.

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