Manchete Esportiva, Copa-70 A Glória do Tri – Parte 1

31 janeiro 2012 | 1 comentário

“Era do meu avô e estava guardado lá em casa, mas acho que nas suas mãos ficará mais bem entregue”. Com essas palavras o blog recebeu do amigo João Rivera, o Juca, uma joia que, por dever cívico, divido com vocês: Especial Manchete Esportiva Brasil tricampeão do mundo. A revista é, segundo informação da capa, “o mais completo documentário da vitória do Brasil”, com matérias sobre todos os jogos do escrete nacional, bastidores da preparação, reportagens sobre diversos personagens, entre outras preciosidades.

Neste primeiro post, algumas declarações pinçadas ao longo da revista:

Zagalo: “Dizem que tenho sorte. Mas não existe sorte sem competência”.

Carlos Alberto Torres: “Uma Copa duríssima: só a Romênia foi adversário fácil”.

Félix: “Uma Copa tranqüila: só a Inglaterra foi adversário difícil”.

Gérson: “O número vinte, por exemplo, não saía de cima de mim… Na hora do gol, o Clodô passou e o tal vinte nem ligou…”, sobre a solução que os jogadores deram para encontrar espaço na defesa uruguaia.

Pelé: “Pelé marca o prazo de três anos para sua retirada. Voltará a ser, então, simplesmente, Édson Arantes do Nascimento…”. O Rei, falando dele mesmo. Pelé se despediu da seleção em 1971, do Santos em 1974. Voltou a jogar em 1975, pelo New York Cosmos, de onde se despediu em 1977.

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Fluminese campeão da Copa São Paulo de 1989

25 janeiro 2012 | deixe seu comentário (0)

Os dois maiores campeões da Copa São Paulo decidem a edição de 2012 nesta quarta pela manhã. O Corinthians tem sete títulos e o Fluminense tem cinco. Mas os dois primeiros do Corinthians foram conquistados quando a competição era apenas entre times paulistas, em 1969 e 1970. O tricolor conquistou seu primeiro título logo na primeira edição aberta, em 1971, e voltou a vencer a Copinha quatro vezes até a última, em 1989. Durante esse período os alvinegros paulistas não conquistaram nenhum título, o que só veio a acontecer em edição aberta em 1995, e voltaram a vencer mais quatro vezes até a última, em 2009. O último time a levar a Copa São Paulo para as Laranjeiras venceu o Juventus por 1×0 em 18 de janeiro de 1989 com Jeferson, China, Tito, Marcelo Barreto e Cesar Diniz; Carlos Andre, Marcelo Gomes e Robert; Gama, Sílvio e Franklin. Nílson entrou no lugar de Gama no decorrer do jogo, substituição feita pelo técnico Sebastião Rocha. Ainda participaram da campanha os atacantes César e Ronaldo Alfredo.

Mas os tricolores mal tiveram tempo de aproveitar aquela geração. E um jogo simboliza esse desperdício. Em 26 de maio 1991, Ronaldo Alfredo, Franklin e Sílvio estavam no time do Bragantino que derrotou o Flu por 1×0 na semifinal do Brasileiro. O que os tricolores de bom senso esperam em 2012, mais que o título da Copinha, é que os bons jogadores sejam aproveitados no time de cima e não se tornem algozes do clube vestindo outra camisa.

Curiosidades:

Gama é o técnico Alexandre Gama, aquele que Romário disse que queria ir na janelinha mesmo tendo acabado de entrar no ônibus.

Robert é o meia-atacante vice-campeão brasileiro pelo Santos em 1995.

Sebastião Rocha é aquele técnico que treinando o Flamengo em 1997 foi classificado por Romário como um dos melhores com quem o Baixinho já havia trabalhado, pena para ele que ninguém levou a sério.

Matéria da revista Placar sobre a conquista tricolor de 1989

Matéria do Globo Esporte sobre a final da Copa São Paulo de 1989

Gol de Franklin pelo Bragantino, que eliminou o Flu em 1991

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Quando começar a temporada no feriado de São Sebastião deu sorte ao Flamengo

20 janeiro 2012 | deixe seu comentário (0)

Nada chamou mais atenção na pré-temporada que a(s) crise(s) do Flamengo. Para amenizar a irritação dos rubro-negros, o blog relembra algumas temporadas que começaram no feriado de São Sebastião e terminaram com taça na Gávea.

1982: Flamengo, campeão de tudo no final da temporada anterior, e São Paulo, campeão paulista, abriram a temporada no Maracanã. O Flamengo entrou de férias uma semana depois de todo mundo por conta da viagem ao Japão. Logo, teve uma semana a menos de treino. No intervalo, 2×0 para o tricolor paulista e parecia que o preparo físico decidiria o jogo. No entanto, com mais raça que técnica, os campeões do mundo viraram o jogo, fizeram a alegria da Nação e deram a mostra de como seriam os próximos meses, uma campanha de muitas viradas e gols no fim dos jogos até a conquista do Brasileiro, em abril, contra o Grêmio.

Vídeo do Canal 100 sobre Flamengo 3×2 São Paulo

1999: Depois de duas temporadas de Cariocas com regulamentos confusos, episódios de W.O. e estádios vazios, o campeonato de 1999 voltou ao formato Taça Guanabara, Taça Rio e decisão. O jornal Extra se encarregou de promover a volta dos torcedores aos estádios, com ingressos a preços promocionais. E para marcar a volta do glamour do Carioca, um amistoso entre Flamengo e Fluminense abriu a temporada no feriado de São Sebastião, com arquibancadas lotadas, muito sol, muitos gols de Romário e vitória rubro-negra por 5×3. No fim do semestre, o time da Gávea comemorou o título do Estadual mais movimentado em muitos anos.

Dois primeiros gols de Romário no Flamengo 5×3 Fluminense, em 1999

2000: A fórmula do sucesso de 1999 foi repetida no ano seguinte. Como deixou de ser novidade, houve também uma diminuição do público, tanto no Estadual quanto no amistoso que, pela segunda e última vez, abriu a temporada. Em 2000 o jogo foi à noite, o Maracanã não estava lotado e o jogo só teve um gol. Mas o sucesso rubro-negro não mudou. Flamengo bicampeão da Taça São Sebastião e do Campeonato Carioca.

Gol de Lúcio no Flamengo 1×0 Fluminense, 2000

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Leandro, artilheiro em Recife e Porto Alegre

20 janeiro 2012 | 2 comentários

Como já é de costume o amigo do Blog Maurício Neves levanta assuntos interessantes que acabam gerando novos posts. Por coincidência os dois craques citados no post sobre jogadores de uma só camisa eram laterais, e portanto homens de poucos gols. E se pelo Flamengo Leandro tinha predileção por marcar gols em Recife, pela Seleção a predileção ficava no lado oposto do mapa, em Porto Alegre. Leandro jogou 28 vezes com a Canarinho e fez dois gols, um no estádio do Grêmio e o outro no estádio do Inter. Relembre:

Brasil 3×0 Bulgária, amistoso no Olímpico em 1981

Brasil 3×1 Chile, amistoso no Beira-Rio em 1985

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Craques de uma camisa só

18 janeiro 2012 | 4 comentários

O primeiro grande fato do futebol brasileiro em 2012 foi o anúncio da aposentadoria de Marcos. Marcos foi um excelente goleiro e faz parte do seleto rol de jogadores que ganharam a Copa do Mundo como titulares. Mas o grande fato da sua carreira é ter defendido um único clube. Tendo como inspiração a lealdade de São Marcos ao seu Palmeiras vamos lembrar os dois mais brilhantes laterais do futebol carioca que nunca trocaram de camisa. Mas sem desvalorizar os andarilhos, lembrados aqui no blog nos posts Renato Silva, mais novo integrante do “time dos quatro grandes” e Ranking dos jogadores que passaram pelos quatro grandes.

Nílton dos Santos nasceu no Rio de Janeiro em 16 de maio de 1925 e jogou 729 partidas pelo Botafogo, entre 1948 e 1964, tendo marcado 11 gols. Nílton Santos gostava de dizer que parcela considerável do seu sucesso se deveu ao fato de ter sido o único lateral esquerdo que não enfrentava Garrincha, e esse discurso, cheio de humildade e consideração pelo amigo, resumem bem o maior lateral esquerdo da história do futebol. Marcava bem como os laterais do passado, atacava bem como os laterais do futuro e fez parte do maior Botafogo de todos os tempos sempre de forma sábia e elegante, o que lhe valeu a alcunha de “Enciclopédia”. Pela época em que jogou e por ser jogador de defesa, Nilton não tem tantos vídeos a seu respeito, mas selecionamos o filme do Canal 100 sobre seu último jogo, uma vitória de 1×0 sobre o Flamengo.

Vídeo do Canal 100 de Botafogo 1×0 Flamengo, último jogo de Nílton Santos pelo Botafogo

José Leandro de Souza Ferreira nasceu em Cabo Frio em 17 de março de 1959, e jogou 417 partidas pelo Flamengo, entre 1978 e 1990, tendo marcado 14 gols. Para muita gente era o mais habilidoso jogador de um time repleto de jogadores habilidosíssimos. Um dos maiores laterais da história do futebol, jogou em diversas posições do meio-campo no auge do Flamengo de 1981 e terminou a carreira na zaga, pois os joelhos, tipo perna de cowboy, não aguentavam o esforço de jogara na lateral. Por ser de Cabo Frio e pelo olhar era chamada de “Peixe Frito” pelos companheiros. Entre os gols de Leandro que lembramos em vídeo, dois deles marcados em Recife na campanha do Brasileiro de 82, um na decisão do Brasileiro de 83 e o mais famoso deles, no Fla-Flu que abriu o triangular decisivo do Carioca de 85, vencido pelos tricolores.

Leandro abriu o placar na vitória do Fla de 4×3 sobre o Náutico

O Fla perdeu para o Sport por 2×1, mas o gol de Leandro valeu vaga pelo saldo de gols

Gols da decisão do Brasileiro de 1983, Fla 3×0 Santos

O Flu acabou campeão em 1985, mas esse golaço de Leandro ficou na história

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