Harmonizando com Aconchego – Katita

02 agosto 2011 | 1 comentário

Picanha Suína com molho reduzido de cerveja Therezópolis Ebenholz harmonizada com a Imperial Stout da cervejaria argentina Antares

Falar do Aconchego Carioca é muito difícil. Um dos bares que mais gosto,  é completamente sui generis e merece toda atenção, ser estudado de perto e explorado por todos os nossos sentidos.

Talvez pra quem o conheceu recentemente não faça tanto sentido o que digo, mas voltar no tempo, há uns 6 anos, e imaginar um bar de 30m² (onde hoje é o Bar da Frente), em plena Praça da Bandeira, com uma das melhores cartas de cerveja e cozinha da cidade não é tarefa fácil. Quem diria ser isso possível?

Conheci o Aconchego pelos idos de 2005. Um bar super simples que me chamou a atenção inicialmente pela variedade de cervejas. Aos poucos fui descobrindo os quitutes e ficando amigo das donas, Katita e Rosinha, bem como íntimo da clientela, todos figurinhas carimbadas, e como não sou homem de fugir dos estudos e trabalho, com a ajuda da Katita, mudei-me para a rua do bar, a fim de intensificar o estudo antropobarbiergastrosociológico, rs.

Fundação da ACervA Carioca, encontros cervejeiros e carta de cervejas doada pro Aconchego em 16/09/2006

Já em 2006 nos reuníamos semanalmente no Aconchego para trocar experiências e confraternizarmos, um bar que sempre nos acolheu e permitiu que levássemos nossas cervejas caseiras pra serem consumidas na casa (rolha, nem pensar). Não da Katita ou Rosinha, nem mesmo da tal mãe Joana, mas nossa a casa, onde serviámos, cozinhávamos, atendiámos aos clientes novos e fechávamos a conta numa relação de confiança digna de exaltação. Não à toa que no dia 10 de outubro daquele ano, após muitos e muitos encontros e com o bar tomado de futuros ACervianos, fundávamos a ACervA Carioca, Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas que cresceu em ideia e na difusão da cultura cervejeira, e hoje marca presença em mais 11 estados brasileiros.

 

Degustação das cervejas produzidas nos cursos com os alunos

Meus alunos em uma das degustações durante encontro aberto da ACervA

Lançamento da Dama do Lago no Aconchego com os amigos Acervianos

Ao longo deste convívio e ajuda muitas histórias hilárias ocorreram. Katita cozinhava em jornada dupla, e na linha do surreal fazia morangas de camarões em micro ondas, divinas; Rosinha, a garçonete e professora de física da UERJ nas horas vagas, servia os comensais, e de vez em quando, não raramente, pausas e mais pausas eram requeridas para umas Heinekens, e não adiantava pressa, a cozinha e o atendimento fechavam e reabriam ao ritmo da boa conversa, da amizade e das garrafas que iam se abrindo. Pedir um baião de dois no final da noite era uma experiência emocionante. Tentem só!!! E o que me dizem de chegar por volta das 17 horas no bar e encontrá-lo vazio e fechado com corrente na porta, com placas de reservado em todas as mesas e tendo no seu interior apenas Katita e Rosinha, esperando pelos amigos para beberem juntos?

Provável explicação do sucesso

Alvo de romarias biergastronômicas, o Aconchego cresceu e se mudou para uma casa à frente, maior e com muito melhor infra estrutura, mas continua maravilhoso.  A carta de cerveja é bem bacana, não só diversificada como também muitíssimo bem selecionada, e tendo dúvidas quanto ao que escolher, chamem pelos garçons que saberão lhes orientar. Enfim, quem não conhece o Aconchego, é visita obrigatória àqueles que gostam de comer e beber bem.

Esta harmonização é divina!!!

Dica: o camarão do Gui, um camarão frito sem casca, bem temperadinho no alho, com uma Bohemian Pílsen.

Mas vamos ao que interessa. Nesta segunda edição do Harmonizando a convidada é a amiga Katita, ou menos conhecida como Kátia Barbosa, que nos brindará com uma receita de picanha suína harmonizada com uma Imperial Stout da cervejaria argentina Antares.

Katita, hoje o Aconchego é super famoso pelos quitutes e iguarias que saem das suas mãos e cabeça, mas ele também é um bar cervejeiro. Sempre foi assim? Como começou o Aconchego? Como e quando começou o interesse por diversificar a carta de cervejas do bar?

Não sempre. O público do Aconchego quando começou sempre foi mais amigo que cliente. Começamos a colocar alguns rótulos de cervejas importadas ouvindo as sugestões de alguns desses amigos. À medida que a carta foi crescendo e que as pessoas começaram a consumir cada vez mais as nossas cervejas buscamos estudar, ler e nos informar sobre outros rótulos que combinavam bem com os nossos pratos e os paladares mais diversos do novo perfil de cliente que começou a freqüentar o Aconchego.

Numa harmonização entre pratos e cervejas, pela sua experiência, o que é legal e o que gosta de combinar? E o que não recomenda fazer nunca? Por que?

Uma harmonização pode ser feita de duas formas por contraste ou por semelhança, mas nunca devemos começar pela mais forte.

Quais suas cervejas preferidas?

Brooklyn Pilsner, Pilsner Urquell, Old Speckled Hen, Heinecken.

Em 2005, quando tive o imenso prazer de conhecer o Aconchego, a casa já detinha uma das melhores e mais diversificadas cartas de cerveja da cidade, mesmo estando fora da rota da moda dos bares do Rio. Pra muitos uma insanidade sem tamanho contar com tantas cervejas, principalmente se pensando na época que era, quando não se conhecia ou falava em cerveja como atualmente. A que você credita este sucesso que tiveram?

Aos amigos, sim porque como já disse antes os amigos sempre foram mais do que clientes. Nós ( eu e Rosa) sempre ouvimos muito suas opiniões. Quando colocamos cervejas importadas no cardápio começamos tímidas, pois era para nós um grandeinvestimento. Foi um salto grande se você pensar que não tínhamos o contato de todos os fornecedores que hoje temos, e  não tínhamos a certeza que os produtos iniciais teriam saída. Mas a propaganda boca a boca dos amigos ajudou a fazer a mercadoria girar e nos deu condições de investir cada vez mais em novos rótulos. Hoje a carta do Aconchego já possui 250 rótulos.

Desta sua experiência de bar e do seu pioneirismo, o que acredita ser importante numa carta de cervejas?

Focar em qualidade sempre. Ano passado tomamos a importante decisão de não trabalhar com AMBEV, por exemplo, por ela não respeitar datas de entregas, enviarem garrafas com tampas enferrujadas e etc. Hoje temos um carta de cerveja com 250 rótulos distribuídos por  22 países. Consigo atender a um público que deseja consumir na casa a cerveja gelada, ou comprar para levar para casa em nossa loja. Certamente ainda podemos acrescentar mais alguns rótulos, não muitos outros, mas alguns, porém estou feliz com a minha carta atual.

A qualidade dos quitutes do Aconchego é notória, não à toa que já faturaram prêmios como o de melhor cozinha algumas vezes pela Veja-Rio, entre outros. Como você classificaria a cozinha do Aconchego?

Brasileira. Começamos com uma cozinha com inspiração nordestina, pois era a referência  mais direta vinda dos meus pais, mas com o passar dos anos fomos ampliando para uma cozinha bem “brazooka”. Hoje eu busco trabalhar com ingredientes brasileiríssimos resgatados da nossa culinária de raiz como a banana da terra, palmito pupunha , arroz vermelho, angu e etc.

No cardápio há pratos que levem cerveja no preparo? Há sugestões de harmonizações?

Sim, como a futrica na roça, a picanha suína com banana da terra e cebola caramelada na cerveja. Ela combina com muitas cervejas, mas também com a brasileiríssima Colorado Índica.

Quais as maiores dificuldades enfrentadas para se trabalhar com qualidade cervejas?Como driblar estas dificuldades?

A importação do produto. Não são todos os rótulos que desejamos que estão disponíveis no Brasil, e alguns que estão chegam a um preço muito alto que impossibilita o repasse para o cliente. Procure trabalhar com os revendedores sérios, como todas as profissões nesse meio têm sempre pessoas profissionais e outras não tanto.


Hummm...

Receita Picanha suína com molho de cerveja preta

1 picanha suína já temperada, de aproximadamente 600gr.

Colocar em uma vasilha a picanha, tomilho, alecrim, louro, sal, pimenta do reino branca, algo triturado. Deixe descansar por 24hs, junto com a cerveja preta Therezopolis de 600ml.

Após ter deixado descandar por 24hs escorra a carne e reserve a cerveja com os temperos.

Em uma frigideira sele a carne com azeite. Leve ao forno para ser assada por 1 hora a 150 graus sem tampar com papel laminado.

Para o molho, coe os temperos e despeje na panela somente o líquido. Adicione uma colher de açúcar mascavo. Deixe reduzir até atingir o ponto de uma calda fina.

Um brinde,

Botto

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Harmonizando com Cervejas – Edu Passarelli

21 julho 2011 | 1 comentário

Misto de ciência e arte, fazer cerveja nada mais é que cozinhar. Uma rica e gostosa brincadeira de combinar água, maltes de cevada, trigo, centeio ou outros cerais, lúpulos, ervas, condimentos, especiairias e leveduras, que sob pretendidas condições físico-químicas nos permite uma infinidade sem fim de estilos, de cores, aromas e sabores de cervejas. Como cozinhar, não?!

Se 10 renomados chefs, por exemplo, fossem submetidos às mesmas condições para produção de uma receita determinada, não teríamos 10 prato diferentes?! Alguém discorda? Sempre falei aos meus alunos que não existem duas cervejas iguais, razão pela qual não há porque tomar receitas como protagonistas. Qualidade de ingredientes, equipamentos e métodos de produção são importantes também, mas o que define uma cerveja é quem a faz, ou ainda quem a degusta.

Destas similaridades nasceu a ideia de trazer os amigos chefs de cozinha para junto dos cervejeiros, produtores ou sommeliers, para harmonizando suas experiências brindarmos os leitores do Cervejinha com valiosas dicas para o preparo e degustação de variados pratos e cervejas.

Para fazer jus ao pioneirismo no desenvolvimento bier gastronômico do país, na inauguração desta coluna trazemos o amigo Edu Passarelli, cervejeiro caseiro, chef de cozinha e sócio-proprietário da Forneria Melograno, casa que foi concebida exatamente com esta proposta, de proporcionar aos seus clientes boa gastronomia e cervejas, não a toa que nos últimos dois anos ganhou quase todos os prêmios oferecidos por sites, revistas e jornais do Estado de São Paulo, sendo reconhecida como a Melhor Carta de Cervejas pela Veja-SP. Abaixo uma breve entrevista e uma sugestão de receita e degustação pros amigos.

Você foi pioneiro neste trabalho de harmonização com cervejas no Brasil. Como nasceu a idéia do blog Edu Recomenda?

Trabalho com gastronomia há 13 anos, e minha paixão por cervejas começou um pouco depois disso. Nas minhas pesquisas, descobri o assunto harmonização, e logo me interessei por ele. Comecei a desenvolver receitas e fazer muitos testes. Em 2006 achei que seria legal compartilhar experiências cervejeiras na internet, e montei o blog.

 

Como nasceu seu interesse por cervejas?

Um amigo me chamou para tomar uma cerveja “diferente”, em frente à pizzaria que eu tinha na época. Tratava-se de uma Erdinger! Me impressionou os aromas e sabores bastante inusitados naquele momento para mim, e fui em busca de mais informações. Descobri que existiam centenas de estilos diferentes, o que me motivou a continuar a busca. Foi um caminho sem volta!

 

Quando começou como via este potencial? E hoje?

Confesso que a força que a boa cerveja tem hoje me surpreende. No fundo, sempre tive medo de ser apenas uma moda, ou ficar restrito a um pequeno nicho de mercado. Mas é fantástico ver que a boa cerveja veio para ficar, e que não sou mais um estranho no ninho falando delas!

 

Qual a especialidade e proposta do seu restaurante?

Harmonizar cervejas com gastronomia. Fomos pioneiros no conceito no Brasil, e ainda mais no bairro da Vila Madalena, tradicional reduto boêmio e cheio de cervejas comerciais de grandes marcas. Quando abri o bar alguns amigos diziam: isso não vai dar certo! Mas deu. Hoje, 95% por cento das cervejas vendidas são as consideradas “especiais”. No começo, elas eram apenas 15%. Ver os clientes harmonizando pratos com nossas dicas também é fantástico.

 

Há uma carta de cervejas variadas?

Uma coisa que sempre bati na tecla é sobre a seleção de cervejas na carta. Apenas ter tudo o que está disponível no mercado não requer um profissional de cervejas, e sim um bom comprador. Aqui temos cerca de 190 rótulos, escolhidos por mim. Nossa brigada é treinada para atender a expectativa do cliente e principalmente instruir quem está começando. Usamos copos corretos, etc. Isso tudo envolve muito trabalho e dedicação.

 

Há harmonizações sugeridas com os pratos da casa? (com a resposta anterior desnecessária esta pergunta, rs)

Sim, todo o cardápio é harmonizado com sugestões de estilos e não marcas.

 

Qual a harmonização que mais gosta? por que?

O panini de ragú de cordeiro harmonizado com a a belga Rochefort 8 é uma delícia. A carne é assada em forno a lenha com cerveja, e por natureza já tem um sabor mais pronunciado. A cerveja tem força suficiente para acompanhá-la, e traz caramelização para combinar com o prato. Tem que provar para ver!

 

Cozinha com cervejas? Se sim, quais indica? O que não aconselha fazer?

Gosto de cervejas que tenham maltes mais caramelizados. Eles funcionam bem na panela. Acidez também é bem vinda. Outro dia preparei um polvo ao vinagrete de lambic. Espetáculo! O que não aconselho? Usar cervejas lupuladas. O amargor se potencializa, prejudicando o sabor final do prato.

 

O que espera de uma cerveja?

Querer dar mais um gole nela!

 

Quais as suas prediletas?

Three Philosophers, Ola Dubh 30, Rochefot 10, Bamberg Alt, Colorado Indica… Xiii, a lista é grande!

 

Rochefort 8 harmonizada com Coxa e Sobrecoxa de Pato com Lentinhas Verdes

Este é um prato de sabor robusto. A carne de pato, bastante saborosa, tem sabor marcante e bem definido. A lentilha acrescenta corpo a receita e também sabor intenso.

A Rochefort 8, uma cerveja espetacular, apresenta elementos ímpares para esta harmonização. Sua carbonatação e teor alcoólico combatem a untuosidade da carne do pato enquanto seus poderosos sabor e corpo são perfeitos no equilíbrio de forças. O residual adocicado de paladar da cerveja também combina com a mesma sensação que vem da pele do pato e da lentilha, e é balanceado com o sal da receita.

A receita é de simples execução e proporciona uma bela harmonização!

 

Coxa e sobrecoxa de pato com lentilhas verdes

Ingredientes:

2 peças de coxa e sobrecoxa de pato
Sal
Pimenta-do-reino
2 ramos de alecrim
2 ramos de tomilho
2 folhas de louro
1 dente de alho
400ml de vinho branco seco

Preparo:

Lave o pato e tempere com sal e pimenta. Amasse o dente de alho e pique grosseiramente as ervas. Faça uma marinada com todos os ingredientes e deixe em geladeira por 12 horas. Pré aqueça o forno. Embrulhe o pato em papel alumínio, formando um envelope. Coloque parte da marinada dentro. Leve ao forno por 1 hora. Retire o papel alumínio de deixe dourar.

 

Lentilhas verdes

Ingredientes:

200g de lentilhas verdes
400ml de água
1 ramo de tomilho
1 dente de alho
1 lingüiça portuguesa
Sal
Pimenta-do-reino

Preparo:
Fatie a lingüiça. Coloque a lentilha para cozinhar com todos os ingredientes, menos a lingüiça. Deixe a panela tampada. Após 15 minutos acrescente a lingüiça. Cozinhe até a lentilhas chegar no ponto.

Um brinde,

Botto

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Dica de última hora – Blues e Cervejas

19 julho 2011 | deixe seu comentário (0)

Existe combinação melhor que blues e cervejas? Pode até existir algo tão bom, mas melhor impossível!!!

Pois bem, acabo de ser informado pelo amigo Sérgio Duarte, da rádio Rock Flu, que hoje terá show de Blues no Espaço Lapa Café com os músicos Otávio Rocha , César Lago, Beto Werther e Ivan Mariz, como convidado.

Como se não bastasse, a casa conta com uma enorme variedade de cervejas, muito grande mesmo, pronta pra embalar o repertório da noite. Não sei se conseguirei ir, mas imagino que será um showzão, e todo esforço certamente será válido.

O Lapa Café fica na Rua Gomes Freire, 457, no Boêmio bairro da Lapa, e o show está marcado para as 19:30 horas.

Fica a dica pros amigos, e pra acompanhar a degustação musical sugiro três cervejinhas que hoje me deu uma vontade danada de apreciar: a brasileira Viena Lager da Bierland; a trapista belga Chimay Red, do estilo dubbel; e a escocesa Ola Dubh 40, uma Old Ale envelhecida em barris de carvalho utilizados anteriormente na produção de Whisky.

Um brinde,

Botto

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Jantar harmonizado com cervejas Belgas no Delirium Café

17 julho 2011 | deixe seu comentário (0)

Jantar harmonizado no Delirium Café - 25/07/2011

Meus amigos,

pra quem gosta de cervejinhas belgas, no próximo dia 25 comandarei um jantar harmonizado no Delirium Café, em Ipanema, a partir das 20 horas.

Eis o cardápio:

Deus Brut des Flandres com canapés de copa à provençal;

Blanche des Neiges com mexilhões ao vinagrete;

Delirium Tremens e St. Feuillien Blond com salmão ao molho de damasco e alcaparras;

Chimay Grande Réserve com escondidinho de gorgonzola e filé mignon preparado com Gouden Carolus Classic ; e

Floris Framboise com cheesecake de frutas vermelhas.

Que tal? Espero que gostem.

Até lá com o tradicional brinde,

Botto

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Convite à maior Feira Cervejeira da América Latina – Brasil Brau

06 julho 2011 | deixe seu comentário (0)

Começou hoje a Brasil Brau, a maior feira da indústria da cerveja da América Latina. Organizada pela Cobracem, Organização que reúne profissionais ligados à produção e sommeliers de cervejas, a Feira acontece bienalmente e reúne mais de 100 expositores do setor, entre fabricantes de equipamentos, produtores e importadores de insumos e cervejarias.

É possível experimentar umas cervejinhas das melhores microcervejarias num dos setores mais concorridos, o Degusta Beer, onde também são oferecidas cervejas caseiras pela ACervA Brasil, Associação dos Cervejeiros Artesanais do Brasil.

Eu e Sérgio Fraga representando a ACervA Carioca, com o estande da ACervA Brasil ao fundo

 

Com o amigo Vitório, do mágico e indescritível Bierkeller de Porto Alegre

 

Além disso, o evento também conta com uma série de palestras, o XII Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira.

Ou seja, se você estiver em SP entre os dias 05 a 07 de julho, não perca esse grande encontro dedicado à nossa bebida preferida.

Data: 05 a 07 de julho de 2011
Horário: 13h às 20h
Local: Transamerica Expo Center
Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387
Santo Amaro – CEP 04757-020
Informações: (11) 5643-3355

 

Ah, diversidade... Tin tin

 

 

Um brinde,

Botto

 

P.S.: Excelente a Feira, muito boa mesmo. Cresceu bastante em comparação com as anteriores, e com novo enfoque, mais voltada para as microcervejarias. Percebe-se também a atenção despertada para os cervejeiros caseiros, com algumas empresas desenvolvendo pequenos equipamentos para elaboração  artesanal caseira da bebida. O cansaço é grande, ainda não acabou, mas já deixa saudades a Brasil Brau 2011. Que venha a de 2013!!!

P.S.2: Hoje a tarde participarei de mesa redonda do Extra Malte, junto dos amigos Mestres Cervejeiros Kátia Jorge e Werner Emmel. O tema do debate será SIMPLICIDADE, o que considero como principal para a elaboração de grandes cervejas, embora por vezes relegada a planos inferiores. Não seria demais incluir simplicidade como um dos melhores ingredientes da nossa adorada Cervejinha.

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