Biricotico e Tempertura Ideal de Degustação!!!

21 outubro 2011 | deixe seu comentário (0)

Acaba de ser lançado o Biricotico, um jornal dos bares cariocas promovido pelo SindRio, Sindicato dos Bares, Restaurantes e Hotéis do Rio, que trará com humor novidades dos bares e entrevistas com figurinhas carimbadas e amantes dos botecos da cidade.

Na edição de estréia o jornal traz uma entrevista bacana com o cantor e botequeiro Zeca Pagodinho, que em um dos trechos diz que não há nada pior que mulher fria e cerveja quente.

Aproveitando a deixa sobre temperatura de consumo, sem deixar a peteca cair me veio à cabeça uma pergunta que ouço com frequência: qual a temperatura ideal de se degustar uma cervejinha?

A temperatura ideal de degustação das nossas cervejinhas é tema importantíssimo, perde um pouco a subjetividade e ganha objetividade, na medida em que a ciência explica que numa temperatura abaixo de 3ºC começamos a anestesiar nossas papilas gustativas, e assim diminuimos nosso poder de percepção dos sabores. Mas não só isso: quanto menor a temperatura, com maior dificuldade se despreenderão os aromas da bebida, tornando a experiência degustativa muito menos prazerosa. 

Embora ainda nademos na cultura mercadológica do excesso, do extremamente gelado e refrescante, que propicia o consumo em maior quantidade, com os movimentos mundiais The Craft Beer Renaissance, The Microbrewery Revolution, Beautiful Beer e Slow Bier redescobrimos o prazer de degustar o que consumimos, atentando pra história, métodos de preparo e degustação, e principalmente pros nossos sentidos, bebendo menos e muito melhor, com qualidade acima de tudo.

Hoje no Brasil, diferentemente de outrora, já contamos com certa diversidade de estilos e opções de rótulos cervejeiros, os quais nos brindam com vasto leque de possibilidades biergastronômicas, de aromas e sabores, e gelar demais não é o mais recomendável. 

Enfim, cada estilo de cerveja tem sua temperatura ideal de apreciação, numa combinação de refrescância, advinda esta da temperatura e quantidade de gás (CO2), principalmente, com estímulos sensoriais proporcionados pelos aromas e sabores da bebida. Pílsens e lagers em geral, por exemplo, merecem uma degustação entre 4º e 7ºC;  já as ales, por via de regra apresentarem maior complexidade de aromas, merecem temperaturas de degustação maiores que as lagers, normalmente entre 6º e 12º, temperaturas estas que permitirão uma maior liberação dos aromas, permitindo uma experiência muito mais rica.

Assim, com todo respeito e parodiando a verdade do Zeca Pagodinho no Biricotico, a minha assertiva ficaria da seguinte maneira:

Beber uma estimulante cerveja numa temperatura fria demais (abaixo de 3ºC) é um menosprezo a tudo de bom que ela  nos pode proporcionar, como negar aos carinhos de uma linda e quente mulher.

Voltando ao Jornal dos bares cariocas, bem bacana a iniciativa e ideia do SindRio, que já nasce promovendo uma exposição no Espaço Cultural Eletrobrás Furnas, em Botafogo, com o título Biricotico: as pessoas sóbrias são um porre!. Mais informações sobre a exposição, que rolará até o final destes mês, podem ser vistas abaixo.

Um brinde,

Botto

 

Biricotico ganha exposição em Botafogo
Jornal dos bares cariocas ocupa Espaço Cultural Eletrobras Furnas
 

 

Lançado em setembro, o Biricotico, o primeiro jornal de bar do Brasil, já é tema de uma exposição. A mostra “Biricotico – as pessoas sóbrias são um porre!” acontece de 7 a 30 de outubro no Espaço Cultural Eletrobras Furnas, em Botafogo, e tem como objetivo entreter os visitantes com o humor inteligente e sarcástico, típico de balcão de boteco. O SindRio – Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio é um dos apoiadores do novo jornal.

 A abertura acontece na próxima sexta-feira, 7 de outubro, às 19h, com direito a roda de samba e show de stand up comedy, atrações que retornam em outros dias da mostra. A entrada, assim como nos demais dias do evento, é gratuita.

 A exposição terá mesa de sinuca, jogo de dardo, exposição de charges e um grande painel em que o visitante deverá procurar o buldogue francês Biri, o mascote do jornal, em meio à multidão, além de biombos para fotografia. O Biricotico também organizou uma campanha com seus fãs em redes sociais, reunindo caretas que serão incluídas em um adesivo gigante exposto na mostra.

Serviço – Biricotico: as pessoas sóbrias são um porre!
Local: Espaço Cultural Eletrobras Furnas – Rua Real Grandeza, 219 – Botafogo
Data: 7 a 30 de outubro
Horário: terça a sexta, das 14h às 18h; e sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h
Stand Up Comedy: 7, 21 e 28 de outubro
Roda de Samba: 7, 14 e 28 de outubro
Entrada gratuita

Mais informações em www.facebook.com/Biricotico

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Imperdível, Cerveja: Uma História Incrível !!!

12 outubro 2011 | deixe seu comentário (0)

 

Título original

Quem gosta de história, cerveja, ou de ambos, não pode deixar de assistir ao documentário Cerveja:uma História Incrível, que será reapresentado pelo canal Discovery Channel no próximo sábado, às 17 horas. Quem quiser assistir na versão original, em inglês, não será difícil achar diversos links pelo Google, pesquisando pelo título original How Beer Saved The World.

Na sinopse do Discovery diz assim: “Você sabia que a cerveja foi um elemento vital para o nascimento da civilização? Cientistas e historiadores contam a história de como a cerveja ajudou a criar a matemática, a poesia, as pirâmides e a medicina moderna.”

Já assisti e fiquei ainda mais fascinado pela história que envolve a nossa tão querida cervejinha. Excelente documentário, não percam por nada!!!

Um brinde,

Botto

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Parabéns, ACervA Carioca!!!

10 outubro 2011 | 1 comentário

 

Assembléia de fundação da ACervA Carioca, em 10/10/06, no antigo Aconchego Carioca

No dia 10 de outubro de 2006, após maravilhosos e incontáveis encontros cervejeiros, fundávamos a Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas. Desde então a história da ACervA Carioca, sigla pela qual ficou conhecida, vem sendo escrita com grandes amizades, ótimas e cada vez melhores cervejinhas caseiras.

Pra colocar números no sucesso, antes de festejar o seu quinto aniversário, 6 Concursos Nacionais (alguns já internacionais, com presença de cervejeiros argentinos, americanos, uruguaios, entre outros) de Cervejas Artesanais Caseiras foram realizados, 3 no Rio, 1 em Minas, 1 no Rio Grande do Sul e 1 em Santa Catarina, 3 participações na Brasil Brau foram anotadas, entre outros eventos, cursos, palestras, degustações e mini concursos realizados, contribuindo assim de forma marcante pro desenvolvimento da cultura da cerveja artesanal caseira pelo Brasil afora.

Parabéns, ACervA Carioca, associação da qual tenho o imenso prazer de fazer parte, que nasceu da união de amigos cervejeiros pelo melhor acesso a insumos cervejeiros, equipamentos, técnicas e métodos de produção, e que cresceu de maneira inimaginável pelo país. Hoje, além da Carioca, temos as ACervAs Paulista, Mineira, Gaúcha, Catarinense, Capixaba, Paranaense, Baiana, Pernambucana e Potiguar levando o hobby e proliferando cultura cervejeira. Esqueci de alguma, será?

Desde sua fundação, nos reunimos quinzenalmente em terças alternadas, nas famosas Terças-Sim, e não poderíamos comemorar tão importante e simbólica data numa ocasião melhor que numa TERÇA-SIM, não? Amanhã, então, todos os amigos estão convidados a brindar à ACervA na praça em frente ao Boteco Colarinho, em Botafogo, a partir das 20 horas.

Abaixo um breve resumo em fotos de momentos pré fundação da ACervA.

2º encontro, 20/04/06, no Mike's Haus de Santa Teresa

3º encontro, dia 20/05/06, no play do Maurinho

4º encontro, não lembro o dia, mas foi na casa do Serginho

5º encontro, 16/09/06. O maior até então, tomamos o Aconchego Carioca!!!

No dia 16 de setembro fizemos o nosso V encontro, o maior até então, e aproveitamos a oportunidade pra agradecer ao Aconchego Carioca por todo carinho com o qual sempre nos recebia. Na ocasião, eu e o amigo Luiz Guilherme fizemos uma Carta de Cervejas e, em nome da ACervA, doamos ao Aconchego, talvez a primeira carta de cervejas do Rio. Foi uma belíssima festa.

 

Carta ao Aconcha

 

Enfim, 10/10/06, o dia da criação!

Um brinde à ACerva Carioca,

Botto

PS: por motivo de força maior, muita chuva a caminho, a comemoração na praça de hoje, 11/10, teve que ser adiada. Tão logo tenhamos uma nova data, estão todos os amigos convidados.

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Cerveja Artesanal Caseira

06 outubro 2011 | deixe seu comentário (0)

Cerveja Artesanal Caseira

Nada como um pãozinho fresco saindo quentinho do forno de casa (ou das máquinas de pão), não? Pão de cevada, aveia, de trigo, gergelin, de mel, queijo, milho, doce, com sementes de girassol, linhaça, ervas, italiano, alemão, enfim, pães pra todos os gostos somos capazes de imaginar e sonhar em acordar e os termos na mesa do café. Um sonho exequível, fácil, e cultuado em todas as civilizações.

Diferentemente do pão, pensar em cerveja caseira, fresca, livre de aditivos e conservantes, com diversidade de aromas e sabores e DNA da família não é tarefa das mais fáceis pra maioria das pessoas. Tal dificuldade talvez seja explicada pelo fato de termos sido colonizados por um país sem tradição cervejeira, além da nossa história com a bebida fermentada mais consumida no mundo ser bastante recente, tendo crescido em uma época onde a cerveja pareceu uma bebida sem alma, “estandardizada” e fruto das grandes indústrias.

A contrário do que passavam as grandes corporações cervejeiras, vendendo ignorância e mitos descabidos sobre insumos, estilos e métodos de produção, a milenar prática de se fazer cerveja em casa se manteve viva em países como Alemanha, Bélgica e Inglaterra, representantes das três clássicas escolas cervejeiras, assim como nos EUA, país que herdou a paixão dos colonizadores, e, através dos movimentos conhecidos por The Craft Beer Renaissance e The Microbrewery Revolution, ganharam o mundo, e pra nossa alegria há cerca de 6 anos chegou com força no Brasil.

Além da presidência dos EUA, o que George Washington, Thomas Jefferson e Barack Obama têm em comum? São os três cervejeiros caseiros!!!

Cervejeiro caseiro Barack Obama e sua White House Honey Ale - Clique na foto para acessar a matéria do G1

Para que tenhamos a noção de quão importantes são as raízes culturais advindas da colonização, há duas semanas era divulgado em diversos meios de comunicação que o presidente dos EUA, Barak Obama, comprara com recusrsos próprios um equipamento caseiro para produção de cerveja artesanal na Casa Branca, e que teria produzido uma cerveja com mel, a White House Honey Ale , a qual fora servida ao ex sargento Dakota Meyer, agraciado com a Medalha de Honra por atos de bravura no front do Afeganistão.

Mas não nos assustemos, o popular Barack Obama não foi o primeiro presidente dos EUA a produzir sua própria cerveja. George Washington, Thomas Jefferson, entre outros, também tinham o hobby de fazer cerveja em seus corações. Por falar em Washington, ele é conhecido por adorar o estilo inglês porter de cerveja, e entre alguns de seus pertences pessoais arquivados na Biblioteca Pública de Nova York está um manuscrito seu contendo uma receita de cerveja, de uma porter mais especificamente, a qual fora reproduzida com o nome de Fortitude’s Founding Father Brew pela cervejaria Coney Island Brewing Company, em homenagem ao centenário da biblioteca. Abaixo, o manuscrito do cervejeiro caseiro George Washington:

Trazendo a tradição de sua terra natal, a minha bisavó materna trouxe da Alemanha a paixão pela cerveja, e em sua casa aqui na Cidade Maravilhosa, na década de 60, já produzia sua cervejinha caseira, fugindo assim das limitações de sabores e estilos que na época tínhamos no Brasil, como ainda temos hoje, infelizmente. Não conheci minha bisavó cervejeira, mas das suas histórias contadas por familiares e do prazer de cozinhar sempre nutri curiosidade em saber como se fazia cerveja, e por acaso, após um tombo de moto, tive o tempo necessário para correr atrás e descobrir este incrível hobby.

Alquimia cervejeira - Clique na foto para informações sobre o curso de produção artesanal caseira

Ao contrário do que pode parecer, fazer cerveja artesanal em casa é simples, bem simples, embora o processo seja bastante trabalhoso. Cerveja, em poucas palavras, nada mais é do que um sopão de cereais cozidos, ao qual se adiciona lúpulo, frutas, ervas e especiarias em alguns casos, fermentado por levedura cervejeira, simples, não?!

Há quatro anos ministro cursos por todo país, aprendendo, mostrando e ensinando o quão prazeroso é produzir sua própria cerveja, livre de conservantes e aditivos, e de acordo com os nossos gostos e com os melhores ingredientes possíveis, e o melhor de tudo, fazendo grandes amigos.

O próximo curso no Rio já tem data marcada, dia 5 de novembro, e para mais informações basta clicar na caricatura acima.

 

Um brinde,

Botto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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