A música certa
04 dezembro 2012 | 2 comentários03- Muito David Guetta: Titanium + Without You etc
03- Muito David Guetta: Titanium + Without You etc
foto 01- Ariadne Coelho com sua filha caçula Maria, foto 02 – Tiffany Coelho, foto 03 – Guilherme Fiuza e Narcisa Tamborindeguy
Uma grande festa sacudiu os salões do Copacabana Palace, no último sábado. Os 15 anos de Tiffany Coelho, filha de Ariadne e Jair Coelho – casal que na virada do século XXI roubava a cena da cidade com suas muitas festas e opulência, que atraíam a curiosidade dos mais diversos grupos do Rio de Janeiro – foi o motivo perfeito para o retorno social de Ariadne aos clubinhos cariocas.
Depois de ficar viúva do rei das quentinhas em 2001, a loira continuou borbulhando até 2010, quando chegou a flertar com a política e, inclusive, se lançou candidata ao Governo do Estado pelo PSL. Desde então, o foco político ficara de lado e a criação de seus quatro filhos se tornara o foco.
Figuras como Germano Gerdau e sua filha Germana, a juíza de paz Maria Vitória e muitos outros circularam pelos salões do Copa. Com uma decoração digna de grande casamento, assinada por Ovídio Cavaleiro e com cerimonial do grifado Ricardo Stambovsky, a festa tinha efeito para encher os olhos dos muitos comensais. Uma das convidadas disse: “Ela gastou pelo menos meio milhão nessa festa”. A suntuosidade era tamanha que ao entrar no hotel, Narcisa Tamborindeguy soltou a seguinte pérola: “Cadê a noiva? Vamos falar com ela!”, repetia a socialite, que, mesmo de brincadeira, sabe o que diz. Danças performáticas, batuque digital, convites Paul Nathan e muita Veuve Cliquot, só na ala norte. Isso porque o badalo acontecia em dois salões. Na ala sul, destinada apenas aos jovens, o álcool não estava liberado. O som rolou e teve até valsa, quando a jovem debutante dançou com seus irmãos. “Foi lindo, eles ensaiaram durante meses”, repetia Ariadne, que a cada minuto sinalizava para o seu “personal waiter” encher mais uma flute. O balaco-baco durou até a manhã do domingo e agora a cidade pergunta: será que ela voltou?
Na disputa para ver quem promove as recepções mais espetaculares, a alta sociedade carioca não poupa esforços — ou dinheiro. O chique agora nas comemorações é transformar o banheiro em um verdadeiro camarim, com direito a secador de cabelos, meia-calça, maquiagem, água-de-colônia e desodorante. Já existe até quem se dedique exclusivamente à produção do lavabo. Além de criar detalhes personalizados (na festa de 50 anos do técnico Bernardinho, o sabonete tinha o formato de bolinha de vôlei), a decoradora Carmem Emília oferece um serviço extra: as supercopeiras. Uniformizadas, elas se encarregam de deixar o local em perfeita higiene e ainda prestam socorro caso algum conviva derrube uma taça de champanhe. “Sempre achei horrível quando um funcionário de piaçava velha na mão chegava no meio de um evento”, conta. Detalhe: as vassouras dela são ornamentadas com motivos que vão do poá ao black-tie. Mas não voam.