Ferreira Gullar afirma: “Isso não é arte”

19 abril 2012 | 1 comentário

O respeitado e consagrado poeta Ferreira Gullar , esteve
no evento Atlântico Contemporâneo, onde grandes nomes das artes
plásticas se reuniram para mostrar seu trabalho. O poeta foi prestigiar o amigo
Fernando Mendonça, de quem sede clara admirador e amigo há muitos anos. ‘’O que
ele faz é arte. É meu conterrâneo e já escrevi sobre ele no início da carreira.
É um excelente pintor e só confirmou meu prognóstico.’’ –elogia Goulart.
Questionado sobre o bom momento que o Brasil vive nas artes, Ferreira foi
enfático: ‘’Acho que o país não vive um bom momento, isso que vocês chamam de
arte é só ideia. Uma boa ideia na maioria dos casos. É a caninha 51!’’ –
finaliza. Ferreira Gullar afirma ainda que se o ‘’artista’’ não cria, não é
arte e diz que juntar alhos e bugalhos não passa de conversa. ‘’Juntar 10
casais nus em um museu é arte? Se fossem oito talvez. Ou quatro! Assim faria
diferença. ’’ – ironiza ele. O poeta cita ainda as obras de Van Gogh, onde
afirma que se houvera retirada de uma linha sequer, a obra se destrói. Segundo
ele, a arte é algo necessário e precisa se manter, bem diferente do que ocorre
na maioria das exposições onde é tudo desmontável. ‘’Isso é bobagem e não vai
sobreviver, nem o cara leva a sério. Ele não mantém a peça, desfaz e desmonta
tudo no fim’’ –comenta indignado. ‘’A Monalisa está aí há cinco séculos. Isso
sim é arte’’. –completa. Gullar critica ainda a modernidade forçada dos
artistas contemporâneos, que de acordo com ele, sabem muito bem o que é dito,
mas fingem que não, pois querem ser modernos. ‘’ Essa qualquer coisa vale o
mesmo que 30 ovos fritos, poderiam ser 28 que seria igual! Ou então troque por
bananas fritas, não muda. ’’ Para finalizar a polêmica, o sempre reservado
Ferreira Gullar afirma ainda que esse tipo de obras descartáveis só acontece no
ramo das artes plásticas. ‘’Na poesia, na música e no cinema não é assim, você
tem quefazer mesmo para valer; de verdade.’’

 

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1500 m2 de pura arte

05 abril 2012 | 4 comentários

Atlântico Contemporâneo

Na terceira edição do evento, galerias apresentam exposições inéditas e firmam o Cassino Atlântico como polo de arte contemporânea

 

No próximo dia 12 de abril, galeristas do Shopping Cassino Atlântico se reúnem para abrir exposições com as mais variadas manifestações artísticas. Trata-se do Atlântico Contemporâneo que, em sua quarta edição, reúne 15 importantes galerias do cenário nacional e apresenta as novidades em pintura, escultura, colagem, fotografia, grafite e performance. Com 1500 m²de mostras simultâneas, o mall se transformou no maior e principal centro permanente de arte contemporânea do Rio de Janeiro.

Conectado às principais tendências das artes visuais, movimentos e artistas, o evento conta com a participação das seguintes galerias: AthenaGaleria de Arte, Athena Contemporânea, Anderson Thives, Colecionador Contemporâneo, Espaço Eliana Benchimol, Hélio Rocha, Inox Galeria, Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte, Mauricio Pontual Galeria, Movimento Arte Contemporânea, Neide Leone, Patrícia Costa, Sylvia Mutran, Tramas Galeria e VG Arte.

“A idéia de um happening com exposições simultâneas surgiu durante conversas informais entre membros das galerias. Muitos falavam a cerca da necessidade de aproveitar melhor a vantagem que temos em estar num shopping que reúne várias galerias de arte contemporânea – além de antiquários, joalherias e leilões que também oferecem artigos de luxo”, afirma Ana Maria Monteiro de Carvalho, da galeria Inox.  Segundo Ana Maria, o objetivo inicial era somar.“Assim, seria possível expandir nossa rede de contatos, divulgar o mercado de arte e atrair ainda mais pessoas para o shopping”, complementa a marchand.

O Atlântico Contemporâneo começou em 2010 com apenas uma edição. Na época, participaram somente seis galerias. O resultado foi tão bom, que no ano seguinte já foram duas edições, uma em abril e outra em setembro, que se repetirão em 2012. Além disso, a participação de expositores mais que dobrou. “Conseguimos tornar o Atlântico Contemporâneo parte do calendário oficial de mostras na cidade. Para 2012, esperamos cerca de 1.500 pessoas só na noite de estreia”, afirma Ana Maria.

O evento pode ser considerado um preview do que vai ser visto nas grandes feiras de arte contemporânea do Brasil, já que várias das galerias do shopping participam da SP Arte, Art Rio e do Salão de Arte da Hebraica, em São Paulo.

 

Twitter @bchateaubriand

 

 

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