10 julho 2011 | deixe seu comentário (0)

Vivemos em uma sociedade com síndrome de Big Brother. Todos dizem o que estão fazendo e porque estão fazendo. É Facebook, Twitter e Orkut, tudo mostrando sua vida de forma mais devassada do que muitas vezes as câmeras de um reality. Esse foi o assunto do último domingo na casa da minha mãe, porque com minhas muitas tias o assunto pega… São seis irmãs então imagina as pérolas das minhas queridas…
Mauro Rasi tinha as suas tias, mas quando eu lia suas crônicas pensava: ‘Gente se um dia ele soubesse a quantidade de tias que tenho, com certeza iria gostar de ouvi-las’. Como ele sempre foi o cronista que mais amava ler no jornal, decidi seguir hoje, a linha verdadeira que sempre vivi e admirei.
Minha tia Rosa costuma dizer que com tanta coisa não temos mais tempo para refletir profundamente sobre todo e qualquer assunto, ela também fala que com tantas informações esquecemos de muita coisa. Outro dia me disse que ela antigamente se arrumava para ir ao cinema e o simples fato de marcarmos um filme era um programa. Agora me pergunto: quem nos dias de hoje, não chega em um desses complexos com mais de 15 salas e escolhe tudo ali, na hora? Ficou tudo mais fácil, mais prático, mais… porque não, sem graça! os mais simples rituais estão caindo por terra. Prático demais não? Tia Sônia, muito conectada a internet, discordou e disse a Tia Rosa e que é uma maravilha agora podermos ver pelo youtube o que tínhamos que rezar para a televisão passar. É, pode ser… mas que a vida ficou mais devassada ficou.
Em meio a esse debate falei que outro dia vi no perfil de uma cantora famosa a foto dela com o seu cachorro, os dois fazendo posição de cachorro morto. Tia Rosa disse: Que horror!! Depois essa gente reclama quando tem a vida devassada, eles são os primeiros a liberar esse tipo de informação. Em um pensamento mais profundo essa mesma tia disse o que tal de Facebook é uma central de espionagem. E tia Sônia, a conectada, proclamou com profundidade o assunto: “Sei que 20% dos divórcios nos Estados Unidos são provocados por essa rede, inclusive, nos processos de separação a palavra Facebook aparece com a mesma freqüência em que foi gerada.”
Enfim na casa da minha mãe sobre tudo se conversa, mas ninguém chega a uma única conclusão. Minhas tias deixam os assuntos em aberto. Talvez essa seja a melhor maneira para pensarmos sobre um determinado assunto. Concordando ou não, acabamos passando a nossa semana refletindo. Essas minhas tias…
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26 junho 2011 | 2 comentários

Reposicionamento das Peças
De vez em quando, a vida nos coloca em uma situação em que devemos seguir
em frente, ou seja precisamos continuar construindo e batalhando por
nossos objetivos. Quando decidimos então enfrentar e crescer, provocamos
no universo uma espécie de reposicionamento das peças. É como um jogo de
xadrez. Assim como nas peças do tabuleiro, na vida ocupamos lugares e
atuamos em uma área. Mas, a medida em que um avança, acontece uma troca de
posições. No entanto, quando o assunto é o relacionamento e o cotidiano,
esse reposicionamento gera desconforto por parte de quem precisou recuar e
deixar o lugar para o outro. Mas, quais seriam os nossos objetivos ao
longo de uma vida? Seguir ou parar? Crescer ou ficar na mesma?
Ficar em nossa zona de conforto seria com certeza a mais fácil das
soluções, entretanto acho que dessa vida o que levamos é o aprendizado e o
desafio. Para quem não sabe, fui ginasta e durante minha carreira de
atleta aprendi que para conseguir fazer uma acrobacia de alto nível,
tinha que treinar muito e, por isso, nas primeira vezes caia de cabeça,
literalmente. Depois de algumas caídas , o medo era vencido e eu conseguia,
enfim, me jogar de cabeça, o que só era possível depois que eu queimava
etapas e tinha embasamento para seguir para a fase, ou melhor, acrobacia
seguinte. Nessa vivência esportiva pude perceber que quebrava barreiras
sucessivas de coordenação motora e, com o tempo, as coisas aconteciam com
mais facilidade, porém o início sempre era difícil.
Foi no esporte que também notei o quão comum eram as pessoas com talentos
natos que se acomodavam por saberem que faziam aquilo muito bem. É aí que
eles se enganavam, pois vinham os esforçados que se programavam , lutavam e venciam
os mais diversos pré-conceitos e desafios, passando assim, a ocupar uma posição
de destaque. Dessas situações nascem campeões galgados na obstinação e na
superação.
Afinal de contas, o reposicionamento das peças não seria uma conseqüência
do exercício da constante superação? Como exemplo, temos a carreira do
técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho, que de levantador
reserva nas Olimpíadas de 1984, se tornou o maior nome do esporte no pais
por sua obstinação e vontade de fazer acontecer.
Tanto na vida, quanto em meu dia a dia vejo que o esporte me mostrou a
mais correta das lições: ao sairmos da zona de conforto enfrentamos novos
desafios e mesmo com aquele
friozinho na barriga podemos transformá-lo em algo motivante . Não existe
nada melhor, mesmo que alguém tenha que mudar de lugar para seguirmos em
frente. Esse é o jogo da vida.
Tags: Bernardinho
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22 junho 2011 | 1 comentário

Para um feriado seguro e sem dores de cabeça…
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