Farpas entre o cantor e o maestro

09 junho 2012 | deixe seu comentário (0)


Desta vez, o palco não foi o Theatro Municipal, mas as páginas do Facebook. Após o show de Gilberto Gil em comemoração aos seus
70 anos, o barítono Nelson Portella (à esq.), que fez carreira com grandes apresentações na Europa, iniciou uma discussão pública sobre música clássica. O alvo de suas críticas era o titular da Orquestra Sinfônica da Bahia, Carlos Prazeres (à dir.), responsável pela regência do espetáculo que aconteceu no fim de maio. Abaixo, os melhores momentos.

Nelson Portella

“A ‘deschatificação’ da música clássica só seria possível se todos esses movimentos de baixo nível fossem banidos pelo menos do Theatro Municipal, com você dirigindo uma bandinha de meia dúzia de incapazes.”

“Sei que, na minha busca por caminhos diferentes, eu erro e sempre tento corrigir os meus erros. Mas a experiência com Gil
foi algo muito maior. Aprendi muito com ele e com cada integrante de sua ‘bandinha de incapazes’”.

“A atual direção do Theatro não  cumpre nenhuma de suas mais simples obrigações no que diz respeito aos verdadeiros objetivos. Tudo, eu disse tudo, o que ela produz é de péssima qualidade, com repercussão negativa no exterior.”


Carlos Prazeres

“Minha defesa dos cantores da Bahia foi apenas musical e,  no que diz respeito à programação do Theatro, prefiro não comentar, simplesmente porque tenho um colega à frente dessa questão e não seria ético de minha parte.”

“Pelos telefonemas que já recebi, você entrou na lista dos que devem ser banidos para sempre do meio musical do Rio de Janeiro.
Nunca vi você dirigir nada, mas parece que realmente poupei meus ouvidos de mais mediocridades.”

“Tentar fazer com que o visitante não se sinta um ‘forasteiro’ que não se enquadra nos ‘padrões de nobreza’ vigentes: isso é a ‘deschatificação’
da música clássica, Nelson Portella.”

Tags: | | Publicado em: Beira-mar
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