O carnaval pelas ruas do Rio

24 fevereiro 2012 | deixe seu comentário (0)

Estou há uns bons dias afastados aqui do blog por uma razão compreensível - o carnaval, que me pegou de jeito esse ano. Nunca fui um fã da folia, mas foram tantas as boas companhias que era impossível ficar apenas um dia em casa sem dar uma volta pela cidade. O ambiente era propício para badalação, afinal, o Rio contou com metrô 24 horas, cerveja/refrigerante/água sendo vendidos a cada cinco passos, muita gente bonita, e um clima meio “sem regras” que a uns incomodou bastante, enquanto para outros, foi a deixa ideal para levar o divertimento ao cem por cento.

Aí vão os registros de alguns dos blocos pelos quais passei…

BENÇA! Em plena Avenida Rio Branco, no Centro, o Cordão do Bola Preta pedia passagem ao redor de uma multidão de foliões que se esbarravam o tempo todo, tamanha era a falta de espaço. Estimativas apontam o comparecimento por lá de cerca de 2 milhões de pessoas. Foi um dos blocos mais animados e repleto de figuras inusitadas, como o Preto Velho, que fez o maior sucesso entre a galera que vinha pedir-lhe a bênção.   

SÁBADO ATÍPICO. Observe o Largo da Carioca no mesmo dia em que saiu o Cordão do Bola Preta. O Centro do Rio nunca esteve tão cheio na manhã de um sábado como nesse dia.  

REFRESCA ALI! O clima “sem regras” que imperou na cidade  ficou bem retratado no bloco Sassaricando, que aconteceu na Praça Luiz de Camões, na Glória. O calor era tanto nesse dia (sábado 18) que não houve outra alternativa: o pessoal resolveu se refrescar no espelho d’água do Memorial Getúlio Vargas. Até porque, não havia espaço para tanta gente na praça; adentrar o laguinho foi o escape. A imagem não captou, mas, nessa tarde, alguns garotos também aproveitavam o espelho d’água com uma… boia de praia.  

BEATLES+SAMBA?! Na segunda-feira, o Aterro do Flamengo se viu tomado por uma multidão que foi para lá aproveitar um bloco aparentemente pretensioso, o Sargento Pimenta, que uniu canções dos Beatles ao nosso samba. Foi um dos maiores públicos desse carnaval, e pensar que, ano passado, ele saiu numa ruazinha no Humaitá, que parou a região de Botafogo por completo. Mesmo no Aterro, um parque espaçoso, sem residências nas proximidades, houve quem precisasse subir nas árvores para se acomodar. Eis o caso da Branca de Neve, que certamente dispensou a maçã pela cerveja.

IPANEMA. A tranquilidade da Praça Nossa Senhora da Paz tranformou-se em uma verdadeira festa noturna na noite de sexta, 17. O bloco foi a Rola Preguiçosa, nome que causou risadas em dois amigos suíços ao escutar a tradução. A Visconde de Pirajá ganhou ares de rave, embora o que tenha mais feito falta foram as portas abertas da Chaika, que sempre agraciou os foliões com seus sanduíches, tortas e o toalete salvador da pátria. A casa fechou recentemente.

* As fotos foram gentilmente cedidas pelo meu irmão Felipe, outro blogueiro, que escreve o charmoso Disegno à Milanesa.

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Tags: | | | | Publicado em: Opinião
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