Por que os bairros ricos têm tanto medo do metrô?

21 outubro 2011 | 11 comentários

Saiba de que forma o metrô, ao longo dos anos, abalou o status dos bairros mais tradicionais da cidade 


Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema: estação de metrô gerou polêmica.

por Pedro Paulo Bastos

Há alguns meses tivemos a oportunidade de acompanhar pelos jornais a polêmica instaurada em Higienópolis, região nobre de São Paulo, que estava por receber uma nova estação de metrô na Praça Buenos Aires, exatamente no centro geográfico do bairro. Grande parte dos moradores se mostrou contra o projeto. Em entrevista, uma moradora de Higienópolis alegou que uma estação na Avenida Angélica traria uma série de coisas negativas para o bairro, como tumulto, violência, mendigos, “gente diferenciada”. Outros apontaram que o bairro era muito residencial, que não havia necessidade de outra estação visto que já está por ser inaugurada uma outra na vizinha Rua da Consolação, podendo atender muito bem a demanda de passageiros de-e-para Higienópolis.

Aqui no Rio a situação anda um pouco parecida, principalmente após o anúncio de que a Linha Quatro (a que vai para a Barra) não passaria mais pelo Jardim Botânico, e sim pelos bairros da orla. Entre a estação terminal General Osório e a estação Gávea haverá mais três paradas metroviárias, exatamente numa das faixas de terra mais caras da cidade: Praça Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah e Leblon.

A contrariedade é grande e incide na defesa do traçado original da Linha Quatro em detrimento das estações novatas. Porém, outras razões têm sido apontadas para validar a iniciativa de que não se construa uma estação na Praça Nossa Senhora da Paz: “(…) Não somos contra o metrô, até porque Ipanema já tem uma estação. O problema é que mais uma vai descaracterizar o bairro. A Praça, além de ser tombada, é o pulmão de Ipanema, onde vão os velhinhos e as crianças. Imagina um metrô ali. Não dá“, alegou a coordenadora do PSI, Ignez Barreto, à coluna do Joaquim Ferreira dos Santos, de O GLOBO (20/10/11). Outro motivo defendido é o de que “o bairro é famoso pelo charme, comércio de alto nível e serviços sofisticados” e que a estação “afetará a segurança pública”.

Outros argumentos foram apontados na reportagem do GLOBO-Zona Sul, mas não pretendo discuti-los nem criticá-los. A minha indagação é a seguinte: por que os bairros ricos têm tanto medo do metrô?

Não posso falar por São Paulo, como no caso de Higienópolis, mas sinto-me hábil para fazer uma retrospectiva da evolução do metrô aqui no Rio. E, nesse caso, acho até que o temor do Projeto de Segurança de Ipanema tenha algum fundamento, já que a perspectiva dos não-moradores pode considerá-lo elitista e tudo mais.


O “churrasco da gente diferenciada”, protesto que aconteceu esse ano em Higienópolis, São Paulo, contra os moradores do bairro, que não foram à favor da estação Angélica.

Um breve apanhado histórico. Limitando-me à Linha Um, que é a linha do metrô que contorna a parte mais rica da cidade como um todo, presenciou-se um acentuado processo de decadência de diversos bairros. Bairros esses tidos como tradicionais, de elite no século XX, que foram os primeiros a receber estações do metrô carioca ao longo desses trinta e pouco anos de existência dele. Como exemplos, tem-se aí o Catete e o Largo do Machado, o Flamengo, a Tijuca, a Cinelândia, e, posteriormente, Copacabana. Eram bairros dos “bons”: bom comércio, boa gastronomia, bons tipos de entretenimento, boa gente, boas moradias. Nessa época, Ipanema e Leblon eram bem mais residenciais.

Medo 1. O metrô possibilitou uma maior circulação de pessoas por esses lugares. O aspecto de “ilha”, ou de “comércio exclusivo para moradores”, perdeu-se. A expansão da Linha Dois integrou bem mais o subúrbio com as “zonas ricas”, permitindo que seus habitantes desfrutassem, com maior facilidade, dos serviços de melhor qualidade desses bairros da Linha Um. Daí vem o tal do conceito paulistano de “gente diferenciada” que, na realidade carioca, poderia aplicar-se à possibilidade dos ”suburbanos” (no sentido pejorativo, como taxam) de irem à praia de Copacabana num dia de domingo. O preconceito com bairros menos favorecidos, seus moradores, hábitos e aparência, ainda existe, só que de forma bem mais velada do que no passado.

Medo 2. Acho que a inauguração do metrô no Rio coincidiu com uma das piores épocas já vividas pela cidade. Entre a década de 80 e os anos 2000, a questão da violência urbana ficou mais séria do que imaginávamos. A sensação de insegurança era imensa. Alinhado a isso, crise financeira do país, época de desestatização, de administrações municipais e estaduais beirando o péssimo. Isso se refletiu no espaço urbano com o abandono de praças, jardins, mobiliários públicos, monumentos. As ruas encheram-se de mendigos, camelôs e muita sujeira. O comércio da classe média mudou-se para os shoppings, bem como os cinemas de rua, resultando no abandono de diversos imóveis. Muitos deles históricos, inclusive.


Uma das primeiras ilustrações do metrô do Rio, em 1973, mostra o traçado previsto da Linha Um: Nossa Senhora da Paz já estava nos planos.

Logo, os bairros com a maior quantidade de serviços e comércio foram os mais afetados. Justamente esses no entorno da Linha Um. Leblon e Ipanema, diante disso, conseguiram se sobressair como lugares mais “civilizados” e “tranquilos” de se morar. E agora encontram-se confrontados com a ideia de serem preenchidos, quase que por completo, pelas mesmas estações de metrô que assassinaram um dia lugares também tombados, charmosos e elegantes.

Diante do que foi exposto, o argumento utilizado pelo PSI sobre a destruição da praça com a abertura do metrô faz algum sentido, sim, se for levado em conta esse panorama antigo do Rio. No entanto, eu penso que estamos vivendo uma outra época, muito mais favorável à nossa qualidade de vida do que há dez anos. O governo deixa a desejar em muitos aspectos ainda, mas é nítido o esforço em fazer mais pela cidade, principalmente nas questões urbanísticas. Sem falar que os grupos de moradores de Ipanema (e de outros bairros da zona sul) têm a sorte de participar muito mais ativamente das decisões governamentais, dada a importância que o bairro tem perante à economia da cidade, do que os de bairros menos badalados, que nem muito espaço na mídia conseguem.

Dessa forma, eu, particularmente, acho que os moradores de Ipanema não deveriam se preocupar quanto a esses problemas relatados, de descaracterização e violência; eles têm bastante poder de intervenção no que tange ao acompanhamento das obras, na sua fiscalização e na exigência de que seja realizado um trabalho decente. Da mesma forma, o Estado não seria tão burro de destruir sua “galinha dos ovos de ouro”, afinal, é interesse público que Ipanema se mantenha do jeito que é. Ipanema é fonte de grandes receitas.

Um metrô na Praça Nossa Senhora da Paz realmente não é primordial no momento. Porém, já que está muito difícil de impedir ou mudar o traçado para o original, porque não abraçar a ideia e voltar às atenções para a concepção do projeto, desde a sua parte estética até a social? Essa também é uma forma de preservação da praça.

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Tags: | Publicado em: Bairro a Bairro | Estudos Sociais | Mobilidade Urbana | Opinião
Comentários
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  • Cristina Reis

    A parte que me toca, enquanto uma associação de moradores no bairro de Copacabana foi em relação ao depoimento do Jorge Augusto. Sabemos, que todos nós, em qualquer segmento do qual pertencemos da nossa sociedade, há entidades associativas e pessoas que não deveriam se dizer que são líderes ou cidadãos. Com a mudança do novo Código Civil, as associações de moradores foram colocadas no mesmo patamar de fundações, sindicatos, clubes, igrejas... Todas essas entidades por serem entidades civil de direito privado e sem fins econômicos recebem isenções e subvenções do governo federal, estadual e municipal, e são decisivas quando os seus interesses são violados ou quando os seus interesses econômicos ou políticos, mesmo indo de encontro do interesse da população, e não são atendidos. Enquanto, as associações de moradores, fazem o seu papel que é a luta pela melhoria da qualidade de vida de suas comunidades e dos bairros que representam, isto é, legítima e legalmente constituídas, conforme os parâmetro do Código Civil. É cobrar, cobrar, e mais nada. Muitos moradores vão no primeiro dia às assembleias, e quando vê que a caixa contábil está no vermelho, desaparecem. Ou quando colocam um monte de problemas e demandas para serem resolvidos pela associação de moradores, e depois que foram atendidos, desaparecem. As associações de moradores não têm culpa se o senhor Jose Augusto ache que nós não defendemos o interesse dos senhores moradores. Defendemos sim, e muito, até porque muito nós nascemos, vivemos e até morremos por lá. E como tal, devemos defender a nossa parte que nos cabe nesse latifúndio. Quanto ao Projeto de Segurança de Ipanema - PSI. Bem como disse, o senhor José Augusto, não é uma Associação de Moradores nos moldes tradicionais. existe a Associação de Moradores e Amigos do Bairro de Ipanema, a verdadeira, criada há muitos anos, que a última Presidente faleceu, e que está nas mãos de um único dono, o senhor Monjardim, que é também dono da Associação Comercial de Ipanema. Não concordo que haja a proliferação de entidades, apesar que a Constituição nos dê o direito de se organizar, e aí é que vem a desconfiança, a fragmentação e o desprestígio dos trabalhos comunitários. Porque os próprios moradores ficam perdidos sem saber quem é quem. Fora, que estamos seguindo por um caminho, que não sei no que vai dar. As ligações destas entidades com os órgãos de segurança. Depois, que foi oficializado o Conselho Comunitário de Segurança, ideia do então, Secretário de Segurança, Anthony Garotinho, no governo da Rosinha, muitas entidades associativas estão alinhadas ao Conselho. Os órgãos de segurança se alinham com a Inteligência, e faz com que muitos CCS, o papel que caberia a nós fazermos. Fugiu a todas as formas e da filosofia comunitária. E isso me assusta, a da falta de visão dos novos "líderes comunitários". Para não fugir da discussão da matéria da Revista Veja, discordo em alguns pontos. Quando uma família, vai morar em um bairro, e procura um lugar digno de viver, uma nova forma de vida. Que tenham colégios, segurança, praças, postos ou hospitais de saúde, cultura, meio ambiente urbano saudável, praia para o seu lazer, acesso ao transporte de qualidade, enfim, serviços públicos de qualidade. A família com filhos não vai morar em um local deserto, sem haver no mínimo essas condições de políticas públicas que relacionei acima. A não ser, passar um final de semana em sítio ou de um pequeno município longe de todo o stress cotidiano. Entendo, também que as cidades, como os bairros estão sempre em transformações, é um organismo vivo. Sempre em mutações e mudanças. Só que as mudanças que estamos assistindo ultimamente, nos angustiam. A praia e as areias poluídas, excessos de megaeventos, muita poluição atmosférica, muitas antenas radioativas, alimentos contaminados, destruição dos patrimônios públicos, como as nossas praças, invasão dos nossos morros e montanhas, e nada é solucionado. Muita gente demais no pequeno município do Rio que pedem mais serviços públicos. Vivemos asfixiados, medrosos, violentos e presos por grades. O Metrô em sua construção está muito atrasado, assim como, o Plano Doxiadis, que projetava a união das linhas urbanas que passam nos grandes bairros. Desde a primeira Estação do Metrô. duplicou a população na cidade. Quando acabarem de construírem todos os projetos das estações engavetados, a população da Cidade estará triplicada. E se cobrará mais pelas melhorias e obras. E agora, por conta da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, as coisas tendem a piorar, o Rio virou a cidade-comércio. A Prefeitura serve o capital, e não está havendo espaço para o atendimento de nossas demandas, que é um mínimo, sem gasto mirabolante. Mas mesmo assim, devemos seguir em frente, concordando ou não com a tomada de decisão que vem de cima. Enquanto, ficamos reclamando, é o estamos vendo por aí. Os nosso bairros, principalmente, os da zona sul, que eram exemplos de urbanização no passado, sendo destruídos. Bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon, outrora provincianos e multi familiares, a gente não reconhece mais ninguém. Os moradores desses bairros não tem culpa se a opção de vida foram de serem donas de casas, elitistas, bairristas, madames, classe média ou alta, e como tal, elas têm todo o direito de manifestarem, nem que seja de salvarem uma praça.

  • Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz

    Taí! Eis um questionamento bem interessante. A meu ver, os transportes de massa devem ser vistos como uma contribuição para melhorar a qualidade de vida dos moradores de um bairro e não piorar. Aliás, nos bairros nobres, as pessoas precisam começar a se acostumar com novos hábitos mais ecológicos, deixando em casa o automóvel e passando a usar mais o transporte coletivo. Afinal, se todos lutarmos por um transporte público de qualidade, as ruas da cidade ficarão mais agradáveis para circular, com menos poluição e engarrafamento. Aqui onde moro, no Grajaú, defendo que a linha 1 do metrô chegue até o Largo do Verdum e Vila Isabel, mas sei que bastante gente do meu bairro é contra e não quer que o ponto final do coletivo passe da rua Uruguai cuja inauguração está prevista para 2014. Enfim, trata-se de uma questão de mentalidade e a nossa classe média que mora nos bairros ricos ainda é bem tacanha quando deixa de adotar uma visão mais holística da coisa.

  • Moradores de Irajá e região

    Enquanto isso na zona norte..., no entorno da estação do metrô de Irajá . Com relação ao viaduto debaixo do estacionamento da estação de Irajá... Até pintaram os pilares debaixo do metrô, mas o resto continua do mesmo jeito: lixo, bueiros entupidos e sem tampa, margem do rio Irajá caindo e levando a calçada, calçada toda desnivelada e esburacada, total falta de iluminação, carros sucateados abandonados (criadouros da dengue) e ninguém promove um choque de ordem e melhorias no local, ou seja, só fazem maquiagem. E a área de laser do local na Av Pr Matin Luther King Jr, entre as ruas Luisa de Carvalho e Jucari), que fica ao lado do metrô, está abandonada e virou lixão a céu aberto. Queremos soluções definitivas e de boa qualidade, não paliativos!!! Queremos melhorias por parte da empresa Metrô Rio e um RioCidade nesta região de Irajá, nas redondezas do metrô e no corredor enter Irajá e Vc Carvalho Já!!! Enquanto isso a empresa do Metrô em Irajá... Com relação ao viaduto debaixo do estacionamento da estação de Irajá... Até pintaram os pilares debaixo do metrô, mas o resto continua do mesmo jeito e escuridão total embaixo do viaduto do metrô..., ou seja, só maquiagem. E a área de laser do local na Av Pr Matin Luther King Jr, entre as ruas Luisa de Carvalho e Jucari), que fica ao lado do metrô, está abandonada e virou lixão a céu aberto. Sem falar da sugeira interna e a má conservação da estação de Irajá. Alô Sérgio Cabral, Prefeito Paes, Metrô Rio, RG ADM Irajá, Rosa e Pedro Fernandes, Dionísio e Vera Lins, chegou a hora de cumprir as promessas e realizar as obras de infraestrutura, lazer, iluminação, paisagismo e melhorias no corredor entre Irajá e Vc Carvalho e abaixo dos viadutos do metrô!!!! Depois vão querer votos sem fazer nada pela região!!! Queremos os mesmos padrões da zona sul!!!

  • luiz claudio ignacio da costa

    Cará ipanema não precisa de + uma estaçao de metrô , num bairro onde todos os moradores tem o seu automòvel varias linhas de ônibus , o lugar onde se precisa bons transportes e na zona oeste ,porque não levam o metrô até lá ou melhorem a supervia que está uma M ,parem de pucharem o saco de quem mora na zona sul.

  • Pedro Paulo Bastos

    Obrigado pela sua participação e pelas "críticas construtivas", Jorge Augusto! Saudações.

  • Jorge Augusto

    Se o "blogueiro" não tem a óbvia percepção de que as associações de moradores nunca exerceram decentemente o que elas se propõem a fazer, ele tem culpa sim. Culpa em generalizar toda a população de um bairro tomando como base um grupinho de donas de casa que não tem o que fazer. Quanto a "oferecer gentilmente um espaço" é um eufemismo para trabalhar sem receber, aproveitando sua boa vontade mas incompetência técnica de fazer jornalismo. Sim, o senhor está exercendo jornalismo em um blog de urbanismo. Mal, mas está. Nada impede que um colunista de revista possa dar "suas impressões pessoais" (redundante, amigo), porém com base em algo concreto, e não com pitacos. Eu apresentar meus argumentos contra? Como assim? Não tenho dados! Finalizando com sua última frase: se as associações de moradores não representam ou não querem representar o interesse da maioria dos moradores de um bairro, é porque algo está errado. E aí, meu amigo, o verdadeiro jornalista tem que ter esta percepção para não multiplicar falsas verdades.

  • Pedro Paulo Bastos

    Oi Jorge Augusto! Primeiramente, não sou funcionário da Veja Rio. Todo o conteúdo publicado aqui é de responsabilidade minha pois o blog é independente - a Veja Rio apenas me oferece (gentilmente) um espaço. Segundo, eu não sou jornalista e nem escrevo um blog de jornalismo. O "As Ruas do Rio" é um blog que emite opiniões, que podem ser fundadas tanto em resultados científicos quanto em impressões pessoais. Nesse caso, fiz uso das minhas impressões pessoais e não obrigo ninguém a concordar comigo. Aliás, existe esse campo de comentários cujo qual você utilizou para que leitores dêem sua opinião, favoráveis ou não ao assunto. Se você me apresentar argumentos contra, ficaria feliz de entender seu ponto de vista. Quanto ao porquê dos "bairros ricos terem medo do metrô'', realmente baseei minhas considerações em relação às associações de moradores, que são (ou deveriam) ser a representação do interesse da população de um bairro. Nem sempre é assim, mas é a única manifestação oficial transmitida pela mídia às pessoas que não moram em Ipanema e no Leblon, como é o meu caso. O PSI, que é uma associação não-oficial de Ipanema, diz que 90% dos moradores é contra a estação na N. Sra. da Paz, mas no dia do protesto, em 22 de outubro, não havia mais de cem pessoas lá. Eu fiz essa observação, se você não leu, em outra postagem. Porém, repetindo: essas são as informações oficiais que chegam à população através da mídia. Se as associações de moradores não representam ou não querem representar o interesse da maioria dos moradores de um bairro, é porque algo está errado. E aí, meu amigo, a culpa não é do leitor, nem do blogueiro, nem do jornalista... mas sim destes "representantes". Um abraço!

  • Jorge Augusto

    A Veja contratar para seu site oficial uma pessoa com este nível cultural revela o processo de decadência ao qual ela está passando. Baseado em meras suposições e impressões pessoais, sem qualquer base teórica ou pesquisa, este autor faz uma correlação tosca das estações de metrô com a decadência de bairros cariocas. Isto não é jornalismo! Lugar de dar pitaco é no boteco. Outro absurdo: baseado em que ele afirma que os "bairros ricos têm medo do metrô"? Nestes protestos de araque das patéticas associações de "moradores"? Provavelmente ele não mora em Ipanema ou Leblon, caso contrário teria a clara percepção de que a maioria de seus habitantes esperam ansiosos há anos novas estações de metrô.

  • Pedro Paulo Bastos

    Marcelo, obrigado por avisar pelo erro ortográfico. Às vezes acontecem deslizes como esse! Quanto ao seu segundo comentário, terei de discordar. O metrô não é o culpado, mas sim o contexto social da época em que foi implantado, que fez com que a circulação de pessoas dentro de tais bairros aumentasse sem que houvesse um acompanhamento da Prefeitura no que tange à segurança pública, à desordem urbana, enfim, à uma série de coisas desse gênero que acontecem em locais de grande movimentação. O metrô tem esse poder de movimentação, principalmente numa cidade em que existem poucas estações. Hoje a situação está melhorando, está havendo mais controle em relação a isso. É só ver a UOP - Unidade de Ordem Pública -, que vem agindo nos bairros citados. Em resumo, se aprofundarmos esse estudo do que provocou a "decadência" dos bairros, não apontaria o metrô como a causa principal, mas sim um elemento forte que, combinado a outras variáveis, provocou tal empobrecimento. Só para lembrar que essa é a minha opinião, não há nada científico no que foi relatado, embora eu acredite que essas ideias façam algum sentido sobre o assunto. Um abraço!

  • Marcelo

    "disfrutar"?! Um corretor ortográfico antes de publicar cairia bem, não? Mas enfim, correlacionar implantação do metrô carioca com a decadência de alguns bairros é, no mínimo, ingênuo e simplista, não?

  • Alexandre Rocha do nascimento

    Em todo o caso, nunca o metro foi previsto para chegar ao Leblon, reduto da elite carioca.