O Largo de Vaz Lobo (estava) na mira da Transcarioca

13 julho 2011 | 33 comentários

Um dos últimos cinemas de rua do subúrbio ganha defensores bastante engajados

por Pedro Paulo Bastos

 


Largo de Vaz Lobo, com o Cine Vaz Lobo ao fundo: intervenções paisagísticas e viárias repensadas.



Vaz Lobo é, de longe, um dos bairros menos badalados no Rio. Seja pelo seu perfil residencial ou pela sua localização geográfica, pouco se ouve falar sobre as suas particularidades. Isso acontece com muitos bairros do subúrbio, estigmatizados pela violência que caracteriza a parte do extremo norte do município. A história, os costumes e a paisagem de cada lugar acaba sendo generalizada pelo descaso que se tem, do Estado, para com as áreas menos ricas. O que seria tombado e preservado na Zona Sul ou no Centro, a demolição é um futuro quase certo para os imóveis históricos do subúrbio. O bairro de Vaz Lobo é testemunha.


A Transcarioca, a mais nova avenida da cidade que interligará a Barra da Tijuca à Penha, promete melhorar não só a estrutura viária do Rio como também a paisagem de muitas regiões pelas quais passará. O pedaço entre Campinho e Madureira já está interditado; um mergulhão está previsto por ali. O traçado da Transcarioca acompanharia a Avenida Edgar Romero até o Largo de Vaz Lobo, onde será preciso desapropriar diversos imóveis, incluindo aí o edifício do extinto cinema Cine Vaz Lobo.

Cine Vaz Lobo, na década de 70, quando ainda funcionava

Inaugurado em 1941, o proprietário do cinema, o português Antônio Mendes Monteiro, construiu a sala com capacidade para 1 800 pessoas, com referências ao art déco, tornando-se um dos pólos de cultura referenciais para aquela região. De acordo com informações do blog da vereadora Sonia Rabello, um dos primeiros em que li sobre o caso, a pré-estreia do Cine Vaz Lobo contou, inclusive, com a ilustríssima presença da primeira-dama da República Darcy Vargas. A época de ouro durou até meados da década de 80, como todos já sabem, período-chave para a falência dos cinemas de rua em função da violência urbana e da expansão dos shopping centers. Desde então o prédio viveu abandonado, entregue às inesperadas ações do tempo. Passeando pelo Google Street View, vê-se que o térreo do edifício é hoje ocupado por um botequim. A fachada, deteriorada, ainda preserva no topo o título, em caixa alta: “CINE VAZ LOBO”.


O projeto da Transcarioca pretendia demolir o Cine Vaz Lobo para dar espaço a uma das pistas da avenida, incluindo a construção de uma praça. Foi aí que surgiu o Movimento Cine Vaz Lobo, um grupo formado por moradores, simpatizantes e pesquisadores que se uniram para combater a destruição de um local que não só deve ser preservado como reestabelecido. E deu certo! Assinaturas foram recolhidas no Mercadão de Madureira no início desse ano e o traçado será revisto a fim de manter o cinema.

Simulação de como ficaria o Largo de Vaz Lobo, sem o largo, para dar passagem à Transcarioca. Em troca, a preservação do Cine Vaz Lobo com intervenções paisagísticas.



Considero o movimento como um belo exemplo de cidadania. Está mais do que comprovado de que é no engajamento das pessoas em prol de um objetivo a possibilidade mais próxima de alcançá-lo. O Rio está passando por uma fase de mudança, bastante favorável à recuperação de áreas degradadas e que podem – e devem – entrar no circuito cultural e turístico da cidade. Isso dependerá de uma organização das comunidades para que elas próprias se fortaleçam. Ainda mais no subúrbio, que não conta muito com o respaldo do Estado e muito menos do empresariado.


Lamento muito que o triunfo desse grupo perante a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro não seja nem um pouco noticiado pela mídia. De qualquer forma, meus parabéns ao Movimento; não os conheço, embora lhes ofereça todo o meu apoio. O Movimento tem potencial, é inegável, tendo mais êxito do que as mais organizadas associações de moradores da Barra e da Zona Sul contra a nova Linha 4 do Metrô. Esse é um ótimo exemplo para outros bairros da Zona Norte, do Subúrbio e da Zona Oeste se inspirarem e lutarem pela preservação dos seus patrimônios históricos e culturais!

—–
Em tempo: a arquiteta e urbanista Fernanda Costa é uma das líderes do movimento. Em vídeo,  ela fala sobre seu projeto de TGF da UFF, baseado no caso do Cine Vaz Lobo, além das propostas para o local. Ainda mostra o depoimento de outros participantes e do dia da coleta de assinaturas no Mercadão de Madureira. O vídeo está no blog Subúrbio Carioca – link para lá.

Tags: | | | | Publicado em: Arquitetura e Paisagismo | Bairro a Bairro | Estudos Sociais | Intervenções Urbanas
Comentários
  • Nome*:
  • Email*:
  • Site:
  • Comentário*:

  • MARIA ALICE EREBELO

    Parabenizo os moradores e quem levantou a bandeira para preservarmos o cine Vaz lobo. é sinal de que a MEMORIA está sendo valorizada. Sou moradora de Irajá há cinquenta anos e devido a minha profissão, acompanho todas as transformações nos bairros do Rio de Janeiro.

  • ANDREA RENNER (DEQUINHA)

    Nasci e escolhi esse bairro Vaz Lobo para criar meus filhos e tenho orgulho de ser Vazlobense.... vamos cuida mais de nosso bairro.

  • Eduardo Santos

    Concordo plenamente se e retifico se for feita a restauração e construção de um cetro cultural anexo ao cine, caso contrário o que temos é um prédio abandonado que nada acrescenta ao bairro, mas como disse no início a proposta é nobre se concretizada,

  • Ad Vaz lobo

    GENTE QUE IDNORÂNCIA DESSE POVO QUE ASSINOU ESSA PETIÇÃO, SE É QUE HOUVE PETIÇÃO! ESSE MUSEU ESTÁ CHEIO DE BARATAS E RATOS!!!!! ISSO TEM QUE CAÍR LOGO!!!!

  • Luciano Vieira

    Concordo plenamente com os moradores que protestam contra algumas intervenções da prefeitura. Exemplo aqui de Guaratiba, disseram que iam tirar o Largo do Corrêa do lugar, achamos que ia ser tudo igual, mas arrancaram as arvores pelo menos 6 com mais de 40 anos de idade. Levaram nosso relógio e não puseram outro no lugar, além de tirarem um belo jardim e não recompor no mesmo. Colocaram o Largo do Corrêa no entorno da fábrica de pneus Michellin, mais que largo??? tem uma arvore, alguns banquinhos, debaixo de sol quente!!! colocaram la uma quadra diferente da outra, enfim... Será que fariam isto na Zona Sul??? Não!!!

  • Não venda seu voto

    Rua Turvo, Baepina, Muritiapina, Ten Jerônimo Mesquita e Jucari em Irajá/Vc Carvalho, ficaram debaixo d'água como nunca ficaram na história, por causa da obra mal projetada e executada pela Transcarioca/Andrade Gutierrez e Prefeitura do Rio!!!

  • teddy bouças

    derrepente so o prefeito e o governador votou igual as licitações né

  • teddy bouças

    legal seu prefeito muito bom rsrsrs , como sempre! com certeza se naum vão demolir o cine vaz lobo tem motivos né vão lucrar mais ! naum quero saber se vai demolir ou naum vem ver senhor prefeito com esta essa merda deste luga tiro toda era um lugar otimo de se mora, essa é para o EDUARDO PAIS E SEU IRMÃO DE BOLSO SERGIO CABRAL ESSA CIDADE ESTA CHEIA DE CRACUDO SO VCS NAUM VER SAB PORQUE naum tem licitaçao para cuidar de cracudo pois se tivesse vcs tariam interessado! $$$$$ sabe porque vcs lavam dinheiro na cara do povo! se eu sou vcs teria vergonha de por a cara na tv abra o olho vcs vao cair do cavalo o pior[ ja está ] cuidado com as cãmera tá seu ratos de esgoto ate breve vcs me dão nojo raça imundao

  • vanessa

    muito lg

  • Movimento Cine Vaz Lobo: Preservação, Cultura e Memória

    Comunicamos aos comentarias que não dão credito a preservação do Cine Vaz Lobo que, no presente momento (4/10/2012), já praticamente concluída as demolições no Largo Vaz Lobo para o Transcarioca, permanece o prédio do Cine Vaz Lobo preservado. Ao natural desconhecimento por parte de alguns moradores que abaixo comentaram, quanto aos valores sociais pelos quais isso ocorreu, expomos que este "velho cinema" já tem encaminhado o seu processo de restauração. Após conclusão da obras do Transcarioca, na qual recebera ele ao seu lado uma nova praça, e concluídas as ações necessárias a sua desapropriação e reversão ao patrimônio municipal, inicia-se a sua restauração e conversão a Centro Cultural, a exemplo do que foi realizado quanto ao Cine Imperator, hoje destacado centro de referencia social do Meier. As tomadas de assinatura pela preservação foram realizada em novembro de 2010 em frente a Cine Vaz Lobo em ato publico com apoio da Rádio Comunitária Bicuda e constante de matéria publicada no jornal Extra na manhã deste dia e antes de sua realização. No inicio em 2011, quando já apresentado o primeiro abaixo assinado, este pela preservação, esta preservação já estava definida, foi feito outro ato público no Mercadão de Madureira para apresentação da proposta de transformação do prédio salvo em Centro Cultural. Considerados os valores estatísticos de pesquisa de opinião pública, considerando-se as fichas de assinatura e as declarações de endereço em confronto da população do bairro do censo IBGE de 2010, estas representaram estatisticamente 75 % da população local, fato que permitiu maior sensibilização do Poder Público Municipal, não sendo para isso necessário se bater de porta em porta. De mesma forma esta representação deu base a que no Orçamento da União fosse incluso dotação federal para desapropriação do prédio. As ações do Instituto Histórico e Geográfico Baixada de Irajá são tomadas com base em conhecimento multidisciplinar sendo seus componentes, além de relacionados a Vaz Lobo, alguns a mais de 50 anos, representantes da região em várias outras ações. Lembramos que os investimentos público em cultura, por Lei, tem que existir e não podem ser aplicados em outras questões e necessidades. Existindo verbas para cultura, por que deixa-las serem utilizadas em favor de regiões já bem aquinhoadas como o Centro e Zona Sul? Vaz Lobo merece. A Baixada de Irajá merece. Nos merecemos. Quanto a segurança e a 29º Delegacia. A 29º é agora delegacia Legal e esta em prédio novo na Estrada do Portela. No local da antiga 29º, ao lado do Mercadão de Madureira, em 3 de outubro (ontem) foi instalada uma Companhia da Policia Militar. Seria possível aos descrentes adivinhar como isso foi conseguido? Há os que lutam por maior valorização do subúrbio. Finalizando e respondendo a uma pergunta: Entre os que assinaram o manifesto há quem tenha tido sua casa desapropriada e demolida (estavam com seus registro em ordem), recebendo a indenização e já morando em outro lugar. Outros já sabiam que desde de 1957 estavam previstas estas desapropriações e moram em Vaz Lobo fora das vias de passagem do Transcarioca. Outros, sabendo o quanto o bairro vai se valorizar estão comprando para investir.

  • Juliana

    Sinceramente,não vejo o porque da preservação se está desmoronando tudo.Ah não ser que passe por uma reforma e se torne algo que valorize a cultura do bairro.Fora isso,acho desnecessário.Tbm sou moradora e não assinei nada.E nem ouvi falar sobre.

  • Não Venda Seu Voto

    Enquanto isso... Um verdadeiro Lixão entre Irajá e Vicente de Carvalho ao Longo da Av Pr Martin Luther King (Antiga Automóvel Clube)!!! Escuridão, lixo, carros sucateados, falta de árvores, Encosta do Rio Irajá ruindo, ralos e bueiros sem tampas e entupidos, postes em péssimo estado, área de lazer abandonada, etc...

  • Paulo

    Gostaria de saber o por que de preservar o CINE VAZ LOBO? Somente agora virou objeto de preservação histórica, depois de quase 30 anos estão preocupados com a recuperação do CINE VAZ LOBO. Desta forma eu penso que se não existisse o projeto da TRANSCARIOCA, o Cine supracitado continuaria no esquecimento de sempre, por mais 100 ou 200 anos. Eu moro no bairro e não assinei nada, e não conheço e nem nunca ouvi falar dessas pessoas que estão envolvidas neste projeto esdrúxulo , e acredito que nenhum morador de VAZ LOBO assinou este abaixo assinado. Gostaria de fazer uma pergunta aos envolvidos. Caso a sua casa (residência) não estivese no projeto para ser demolida e fosse incluída para "salvar" o CINE VAZ LOBO, você concordaria?

  • marco aurelio

    gostaria de saber si vcs menbro desse movimento tem fotos do vaz lobo antigo pois estou fasendo uma pesquiza sobre o bairro

  • roberto alessandro

    É admirável tamanha luta pela manutenção deste importante prédio, mas como morador do local percebo que possuímos problemas muito mais complexos que este e as discussões apenas se concentram neste tema, vejamos o ponto segurança, por exemplo, com a retirada da delegacia que ficava ao lado do mercadão de madureira a área se tornará em breve um bolsão de violência visto que as remoções estão criando uma região deserta, há muitos pontos ainda obscuros e nós como cidadãos preocupados com o que de fato interessa devemos nos unir e cobrar de forma objetiva uma postura mais clara por parte do governo, portanto Moradores de Vaz Lobo e adjacências vamos gritar a plenos pulmões, queremos respeito e dignidade pois nao podemos resumir grandes mudanças em apenas um viaduto e alguns quilometros de vias.

  • Rubens A.Quintella

    Foi com grande satisfação que conheci a liderança que apoia a preservação e restauração do ex-cine Vaz Lobo,pois faço parte de uma comissão de moradores que,reivindica que o imóvel do ex-cine teatro cachambi,localizado na Rua Cachambi 345,seja adquirido e administrado pela prefeitura, preservado,restaurado e implantado um centro cultural popular,com projetos que integrem a rede pública de ensino,3ª idade,e população em geral a preço acessíveis. Representando a respectiva comissão de moradores pessoalmente,no ano de 2002,dei entrada no projeto,que obteve o nº de 01/003036/2002,que foi aprovado e,neste ano de 2012,apos 10 anos,encontra-se tramitando nos diversos setores e,atualmente encontra-se na SubSecretaria Municipal de Cultura. É uma grande dificuldade que temos encontrado e,como cidadãos,pretendemos manter vivo este e outros pontos culturais,a exemplo dos Ex-Cine Rosário(Ramos),Cine Olaria,Cine Guaraci,(Rocha Miranda)Cine Sta.Alice(Engenho Novo),Bruni Meier etc... Esperamos que o atual prefeito Eduardo Paes,que já esteve no ex-Cine Teatro Cachambi, e deu seu parecer favorável ao respectivo resgate,tambem se sensibilize pelos demais resgates culturais e atenda as legítimas reivindicações da população e implante um macro projeto cultural,na zona norte,tendo em vista a grande carencia das respectivas atividades e,como já explanei anteriormente,em hipótese alguma,a escola pública seja esquecida da respectica inserção. Tambem fazemos um apelo a todas as pessoas que tomarem conhecimento deste assunto que se unam a nós,e que passem esta informação para as outras pessoas e que tambem enviem emails e façam contatos com o Prefeito apoiando esta causa. Muito obrigado. Rubens A.Quintella Ex-Representante do CEC-Conselho Escola Comunidade da Escola Municipal Pastor Miranda Pinto-Bairro Cachambi

  • magofilm

    um batalhao de policia militar ou um posto policial no local seria muito relevante já que seu entorno se resume em favelas (comunidades muito carente) e que as upps sejam implantadas ou até mesmo uma sub prefeitura o poder publico tem que está presente nesse local esse bairro esta a mercer de viloes

  • márcio pereira tinoco:.

    se o nostalgico cine vaz lobo. for restruturado ,reformado e trasformado em um tipo de centro cultural.ou dando espaço a algo que realmente seje relevante ao bairro .ou até mesmo seje preservado ao teatro ou sala de cinema algo que valha apena de se ter preservado, pois ; ficaria uma bosta no caminho desse passo ao progresso,por ideais de uma intervençaõ de uma pretenciosa politica que nem se teve trabalho de faser abaixo assinado pelos propios moradores locais onde passam diariamente em frente ao cine,e que faça ao entorno do bairro, que seria otimo que fosse implantada uma delegacia de policia no nostalgico cinema onde daria uma sensaçao de segurança a todo o bairro somado a u.p.p´s em seu entorno; ai meus vizinhos de vaz lobo dariamos uma guinada realmente ao progresso e a vc politica dessa intervençaõ. vc teria um lugar ao sol com sua drastica mudança de planos vc teria seu ideal, seu propósitto.em uma manobra em prol do patrimonio historico, e de uma relevancia irrevogavél a todo esse bairro.grato seria em nome de todos moradores desse bairro que eu me criei e moro. márcio (mago)

  • carlos lago

    Parabens aos idealizadores ,pela manutencao desta porcaria,velha,abrigo para mendigos e viciados

  • jane paranhos do lago

    Isso e uma grande sacanagem retirar varias residencias,para ficar um traste velho e sem manutençao alguma.Quanto ao tal do abaixo assinado e mentira pois ninguem em Vaz Lobo assinou.

  • JOAO MARQUES

    VAI FICAR MUITO LINDHO NOSSO BAIRRO COM TUDO NOVINHO E AQUELA COISA, TODO SUJO, PICHADO, VELHO, ESQUISITO NO MEIO DO CAMINHO. ISSO SE NÃO VIRAR MAIS UMA IGREJA , POIS SÓ NO PEQUENO ESPAÇO DE DUAS QUADRAS, EXISTEM UMAS 4 IGREJAS. DEVE RENDER MUITO PARA TANTO COMERCIO DESSE TIPO. VAI SER UM BELÍSSIMO PONTO DE REFERÊNCIA. " HA FICA LOGO ALI, PERTO DAQUELE PRÉDIO IMUNDO " . MORADOR HÁ 57 ANOS.

  • Moradores de Irajá e região

    Enquanto isso na zona norte..., no entorno da estação do metrô de Irajá . Com relação ao viaduto debaixo do estacionamento da estação de Irajá... Até pintaram os pilares debaixo do metrô, mas o resto continua do mesmo jeito: lixo, bueiros entupidos e sem tampa, margem do rio Irajá caindo e levando a calçada, calçada toda desnivelada e esburacada, total falta de iluminação, carros sucateados abandonados (criadouros da dengue) e ninguém promove um choque de ordem e melhorias no local, ou seja, só fazem maquiagem. E a área de laser do local na Av Pr Matin Luther King Jr, entre as ruas Luisa de Carvalho e Jucari), que fica ao lado do metrô, está abandonada e virou lixão a céu aberto. Queremos soluções definitivas e de boa qualidade, não paliativos!!! Queremos melhorias por parte da empresa Metrô Rio e um RioCidade nesta região de Irajá, nas redondezas do metrô e no corredor enter Irajá e Vc Carvalho Já!!! Enquanto isso a empresa do Metrô em Irajá... Com relação ao viaduto debaixo do estacionamento da estação de Irajá... Até pintaram os pilares debaixo do metrô, mas o resto continua do mesmo jeito e escuridão total embaixo do viaduto do metrô..., ou seja, só maquiagem. E a área de laser do local na Av Pr Matin Luther King Jr, entre as ruas Luisa de Carvalho e Jucari), que fica ao lado do metrô, está abandonada e virou lixão a céu aberto. Sem falar da sugeira interna e a má conservação da estação de Irajá. Alô Sérgio Cabral, Prefeito Paes, Metrô Rio, RG ADM Irajá, Rosa e Pedro Fernandes, Dionísio e Vera Lins, chegou a hora de cumprir as promessas e realizar as obras de infraestrutura, lazer, iluminação, paisagismo e melhorias no corredor entre Irajá e Vc Carvalho e abaixo dos viadutos do metrô!!!! Depois vão querer votos sem fazer nada pela região!!! Queremos os mesmos padrões da zona sul!!!

  • Moradores de Irajá, Vc Carvalho e Região

    Falando em Olimpíadas e Copa do Mundo... Na zona norte do Rio de Janeiro... A Prefeitura está promovendo uma covardia contra os moradores de Vicente de Carvalho, Irajá e região, ao querer mudar o projeto da Transcarioca no local, ao invés de fazer um viaduto como previsto e a estação ao lado do metrô, a prefeitura quer passar o BRT pela já sufocada Av Pr Martin Luther King e jogar a estação para Vila da Penha, para frente do Carioca Shopping, que segundo comentários "comprou" a mudança do projeto... Atenção MP queremos o projeto original que beneficia os que precisam e não um bairro isolado de classe média alta e longe do metrô. Cadê os vereadores, deputados da região para defender o povão que precisa do BRT e também não deixar o trânsito no local parar de vez!!! Queremos o Projeto antigo!!! Queremos o Viaduto e a Estação de Vic de Carvalho!! Pedimos a ajuda do MP, TCM, TCU, Defensoria Pública e outros, para manter o antigo projeto, assim como fizeram em Ramos-Olaria. Alô Rosa, Pedro Fernandes, Dionísio e Vera Lins chegou a hora de demonstrar que estão fechado com os moradores da região!!! Esta Covardia está ocorrendo na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, sede da final da COPA DO MUNDO DE 2014 E SEDE DAS OLIMPÍADAS DE 2016!!!

  • Cristiane Ferreira

    Agora consegui descobrir como conseguiram as assinaturas. Boa estratégia. Só os frequêntadores do Mercadão mesmo para assinar uma coisa dessas. Dúvido que qualquer morador de Vaz Lobo assinasse isso. Aliás não conheço nehum que o tenha feito. Nada contra a preservação de um prédio histórico, porém o que temos lá é um prédio caindo aos pedaços, invadido por moradores de rua. Estou duvidando muito que ele seja reformado. O que teremos é um elefante cinza, porque não dá nem pra dizer que é branco.

  • Ronaldo Luiz Martins

    Infelizmente os três últimos comentários postados mostram o quanto o conhecimento e a valorização da historia e cultura dos subúrbios cariocas sofre pela ignorância da sociedade em que se vive. Mas em verdade as ações tomadas pelo Movimento Cine Vaz Lobo, hoje já na formação do Instituto Histórico e Geográfico Baixada de Irajá, provam o tremendo engano e desconhecimento dos comentaristas abaixo. Quanto à certeza manifesta contra a permanência do Cine Vaz Lobo: A contra prova esta na imensa quantidade de assinaturas obtidas para a defesa de causa junto a Prefeitura. Considerados os padrões de amostra estatística, 80% dos moradores do local apóiam a preservação do Cine Vaz Lobo. Esta marca responde a todos questionamentos e dela resultam as vitórias obtidas. Chama-nos atenção a expressão Mausoléu. Ela foi usada em e-mail que nos foi dirigido, até um pouco ameaçador, no qual um representante de uma instituição religiosa não aceitava a demolição de seu templo e preservação do prédio do cinema, atribuindo a preservação deste a causa da demolição do outro. Como mostrado ao contestante, não é essa a verdadeira causa da desapropriação. Basta ser consultada a Secretaria Municipal de Obras para conhecer que desde de 1957 estava na região estabelecido o recuo das edificações e considerado a faixa hoje em desapropriação com sendo não edificante. O prédio em questão, construído após esta decretação de recuo foi feito ocupando parte da faixa selecionada, tendo obtido seu habitisse por forma escusa. Assim, já estava ele desde então fadado à demolição. É fragrante a causa, e dela as razões em defesa. O prédio do Cine Vaz Lobo é residência de herdeiros do falecido proprietário que preservam seu interior e o protegem, não sendo o prédio usado por viciados ou traficantes. A praça ao lado sim apresenta este tipo de problema, mas não o mesmo relacionado ao prédio. A se atribuir a ele os problemas sociais da praça, lembremo-nos que neste mesmo entorno estão localizadas uma igreja católica (e sede de freguesia) e uma evangélica. As questões dos problemas sociais estão ligadas ao grande abandono social do poder publico e da parte da população que dele obtém ganhos. Os objetivos do Movimento Cine Vaz Lobo e IHGBI são justos os de reversão desta degradação social. Quanto a visão de prédio horrível, temos mostra do pouco conhecimento dos valores arquitetônicos que marcam a Cidade do Rio de Janeiro. O prédio do Cine Vaz Lobo é um dos grandes exemplares da art déco da cidade, e um dos poucos ainda existentes nos subúrbios carioca. Fosse na Zona Sul, Centro e Tijuca já teriam sido tombado, defendido e badalado por ser de alto valor. Esta ele no subúrbio e assim para muitos, por esta localização, nada vale. Que fazer? O prédio não esta em ruína. Muito pelo contrario, se desgastado por falta de uma grande manutenção externa, estruturalmente esta em muito bom estado à recuperação. Lembramos que, conforme foto de sua construção, o prédio é de vigamento em concreto armado e com um vão livre (cobertura da platéia) de sustentação por pressão da arcada, a qual até hoje é orgulho da Mattos & Mattos Engenharia, construtores de prédio em 1940. Quanto ao que fazer do prédio, é objetivo do IHGBI e Movimento Cine Vaz Lobo a sua total recuperação quanto a sua edificação e plena preservação do seu estilo arquitetônico e elementos originais e, pela adaptação interna, mas preservando todas as características históricas do principal espaço de sala de exibição, a sua transformação em Centro Cultural de artes cênicas, áudio e vidio. Nesta forma o Cine Vaz Lobo, além de grande marco histórico da Baixada de Irajá, passará dela ser também um marco da revalorização social e cultural. Dado ao tempo passado quanto a edição desta matéria, não sei se o jornalista poderá tomar conhecimento do presente comentário. Mas caso seja possível dele saber, pedimos ao Pedro Paulo Bastos a oportunidade de ser feita mais uma matéria, já com novas informações, sobre o Cine Vaz Lobo, IHGBI e Movimento Cine Vaz Lobo. Para todos quanto queiram maiores informações e esclarecimento sobre o assunto, pedimos entrar em contato pelo e-mail cinevazlobo@bol.com.br ou ihgbi@bol.com.br.

  • Lea Morena

    Eu ñ acredito que vcs irão permanecer com esse Mausoléu de cine Vaz Lobo.Pelo amor de Deus acabem com isso por favor, a maioria com certeza é contra a sua permanência. Por favor repensem.

  • MARIAOLINDA

    PREDIO HORRIVEL ENTREGUE A MENDIGOS E USUARIOS DE DROGAS DEVERIA IR ABAIXO.

  • MARIA OLINDA

    DEVERIAM DERRUBA-LO SIM, A NÃO SER QUE FAÇAM ALGO PARA RECUPERA-LO E IMPEDIR QUE USUARIOS DE DROGAS O UTILIZEM COMO VEM ACONTECENDO, O CINEMA É UM IMOVEL ABANDONADO E NO ENTORNO SO USUARIOS DE DROGAS E NINGUEM FAZ NADA , NEM DIONISIO NEM ROSA FERNANDAES. ASSIM COMO OUTROS LUGARES EM VAZ LOBO. O QUE NÃO DEVERIAM E DESAPROPRIAR RESIDENCIAS DE PESSOAS QUE COMPRARAM SEUS IMOVEIS COM SACRIFICIO E QUE NÃO SABEM O QUE VAI ACONTECER COM ELES. SOU MORADORA DE VAZ LOBO A MAIS DE 15 ANOS E SO VI ATE AGORA DESCASO DOS POLITICOS DA AREA COM O NOSSO BAIRRO.

  • Carolinne

    Olá Ronaldo e Pedro Paulo. Sim, vejo que o projeto sim trará avanço para o suburbio, sinceramente o critico é a falta de organizacao do transito, Coisa simples de fazer, mas que todo dia e toda hora ta aquela bagunça. Nem antes da obra era tão ruim assim. É chato ficar presa num engarrafamento que podia ser evitado se o transito fosse organizado melhor. Qnto ao patrimonio historico do bairro... bem eu gostaria mt da historia local ser preservada. Fiquei feliz de conseguirem salvar o Cine Vaz Lobo, pq os elaboradores do projeto nem pensaram inicialmente nisso. Praças sao bem vindas, mas sem manutenção viram logradouro para mendigos. Bom vamos deixar td rolar e torcer sempre pro melhor.

  • Gabriel

    Fico realmente feliz que eles tenham conseguido isso, especialmente no subúrbio, muitas vezes esquecido pelo poder público. Há anos em Niterói, tentamos revitalizar o Cinema Icaraí, que se não fosse pela mobilização, seria mais um arranha-céu para congestionar o transito de Icaraí.

  • Ronaldo Luiz Martins

    Pedro Paulo Bastos. O Movimento Cine Vaz Lobo: Preservação, Cultura e Memória e o Instituto Histórico e Geográfico Baixada de Irajá agradecem a sua materia e o apoio nela dispensado as nossas ações. Corolinne. Estivemo presente a exposição do trabalho da Fernanda na UFF. É possivel que possa se recordar de mim. Concordando com as considerações do Pedro Paulo, observo que o Transcarioca é a maior intervensão urbana já realizada na região suburbana. São muitos os meus anos de vivencia é posso lhe afirmar que por todos este anos o Suburbio Carioca, em especial a baixada de Irajá, esteve relegado a constante saturação e degradação do seus meios urbanos, como é caso o bairro de Vaz Lobo, onde esta degradação levou a grande destruição comercial e social de uma até então promissora centralidade. Não resta dúvida que foi importante a ação do Movimento Cine Vaz Lobo, mas estamos conscientes que para construir o futuro muito se tem as veses de sacrificar do passado, e que o caos tem que ser por momentos instalado para gerar a ordem. Como observou o Pedro Paulo, obras como o Transcariocas são em sua maior parte definidas por engenheiros, a quem não cabe reconhecer os valores históricos. É preciso também que haja quem possa a eles alertar, e muito importante, propor alternativas reais e viáveis. No caso do Cine Vaz Lobo o resultado foi decorrente de: reconhecer que havia uma alternativa real e válida ao projeto; propor a alternativa e embasar as razões por valores reconhecido. Assim foi possivel salvar o Cine Vaz Lobo, mas não houve com deixar de sacrificar outros prédios em Campinho e Madureira. Preservar não poderá nunca ser deixar de progredir.

  • Pedro Paulo Bastos

    Oi Carolinne. Eu acho a Transcarioca um projeto interessante, pois, por mais caos que ele possa provocar, ele oferece a oportunidade de dar uma maior intervenção a bairros como Campinho e Madureira, que vivem estagnados e que não chamam a atenção do empresariado para que se modifique. Pode ser que descaracterize muito da paisagem atual (e histórica) da região, mas por um outro lado pode ser muito bom. Você, como estudante de arquitetura, deve saber melhor do que eu que o grande problema desses projetos está na falta de planejamento e critério. Uma obra desse porte precisa contar com o apoio de diversos profissionais - engenheiros, arquitetos, geógrafos, historiadores, urbanistas, etc - e, no entanto, o trabalho fica somente sob o cargo de engenheiros que têm o conhecimento técnico em detrimento do conhecimento antropológico. A fragilidade dessa união aqui no Rio comete muitas atrocidades e tive um grande prazer ao saber que o Movimento Cine Vaz Lobo conseguiu modificar o traçado da Transcarioca a fim de preservar o cinema. Um abraço!

  • Carolinne

    Eu conheco o trabalho da Fernanda, me formei com ela. Até fiz um trabalho sobre a TransCarioca tbm, mas aqui na parte de Campinho. Essa "maravilhosa" obra ta deixando um caos por aqui... Ainda bem que tiveram exito, se todos nos fossemos que nem eles, tantas coisas podiam ser evitadas.