Rua Visconde de Taunay & Rua José Veríssimo

23 maio 2012 | 3 comentários

Enquanto a Rua Dias da Cruz, no Méier, sofre com o caos urbano, suas transversais estão virando recanto de calmaria e de cobiça imobiliária


A simpática Rua Visconde de Taunay, no Méier, é usada, volta e meia, pelos jovens da região que andam de skate, bicicleta e patins.

por Pedro Paulo Bastos

Era início de um sábado e o tráfego pesado tão característico dos dias de semana dá espaço a uma calmaria quase utópica às ruas. Com a pista livre, um grupo de amigos montados em seus respectivos skates praticam manobras no asfalto liso do pequeno aclive existente na pequena e simpática Rua Visconde de Taunay. Eles vêm cautelosos ao acessar a Rua Carolina Santos, outra via suavemente inclinada do bairro do Méier, na zona norte. Provavelmente darão a volta na quadra, aproveitando a liberdade de serem, de fato, os donos da rua. E assim começa a minha expedição por ali.

Tal qual esses garotos, comecei a desenvolver minhas habilidades como ciclista sem rodinhas por essas bucólicas ruas do Méier, onde passei a infância. A Rua Afonso Arinos, colada à Visconde de Taunay, era a mais emocionante de todas. Naquela época o seu ladeirão era sinônimo de adrenalina para descê-la com meu par de patins roller. Ali aprendi a frear, à minha maneira, e depois, com aquele pedaço de borracha que vinha na parte de trás da bota. Aprendi a fazer curvas também, sem mencionar os estabacos, principalmente se a descida da Afonso Arinos fosse engatada com a ladeira subsequente da Rua José Veríssimo em direção à Rua Dias da Cruz, a highway do Méier. Bons tempos!


Em primeiro momento, a esquina com a Rua Carolina Santos; ao lado, os jardins abundantes, muitos deles floridos.


No lado das casas, os canteiros são menores e mais humildes
. Veja que o anúncio da presença de raticidas é bem explícito. À direita, edifício residencial na esquina com a Rua Afonso Arinos.

Uma das grandes características dessa região do Méier é o seu caráter renovador. Já mesmo a partir da década de 90 os espaços vazios e poucos densos do bairro foram dando espaço a confortáveis condomínios nos moldes do da Barra, desses com varandões, modernosos. Muitas das casinhas típicas de subúrbio, já mal preservadas pela idade e pela falta de manutenção, são alvo fácil de construtoras que levantam ali moradias voltadas para a classe média e classe média alta da zona norte. Se, por um lado, isso também contribui negativamente para o aumento do trânsito infernal nos acessos e saídas do Méier, por outro, há o lado positivo. Consiste em estar, continuamente, oferecendo ruas bonitas e ajardinadas no subúrbio, parte da cidade comumente conhecida pelos altos índices de urbanização e pouca arborização.

A Rua Visconde de Taunay é um desses exemplos. Embora seus prédios já tenham mais de vinte anos, ela é verticalizada de um lado e totalmente horizontalizada do outro. As casas são simples diante de edifícios tão imponentes. Os jardins ficam do lado deles, enquanto pequenos canteiros em círculos improvisam, em tinta negra, o aviso de que há raticida por ali. Mesmo assim, acredito que os grandes vilões de lá são os donos de cachorros, que não catam a caquinha dos seus mascotes. Aliás, todas as ruas da cidade são contempladas, não há exceção. Parafraseando uma placa jocosa que puseram na Rua Goethe, em Botafogo (é mais ou menos assim): “Recolha as fezes do seu cão. O animal é ele, não você”.

Já a Rua José Veríssimo, à esquerda da Visconde de Taunay e continuação da Rua Afonso Arinos, é um misto de prédios antigos com novos e casas amplas, muitas delas revertidas para o uso comercial. Até pouco tempo era toda de paralelepípedo, o que a tornava uma rua de certa forma barulhenta pelo atrito dos pneus com as pedras. Os trechos da calçada são descontínuos, refletindo muito bem a tal da renovação paisagística que comentei. Em frente às casas mais antigas, há fragmentos de pedras e cimento por todos os lados. Já quando se trata dos condomínios e dos edifícios mais recentes, a situação é diferente.


A esquina da Rua José Veríssimo com a Rua Visconde de Taunay: rua definitivamente ajardinada.


Na Rua José Veríssimo, a transformação das casas baixinhas por prédios modernos e sofisticados tem sido gradual.


O panorama da Rua José Veríssimo, ainda nas proximidades das ruas Visconde de Taunay e Afonso Arinos.


O Centro de Dança Rio é referência na região e na cidade como pólo de formação de dançarinos. Fica ao lado de uma lanchonete e em frente a uma banca de jornal, que permanece no mesmo local há anos.

Geralmente o que se vê num emaranhado de fios de telefone ou de cabos de energia, desses dos postes, são ninhos de passarinhos, não é mesmo? Pois bem; na José Veríssimo existe algo de bizarro por lá. Quase em frente ao Centro de Dança Rio, escola de renome na formação de artistas e dançarinos, há um par de mocassim pendurado entre os fios. A primeira impressão é a de que alguém os deixou cair de seu apartamento. De acordo com uma amiga, que mora pelas redondezas e que, por coincidência, me encontrou na rua esse dia, resolvendo me acompanhar na jornada para o blog, disse que essa é uma cena para lá de comum e que fazem de propósito. A pergunta que fica é… por quê? Juro que dei risadas, tamanha a graça, apesar de, na verdade, não ter graça nenhuma.

Lá, o pé sujo Bar Passos de Silgueiros está de portas abertas. O período matutino, momento em que se preza a boa alimentação, não parece ser obstáculo para os clientes, que já detonam copos consecutivos de cerveja. Um brinde à vida, ao fim de semana! As gargalhadas ainda são tímidas, embora aumentem a medida que os ponteiros do relógio avançam. Falam de futebol, assunto que não pode faltar em nenhuma mesa de bar. Contudo, a calmaria lá da Rua Visconde de Taunay vai ficando para trás, e a conversa se mistura ao ruído motorizado da Rua Dias da Cruz, cada vez mais loteada de painéis publicitários, uns mais coloridos que os outros. A sorte é que o programa Rio Limpo, esse que pretende acabar com a poluição visual do Rio, irá se expandir para outras zonas.


Um par de mocassim preso nos fios do poste chama a atenção, enquanto o Bar Passos de Silgueiros já conta com clientes em plena manhã.


A esquina da Rua José Veríssimo com a Rua Dias da Cruz, principal via do Méier. Ao lado, a imagem do autor deste blog (quem lhes escreve agora!) se reflete num dos espelhos de um laboratório médico, captando outros pedestres dessa esquina também.

O caos é bem refletido pelos espelhos de um laboratório médico da rua, bem em frente à José Veríssimo. Muita gente, muitos carros, muitos ônibus, e uma Dias da Cruz bem estreitinha. No próximo mês, será reinaugurado ali perto o antigo Imperator, casa de espetáculos de sucesso até a década de 90, agora com o nome de Centro Cultural João Nogueira. Além dos shows, vai contar ainda com salas de cinema. Um chamariz, um agregador de valor ao bairro. O Méier está se desenvolvendo e se sofisticando, embora corra o risco de sofrer como a Freguesia, em Jacarepaguá – ótima em qualidade de vida, péssima em locomoção.

Curta a página do As Ruas do Rio no Facebook para ver mais fotos das ruas Visconde de Taunay e José Veríssimo!

Para contato direto | asruasdorio.contato@gmail.com 

As Ruas do Rio é parceiro da edição carioca do Wallpeople 2012 (wallpeople.org). Você que curte arte e fotografia, seja amador ou profissional, participe do Wallpeople levando suas criações. Vamos criar um grande mural de fotos, colagens, pinturas, desenhos, etc, relacionados ao tema “Express Yourself (Autoexpressão)”. A ideia é criar uma exposição a céu aberto, intervindo no espaço urbano e promovendo um encontro entre pessoas. Mais de 32 cidades ao redor do mundo estarão participando simultaneamente! 

Dia 9 de junho de 2012, das 15h30 às 17h30, na esquina da Avenida Heitor Beltrão com a Rua Alzira Brandão, na Tijuca. Bem ao lado do Teatro Ziembinski, quase em frente à estação São Francisco Xavier do metrô.

Mais informações sobre o evento no Rio de Janeiro aqui. Sobre informações do evento desde sua criação, com entrevista aos criadores, os publicitários espanhóis Pablo Quijano e David Marcos, de Barcelona, assista ao vídeo exclusivo aqui neste link.

Tags: | | Publicado em: Canteiros e Jardins | Rua a Rua

Lapa, o mais novo bairro do Rio

20 maio 2012 | 1 comentário

De sub-bairro a bairro, a Lapa ganha oficialmente um lugar no mapa do Rio


A criação do bairro da Lapa desmembra o território original do Centro do Rio e do Bairro de Fátima que, por acaso, é um sub-bairro. A Lapa pertencerá à I Região Administrativa.

A recuperação e a inclusão da região da Lapa no pólo turístico e de entretenimento da cidade ultrapassou as barreiras geográficas. Quem já leu minhas postagens sobre os sub-bairros deve lembrar que frisei bem o caráter da Lapa como sub-bairro do Centro. Passado! Acabou de ser sancionada pelo prefeito Eduardo Paes, no último dia 17 de maio, em publicação no Diário Oficial, a Lei nº 5.407 que previa a criação do bairro da Lapa. Sim, a Lapa agora é bairro oficial da cidade do Rio de Janeiro!

Curta a página do As Ruas do Rio no Facebook!

Para contato direto | asruasdorio.contato@gmail.com

Tags: | Publicado em: Geografia Carioca

Largo do Machado

11 maio 2012 | deixe seu comentário (0)

Um passeio pelo Largo do Machado enquanto a sessão no Cinema São Luiz não começa


Um dos acessos para a estação Largo do Machado do metrô, na praça de mesmo nome: inaugurada em 1981 em um dos endereços mais antigos da zona sul.

por Pedro Paulo Bastos

Meu primeiro contato, pequenininho, com o Largo do Machado foi no filme “A filha dos Trapalhões”, assistido incansavelmente em VHS na década de 90. Numa das cenas, o personagem de Renato Aragão, o Didi, numa tarde ensolarada, desembarca de uma estação de metrô no Rio de Janeiro. A câmera, do alto, filma o letreiro com o nome da estação e, logo em seguida, todo o panorama de uma praça aparentemente movimentada, mas cheia de graça por suas árvores, seu chafariz e, por que não, seus pombos! A imagem ficou marcada para mim durante anos, principalmente no período em que comecei a alimentar esse meu hobby por ruas, praças e afins. Depois de passar certa época da adolescência pegando sessões no São Luiz, comendo pizza no Gambino e revisitando diversas vezes o Museu da República, meu favorito, agora eu trabalho praticamente ao lado do Largo, o que me permite, diariamente, observar melhor como essa simbólica praça carioca se movimenta e se sustenta no tempo.

A Igreja Nossa Senhora da Glória, em conjunto com outros prédios históricos do entorno - como o lindíssimo Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, de 1874 -, faz com que o Largo do Machado pareça uma verdadeira pracinha de cidade pequena do interior. Claro, o caótico trânsito das ruas do Catete e da Laranjeiras quebra um pouco dessa sensação com buzinas e freadas histéricas, embora um passeio pelo centro do Largo resguarde ainda certa tranquilidade e nostalgia. Por parecer um campo, com árvores centenárias apenas nas extremidades, o Largo do Machado tem paisagem aberta. O céu é visto e é incrivelmente bonito por ali, podendo ficar ainda mais encantador com os pombos voando e pousando sobre a estátua em mármore Carrara da Imaculada Conceição, localizada sobre um pedestal no centro do chafariz. Poético, em volta de tantas palmeiras. Apesar da beleza toda do espelho d’água, a cena se repete como em muitas outras praças do Rio que possuam esse mesmo equipamento. Água parada, suja, sacos plásticos que boiam… Os mendigos parecem se distrair com a circulação de dejetos pela fonte. Muitos deles, inofensivos, ficam ali, parados, esperando por algo ou alguém que nunca virá.


O panorama do Largo do Machado com seu chafariz, desativado, e a o detalhe da Igreja Nossa Senhora da Glória, de 1872.


Os bancos sinuosos do Largo com o Colégio Estadual Amaro Cavalcanti ao fundo.

Ao lado, o cruzamento do Largo do Machado com a Rua Ministro Tavares de Lira.

Os bancos sinuosos, que contornam as curvas dos jardins, são lotadas de pessoas, muitas delas já de idade. Aliás, ainda preciso confirmar essa minha teoria: a minha geração, galera que está na faixa dos vinte e poucos anos, parece não curtir muito o espaço oferecido pelas praças. Ou não há tempo, ou não há atratividade para curti-las. Em outros lugares que tive a oportunidade de viajar, vi a presença de um público mais juvenil pelas praças, como em Boston e em Buenos Aires. Até mesmo meu irmão, que mora em Milão, virou um assíduo frequentador de praças e parques por lá. Falando por mim, realmente não há tempo, mas a sensação de insegurança de muitas delas no Rio ainda é um fator de repulsão para lazer. Os jovens que estavam pelo Largo do Machado, parados e descansados, aparentavam estar ali por outras razões, como, por exemplo, naquele momento de fuga básica do trabalho para “espairecer” os nervos. Outros, menores, pareciam não estar assistindo às aulas. Digo isso porque muitos estavam uniformizados. “Gazeteiros”, diria meu avô.

 O Largo, além de ser uma região densamente ocupada por consultórios médicos, farmácias, lanchonetes populares e postos de saúde, é também referência em colégios, o que permite introduzir à sua dinâmica essa boa dose de crianças e adolescentes de passagem. Uma saída do metrô também colabora muito para criar pequenas multidões, de maneira organizada. Incrivelmente as barracas de flores são apreciadas, e não apenas meros enfeites. Algumas delas colaboram até mesmo para o paisagismo do Largo do Machado ao utilizarem o tronco grosso e antigo de uma árvore para expor vasos de plantas com placas de bambu. Ficou charmoso e elegante.


O Largo do Machado conta com várias barracas de flores, mas o que mais chama a atenção mesmo por lá é a reunião de senhores para jogo de baralho.


Prédio elegante na Rua das Laranjeiras é apenas mais um dos edifícios históricos nessa região do Catete.

Os pombos voam tanto quanto as pessoas que se exercitam nos novos aparelhos de ginástica – são dois elementos que não param nunca pelo Largo do Machado. Minto: o carteado é que parece não parar nunca. As mesas ficam todas cheias de senhores, naquele estereótipo mesmo da figura do avô, nas proximidades da Rua Bento Lisboa, onde está o restaurante Adega Portugália. Todos alegres, enturmados e entusiasmados. Já pelos lados da Rua do Catete, a ideia que todo mundo torceu o nariz no começo mas que agora é um sucesso está lá, ainda toda laranjinha. O posto do Bike Rio no Largo tem boa rotatividade de bicicletas, enquanto um saxofonista tenta ganhar a vida na esquina com a Rua Dois de Dezembro. O São Luiz tem movimento tímido durante uma tarde de dia de semana, mas é requisitadíssimo de noite com sua galeria refigerada. A Rotisserie Sírio-Libanesa está ali na Galeria Condor; é referência. Uma barraca de frutas, todas em tons fortes amarelados, como laranjas, abacaxis e bananas, complementam a paisagem, em meio às árvores e aos raios solares que ultrapassam seus galhos, quase como um belo quadro no gênero natureza-morta. Tudo isso na confluência do Flamengo e de Laranjeiras com o Catete.

Curta a página do As Ruas do Rio no Facebook para ver mais fotos do Largo do Machado!

Para contato direto | asruasdorio.contato@gmail.com

Tags: | Publicado em: Parques e Praças

Parque Madureira

01 maio 2012 | 8 comentários

Previsto para inaugurar em junho, o Parque Madureira ainda está um pouco no “esqueleto”. E mais: uma volta pelo comércio agitado do bairro.

por Pedro Paulo Bastos

O plano de trazer Madureira ao blog pela primeira vez foi por água à baixo, literalmente, ao nos depararmos, eu e meu primo Raphael, com o chuvaréu que caiu repentinamente sobre Madureira ontem, dia 30. A ideia era fotografar o entorno do que será o novo Parque Madureira, às margens da Rua Conselheiro Galvão, alongando-se pelo bairro de Turiaçú até chegar ao viaduto da Avenida dos Italianos, já na região de Rocha Miranda. O parque tem previsão de inauguração para daqui a um mês, segundo reportagem do jornal O Globo da semana passada, o que me parece um pouco pretensioso. Ainda há muito o que fazer. Quem passa por lá consegue ver apenas um esboço do que será o parque. No entanto, há um desejo de que o Parque Madureira esteja pronto no tempo certo ao evento Rio+20, que ocorrerá por aqui também no mês de junho.

Prometida como a terceira maior área verde urbana do município, atrás apenas da  Floresta da Tijuca  Quinta da Boa Vista e do Aterro do Flamengo, a funcionalidade proposta para o Parque Madureira entusiasma: terá centro de visitantes com iluminação gerada por energia solar, sistema de irrigação que evitará desperdícios, reutilização de água da chuva e lâmpadas do estilo LED, que são mais econômicas. Sem mencionar os impactos socioespaciais em Madureira, que é uma verdadeira selva de concreto. No verão é bem provável que a nova área de lazer da cidade dê a sua contribuição à redução temperatura média local.

Para ler mais sobre o parque, leia a publicação do As Ruas do Rio, de 9/02/12: Madureira menos cinza e mais ameno.


A placa que indica uma das entradas do Parque Madureira, na Rua Soares Caldeira: a construção de um parque sustentável no Rio, que pretende cumprir os requisitos para conquistar o selo Aqua (Alta Qualidade Ambiental).

Enquanto isso…

A volta que demos pelas ruas mais comerciais do bairro provou que o sucesso da novela “Avenida Brasil”, da TV Globo, não é à toa. O comércio do fictício bairro do Divino foi belamente inspirado nos arredores da Avenida Ministro Edgard Romero e Rua Carvalho de Souza, onde o caos de pedestres reina em todo o período comercial. É como se fosse um coração pulsando de pessoas, sons, mercadorias, outdoors e buzinas. Na esquina da Rua Carolina Machado com a Edgard Romero, a música ambiente de uma loja (não tão ambiente assim, afinal, estava mais alto do que deveria) se misturava ao do vizinho. Numa se escutava Exaltasamba. Na outra, o eterno clássico oitentista de Cyndi Lauper, The Goonies ’R’ Good Enough, tema do filme Os Goonies (1985). O espírito consumista era o mesmo que o de época de Natal, atraído principalmente pelos locutores, como o da novela, que ficam na calçada atiçando a clientela.

Madureira é um bairro querido para mim pois é lá, e somente lá, que eu consigo comprar pacotes gigantes de marshmallow por preços camaradas. Incrível; a Rua Conselheiro Galvão é dotada de verdadeiras lojas-galpões especializadas em doces, não só os conhecidamente caseiros, como pé de moleque, doce de abóbora, bananadas, bem como os industrializados – chicletes, aquelas balas de café, balas de goma, e o marshmallow, é claro! Vale a pena. Uma famosa marca de balas, que chamamos de drops, vendida a R$ 1,00 na esquina da sua casa, ou por até R$ 3,00 nos cinemas de shoppings, vinha em uma pequena caixa fechada com pelo menos 18 unidades pela barganha de R$ 7,00. A gente paga caro e nem desconfia… Sem mais propagandas, galera. E pela prevenção das cáries!

A intenção era trazer o cotidiano todo de Madureira para cá, incluindo o parque. Infelizmente a tromba d’água não permitiu. Fica para a próxima. Mês que vem, quem sabe, quando o Parque Madureira seja inaugurado.


Essa é a Praça Paulo da Portela, na Estrada do Portela, na divisa entre Madureira, Oswaldo Cruz e Turiaçú: outro ponto simbólico da região e do samba.

 

Curta a página do As Ruas do Rio no Facebook!

Para contato direto | asruasdorio.contato@gmail.com

Tags: | | | Publicado em: Bairro a Bairro | Estudos Sociais | Parques e Praças